A Menina Que Tinha Dons (2016)

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Sinopse: Em um futuro distópico, algumas crianças são mantidas como reféns por uma cientista em busca da cura para uma doença que infestou todo o planeta. Melanie (Sennia Nanua), uma garotinha com dons muito especiais, chama a atenção de Helen Justineau (Gemma Arterton) e da Dr. Caroline Caldwell (Glenn Close), que decidem embarcar em uma jornada com a menina.

Depois de ter lido o livro, de mesmo nome e resenha AQUI, admito ter ficado bem ansiosa para poder ver o filme, ainda mais depois de um trailer que me agradou muito. E, apesar de sentir que o filme poderia ter seguido algo um pouco mais movimentado, ele é exatamente o que o livro nos ofereceu, satisfazendo os fãs que sempre reclamam de adaptações nada fiéis. A Menina Que Tinha Dons consegue mostrar tudo o que as páginas nos deram. ^^





Então, vamos lá.
A sinopse e resenha deixam claro que estamos em um mundo apocalíptico, onde um vírus acabou transformando os humanos em zumbis e algumas crianças, que acabaram nascendo dessa maneira, estão confinadas em laboratórios para estudo. E é nessa base do exército que vamos conhecendo todos os personagens, sem enrolações. Temos a cientista responsável por tudo, a professora que é claramente querida por todos seus alunos e alguns militares que acabam tendo sua importância durante o enredo.
Aviso que tentarei focar mais no filme e detalhes para não ficar tão repetitivo já que temos a resenha do livro e o filme é absurdamente igual. O que me abre aquele questionamento. Nesse caso em particular, quase desejei ter lido o livro depois para poder caçar mais detalhes e ter tido mais surpresas ao ver o filme. Talvez tudo fosse um pouco mais emocionante, apesar de dar a chance de o filme não me atrair o suficiente para querer ler o livro.
Seja lá qual for a maneira que você escolher assistir ou ler, faça isso porque vale à pena. =D





O filme tem seus momentos tensos, onde os zumbis cumprem seu papel tão esperado em filmes do gênero. Porém, vale notar que o lado "sentimental" de tudo é uma das grandes questões do enredo. E isso já se mostra ao sermos apresentados à personagem de Melanie, que tem uma atriz iniciante nas telas e que me agradou muito. Sennia Nanua faz um papel excelente ao mostrar os lados da personalidade da garota que sente carinho e respeito por sua professora, quer a defender e proteger, mas por muitas vezes tem que ser fria e racional para controlar seus próprios instintos. E, vale notar que, em vários momentos, ela parece ser o personagem mais cheio de sentimentos, apesar de ser uma "criança zumbi".





Dando continuidade na vida das crianças confinadas, temos todo o lado científico que foi um ponto muito grande no livro e que, particularmente, me cansa um pouco. No entanto, o filme soube dosar tudo muito bem, deixando as explicações acontecerem no tempo certo e em momentos bem importantes.
As explicações vão acontecendo mais por meio da Dra. Caldwell, interpretada por Glenn Close, que faz um papel excelente também, apesar de eu sentir que ela seria um tanto mais fria e louca. De toda forma, tanto o sargento Parks (Paddy Considine) como Justineau (Gemma Arterton) seguem bem seus papéis. Algumas cenas foram tiradas, claro, e sinto que nem acrescentavam tanto à trama apesar de ter sido bom para deixar esses dois últimos personagens mais humanos. Sinto que Justineau não teve uma representação tão grande quanto nas muitas páginas lidas, o que não é de todo ruim porque o foco em Melanie sempre foi um ponto que achava muito mais interessante.





O filme não é muito longo, mas as cenas mais paradas podem dar um ritmo um tanto cansativo. Vale ressaltar, novamente, que não é um filme sobre sangue, morte, terror e suspense. Ele segue o drama da sobrevivência e descobertas. Simon Dennis dirige o filme de uma maneira em que todas as cenas de tensão compensam as partes mais "tranquilas".
Vale considerar que algumas mudanças não tão fiéis ao livro geraram alguma discussão, mas no todo foram boas. Especialmente se tratando de Melanie ser uma personagem branca nos livros e ser interpretada por uma garota negra. E o peso disso é mínimo, independente das tão discutidas "cotas" que grupos de filmes gostam de apontar, criticar ou entender. Sennia está ótima e merece todos os créditos por seu trabalho muito bem feito, como qualquer atriz iniciante.

Então, para encerrar, tanto o livro quanto o filme são algo que eu acho que vale a pena conferir e se deixar gastar um tempo. =D
Caso queiram conferir o trailer legendado do filme, só clicar AQUI






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