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Anime: Non Non Biyori
Gênero: Slice Of Life
Autor: Atto
Direção: Shin’ya Kawatsura
Estudio: Silver Link

Sinopse: A Jovem Hotaru Ichijou se muda junto com seus pais de tóquio para uma cidade pequena e rural ao centro do japão, e então se vê tendo que adaptar-se a nova rotina, escolas e colegas nessa vidinha pacata e interiorana.






Já falei sobre alguns gêneros aqui no Blog, mas existe um em especial que costumo recomendar para todos que queiram desligar o cérebro, esse gênero é o Slice Of Life.
O nome é quase autoexplicativo, animes desse gênero costumam acompanhar parte da vida de um personagem, suas rotinas e relacionamentos em geral. São animes que tem um teor de comédia e drama mais realistas, mas não necessariamente.

Um exemplo bom de um slice of life de aventura e fantasioso é Hai To Gensou No Grimgar, Provavelmente a forma mais fácil de diferenciar um slice of life dos demais gêneros é o foco que ele dá ao desenvolvimento dos protagonistas, alguns acompanhamos por anos e outros por meses, mas geralmente são animes focados em nos introduzir ao dia a dia das personagens.





É um gênero delicado que divide opiniões pois as histórias tendem a demorar mais para ter um desenvolvimentos e algumas nem tem de fato um grande desenvolvimento.
Mas, então, para que perder seu tempo vendo uma obra que caminha tão vagarosamente e às vezes não tem intenção nenhuma de chegar a algum lugar?



A resposta pode variar de pessoa para pessoa.
Às vezes pela ótima fotografia (que não é incomum em animes desse gênero pois no fim das contas como não é necessário uma animação tão fluída já que podem investir mais em cenas lindas de bom viés fotográfico), algumas pessoas vão falar que gostam do ritmo mais lento e do desenvolvimento.
Eu pessoalmente gosto de ver essas obras pelo motivo de serem obras fáceis de ver.





Sim, obras fáceis.

Você simplesmente consegue ver sem ter de pensar, o roteiro costuma ser simples e apesar de existirem alguns plots e adversidades, na maioria das vezes, as soluções se dão de forma amena.







Agora, falando de Non Non Biyori, acho que a principal proposta do anime seja ter um ritmo lento, e isso não é de forma alguma ruim. Essa fórmula de calmaria somada a um humor leve acaba cativando os espectadores.
A fórmula aparece em diversos slice of lifes mas em Non Non o ritmo é tão natural que talvez o único anime que consiga competir nesse quesito seja Tanaka-kun Wa Itsumo Kedaruge. Porém, enquanto Tanaka depende de alguns exageros para manter sua comédia, Non Non consegue se sustentar bem fazendo com que a banalidade pacata e cotidiana daquele vilarejo acabe por si só sendo cômica e agradável. Isso se dá pelo carisma das personagens, principalmente pela Miyauchi, a personagem mais nova do núcleo principal que tem apenas 7 anos e dispõe de um repertório bem imaginativo de brincadeiras e piadas.







Falando em termos de roteiro e diálogo o Anime é morno.
Existe um desenvolvimento de personagens ali, mas como eu disse a intenção parece ser a de não ir para lugar nenhum com a história e apenas apresentar o cotidiano desses personagens, mostrando como a menina que veio de Tóquio consegue lidar com essa nova rotina e com suas novas amizades.

Os diálogos são simples e a obra não tem nenhum grande problema a ser resolvido ou um drama de fato. A sensação constante de paz que exala em cada capítulo torna o anime praticamente um antidepressivo, recheado de bom humor e cenas fofas!



Falando objetivamente em termos de nota, ele não se exalta muito em nada, em uma visão bem pessoal eu me afeiçoei bastante aos personagens pois a narrativa nos permite nos sentirmos parte desse cotidiano.
Mas, em uma visão geral, é uma obra genuinamente mediana.
Um 5/10




Ainda assim, é uma ótima carta na manga para aqueles momentos onde o caos da mente está pedindo por um pouco de alívio.
Desafio você accompletar uma temporada desse anime sem sorrir no fim.









Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de Vidro.
Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.


Resenha contém spoilers, claro. Se não leu o primeiro livro e quer saber mais sobre, pode conferir a resenha AQUI.

Como diz a sinopse, a vida de Feyre tem uma mudança bem intensa depois de passar um bom tempo tentando se adaptar a sua nova vida. O grande problema é que sua adaptação é totalmente controlada e, por muitas vezes nula, já que Tamlin tenta a proteger o tempo todo. E essa proteção em excesso, junto de medo e de um amor possessivo a faz se perder cada vez mais dentro de si.
Feyre tem noites péssimas, passando mal ao reviver em sonhos todos os seus maiores medos. E cada vez mais Tamlin a afasta, sempre com a desculpa de querer a proteger.

Os únicos momentos que quebram a rotina de Feyre é quando Rhysand aparece para a levar para sua Corte, onde ela terá que cumprir a promessa feita no final do primeiro livro. Rhys por muitas vezes a deixa sozinha, até tentar começar a fazer Feyre ler e ir abrindo mais espaço para ela.
Porém, Feyre sempre precisava voltar para a Corte de Tamlin e reviver a rotina de super proteção. Até que isso se torna demais, insuportável demais, com o respeito que deveria existir entre eles sumindo da pior maneira possível e Feyre sendo levada.

"Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha."


E é ao ser levada que Feyre entende que não pode aceitar mais o que vinha aceitando. Que toda a tristeza, desespero e medo que ela sente precisa mudar. Ela sabe que tem potencial e nota que Rhysand é a chance que ela precisava de evoluir e descobrir mais sobre si mesma.

Feyre aceita ficar perto do Grão-Senhor da Corte Noturna e começa a conhecer a vida dele, pessoas que ele tem próximo, assim como amigos. Ela conhece mais de Mor, e é apresentada aos amigos e protetores de um reino totalmente desconhecido, Cassian e Azriel, assim como Amren, que é tão antiga que se questionar o que ela é pode não ser a melhor escolha.


"Eu estava me afogando naquele antigo peso, lutando para subir até uma superfície que talvez não existisse. "


Sinceramente, acho que esse segundo volume tem um andamento bem melhor que o primeiro, que se torna um tanto parado em grande parte, até chegar ao final inquietante. Agora, Feyre tem mudanças e uma força maior dentro de si que faz a leitura, mesmo em momentos mais calmos, te prender absurdamente. Feyre ainda precisa aprender muito, mas torcemos muito por ela cada vez que ela entende que tem um propósito e se enche de coragem para realizar pequenas e grandes coisas.

O bom do enredo é que as personalidades ficam mais evidentes. Seja até por uma participação mais reduzida de Tamlin, Lucien e Ianthe, até a Corte Noturna, que se torna uma constante.
As irmãs de Feyre acabam aparecendo e tendo um papel maior na trama, que ficará mais intenso ainda pelo final do livro, que eu não consegui largar em certo momento até terminar de uma vez.

O livro tem todo um lado político, onde vemos pessoas no poder querendo mais poder e passando por cima de tudo o que encontram no caminho, até Grão-Senhores que são temidos e acabam mostrando um lado mais "humano" e cheio de compaixão. O livro todos nos surpreende em ótimos momentos e suas mais de 650 páginas acabam sendo deliciosas de ler.

"Estou pensando que era uma pessoa solitária e sem esperanças, e talvez tivesse me apaixonado pela primeira coisa que me mostrou um pingo de bondade e segurança. E estou pensando que talvez ele soubesse disso... talvez não conscientemente, mas talvez ele quisesse ser aquela pessoa para alguém. E talvez isso desse certo para quem eu era antes. Talvez não dê certo para quem....o que sou agora."


Como se não bastasse acompanhar Feyre e a entender mais, Rhys acaba sendo um personagem tão importante que jamais achei que iria ter um peso grande para mim. Sei que muitas vezes o cara mau se mostrar bom é um cliche esperado. Porém, a autora constrói toda uma história, um background tão bem feito, que nada fica com pontas soltas e conseguimos entender muitas das situações que ocorreram no primeiro volume da série.

Para quem gosta de romance, esse volume acaba tendo seus momentos, então pode se jogar de cabeça. Eu mesma que não sou grande fã de romances, consigo entender que tudo foi bem construído, com ligações tão importantes que ficamos chocados até a última página.

Sem dúvida é continuação de respeito.
Estou tão ansiosa para ler o último volume que terei que o providenciar o quanto antes.
Se você gostou do primeiro, garanto que esse é muito melhor <3

"E quanto a deixar que seus amigos vejam seu verdadeiro rosto? Mas talvez seja mais fácil não o fazer. Porque o que acontece se deixar alguém entrar? E se a pessoa vir tudo, mas ainda assim der as costas? Quem poderia culpá-la, quem iria querer lidar com esse tipo de confusão?"


Eu era esperta como a Mamã. Mesmo aos 10 anos eu já sabia que aquela história de gente voando era pura lorota. Não eramos um povo especial que tinha perdido a magia. Éramos escravos e não íamos a lugar algum. Mais tarde eu entendi o que ela queria dizer. A gente voava, sim,mas não tinha mágica nenhuma naquilo. - Encrenca


Sinopse: Sarah é uma garota branca que sonha em ser advogada e acabar com a escravidão. Encrenca é uma garota negra que sonha em ser livre. Ambos sonhos parecem impossíveis no início no século XIX,mas, juntas, aprendem a torná-los possíveis e, para isso, enfrentam todas as regras da sociedade que vivem.

Esse foi o primeiro livro de junho (da lista de livros TBR) e preciso dizer logo de cara: Que livro! É impossível resumir os sentimentos que tive ao longo do começo do livro e pior ainda, conforme fui avançando na história. Então sem mais, vamos à resenha, sem spoilers, mas com muita emoção.

Correndo desde 1803 até aproximadamente meados de 1838 somos apresentados a duas jovens de vidas extremamente opostas, de um lado temos Encrenca, uma garota escrava que é chamada por seus donos de Hetty, enquanto do outro está Sarah Grinké, uma garotinha que aos 11 anos já se sente desconfortável diante da escravidão, mas é branca, de família rica e escravagista e claro, o pior: É mulher.

As duas são levadas a se conhecerem pelo destino e então, o que era improvável acontece, uma amizade que leva ambas a quebrarem barreiras e descobrirem novos caminhos para o que parecia ser apenas uma vida sem saída para as duas.

Não é preciso ler o livro para saber que as partes mais dolorosas da história ficaram para Encrenca, em alguns momentos eu sentia como se fervesse de raiva por um sistema que permitia aquilo, por humanos olharem para outros humanos e julgarem que "está certa, tem que sofrer mesmo, merecem, se não sofrerem não teremos riquezas".

A autora conseguiu apresentar de forma cuidadosa a história real e abraçá-la com a ficção, sem perder o contexto ou deixar de lado pontas soltas.
Sem dúvidas, uma das leituras que nos mostra o que claramente é a luta de muitas mulheres, desde 1803: Serem ouvidas e respeitadas como um igual, sem distinção de raça, classe social ou qualquer outrem.

As pessoas dizem para não olhar pra trás, que o passado é o passado, mas eu sempre olharia para trás. - Encrenca





Lembro quando o cancelamento da série foi anunciado ano passado, 2017, e como isso me abalou. Eu sempre achei a série totalmente genial, com um assunto importante e com aquela dose de loucura e confusão que sempre amo. E, de alguma forma muito boa, eu não fui a única surpresa e chateada com isso. A série teve sua dose de atenção e um abaixo assinado enorme, muitos tweets divulgado e um falatório sem fim, a Netflix anunciou que teríamos um episódio final que nos daria uma conclusão digna de, aproximadamente, 2 horas e meia.
Então, ontem mesmo segui Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Capheus Onyango (Toby Onwumere), Sun Bak (Doona Bae), Kala Dandekar (Tina Desai), Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt), Riley Blue (Tuppence Middleton) Nomi Marks (Jamie Clayton) e Will Gorski (Brian J. Smith), nessa conclusão que, para mim, foi sensacional.

Aviso desde já que teremos alguns bons spoilers abaixo. Então, caso não tenha visto e não queira estragar algumas surpresas, tente ler depois ;D
Você pode verificar o trailer AQUI





O episódio final, exatamente por ter vindo em um momento que acho que não era tão esperado, é acelerado, rápido, com muitas informações sendo mostradas para fazer o possível para nos dar respostas e concluir tudo. É evidente que os eventos teriam se espalhado bem por algumas duas temporadas a mais, porém, essa foi a maneira e, apesar de ser bem acelerado, não me incomodou em nada. Talvez tenha sido a ansiedade de esperar por esse momento, e ficar feliz por ter uma finalização, que pareceu funcionar comigo.





O episódio final produzido por J. Michael Straczynski e Lana Wachowski, tem todas as características que aprendemos a amar nas temporadas anteriores. Aquela complexidade e confusão, agora já mais conhecida. É notável que escolheram focar mais em alguns personagens para que pudéssemos caminhar para um final favorável. Duas horas e meia podem parecer muito, mas com 8 personagens muito importantes, sem contar os extras que foram surgindo durante a trama, contar muito de cada um deles seria uma tarefa bem difícil. Ainda assim, mesmo com o foco em alguns, ainda acho que a conclusão para todos foi muito boa.





O episódio segue com todos os sete reunidos em pessoa, finalmente, tentando achar uma forma de recuperar Wolfgang de maneira segura, em uma troca perigosa. E é após isso que começamos a ter a maior conclusão e respostas sobre a OPB e sua relação com os clusters.
Vale destacar que, apesar de tudo isso, os personagens são bem humanos e ainda temos uma boa dose de amor e dúvidas. Especialmente com a Kala tendo que decidir entre Wolfgang e seu marido, Rajan (Purab Kohli). E que decisão, minha gente. Se tem algo que eu não esperava era o que aconteceu e simplesmente AMEI!! Ainda temos o momento de felicidade para nossa querida Sun com o detetive Mun (Sukku Son) que teve um peso em sua vida em episódio anteriores. E gosto de deixar claro que eu aceitaria mais se ela tivesse ficado sozinha. Afinal, é possível encontrar essa felicidade em si mesma e ela seria uma personagem perfeita para mostrar isso.
Temos também aquele momento romântico entre Amanita (Freema Agyeman) e Nomi, que tem seu momento lindo mais para o final.





E, continuando o amor e nos dando a chance de matar saudades, o episódio ainda trouxe a participação de muitos coadjuvantes. Como não citar Bug (Michael X. Sommers) e toda sua presença cheia de energia, com toda uma participação mais presente com Nome. E, claro, o trio mais amor que é completo por Dani (Eréndira Ibarra) e Hernando (Alfonso Herrera), que continuam próximos e dando todo seu apoio à Lito. E é com muitos personagens que vão aparecendo que notamos que é realmente um episódio de despedida feito para os fãs, com pequenos momentos que podem agradar a todo mundo, sim.





















Claro que nem tudo pode ser amor e temos muita ação! Todas aquelas cenas que nos fizeram ficar encantados e chocados com a produção com o começo da série, se repetem nesse episódio final. Seja com a Sun, Will e Wolfgang. O bom é que em todas essas cenas, vemos como os 8 conseguem se ajudar e a conexão entre eles parece cada vez maior e mais fácil já que se conhecem bem e estão bem acostumados uns com os outros.
O que me faz precisar citar agora a grande cena "final", onde Wolfgang acaba com toda a perseguição usando a bazuca que vimos lá pela primeira temporada e que seu amigo e irmão, Félix (Max Mauff), acaba trazendo para ele.





Como seria impossível contar em tantos detalhes toda a ação que vai se desenrolando ao longo do episódio, com planos incríveis e que dão errado do nada, com cenas que fazem o coração apertar....nos encaminhamos para os minutos finais, onde nosso coração aperta, mas de muito amor, empatia e aceitação.
Um casamento que vai mostrando o quanto preconceito e falta de aceitação, algo que a série sempre quis mostrar, é algo que precisa acabar. Um momento de felicidade que também foi aproveitado para ir juntando as pontas soltas de todos os personagens e tentando nos dar uma pequena conclusão e mostrar seu "felizes para sempre".





A série tem todo seu clichê, quase muito conhecido com mutantes e x-men, onde humanos não aceitam as diferenças especialmente de pessoas que parecem mais poderosas e evoluídas. Onde vemos que "humanos comuns" podem se juntar a quem amam, independente de quem são, o que serão... e lutar por uma paz maior, respeito e amor.
É um cliche mostrado de maneira genial, pelo menos para mim.
E claro, a cena final com toda a orgia entre nossos queridos oito personagens e seus relativos, pode ser o maior fanservice para alguns. Para mim, apenas deixa bem registrado o ponto alto da série, que mais chamou atenção. Por quê não usar algo que agradou ou surpreendeu ao extremo, não é mesmo?

O que posso dizer é que sentirei saudades absurdas e provavelmente é uma série que irei rever várias vezes. Ao menos esse episódio final eu sei que preciso ver mais algumas vezes, ainda mais para absorver tudo o que foi passado e me deixar amar tudo por um pouco mais de tempo.


"Foi difícil, mas se pudéssemos escolher, passaríamos por tudo de novo para continuar sendo quem nos tornamos"









Sinopse: Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

Lembro que li o primeiro livro há anos, quando o mesmo foi lançado em 2014. Depois disso, demorei muito para conseguir adquirir os outros dois e acabei parando de ler. O que me fez reler esse primeiro volume ainda esse ano, e é por isso que venho falar sobre ele.
Voltamos àquele momento em que distopias eram uma febre grande, então ter dado um tempo de tanto livro do gênero foi bom para poder avaliar melhor o livro.
A pena é que eu lembrava ainda de muita coisa, pelo menos a parte mais chave de surpresa, o que tirou a emoção que lembro ter sentido da primeira vez. Porém, isso não atrapalhou em nada o enredo bom e rápido de se ler.

A sinopse diz bastante coisa, então podemos seguir por aí.
Todo o "novo mundo" criado pela autora é tão consistente, como se fosse possível ver toda nossa civilização caminhando para algo assim, com o poder nas mãos de alguns sendo usados de uma maneira estranha e dividindo tanto a sociedade, que chega a dar medo. Porém, apesar de ser um momento intenso, onde inteligência conta muito para determinar o destino de um adolescente, a leitura é tão rápida que fica bem difícil deixar o livro de lado.

"Tiro da manga da camisa as margaridinhas que eu tinha guardado nela. Alguns brotos estão amassados, mas eu os arrumo cuidadosamente, com suavidade limpo-os da terra. Mamãe provavelmente nunca vai vê-los, mas eu sei que eles estão aqui. As flores são uma prova para mim mesmo de que continuo vivo, e sempre tomando conta da minha família."

Apesar da trama política, vemos muito do sentimento que guia as pessoas. Acompanhamos de perto Day e June, em capítulos alternados entre os dois personagens e fica fácil notar a motivação que cada um tem na vida. Claro que a vida de June sofre uma mudança brusca ao perder o irmão e se deixar guiar por um sentimento de vingança e justiça. E é exatamente por seguir isso que a vida de Day acaba sofrendo grandes consequências enquanto é perseguido pela garota que o julga culpado de tudo.
O bom do livro é que essa variação entre os personagens nos faz sentir uma ligação com cada um deles. Conseguimos entender ambos os lados e começamos a torcer mais ainda quando algumas verdades, bem escondidas debaixo dos panos, começam a surgir e mudar tudo o que ambos achavam ser verdade.

"Se você quiser se rebelar contra o sistema, faça-o de dentro dele. Isso é muito mais forte do que se rebelar estando fora do sistema."


Para aquelas sedentas por romance, podemos dizer que ele existe, sim. Em um primeiro momento notamos que nada mais é que uma peça no jogo e, depois, começa a ir crescendo como uma base de apoio. Eu ainda sou dessas que sente que esse tipo de relacionamento, em alguns livros com uma base mais importante, se torna um pouco forçado. Até senti isso ao ler, porém, parando para analisar o quanto os personagens perderam e o quanto ainda correm risco de perder, algumas coisas até parecem fazer sentido. Por isso não acaba sendo algo tão importante devido a tudo o que continua acontecendo ao redor deles e de pessoas com as quais eles se importam.

Por ser um livro com menos de 300 páginas, tudo acaba sendo rápido, intenso, com ação e revelações na medida certa. Acho que a autora fez um trabalho incrível ao dosar tudo isso, em poucas páginas e nos deixando com aquela vontade de continuar a leitura e saber como tudo irá terminar. Então, se for ler, esteja preparado para ir recebendo informações com uma rapidez um pouco maior do que livros que podem ter algumas 400 páginas, ok?
É um livro com ação, personagens inteligentes que tentam passar por cima do que sentem ser errado e do que claramente machuca as pessoas. Um livro rápido, que com certeza prenderá qualquer um que arriscar ler algumas páginas. Estou ansiosa em ler a continuação e não pretendo demorar tanto dessa vez ;D


" - Porque cada dia significa novas vinte e quatro horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro."




Sinopse: Nos tempos antigos, Kim Shin era um general invencível, mas o jovem rei tinha ciúmes de sua grandiosidade e o mata. Kim Shin se torna um Dokkaebi (Goblin), sendo agora imortal. A princípio ele pensa que isso é uma benção, mas logo descobre que na verdade é uma maldição. Kim Shin tem esperado 900 anos por uma noiva que vai acabar com a maldição.
Em uma noite, Kim Shin salva uma mulher grávida que estava destinada a morrer. A bebê é chamada de Ji Eun Tak e quando ela completa 9 anos, sua mãe morre. A menina vê fantasmas e conversa com eles constantemente. Nos dias atuais, Eun Tak é uma estudante do ensino médio, e escuta dos fantasmas que ela é a noiva do Goblin. Enquanto isso, Kim Shin conhece um Ceifador e coincidentemente acabam morando na mesma casa. Dirigido por Kim Eun Sook. 







E dessa vez iremos falar um pouco sobre o primeiro Dorama que vi na minha vida <3

Admito que demorei mais do que desejava para ver todo o dorama, ainda mais por eu não maratonar e cada episódio ser como um filme de 1h30. Porém, eu fui facilmente fisgada e fiquei encantada logo no primeiro episódio e sabia que iria até o fim, mesmo que levasse meu tempo.
A trilha sonora é um amor, a fotografia da série e os efeitos especiais são totalmente incríveis.
Por isso, para melhor introdução você pode verificar o trailer AQUI

Acho que a tarefa de resumir 16 episódios de uma série é bem difícil, mas irei tentar.
Logo no começo temos uma introdução que volta para os tempos antigos, uma época onde temos rei, uma futura noiva, um guerreiro considerado traidor e mais alguns outros detalhes que serão a base para os dias atuais, uma nova vida e descobertas.
É com esse começo que entendemos a vida do Goblin, como ele se tornou quem é e toda a maldição que envolve seu passado, mantendo seu presente algo eterno e cansativo demais.
E é quando Ju Eun Tak aparece em sua vida (ou reaparece) e ele sabe que tudo irá mudar.





Muda tanto que a vida dos dois acaba se intercalando com mais personagens que terão um peso tão importante quanto.
O dorama é repleto de romance, fantasia e drama, o que se torna sempre um combo interessante e que te mantém concentrada em cada episódio.
O enredo, apesar de ter seus seres fantasiosos, se resume na relação que cada pessoa tem, em acreditar, perdoar, amar, aprender e evoluir. Tudo da maneira mais erradamente humana possível. Ele consegue mostrar o quanto um nascimento pode ser importante naquele momento ou em um futuro, e o quanto um erro pode alterar absolutamente tudo o que poderia ser bom.

Não sei comparar muito com outras produções já que foi minha primeira experiência mas, ao menos com esse dorama, consegui notar o quanto a trama principal não é realmente principal ou se resume apenas a duas pessoas.
É incrível como o roteiro conseguiu se ampliar para as pessoas ao redor, terminando sem deixar qualquer ponta solta em toda a trama.
E preciso admitir que todo o relacionamento e envolvimento entre o Goblin e o Ceifador acaba aquecendo o coração com momento engraçados, intensos, tristes e empáticos.







"Cada momento que passei com você ... brilhou. Porque o tempo estava bom, porque o tempo estava ruim e porque o tempo estava bom o suficiente. Adorei cada momento. Não importa o que aconteça, não é sua culpa!"


Ah, e para esclarecer...a diferença de idade entre Ju Eun Tak e o Goblin é grande. Pensando que ele vive por mais de 900 anos, sabemos que ele se mantém com uma aparência de 30 e poucos anos enquanto a adolescente tem apenas 19. Como a maioridade por lá é alcançada aos 20 anos, isso pode ser algo um tanto estranho e não tão bom para muitas pessoas. Mas gosto de adiantar que ele a trata conforme a idade dela, com um respeito necessário até o ano passar e mais coisas irem surgindo em um futuro que não quero detalhar para não dar spoiler para quem deseja ver.
Pelo menos na minha opinião, a maneira como tudo foi tratado e representado não faz da diferença de idade um problema.
(Na verdade, acho que a idade dela é um pouco diferente, para mais ou menos. Descobri também que o esquema de idade é bem diferente por lá, algo que pode ser verificado NESSE LINK)







Ok, ok, Não tem como falar muito de uma trama que tem algumas reviravoltas incríveis. O que posso dizer é que se trata da vida, da morte e de tudo o que podemos alcançar ao olhar para nós mesmos, aprendermos e crescermos. Da mesma forma que é importante olhar ao redor e entender que tudo o que fazemos tem consequências.

Eu estou simplesmente apaixonada por tudo o que vi e sei que irei sentir falta. Como toda série, existem momentos que poderiam ter sido mais resumidos, mas acho que o conjunto todo nos faz sentir tão ligados aos personagens que até o dia a dia tedioso se torna interessante.

Ao menos sei que meu passeio pelo mundo dos doramas está apenas começando.
Espero que seja uma indicação interessante para quem quer algo novo para ver =D

Curiosidade retirada DAQUI:

Dokkaebi no folclore coreano é uma criatura que quando humano morreu, sofreu pela possessão de um objeto inanimado contaminado com o sangue de outro humano. São personagens que gostam de pregar peças em outras pessoas e também podem conceder desejos. Diferentemente dos Goblins, Dokkaebis são criaturas que gostam de fazer os outros humanos felizes, e podem ter características tanto ruins quanto boas.










"Para quem pensou que o esquecimento me traria paz de espírito.
No momento em que nossos olhos se encontraram, eu sabia que você também retinha suas memórias.
Eu rezo para que em nossa próxima vida
A espera será curta e a reunião será longa ..
Que não precisamos de uma desculpa para nos vermos ..
Intitulado com nossos queridos nomes
Então podemos nos cumprimentar quando acidentalmente nos encontramos
Com o nosso amor sendo sempre a solução ..
Eu rezo para que possamos nos encontrar assim
Estou feliz por ver seu rosto "




É isso aí! Voltamos ao Book Haul, e já que gosto do desafio, pretendo colocá-lo em prática!
Escolhi quatro títulos em minha estante que não havia lido ainda para este desafio.
São títulos com mais de 200 páginas e que tenho há um tempo considerável.

Vamos ao livros escolhidos!

Entre os livros temos romances nacionais e internacionais, aventuras e uma história de busca pela liberdade. 
Abaixo você encontra a sinopse de cada um. Embarque nessa leitura comigo! 

O garoto do cachecol Vermelho - Ana Beatriz Brandão
Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho...

Nós - David Nicholls
Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho. Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.

Pax - Sara Pennypacker
Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

A Invenção das Asas -Sue Monk Kidd
Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.




Anime: Sword Art Online (SAO)
Gênero: Ação , Aventura , Fantasia , Jogos , Shounen
Autor: Reki Kawahara
Direção: Tomohiko Ito
Estudio: A-1 Pictures


Antes de mais nada eu queria dizer que esse texto foge um pouco do que eu costumo fazer aqui no Blog. Porém, com a chegada da nova temporada e a formação desse hype enorme, eu meio que senti que seria um bom momento para puxar briga com metade da internet, pontuar algumas questões sobre esse “fenômeno” da animação que é Sword Art Online (ou SAO para os intimos).
O TEXTO A SEGUIR CONTEM SPOILERS E CRITICAS DURAS A RESPEITO DOS TEUS PERSONAGENS SACROS E AMADOS, POR ISSO NÃO O RECOMENDO PARA PESSOAS QUE AINDA NÃO ASSISTIRAM E NEM PARA OS OTAKUS MIMISENTOS FANBOYS/GIRLS, DE PLANTÃO !! Não me leve a mal, eu até gosto de ver o Kirito e a Asuna naquela dinâmica de casal (que vamos combinar é bem pouco saudável considerando o contexto em que o romance deles se desenvolve), mas SAO possui algumas falhas na construção de história e de personagens que fazem as entranhas de algumas pessoas revirarem! Vamos começar pela primeira temporada. O Plot do anime se resume a 10.000 pessoas aprisionadas em um game de realidade virtual, devido às circunstâncias de seus consoles onde só era possível se deslogar do jogo após zera-lo. Caso o usuário morresse no jogo, o aparelho iria queimar o cérebro do usuário e o mesmo aconteceria caso alguém tentasse forçar a parada externa do aparelho.
O NeverGear, como é chamado o console de realidade virtual, é dotado de uma bateria interna, então desligá-lo da energia aparentemente não resolveria o problema. No meio desse caos todo temos nosso personagem principal, Kirito, que fez parte de um grupo seleto de jogadores que tiveram a oportunidade de jogar antes de seu lançamento oficial.
Ele foi um Beta tester, o que deu uma imensa vantagem de início de jogo, e foi um dos poucos privilegiados a ter as informações base para lidar com essa adversidade, pois uma vez que se está preso em um jogo e com chances reais de MORRER, saber o que está fazendo é meio que questão de vida ou morte.
Esse nerdão meio que abandona os novatos para ir upar sozinho e, basicamente, faz isso durante todo o Anime a não ser quando ele se envolve com uma guilda que acaba sendo brutalmente dizimada pela negligência dele, mas não vou ficar apontando aqui as falhas de caráter do personagem pois existem falhas mais óbvias de se apontar em SAO, como a narrativa, mas eu já volto nisso aqui. O par romântico de Kirito é a Asuna, uma moça que, a princípio, parecia sofrer dos traumas desse confinamento virtual, mas que rapidamente esquece de tudo quando se apaixona pelo personagem principal. E não dá nem para chamar de amor, é meio que uma situação de estresse e carência pois são adolescentes pensando que a qualquer momento podem MORRER PARA UM JOGO. Então, é claro que vai colar uma psicose básica aí, mas a Asuna encontrou a felicidade ao se apaixonar pelo Kirito e meio que almeja ter uma Família com ele. Aliás, essa dinâmica fica um pouco mais doentia no momento em que eles adotam um Yui, uma I.A (inteligência artificial), que se considera filha dos dois e ambos a consideram como filha…


Família feliz? WTF?!
Apenas pense nisso um minuto, ok? Eles estão sob um sequestro virtual, lutando pela vida e a morte, rola uma paixão absurda e agora vem uma FILHA?! “Ah! Mas é bonitinho, eles formaram laços e…” Sério, só PENSA NISSO! Mas voltando... Eu poderia descrever um pouco mais dos outros personagens da história, mas eles não tem importância nenhuma para o plot geral. A maioria só faz uma figuração e um ou outro tem um episódio de desenvolvimento (que geralmente só é uma desculpa para uma personagem feminina ter sentimentos pelo principal e ele meio que ter o Harém de animes mais infundado de todos os tempos!), mas até os personagens que tem um tempo de tela considerável, nada mais são do que figurantes. Ok, talvez você não se importe com esses dados superficiais da narrativa e ache a minha visão um tanto tendenciosa, mas não importa o quanto você defenda SAO, existe um ponto que deve ter te frustrado, um ponto enorme e esse ponto é: As motivações do vilão. E se você está com dificuldades de se lembrar quais são as motivações desse megalomaníaco que meio que cometeu um dos maiores crimes de assassinatos em série da história, eu não te culpo. Você não está se lembrando pelo fato de ele não ter. É isso aí amiguinhos vocês devem se lembrar desse final épico do primeiro arco do anime. Os jogadores com os maiores leveis e as guildas mais fodas foram matar um boss, luta intensa! Ao fim da luta bate um feeling de puro protagonismo no Kirito e ele meio que faz uma TENTATIVA DE ASSASSINATO contra um cara que ele tava pensando que era roubado demais pra ser player (só por esse cara ter deitado ele no Duelo, e é claro que se alguém ganha do protagonista só pode ser Hacker). Kirato dá uma de ninja e faz um ataque surpresa, porém o cara não sofre dano o que prova que de fato rolava uma trapaça ali, mas caso não fosse, o Kirito teria matado o Brother meio que por arrogância.
Mas vamos continuar aqui.
De qualquer forma, o cara revela que na verdade ele é o criador do jogo, Kayaba Akihiko, o responsável por tudo. Ele diz que ele seria o último grande desafio e desafia o Kirito a vencê-lo e a acabar com o jogo ali mesmo.
Kirito topa e o Kayaba paralisa geral com um comando de Game Master e deixa só o Kirito ali para lutar. Eles lutam, Kirito perde e Kayaba vai desferir o golpe final. Porém, a Asuna MILAGROSAMENTE vence o comando do computador com o poder do amor e se coloca entre o golpe final e seu amado.
Ela desaparece, o Kirito fica em estado de choque, o Kayaba presta condolências e mata o Kirito também…Só que não.
Então o Kirito ativa seu poder de protagonista e sobrevive ao golpe mortal e consegue vencer o BOSS. FIM. Jogo zerado.
Todos que sobreviveram serão salvos e sobra o Kirito no server do jogo observando aquele mundo virtual ser deletado, então a Asuna aparece (pois ninguém importante morre em SAO) e o Kayaba também. Assim, rola um diálogo meio existencial e o Kirito manda AQUELA pergunta que todos os fãs queriam ouvir a resposta. Ele pergunta para o Kayaba a razão para ele fazer o que fez, e o Kayaba da de ombros e diz “Não me lembro”.
“NÃO ME LEMBRO”, essa foi a motivação do grande vilão!?!?
JÁ VI O UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO DA DC FAZER VILÃO MAIS BEM CONSTRUÍDO QUE ISSO! (Too Soon?).


Bom, depois dessa revelação bombástica, o Kayaba chega na boa para o Kirito e dá para ele um presente, um programa que chama “A Semente” que vai ajudar os servidores dos RPG’s virtuais se conectarem uns aos outros e vai revolucionar a indústria dos jogo.
E o Kirito faz o que qualquer vítima de rapto e ameaça de morte, além de tortura psicológica, faria com um presente de seu agressor…
Ele bota para rodar né? Pois o cara pode até ser um psicopata megalomaníaco, mas ele manja de programação.


A Semente do mal...
E se isso não foi o suficiente para abaixar um pouco a bola do Anime para vocês, não se desesperem! TEM MAIS!

O Segundo Arco da primeira temporada de SAO é ainda mais desesperadamente falho do que o primeiro, e algo que você observa durante todo o contexto do Anime é que, tirando o Kirito, o resto dos personagens são totalmente desprovidos de inteligência.
E não me leve a mal, mas algumas informações pertinentes foram dadas para nós, espectadores da obra, que os próprios personagens parecem não saber usar. Por exemplo, logo depois que Kirito zera o jogo e as paradas todas acontecem, ele volta para o mundo real (para ter um desenvolvimento de romance incestuoso desnecessário com sua prima que foi criada como irmã dele), e descobre que a Asuna não voltou do coma induzido pelo jogo, então posteriormente ele descobre que nem todos os jogadores presos no server de SAO voltaram como deviam após o jogo ter terminado.
Um de seus amigos chama a atenção para um novo RPG virtual que uma empresa lançou, onde fizeram uma imagem de dentro do jogo, uma personagem extremamente parecida com a Asuna e que estava presa em uma Gaiola dentro daquele jogo.

Também foi dada a informação para nós que os sobreviventes de SAO tiveram um tratamento de reabilitação e os jogadores de níveis maiores tiveram contato com as autoridades para ajudar a polícia a resolver esse incidente.
Não sei vocês, mas se eu tenho uma informação pertinente para uma investigação que pode salvar a vida de outra pessoa, a primeira coisa que faço é informar as autoridades. E por mais que fosse apenas uma imagem dentro de um jogo, se isso é o bastante para gerar dúvida razoável, acho que não custaria nada ao menos informar as autoridades envolvidas que já estão a par da situação, para que elas façam o trabalho delas e tragam a vítima de volta a segurança.
É isso o que eu faria, mas não o Kirito.
O Kirito queria jogar e resgatar a Asuna dentro do jogo.
Então, acho que eu retiro o que eu disse lá atrás. Absolutamente todos os personagens de SAO são desprovidos de intelecto. Incluindo o protagonista. Bom, esse segundo arco nada mais foi do que mais do mesmo. Porém, com toda a sensação de perigo removida (afinal, morrer no jogo já não era um problema), a problemática desse arco inteiro foi gerada por um conjunto de decisões ruins dos personagens principais, e o vilão que é tão inexpressivo que se não fosse pela tentativa de estupro virtual e o assédio contra a Asuna, ele não causaria mais do que pena aos espectadores.
Mas, se foi tão ruim assim, qual o motivo do autor ter feito esse arco? Como eu disse, tem o desenvolvimento incestuoso ali durante o arco e o autor achou uma boa desculpa para por fan service com tentáculos.

Fala sério... Porque isso?!
Ainda pensam que SAO é o melhor anime de todos os tempos?
Fora o roteiro furado e o péssimo desenvolvimento de personagens, eu poderia falar do PLOT original… Mais ou menos né? .Hack (se lê Dot Hack) já fez isso primeiro, e Overlord e Log Horizon fizeram isso MELHOR do que SAO. Pois eles souberam usar a dinâmica de se estar dentro de um jogo para abordar alguns assuntos interessantes.
Log Horizon te dá uma aula completa sobre política durante a primeira temporada inteira e Overlord tem um desenvolvimento de personagens muito bom, além de cenas de ação muito mais épicas do que SAO jamais entregou.
Na real, até o Spin Off que saiu esse ano o Sword Art Online Alternative: Gun gale Online é muito melhor do que o original, mas isso é pelo motivo que os escritores dessas obras são melhores que o Escritor de SAO.
Discorda? Bom, o choro é livre, mas é um fato. O autor de SAO alternative pediu autorização para fazer uma obra embasada na segunda temporada de SAO. O anime é inteiro dentro do mundo de Gun Gale Online que nos é apresentado como um jogo FPS(First Player Shooter) do Universo de Sword Art Online, e pode soar um pouco triste para os fãs de SAO, mas em apenas 6 episódios esse anime já entregou mais do que as duas temporadas da obra original.
O Autor de SAO Alternative trabalha o complexo de uma garota que encontra no jogo uma forma de ser quem ela realmente quer ser, um plot simples, mas que com um bom desenvolvimento de personagens e algumas ótimas cenas de ação, tornam o anime muito mais interessante do que a obra original, que não sabe trabalhar os SENTIMENTOS das personagens.
Eu sei que tem toda essa paixão pelo plot de SAO, a primeira temporada tem um pequeno clima de tensão por tantos players morrerem, porém, ninguém importante morre.
Vamos combinar que estar preso em um mundo digital onde sua morte se reflete no mundo real já foi feito antes por Digimon. Não estou dizendo que SAO é uma total perda de tempo, eu mesmo me vejo me divertindo com a obra, mas quando paramos pra pensar... ela é mal escrita. Basta ver outros animes do gênero para ver o como a narrativa poderia ser melhor e eu ainda posso passar um tempo falando sobre como o JOGO de Sword Art Online é conceitualmente ruim, mas um brother no Youtube já fez isso bem melhor do que eu Jamais Farei. Você pode conferir o vídeo

Caso não consiga visualizar, entrar em https://www.youtube.com/watch?v=3GXCo-InnpU


Eu sei, eu sei, você é apaixonado pelo anime e tudo bem, todos nós temos nossos amores incondicionais. Eu não sou o tipo de fã fanático que defende uma obra negando todos os seus erros, e SAO ainda tem alguns detalhes bons no anime, como uma trilha sonora bem legal uma ou outra cena com fotografia incrível, mas ao menos para mim, isso não justifica.
Mas como eu disse, com a chegada da nova temporada, eu vejo o hype se formando, e como um ótimo estraga festas... eu me sentia no dever de pôr esses pensamentos para fora do meus sistema.
Sinta-se a vontade pra discordar, como eu disse, o choro é livre!


Mas, enquanto os fanáticos estão comemorando a adaptação do arco Alicization de SAO a melhor notícia do ano para mim foi que o Autor de Log Horizon foi solto esse ano e voltou a ativa. O que significa uma possível terceira temporada do Anime para 2019!
(Sério, vejam esse anime ele é uma obra de arte). Até a próxima Amigxs da Internet!





Sinopse: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.


"Às vezes, é melhor não ver todo o caminho que se estende diante de você. Deixe a vida surpreendê-lo, Jackie. Há mais estrelas por aí do que as que já têm nome. E todas são lindas."


E esse livro chegou em minhas mãos ao encontrar uma amiga que faz parte de um projeto bem interessante, de um grupo de amigo secreto de livros. Sim! É um grupo incrível com algumas garotas, e dessa vez iniciamos o projeto do Livro Viajante.
Faz um tempo que o livro tem seguido entre casas e garotas, todas lendo, escrevendo em um caderno separado e deixando registrado o que acharam. (Eu mesma comecei a rabiscar o livro, o que fazia parte da experiência e é algo que não estou muito acostumada a fazer).
De toda forma, além dessa experiência em si já ser algo super interessante, o livro não ficou muito atrás, também.


"... eu não sabia como chegar a esses lugares, mas essa é a questão de estar perdido. Ter liberdade para ir a qualquer lugar, mas não saber onde ficava lugar nenhum."


Apesar de a maioria das pessoas que me falaram sobre o livro e suas primeiras impressões não terem sido totalmente positivas, falando sobre uma lentidão e ritmo mais "chato", eu admito que gostei bastante do que li. Talvez ter deixado minhas expectativas baixas tenha colaborado e eu tenha lido tudo com a mente um pouco mais aberta. Não sei. Mas sei que quero dividir um pouco do que li com vocês.

"Um corte fora aberto em mim, e era tão fundo que eu me sentia vivendo aquele momento crítico em que o lenhador grita "Madeira!", mas, de algum jeito, permanecendo em pé, em equilíbrio precário, sem saber para que lado poderia cair."


Como a sinopse já conta, seguimos a história de Jack, um garoto que acabou de perder sua mãe e terá que mudar sua vida, convivendo com seu pai. Porém, uma outra mudança de rotina o deixa em uma escola, onde ele acaba conhecendo Early, um garoto um tanto peculiar que entra em sua vida com seu jeito, rotina e manias.

"... este corpo concluiu seu trabalho de viver e espero que ele também faça o trabalho de morrer, agora que estou pronta."


Além de Early não estar presente na maioria das aulas, apenas as que ele quer e por quanto tempo acha bom, o mesmo vive em um pequeno quarto longe de todos os outros garotos, o que faz sua rotina peculiar ser mais fácil de se realizar. Ainda mais quando isso envolve ouvir determinados artistas em determinados dias. "Louis Armstrong às segundas, Frank Sinatra às quartas, Glenn Miller às sextas e Mozart ao domingos. A menos que chovesse. Em dias chuvosos, ele sempre ouve Billie Holiday."


"Você vai acabar chegando lá, mesmo que tenha que ir a todos os outros lugares antes."


Além de tudo isso, Early tem um certo vício e interesse no número Pi, que ele faz parecer como um grande personagem de uma história, cheia de aventuras. História que ele revela à Jack aos poucos, quando o garoto parece merecer saber mais sobre a jornada ao qual pode estar prestes a fazer parte. E é bem aí que Jack nota que criou um certo laço com o garoto e acaba se deixando levar, entrando em uma aventura cheia de esperança, mesmo que muito irreal. 
De toda forma, por mais absurdas que algumas coisas sejam, Jack começa a notar que a realidade tem muito a ver com as histórias contadas sobre Pi, e toda a esperança que mantém Early andando e querendo seguir acaba se tornando combustível para Jack seguir ao lado do garoto.

"Pi entendia a necessidade de se apegar. De não abrir mão da própria dor. Ela havia se tornado parte dele. Quem seria sem essa dor? A ideia o amedrontava." 


Não quero dar muitos spoilers e contar demais, mas recomendo que arrisquem ler.
O livro tem seu ritmo lento, mas algumas variações de capítulos entre a rotina de Jack ao lado de Early e as história de Pi acabam sendo bem dosadas, o que para mim faz o roteiro ter um ponto bem positivo. 
Talvez seja um tipo de livro que se torna confuso quando a realidade se mistura a magia e crenças que talvez sejam bem impossíveis, mas eu amei.

E vale notar que o livro é cheio de personagens que vão surgindo e sendo um acréscimo absurdamente bom para a história. Todos eles acabam sendo essenciais para a conclusão que vem de maneira incrível. 
Sem contar que o livro é incrivelmente lindo. As estrelas e suas constelações são grande parte do livro, o que o torna bem interessante e bonito. 

"Encontrar o caminho não significa que você sempre sabe o que está fazendo. Saber encontrar o caminho de volta para casa é que é importante."


Em Algum Lugar nas Estrelas se tornou um livro bem único para mim, seguindo um garoto autista e seu amigo, ambos querendo encontrar algo que preencha o vazio na vida deles, com uma amizade que acaba os fazendo passar por bons e maus momentos, todos sendo igualmente importantes
Uma leitura para todas as idades, envolvendo recomeços, aceitação, uma busca por respostas e vontade de eliminar a solidão.
Recomendo com todo amor =D


"Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram."