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Sinopse: No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.


E agora...temos personagens novos e vermelhos que se juntam a prateados.
Sanguenovos que se tornam guerreiros incríveis e prateados que começam a entender qual batalha realmente devem lutar.
Como terceiro livro da série, recomendo novamente que, caso não tenha lido os outros livros... vá fazer isso, agora!
E caso queira ler as resenhas anteriores, clique AQUI para o primeiro livro, e AQUI para o segundo.

É engraçado, mas antes eu achava que meu maior medo era ficar sozinha. Agora nunca fico só e nunca estive tão aterrorizada. 


Depois de Mare ter se aproximado mais da Guarda Escarlate no segundo volume da série, Espada de Vidro, e depois de ter tentando encontrar os sanguenovos antes de Maven...tivemos um final tão absurdamente tenso que foi sofrida a espera para ler esse livro.

E finalmente a espera terminou e o enredo começa a se desenvolver depois de um mês da captura de Mare, onde ela se rende e deixa que Maven a leve. Mare está de volta ao castelo, como prisioneira e tentando lidar com a perda de seu irmão, Shade.

É cruel ter esperança quando não há nenhuma.


Os primeiros capítulos pela visão de Mare são intensos. Ela vive presa, com prateados que usam seus poderes e pedras silenciosas para manter o poder elétrico da garota, sob controle. Ela mal come, vive irritada, e vai de ter esperanças à sentir que morreria ali mesmo, velha, sem nunca mais sair ou ter qualquer liberdade. Mare pensava em todos lá fora, ao mesmo tempo em que controlava o que sentia e pensava, para conseguir sobreviver.



E, finalmente, a dor aflita, a verdade vazia que me perseguiu em todos os momentos da minha antiga vida: eu estava condenada. Ainda estou. 


E, ao mesmo tempo em que queria odiar Maven,o mesmo a tratava de maneiras que a deixavam confusa quando finalmente dava o ar da graça. Por sorte, não é um daqueles momentos em que a prisioneira se apaixona pelo pior cara, especialmente aquele que mais a magoou.
Não.
Mare sabe muito bem quem Maven é e, apesar de se compadecer um pouco em alguns momentos, é esperta o suficiente para jamais se deixar levar.


Eu queria que isso acontecesse. Queria cair para longe de suas mãos, encontrar o chão e me estilhaçar em mil pedaços.


E não pensem que esse tempo em que Mare é aprisionada dura pouco. Não, não dura. A autora consegue nos manter presos junto dela, com um desenvolvimento lento e perfeito. Ela dosa cada momento, entre os muitos altos e baixos dentro de Mare.

Sinceramente? Eu queria que o livro inteiro tivesse durado mais. E isso porque eu mesma fiquei muito aflita todo o tempo, desejando que Mare fosse salva ou que encontrasse uma maneira de escapar. E isso até acontece algumas vezes. Mas nada sai como o esperado e isso sempre me deixava de boca aberta.


É a voz de Maven. Não de Maven, mas de Maven. O garoto que pensei conhecer. Doce, gentil. Ele mantém essa voz guardada, pronta para ser sacada e empunhada como uma espada. Trespassa meu coração, como bem sabe. Sem querer, sinto saudade de alguém que não existe. 


Agora, como uma outra maneira de fazer tudo se tornar bom, sem cansar....Aveyard equilibra alguns capítulos indo para a mente de outros personagens. E você deve pensar que ela pegou Maven, Cal e até Farley. Porém, não. Eu acho que a autora teve uma sacada genial em mostrar personagens mais secundários ainda, com seus interesses pessoais e dispostos a dar sua vida por uma causa. Até personagens mais egoístas, com interesses pessoais que garantissem sua felicidade e de mais ninguém. E preciso admitir também que ansiava por esses capítulos, com uma visão diferente de tudo e que davam aquela guinada absurda na leitura.


Eu me desesperaria se pudesse, mas meus dias de lamentar acabaram há muito tempo. Tiveram que acabar. Ou então eu viraria uma boneca de paco arrastada por uma criança, completamente vazia.


Ah!! Sei que Cal é um personagem que divide opiniões, mas...durante boa parte do livro, ainda me parece o personagem em cima do muro, que não entende bem o que quer e que cede com facilidade. Isso muda, um pouco, até ele me surpreender em alguns outros momentos. E não direi se foi de jeito bom ou ruim. ;D

É estranho que tantos deles se considerassem deuses ou escolhidos de um deus, Abençoados por algo maior. Elevados ao que somos. Quando todas as provas apontam para o contrário. Nossos poderes vieram da corrupção, de uma praga que matou a maioria. Não fomos escolhidos, mas amaldiçoados. 



Então, com essa mudança de personagens sendo o foco, vamos desde um jogo absurdo com questões psicológicas e a luta pela sobrevivência, até momentos mais racionais, onde é necessário bolar estratégias, pensar além e tentar derrubar planos políticos que estavam em andamento. O livro te deixa questionando tudo e todos. O que, para mim, faz uma trama te prender dia e noite. Eu teria lido muito mais rápido se a vida tivesse permitido, mas gosto de ir com calma, ainda mais porque não temos uma previsão para o quarto livro da série.

... a esperança, não importa quão pequena, não importa quão impossível, pode se tornar realidade.


Posso dizer, tranquilamente, que é o melhor livro da série.
Pelo menos, até agora. Temos momentos calmos, momentos de tensão, pessoas indo e vindo, felicidade, tristeza, tramas e reviravoltas absurdas. E toda a parte política que guia a história é muito, muito boa. É quase possível entender o lado do pior personagem, enquanto vemos outra batalha rolando para vidas serem salvas e, no fim, tudo parece se perder em algo ruim.

- Uma cela é uma cela, não importa como você a decore - retruco com desprezo. Ele não pisca. 
- E uma guerra é uma guerra, Mare Barrow. Não importa quão boas sejam suas intenções.  


Não sei ainda como vou lidar com a eterna espera, mas posso garantir que a leitura desse livro não gera qualquer arrependimento.
O final é de tirar o fôlego, como o segundo livro da série e já estou sofrendo pela longa espera. Por favor, leiam e sofram comigo.
Não irão se arrepender =D


Agora entendo que não sabia o que era amor. Nem como um coração realmente partido pode doer. Não sabia como era ficar diante de quem mais importa e ouvir que você não é suficiente. Não ser escolhida. Ser uma sombre para quem é seu sol. 





Sinopse: Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras? 

Aviso desde já que este é o segundo livro da série, então, caso ainda não tenha lido Reiniciados, favor, tomar cuidado. Ou ler a resenha AQUI

Mais uma vez, a autora nos envolve em uma trama cheia de acontecimentos, com Kyla começando a perceber melhor as coisas que acontecem ao seu redor. Porém, a evolução do livro acontece de maneira muito lenta. Na verdade, um pouco mais lenta do que eu realmente esperava.

Às vezes sinto que sou ela, como se eu fosse dominada por suas memórias e por quem ela foi. Às vezes, como agora, ela desaparece, como se nunca tivesse existido. 


Depois dos acontecimentos do primeiro livro, ter usado de tanto poder e agressão acabaram deixando Kyla confusa. Seu Nivo não representou o papel que deveria, não mantendo suas emoções sobre controle ou a apagando em momentos extremos. Seguindo essa linha de confusão, Kyla começa a ter mais flashs de um passado que ela não fazia ideia que existia. Porém, quanto mais descobertas vão surgindo, perguntas vão se acumulando dentro dela e ela sabe que não pode viver cada novo dia dessa forma.


Assassinos ou terroristas. Como eu. Estão felizes. Será que se importam com quem foram? Se minha Reiniciação tivesse funcionado como deveria, eu estaria sorrindo com eles. 


Além de notar que sua vida pode ser divida em duas...duas pessoas diferentes, personalidades diferentes e objetivos distintos...Kyla ainda tenta entender o que aconteceu com Ben, se recusando a acreditar que ele havia morrido. Mas toda a incerteza só ajudava a acumular mais ansiedade dentro dela até ela mesma começar a se encontrar em um caminho sem volta.

Temos personagens novos surgindo, para ajudar ou até deixar a personagem principal mais divida. É evidente que a autora gostou mais de explorar dúvidas, pensamentos, arrependimentos e incertezas do que ir para a ação propriamente dita. Por isso sinto que o livro foi um pouco mais massante que o primeiro. Ainda mais quando Kyla se questionava as mesmas coisas o tempo todo. A repetição fez o enredo ficar um tanto quanto cansativo.


É como dois tren em alta velocidade, em rota de colisão, se aproximando mais e mais, em direção ao desastre. 


Mas, não posso negar que o livro engloba muita coisa, por mais lentamente que tenha sido. Teremos suspense, drama e ação. E, o lado bom de toda distopia, ainda é evidenciar como o bem e o mal são duas coisas muito difíceis de definir, ainda mais quando você mesma não sabe em que lado está. Existe uma parte de política e domínio sobre as escolhas dos outros, que é bem grande. O que nos deixa mais sem fôlego.

Admito que o livro me cansou um pouco e levei muito mais tempo do que esperava para conseguir terminar. O final foi uma surpresa boa, com reviravoltas que eu não esperava totalmente e posso considerar o ponto alto do livro. Sem contar que Kyla começa a possuir aquilo que alguns personagens ganham...nossa falta de paciência =D
Ela se torna tão confusa e insegura que uma chacoalhada nela poderia ter ajudado um pouco. Mas, o engraçado é que, se eu me colocar no lugar dela, também não faço ideia de como agiria. O que me dá um pouco mais de empatia.


Por muito tempo fui empurrada para um lado, depois para o outro; entre quem eu era e quem eu sou. Mas quem eu quero ser? Quem eu sou agora e o que eu faço, agora, será decidido por mim e apenas por mim. 


Cito também que gostaria que Katran tivesse sido um personagem melhor aproveitado nesse livro. Talvez, dar uma quebra nos muitos pensamentos de Kyla e nos mostrar um pouco mais do lado dele, tivesse sido interessante. Mesmo que muitas surpresas tenham vindo com a ausência de informações sobre ele, ainda acho que poderia ter sido um adicional muito bom à história.

Mas é isso. Um enredo muito bom, mas não totalmente bem utilizado e desenvolvido. Porém, a ideia base está viva ainda e quero muito saber como termina. Assim que der, volto com uma resenha do último livro da trilogia =D
Recomendo que, se leu o primeiro, continue arriscando e lendo, mas com um pouco de paciência. ;D


Ver o que assusta você e entender seu significado não diminui o terror. Ele ainda tem o poder de partir seu coração, diversas vezes. 





Sinopse: Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.



E depois de poder ter tido a chance de conhecer o autor enquanto ainda trabalhava na livraria, finalmente consegui ter um tempo para ler o primeiro livro da série de Taran. Porém, ainda assim, demorei mais do que queria para terminar o livro, mas posso dizer que é uma leitura bem interessante.

Como muitos outros livros, comecei sem ter lido a sinopse, deixando que a surpresa fosse me conquistando a cada página. O que foi uma ideia muito boa, ainda mais porque assim eu não crio tantas expectativas e me surpreendo mais, apesar de ter ouvido muita coisa boa sobre o livro.

Se não formos capazes de enfrentar as adversidades unidos, então já estamos derrotados.


Aqui, vamos seguir o caminho do jovem de 15 anos, Fletcher, um garoto que foi abandonado ainda quando bebê, sendo criado pelo ferreiro de Pelego, Berdon, que o criou muito bem e o transformou em seu aprendiz. Fletcher vive a vida aprendendo, seguindo sua rotina, sendo alvo de maldade para alguns filhos de pessoas mais importantes, mas tentando ser o melhor que pode, com o que pode.
E é claro que toda essa trama acaba mudando quando em um dia de vendas, Fletcher esbarra em um antigo oficial, que tinha a posse de um livro que tentava vender a todo custo, que ele encontrou de um conjurador morto em batalha. E é bem aí que tudo começa a mudar.

Fletcher acaba conseguindo um pouco mais do que o livro, algo que prefiro deixar em segredo para toda a trajetória ser melhor, e acaba indo parar em Corcillum, diretamente para uma escola de aprendizes, Vocans.
Acho que a partir dai vamos sempre tendo um pouco mais da personalidade de Fletcher, que se mostra um garoto disposto a ajudar qualquer um, mesmo que não seja totalmente confiante sobre si mesmo. Ele tem esperanças, claro, mas é legal ver como sua personalidade vai mudando ao longo do livro. E ele não faz isso sozinho. Fletcher se rodeia de pessoas muito boas e ruins, que acabam tendo um peso enorme em tudo o que ele é e o que faz.

De alguma forma, as palavras que ele tinha deixado não ditas ao longo dos anos, eram do que mais se arrependia.



O livro é cheio de seres fantásticos, o que sempre me faz amar as histórias. Porém, preciso admitir que o livro tem um ritmo que não me agradou tanto. Ele não vai a lugar algum em certos momentos, mas a escrita do autor é tão boa que ainda te mantem ali, virando as páginas e desejando mais.
Acho que um outro detalhe que me incomodou foi a maneira como todos os jovens de 14, 15, 16 anos falavam, as vezes parecendo adultos demais. Entendo que cada enredo tem sua realidade, mas ainda me incomodava o fato de que falavam de jeito decisivo demais enquanto, por um, lado não sabiam bem o que fazer. Mas, são apenas detalhes porque o livro tem muitos personagens bons, ainda mais quando se trata de professores que vão guiando alunos tão perdidos quanto Fletcher.

O maior inimigo de um guerreiro pode ser também seu maior professor


O final já vem com um pouco mais de emoção, também. Onde todos começam a mostrar um pouco do que aprenderam, como anda a relação de cada um com seus demônios particulares e onde tudo vai dar. O final é bom, seguido de algo que já te deixa querendo ler o segundo livro o quanto antes, mas ainda me mantém sentindo aquele meio termo entre algo bom e algo ameno. Hum...
De toda forma, não muda o fato de que foi um livro bem interessante, com um enredo bom, histórias que iam se ligando e todo um contexto de passado, presente e futuro e que me deixaram super curiosa. Agora, é esperar para poder ler o segundo, que já tenho em mãos =D

Para todos que procuram um livro de fantasia, com orcs, elfos, anões e que gostam de uma leitura um pouco mais simples do que outros livros do gênero, recomendo tranquilamente ;D


Só que há um segundo caminho. Não sei aonde leva, ou quais são os perigos que nos aguardam nessa trilha, mas sei no fundo do meu coração que é melhor seguir o destino incerto do que aquele da gloriosa porém garantida derrota. 




Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.



Você não é uma aberração. Alguém gosta de você. Alguém precisa de você. Não tenha medo de deixar o castelo. Tem um mundo enorme e maravilhoso lá fora.


O livro, que trata de assuntos importantes, é guiado por dois personagens. Jack Masselin e Libby Strout. Enquanto Jack tem um distúrbio que muitos não conhecem, prosopagnosia, Libby tem que viver uma vida depois da perda da mãe e de ter sido resgatada da própria casa, por não conseguir sair da cama depois de engordar muito.

O livro segue de maneira calma, mostrando o dia a dia de cada um dos dois personagens e como eles vão encontrando forças dentro de si mesmos para conseguir enfrentar tudo.
Libby começa uma nova escola, com todo um novo pensamento depois de ter se esforçado muito para emagrecer. Apesar de ter bons resultados quanto a isso, ainda é uma garota que sabe que todos a consideram gorda e só tenta acreditar em si mesma e conquistar suas coisas. Ela começa seus dias de cabeça erguida, esperando que ninguém a reconheça como a garota resgatada e tenta manter como objetivo entrar para o grupo de dança da escola, já que dançar é sua grande paixão.

Penso em todos os motivos que listei antes: às vezes simplesmente somos escrotos, às vezes outras pessoas fizeram merda com a gente, às vezes fazemos merda por medo, às vezes fazemos merda com os outros antes que façam com a gente às vezes não gostamos de quem somos e tem aquela outra pessoa que sabe exatamente quem é, e isso pode fazer com que a gente se sinta ainda pior consigo mesmo.



Por outro lado, Jack começa todos os dias se olhando, tentando reconhecer a si mesmo e buscando em sua mente as pequenas características chave que o ajudam a reconhecer a si mesmo e sua família. Assim que consegue reconhecer os pais e irmãos, ele segue para a escola. E o livro já começa com um problema, com ele tendo que lidar com o fato de ter achado que a sua namorada era uma garota, e no fim, não era. Ainda assim, Jack mantém aquela pose confiante, que o faz ser popular e parecer um tanto esnobe. Ele sabe que para disfarçar algumas coisas, você tem que impedir que questionem muito sobre você e que tirem suas próprias conclusões, mesmo que te considerem um idiota.

É exaustivo ter que ficar procurando as pessoas que você ama.


Como quero evitar spoilers intensos, posso dizer que o livro se trata sobre evolução. De ambos os personagens e de muitas pessoas ao redor. Ele tem um ritmo tranquilo até demais, para mim. Algumas coisas se repetiam de jeito sútil, que não não me fazia cansar de ler, mas, que no fim, não iam a lugar algum. As coisas ficam mais interessantes quando o caminho dos dois se cruza, por causa de uma brincadeira totalmente idiota.

De repente, sinto que preciso lembrar. É isso que acontece quando as pessoas morrem. Elas começam a desaparecer se você não tomar cuidado. Não de uma vez, mas um pedaço aqui, outro ali.


Ah, antes de continuar uma análise para chegar até o fim... a autora usa de pontos não tão comuns em histórias, ainda mais com personagens principais. Jack é um personagem negro, que tem um super cabelo e que não pretende o cortar tão cedo. Assim como toda sua família, seu irmão mais novo é o tipo de garoto que gosta de usar bolsa e Jack sabe que ele terá problemas com isso e, apesar de ele mesmo cometer erros, tenta ajudar o irmão a ser quem é e o fazer feliz, independente das escolhas que o garoto mais novo vá ter conforme os anos passarem. Sem contar, claro, a prosopagnosia, que é algo que existe, sim, e muitos nunca ouviram falar.


Eu mudei quando tinha fez anos. Sofri bullying, fiquei com medo. Muito medo, de tudo, mas principalmente da morte. Da morte repentina, do nada. E eu também morro de medo da vida. Tenho um vazio enorme no peito. Toco minha pele e meu rosto e não sinto nada. Foi por isso que passei a ficar em casa. E a comer. E acabei aqui. Mas isso não significa que quero morrer.


E Libby...não é sempre que uma personagem como ela aparece nos livros, com uma personalidade forte, sabendo se defender, sendo quem é e sem precisar que segurem sua mão. Ela é a típica adolescente que quer amar um dia, mas não se prende a pequenos amores para poder ser alguém. Ela aprendeu a se amar antes disso, mesmo que tenha seus altos e baixos. Mesmo que sinta falta da mãe e aprenda a continuar seguindo seus dias, amando seu pai e seu gato, George.


Nunca sabemos quanto tempo ainda temos. O amanhã não está garantido. Talvez eu morra agora mesmo, bem aqui. Tudo pode terminar em um instante.


Mas, como nem tudo é felicidade, acompanhamos dois adolescentes que possuem seus problemas mais "comuns" e acabam enfrentando uma carga a mais, escondendo algumas coisas ou deixando outras bem expostas. Muitas vezes, eles mesmos não querem ser o alvo de tanta atenção, mas isso acontece e precisam lidar com isso, querendo ou não.

...lembrem-se: ALGUÉM GOSTA DE VOCÊ. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo.


É um livro que mostra que palavras tem poderes, que julgamos as pessoas sem nem saber metade do que elas passam, seja aquele garoto popular que parece confiante ou a garota que se esconde em um canto e mal fala com alguém. Mostra que, apesar de termos nossos problemas e sofrermos, nem sempre nos atentamos e olhamos ao redor para notar que outras pessoas também passam pelas mesmas coisas e muito se resolveria com uma palavra mais carinhosa ou um gesto amigo.


É fácil dar às pessoas o que elas querem. O que é esperado. O problema é que perdemos de vista onde nós começamos e onde nosso falso eu, o que tentar ser tudo para todo mundo, termina.


Sinto que o livro acabou criando um tipo de relação interessante entre vários personagens, mas acho que pesou em sentimentos que eu não tinha certeza fazerem sentido ou que realmente sentiam. Acho que não estou acostumada com a simplicidade de algumas coisas, ainda mais no meio de um turbilhão de acontecimentos. Eu não me identifiquei tanto com isso, mas certeza que muitas pessoas se identificarão.


O mundo me fez entrar em pânico. O mundo fez isso. Principalmente o fato de ele nos dar pessoas para amar e depois tirar de nós.


No todo, acho que é um livro importante, sim. Que nos faz abrir os olhos para o que acontece ao redor e nos ajuda a pensar um pouco mais em como tratamos as pessoas e a nós mesmos. É aquele tipo de livro que te faz pensar, no bom, no ruim, no mediano...e mostra que tudo importa. Vale a pena, sim =D


- Não é seguir em frente. Libbs. É continuar de um jeito diferente. É só isso. Levar uma vida diferente. Em um mundo diferente. Com regras diferentes. Nunca vamos deixar aquele mundo para trás. Só vamos criar um novo.








Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.

E lá estava eu, quase na metade do último livro da trilogia da autora Victorua Aveyard (A Prisão do Rei), quando me dei conta de que não havia parado para ler este livro =O
Parei tudo o que fazia e comecei a ler.
Posso dizer que foi uma experiência um tanto quanto ok, mas que me decepcionou um pouco.

Contém spoilers

Para explicar melhor, o livro contém o conto Canção da Rainha, onde temos toda a visão da adolescência de uma prateada, de família nobre porém em decadência, Coriane Jacos. E, Cicatrizes de Aço nos mostra uma parte da luta de nossa já conhecida Farley, uma das líderes da rebelião pela Guarda Escarlate.

O bom do livro é que ele nos mostra o quanto uma prateada, que conhecemos como pessoas fortes, com poderes tanto físicos, mentais e riquezas...pode ser insegura e fraca. E, por outro lado, nos mostra o quanto uma vermelha pode ir além dos laços de família e se provar uma pessoa forte e que se mantém firme em seus objetivos. São contos reflexivos, que apontam um grande lado político em ambos os lados e mostram que as lutas não são tão diferentes quanto eles pensam.

Mas há diferenças entre uma vela solitária na escuridão e o clarão do sol. 


Agora, observações mais pessoais. Com o conto da Coriane, eu sinto que faltou um pouco sobre a história dela e da família. Entender, mesmo que rapidamente, como a família acabou ficando daquela maneira, apesar de ser evidente que o pai não era uma pessoa muito racional, que pensava o suficiente em si mesmo e ia fazendo a família afundar. Enquanto isso, Coriane se via presa em uma vida onde uma prima mais idosa, Jessamine, sempre ia até ela para lhe ensinar bons modos, com toda aquela estranha esperança de que a família ainda seria notada. E que, independente disso, uma garota deveria saber se portar.

E é nesse enredo que também conhecemos um pouco de seu irmão, Julian, e sua amiga, Sara.Apesar de ser algo rápido, podemos notar que Julian também tenta encontrar sua própria maneira de fugir daquela vida.

As coisas mudam quando, de alguma forma que também é contada aos pedaços rápidos, vemos Coriane ser a escolhida pelo príncipe, para ficar ao seu lado e se tornar rainha um dia. O grande problema é que, como sua família politicamente fraca, Coriane cresceu com pensamentos negativos e tudo isso se agravou conforme ela foi subindo ao lado de Tiberias VI. A única certeza que Coriane tinha é que, conforme as desgraças iam acontecendo em sua vida, ela sabia que alguém estava mexendo com sua mente. E isso se deixa bem claro o quando outras personagens se ficam insatisfeitas com Coriane.
Acho que, apesar de ser um conto que mostra muita coisa, admito não ter sido muito fácil de ler. Por muitas vezes quis chacoalhar Coriane e a fazer erguer mais a cabeça, mas...ainda é interessante notar como ela, sendo prateada, consegue admirar o trabalho de vermelhos e olhar ao redor, não apenas para si mesma. Apesar de ser uma pessoa extremamente insegura e negativa, o que a faz se fechar um pouco.

Conseguimos o que ninguém mais consegue. Sobrevivemos. Agora preciso fazer isso sozinha. Agora tenho que proteger outros e carregar a vida deles - e também a morte - nas minhas costas.


E, no outro lado, temos Farley. E eu admito que era tudo para ser um conto muito interessante, se não fosse o esquema escolhido pela autora de mostrar a comunicação entre líderes e afins, com suas mensagens codificadas. Pode ser uma opinião bem pessoal, mas me cansava muito ter que ficar lendo as várias mensagens que mais serviram para quebrar o ritmo da história do que para agregar algo.
Mas esse pequeno detalhe não nos deixa de ver a garota que cresceu sabendo que os prateados abusavam do poder, em uma família que desde muito cedo começou a lutar contra isso e a querer melhorar as condições de vidas dos vermelhos. E, por meio da visão de Farley, conseguimos entender mais sobre a Guarda Escarlate, como eles agem e tudo o que fariam para derrubar o comando prateado.
Acho que o melhor do conto é que ele é o que mais agrega aos livros atuais, nos fazendo entender um pouco mais desse grupo, sem contar que Farley tem uma personalidade muito forte e boa de se seguir entre as muitas páginas, já que ele é consideravelmente maior que o primeiro conto.

No fundo, ambos os contos possuem informações importantes, que nos deixam conhecer um pouco da história de ambos os lados. Com certeza é um livro que só faz sentido depois de ter lido A Rainha Vermelha, e que vale um momento de pausa para uma conferida, apesar de alguns detalhes que eu acho que poderiam ter sido melhorados.

Agora posso voltar feliz ao último livro da série, que tenho certeza que será incrível e estou ansiosa para escrever sobre =D

Vamos nos levantar, vermelhos como a aurora.




Sinopse: A escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro. Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para ajudá-los, a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos. Só que o monstro sabe que Conor esconde um segredo. E isso o torna realmente assustador. Mas por que Conor deveria dar ouvidos a algo que parece imaginado? Por que o monstro parece ser a única criatura a estar ao seu lado diante de seus maiores medos - o de perder a mãe e o de contar a verdade.



Sempre tem aquele livro que você julga pela capa, certo? Então, pensa em um livro que por muitos anos você julgou sua capa E titulo? Bom, esse foi meu caso com esta história.

O Chamado do Monstro, é uma daquelas obras que conseguem trabalhar as imagens de ilustração e texto em conjunto. Ao mesmo tempo que você lê e absorve a narrativa,você também mergulha em um universo especial de ilustrações que utilizam muito preto para nos fazer associar e pensar na escuridão.

- Mas o que é um sonho, Conor O'Malley? - perguntou o monstro, abaixando-se para que seu rosto ficasse próximo ao do menino. - Quem pode dizer que a vida real que não é um sonho?

A história é contada por um pré-adolescente que, além de ir para escola e cuidar de sua mãe, também começa a ser visitado por um monstro.

Você acha que ele se assusta? Engano seu. Como ele mesmo diz ao monstro: "já vi coisa pior".
E viu mesmo. Uma história só dele, que o atormenta mais que qualquer monstro ou valentão da escola. Uma história real.

Às vezes as pessoas precisam mentir para elas mesmas, mais do que para qualquer outro.


A narrativa te convida a mergulhar nesse universo onde fantasia e realidade são como um caminho para o temido fim. Conhecemos monstros piores que aqueles assustadores que podem aparecer durante a noite e somos levados a viver como o pequeno Connor O'Malley, descobrindo o quanto a fantasia pode ser melhor do que a realidade.

Basicamente, o livro te convida a conhecer os piores pesadelos de alguém e mais ainda, te convida a sentir na pele qual poderia ser o mais temido monstro de todos: A Verdade.


Nem sempre há um bonzinho. Nem sempre há um vilão. A maior parte das pessoas fica entre um e outro.




Sinopse: Bidu deixou as ruas e passou a ter um dono. Mas essa nova realidade vai trazer muitas dúvidas e problemas, tanto para ele quanto para o Franjinha.


E mais uma vez, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho se juntam para continuar nos mostrando um pouco da dupla fofa formada por Bidu e Franjinha.
Diferente da primeira parte, Caminhos, que mostra a rotina de Bidu, como ele tenta se adaptar com a vida nas ruas e encontrar um local seguro para dominar... em Juntos, temos um Bidu que tenta se adaptar a rotina de seu novo dono.
E é evidente que algumas dificuldades começam a aparecer.





Franjinha desde muito cedo se mostra um garoto com uma imaginação enorme, vontade e dedicação. Depois do árduo caminho que teve que trilhar para encontrar o cachorro que queria, agora ele tem que tentar ensinar Bidu a ser um bom animal de estimação, sem destruir a casa e fazer sua mãe mudar de ideia quanto a deixá-lo ter um cachorro.





E é nessa nova rotina que Franjinha mostra seu lado criativo. Ele decide criar um diário para registrar o que faz e todo o comportamento de Bidu. Dessa forma, o garoto acredita ser mais fácil entender o que precisa fazer para chegar a um bom resultado. E o bom é que, enquanto nessa parte de desafios do Franjinha, notamos como ele ainda é uma criança que tenta brincar, usar Bidu como uma ajuda para salvar o mundo e, tudo isso, sendo mostrado em ilustrações incríveis.Franjinha ainda é uma criança, apesar de entender a responsabilidade que tem para manter quem ama por perto.





Como uma segunda parte da história, notamos o peso que toda a dedicação de Franjinha teve em cima de Bidu. E não necessariamente de uma maneira boa. Não quero rechear a resenha de spoilers, mas é nessa parte em que voltamos aos balões de comunicação de Bidu, onde palavras não existem e tudo é representado com imagens, como na história anterior. Ainda acho isso um ponto bem alto e fofo.





Mais alguns personagens acabam aparecendo e complementam a história, que é toda feita de maneira colorida o suficiente para deixar tudo belo e interessante. Não que o enredo em si não nos prenda o bastante, porque faz isso facilmente.
Bidu tem uma personalidade bem forte, que é mostrada claramente. Franjinha fica confuso no começo e vai dando o seu melhor, usando de tudo o que tem, para alcançar o cachorro, o fazer ficar bem e, ainda assim, ajudar outras pessoas por tabela, sem saber que fazia isso.

É uma história de aprendizado e amizade, onde fica bem evidente a mensagem de que as coisas podem dar certo se forem feitas com os dois...bem, juntos =D
Nem posso dizer muito para não estragar tudo, mas todos os quadrinhos que já foram lançados e são bem conhecidos, comprovam o quanto correr para ler esse será apenas mais uma boa decisão. <3









Sinopse: Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de "Um caso perdido". Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.


Comecei a leitura desse livro logo em seguida de terminar "Um caso Perdido" (clique aqui e conheça esse antes!), então além de amar muito a autora eu já amava mais ainda alguns personagens. A surpresa foi notar que o conto era contado pelo ponto de vista do moço na história, e não da 'Cinderela' em questão, como sempre você encontra por aí.

Tem algo empolgante nisso, como se estivéssemos numa espécie de conto de fadas. Como se ela fosse a Sininho e eu, o Peter Pan. Não, Espera aí. Não quero ser o Peter Pan. Talvez ela possa ser a Cinderela e eu, o Príncipe Encantado.
A narrativa te apresenta para Daniel, um adolescente despreocupado com a vida, mas que sempre sonhou em reencontrar uma certa menina que um dia esbarrou no armário do colégio. Só que enquanto espera, Six surge em seu caminho, linda, loira e acima de tudo: Com um ar diferente de tudo e todas que ele já experimentou.

Então vemos um Daniel descobrindo o que é se apaixonar, controlar seus maiores impulsos e tentar seriamente não morrer de vergonha com as piadas sobre sua vida 'ativa' que os pais fazem. Ao mesmo tempo, temos em poucas páginas o desespero que segredos podem trazer e como muitas vezes, podem destruir.
Todo mundo esconde alguma coisa, mas não estou conseguindo descobrir seu segredo. (...) Meu coração não aguenta mais essas pequenas coisas que você faz e que me enlouquecem completamente.
Six é forte, mas também é sensível e como todos, tem erros e um passado que pode ser assustador para Daniel. Será que ele é capaz de suportar certas revelações? E afinal, onde anda a tal 'Cinderela'?

Aqueles que se aventurarem pelo livro, indico novamente que leiam antes "Um Caso Perdido", afinal por ser um Spin-off, você se depara com imensos spoilers sobre alguns resultados da outra história, e essa se passa um ano após os acontecimentos entre Sky e Holder.






Sinopse: Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro. Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi. Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.




Depois de Apenas Um Dia, onde temos o começo de toda a história pelos olhos de Allyson,agora conhecemos um momento depois pelo ponto de vista de Willem, o garoto que cruzou o caminho de Allyson em sua viagem à Paris.
O ponto de partida do livro nos dá uma explicada no final totalmente chocante do primeiro livro. Como quero evitar spoilers, recomendo que vá ler o primeiro antes de continuar por aqui. Estejam avisados =D


Foi por acaso que a encontrei. E foi por acaso que a perdi. É preciso dar crédito ao universo, à maneira como ele nivela coisas desse tipo.



Willem acorda em um hospital, com a mente confusa, sem quase lembrar de quem é, onde está, por quê está ali e quem deixou para trás. Mas ele sabe que perdeu algo e, conforme tenta se lembrar, as lembranças começam a voltar aos poucos. Então, sabemos que por causa de uma briga com skinheads, Willem se machucou tanto que não encontrou qualquer maneira de voltar até Allyson, a qual deixou dormindo para tentar encontrar um café da manhã e fazer o dia dos dois começar bem.


Deixar que as pessoas tomem conclusões precipitadas às vezes é mais simples do que explicar uma verdade complicada



E é com essa pouca informação que Willem vai se encontrando e continua em busca da garota, por ter certeza que ela provavelmente pensa que ele a deixou de propósito, sem qualquer aviso e levando seu relógio, que ficou em seu pulso.

O que faz a história interessante? A escrita. Eu tenho sérios problemas com livros em que um personagem fica eternamente procurando por algo e nunca encontra. (E isso sempre me faz lembrar de Cidades de Papel -.-). A diferença é que Gayle Forman mantém aquela escrita que te prende do começo ao fim e faz de uma simples busca, algo muito mais profundo.


E lá estava ela, no trem. Era a terceira vez, em vinte e quatro horas, que eu a via, e, quando passei por ela na cafeteria do trem, lembro-me de ter sentido um puxão. Como se o universo dissesse: Preste atenção.


Enquanto lia, ficava sempre naquela expectativa de que Willem encontraria Lulu, a garota que ele não sabe sequer o real nome, mas que mudou toda sua rotina e vida. E Willem começa a fazer de tudo para a encontrar porque sabe que aquele único dia que passaram juntos, mudou tudo dentro dele. E já que Willem tem essa busca eterna, as páginas se tornam mais fáceis de lidar conforme vamos conhecendo mais do personagem, entendendo seus reais sentimentos por ela, pelo mundo, pela necessidade de viajar e de nunca voltar para casa.


Há uma diferença entre perder algo que sabia ter e perder algo que descobriu ter. Uma é decepção. A outra é verdade. 


E é esse o ponto alto do livro todo. Não é a busca e o resultado dela, sendo positivo ou não. O livro se prende muito no amadurecimento do personagem, em todas as pessoas que ele mantém ao redor, desde amigos próximos até meros conhecidos de viagem que ficam ou vão embora. Sem contar as mulheres que ele ficou uma vez e que ele nunca mais iria querer rever, mas precisou de algum favor. Vamos desde o garoto que nunca quis parar de viajar, até aquele que se vê pensando na família de antes, sua casa e por onde sua mãe anda.


(...) O oceano é imenso. E o mundo é ainda maior. E talvez tenhamos chegado o mais próximo que devêssemos chegar.


Como disse antes, o livro flui muito bem, te deixa curioso e o tédio não é algo que domina, apesar da busca ser algo que leva um grande, grande tempo. Não digo também que ela tem um fim, acho que é algo que prefiro manter em segredo para que vocês possam descobrir. Mas...a jornada toda até o final vale muito a pena. Admito que um ponto ou outro pareceu um pouco em excesso, sem ter uma necessidade de existir, ainda mais lá para o final, o que fez o livro dar uma certa enrolada. Mas nada que seja absurdo.


Qual a definição de insanidade? Fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.


Agora....o final.
Sinceramente? Finais que não são exatamente um final sempre me deixam agoniada, mas como o livro não se tratava só da busca pela garota, mas quase como uma busca pessoal por uma verdade que Willem nem sabia existir dentro de si, fazem o final se encaixar bem e terminar em um ponto bom. E digo que é bom porque poderia ter sido ótimo se tivéssemos um pouco mais daquele momento, algo que nos levasse à um depois e tirasse algumas dúvidas. Porém, não é o que acontece e eu fiquei com aquele aperto dentro de mim, precisando de mais.


Por que ela não me preparou? Por que não me ensinou sobre a lei universal do equilíbrio antes de eu ter que aprender por mim mesmo? Talvez assim eu não sentisse tanta saudade de tudo. 


No fundo, o final se resume a algumas expectativas que eu criei, como sei que muitos outros leitores devem ter feito o mesmo. O que não é ruim, mas não é algo totalmente esperado. E, no geral, é um livro que vale a pena, ainda mais se você leu o primeiro e não tem certeza quanto a continuar.
Deixo avisado que não é uma real conclusão, mas apenas uma etapa da jornada, mesmo que seja o fim da série =D


Não tenho certeza de que seja possível amar e manter algo em segurança ao mesmo tempo. Amar alguém é um ato tão intrinsecamente perigoso. No entanto, é no amor que está a segurança. 


Informações me falam que existe um conto chamado " Apenas uma Noite", e que deve dar aquele final que faltou nesse livro, preenchendo aquele vazio e curiosidade. Resta saber se em algum momento a editora Novo Conceito colocará nos planos um lançamento do livro. Ou seja, as respostas que tanto queríamos só podem ser encontradas, por enquanto, em um e-book em inglês, com algumas meras 40 páginas. ( Ainda preciso ler._.)


Foi apenas um dia e apenas um ano. E talvez um dia seja o bastante. Talvez uma hora seja o bastante. Talvez o tempo não tenha nada a ver com isso. 



Para quem quer dar uma continuidade ao romance, com um livro que nos faz pensar sobre nossas próprias escolhas e como nem sempre damos o real valor a quem cruza nosso caminho...indico totalmente ;D
Recomendo que foquem em quem Willem é, e não apenas no grande encontro. Assim a leitura será muito mais proveitosa o/


Talvez ambos estivéssemos errados, e ambos estivéssemos certos. Não é uma coisa ou outra, sorte ou amor. Acaso ou destino. Para a dupla felicidade, talvez se precise dos dois. 






Quando li o livro a, mais ou menos 4 anos atrás, tudo que conseguia pensar durante um bom tempo foi: Todos os adolescentes do mundo deveriam ler esse livro. Deveria ser leitura obrigatória para os colegiais.
Então, eu repensei: Espera. Nem todo mundo suporta a verdade. Mesmo que ela venha da ficção.

No dia que os rumores de uma série chegaram até mim eu fiquei empolgada e preocupada. O livro (veja a resenha aqui) já é delicado. Afinal, estamos falando de suicídio, portanto, uma série sobre o tema poderia ser um completo desastre. Porém, só passavam de boatos e especulações até que, com o tempo, se tornou oficial. A Netflix assumiu a responsabilidade de produzir a série. Logo de primeira saberíamos que a Selena Gomez faria parte da produção e, aos poucos, o elenco foi sendo revelado. E, finalmente...tiver o primeiro trailer.

Quando assisti ao primeiro episódio ficou claro o cuidado que a produção toda teve em relação a contextualizar a obra para os nossos dias, sem perder a identidade e a raiz. Fiquei feliz com isso. Ainda mais porque dessa maneira a história chegaria à mais ouvidos, à mais pessoas e aumentaria as chances de o assunto não ser mais ignorado, ou que não seja mais tratado - como acreditem, ainda é - por "drama adolescente".

A impressão que tive ao assistir foi que, ao demonstrar com a riqueza de detalhes os temas polêmicos e os problemas reais que acontecem nas escolas do mundo todo, a série e o livro deixaram de se tornar apenas um "grito de socorro" que ninguém ouviu da personagem Hannah, mas se tornou o grito de toda uma geração que não é ouvida.

Quanto a identidade, creio que a mudança minima no final da história foi necessária e muito bem vinda. Hannah não é salva, mas provavelmente muitas meninas foram salvas e vão ser salvas.É importante que os assuntos ali apresentados sejam ditos, que as polêmicas discutidas entrem em pauta e que as "Hannah's" do mundo todo sejam ouvidas, para que elas não sintam a necessidade de se calarem para sempre.

Chris Armando


Para ver o trailer, só clicar AQUI =D




Olá!!

Como alguém que quis muito escrever a resenha do livro há um tempo atrás, pedi esse pequeno espaço para a Chris, para vir comentar algumas coisas também. Terminei a série agora, tendo sido um tanto mais lerda que a maioria, mas prefiro ver algumas coisas com calma, me deixando apreciar e entender. E, o que mais fui vendo ao longo do tempo em que fui acompanhando a série, eram opiniões. Opiniões de pessoas que não se deram ao trabalho de ler ou ver a série. Opiniões de pessoas que leram algumas matérias negativas (ou muito pessoais, claro), e tomaram como dor defender toda uma geração contra a romantização do suicídio.




Deixo claro que não vim aqui dizer como as pessoas deveriam pensar ou se sentir. Cada um sabe o que é bom para si mesmo no momento em que decide ver uma série com um assunto tão delicado. Por isso, venho falar sobre o que senti e como a série foi importante para mim.

Acho que isso já vem do livro, na verdade. A série, querendo ou não, toca em assuntos e temas que muitas pessoas podem se identificar. Seja você garoto, garota, daqui do Brasil ou de qualquer parte do país. Sabemos que crescer, sentir, ser ouvido, aprender a lidar com sentimentos e pessoas não é uma das coisas mais fáceis e, para mim, a série mostra o quanto a falta de empatia pode atingir alguém. Mesmo que, bem lá no fundo, não tenhamos consciência disso. Às vezes uma simples piadinha que nos dá algumas risadas de segundos fica marcada em alguém por muito, muito tempo.




Sinceramente? Eu poderia vir e dissertar sobre isso por muito tempo, mas seria cansativo para vocês =D Gosto de pensar que é uma série que trata de maneira mais "adulta", algumas situações que são muito comuns para adolescentes. Uma série que não tem tantos episódios, mas acho que aproveita cada um deles para transmitir uma mensagem. É real, dói, incomoda, nos deixa tensos e perturbados, chateados, até pensando que ela poderia ter sido mais "forte" e escolhido alguma outra coisa, relevado, erguido a cabeça e seguido em frente. E são pensamentos assim que mostram o quanto não podemos pensar e falar por outras pessoas. Cada um sabe o que sente, o que carrega e o com o quanto pode lidar. E, se incomoda, se nos faz pensar...é por quê já está mais do que na hora de ser um assunto que seja mais comentado e que mais pessoas obtenham ajuda.

Não é uma série leve, não é uma série que poupa algumas cenas, ou uma série com atores conhecidos o suficiente. Mas é uma série que nos faz parar e prestar atenção, repensar e querer mudar. E isso já é um começo.
^^

Mila Morelli









Sinopse: No bairro do Limoeiro, Franjinha é um garoto que deseja ter um animal de estimação… Ou um robô. Ao mesmo tempo, um cachorrinho azul perambula pelas ruas procurando sobreviver, juntando os ossos que acha e usando a carcaça de um carro abandonado num terreno baldio como moradia.
Essa é a história de como os dois primeiros personagens criados por Mauricio de Sousa se tornaram melhores amigos. Uma aventura cheia de problemas, surras, desvios de rota, chuva, cachorros, decisões difíceis e ternura.

Dessa vez, termos Luís Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno como responsáveis por nos contar a história de um dos cachorrinhos mais adorados do universo da Turma da Monica.  E os dois fazem isso de uma maneira perfeita.
O começo nos apresenta Franjinha, em todo seu começo de vida, nos mostrando que desde lá o garoto anseia por criar e aprender algo a mais. E, com isso, acrescentando o desejo de ter um cachorro.


























É aí que embarcamos na jornada, notando que os caminhos percorridos tanto por Franjinha quanto por Bidu, não foram nada fáceis.
Bidu percorre seus dias como um cão de rua, precisando achar o que comer, lidando com perigos e desejando um lugar seguro para dormir. O enredo parece simples, mas a história é contada com quadrinhos extremamente coloridos, ou que ficam com cores mais frias e "apagadas" em momentos de tristeza, como em um dia de chuva intensa. Sem contar que existem poucas falas, apenas vindo dos personagens humanos e, todo o restante é representado com desenhos ou onomatopeias extremamente importantes para a história se desenvolver.




Cruzando as ruas do bairro do Limoeiro, Bidu cruza com todo tipo de situação e alguns outros cachorros que acabam se aproximando, até com o Bugu, um personagem já conhecido. E cada um dos personagens tem sua maneira de se expressar, dando destaque a personalidade de cada um deles. E a personalidade do próprio Bidu é um dos pontos antos do quadrinho, passando de um cachorro assustado, a alguém que enfrenta seus medos e entende que, no fim, ser maior e melhor do que alguém que já te fez mal é muito importante.





Quero evitar spoilers, claro, mas posso dizer que enquanto Bidu enfrenta seus obstáculos, Franjinha e sua mãe vão em busca do cão perfeito para o filho, que procura e procura e não encontra o que quer, até ele mesmo pensar e criar uma solução, fazendo com que os caminhos de uma dupla que conhecemos e amamos tanto, se cruzem.
Vale deixar como curiosidade que Franjinha e Bidu foram os protagonistas da primeira tirinha de Mauricio de Sousa, em 1959, no jornal Folha da Tarde. Como já foi informado pelo próprio autor em outros momentos, Bidu foi inspirado em seu cãozinho de infância, Cuíca.

Se amei? Muito. Acho que o quadrinho é desenhado e segue um ritmo tão constante que é impossível não se sentir triste, feliz, ansiosa e amar o final da história.
Sou grande fá do estilo que os dois trouxeram, ainda mais com todas as cores. Recomendo muito =D








Sinopse: A árvore da Prinsengracht, 263 observava enquanto a menina brincava e escrevia em seu diário. Quando estranhos invadiram Amsterdã e aviões roncavam acima das cabeças, a árvore via a menina afastar as cortinas do anexo da fábrica do pai para espiá-la. A árvore também viu a menina ser levada dali com sua família – e o seu pai retornar depois da guerra, sozinho. No verão em que Anne Frank completaria oitenta e um anos, a árvore morreu. Mas suas sementes e mudas foram plantadas pelo mundo afora, como símbolo da paz.



E achei que estava na hora de estrear uma nova parte no blog, onde iremos tentar falar um pouquinho de livros infantis, também =D

A resenha acima basicamente conta todo o resumo da história escrita por Jeff Gottesfeld e ilustrado por Peter McCarty. O livro tem um total de 40 páginas, todos com ilustrações lindas e simples, retratando um pouco de alguns momentos intensos da história tão conhecida de Anne Frank.





Jeff, o autor, é um escritor famoso por suas obras em livros, teatro e cinema. Seu trabalho foi premiado pela American Library Association, pela Writers Guild of America e pelo National Council for the Social Studies. Já escreveu livros para adultos, adolescentes e pré-adolescentes. Este é seu primeiro livro ilustrado. ( Informações tiradas do próprio livro)

Agora, o ilustrador Peter, trabalhou em muitos livros premiados para crianças. Seus trabalhos conquistaram várias distinções, incluindo o Caldecott Honor e indicações do New York Times como Melhor Livro Ilustrado do Ano para Crianças.  ( Informações tiradas do próprio livro)

Seguimos a história da árvore que tudo via e que, por algum motivo, se afeiçoou a menina que por lá aparecia, com seus cabelos bagunçados e sempre escrevendo. Vamos acompanhando exatamente tudo, desde esse começo, um pouco depois da metade da vida da árvore, até o seu final, quando a falta da menina ainda era algo que a árvore se questionava.





O interessante do livro além de toda sua história simples e comovente, é o fato de que tudo acaba sendo muito bem explicado ao fim, onde temos um resumo de pontos importantes da história de Anne, desde onde nasceu, até sua morte em um campo de concentração em março de 1945, e seu diário sendo encontrado.

Além da vida da Anne em si, houveram reais esforços para salvar a árvore que, já antiga e tendo vivido muita coisa, acabou sucumbindo no verão de 2010. Várias de suas mudas foram espalhados pelos Estados Unidos, lugares importantes e com relação a luta pela liberdade e tolerância.



" Erguemos os olhos para o céu, muito azul.
Despidos de folhas úmidos e de orvalho,
os galhos do castanheiro-da-índia brilhavam. 
As gaivotas e outras aves cortavam o ar
em velozes riscos prateados,
e nós ficamos tão encantados,
tão comovidos que perdemos a fala."
- Anne Frank