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E voltamos com mais uma indicação da Editora AVEC. Dessa vez, vamos falar de um projeto incrível!

Silas é uma Fantasia Steampunk, escrita e desenhada por Rapha Pinheiro durante o primeiro semestre de 2018. O livro conta a história de Silas, um habitante de uma cidade subterrânea onde todos são feitos de fogo. Eles vivem nessa cidade por medo da chuva que assola o mundo exterior e dependem de uma fábrica de oxigênio para manter suas chamas acesas!


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Veja mais informações abaixo:


Era uma vez uma cidade onde todos eram feitos de fogo. Um dia começou a chover e o povo da cidade fugiu para as cavernas onde se perderam e terminaram por construir uma nova cidade. O livro conta a história de Silas, capitão da polícia desse cidade que sofreu um acidente quando criança que o deixou em estado terminal. Salvo pelo Barão, homem mais rico e influente da cidade, Silas sobreviveu com a condição de que precisa usar uma roupa especial para mantê-lo vivo. Essa roupa, apesar de salvar sua vida, o tornou mudo.

Apesar de ser uma fantasia totalmente Steampunk, Silas é um livro intimista que trata dos conflitos internos de uma pessoa que, apesar de muito forte, é facilmente influenciável por quem está ao seu redor. Toda a roupagem steampunk e fantástica ajuda a construir as situações que o personagem precisa enfrentar e superar para encontrar a redenção que ele tanto procura.





O livro possui 80 páginas de história colorida e uma galeria de extras no final mostrando o processo de produção do livro. Silas faz parte do mesmo universo que Salto, livro do mesmo autor que foi lançado ano passado em parceria com a editora AVEC e financiado com sucesso pelo Catarse. Os dois livros funcionam separadamente, podendo serem lidos em qualquer ordem. Ambas as histórias se encontram algumas vezes e vários pequenos “easter eggs” aparecem de uma para a outra.


O livro tem uma história intimista mas que também pode ser interpretada através de seus simbolismos, adicionando camadas de leitura à obra. Silas pode ser lido como uma desventura de um anti-herói buscando redenção ou como uma crítica à corrupção, preconceito e manipulação. Tudo isso repleto de cenários steampunk e cenas de ação impactantes.



Sobre o autor: Rapha Pinheiro - Arquiteto m mestrando em Comunicação, Rapha é carioca começou a desenhar quadrinhos em 2014. Nesse mesmo ano, foi estudar arquitetura na Inglaterra e começou a publicar seu primeiro trabalho, Os Tomos de Tessa de forma independente por lá. Em 2016 foi selecionado para fazer parte da primeira turma internacional de quadrinhos da Ecole Européenne Supérieur de l'Image em Angoulême na França onde foi morar e escreveu Salto. Também em Angoulême, Rapha criou um canal no Youtube sobre produção de quadrinhos e análises de obras onde tem ganhado cada vez mais respeitabilidade no meio dos quadrinhos nacionais. Atualmente ele cursa mestrado na ECO-UFRJ onde desenvolve o quadrinho semanal Mesa 44. Rapha trabalha como professor de desenho e quadrinhos.
Acompanhe o mesmo nas redes sociais:
@RaphaCPinheiro
www.youtube.com/c/RaphaPinheiroHQ

Quer saber mais sobre a obra e apoiar o projeto??
































Sinopse: Após sua estreia literária com O segredo do oratório, sucesso de público e crítica, Luize Valente volta a mergulhar, de maneira ainda mais surpreendente, na história de uma família de migrantes em Uma praça em Antuérpia.Com domínio da narrativa, que vai e volta do ano-novo de 2000 em Copacabana para os anos da eclosão da Segunda Guerra na Europa, Luize reconstitui a desgraça imposta pelo nazismo aos judeus, razão pela qual muitos deles viriam fazer a vida no Brasil.
Reunindo sensibilidade pelo drama humano e extensa pesquisa histórica, Luize retrata a chaga do nazismo na miudeza do cotidiano, na intimidade das famílias alemães e europeias, com bárbaros desdobramentos em Portugal, no lar de Clarice e Olivia, de onde a narrativa parte para ganhar o mundo e o Brasil. Acompanhamos a fuga de Clarice e seu marido, o pianista judeu Theodor, por grande parte da Europa, sempre um passo à frente da perseguição nazista, fuga que leva parte da família a cruzar o oceano. Como se não bastasse essa narrativa de tirar o fôlego, Luize presenteia o leitor com um final emocionante e totalmente inesperado.



E esse foi um dos sorteios entre os livros da minha lista que foi uma surpresa muito boa.
E foi também meu primeiro contato com a autora, em um livro com uma narrativa que geralmente não seria minha primeira escolha e onde o enredo todo se tornou algo incrível de ler!

Assim como a sinopse diz, seguimos a história das gêmeas Clarice e Olívia, desde o começo da vida, as dificuldades de sua família, com um parto complicado, até uma infância onde o contato com o pai era algo frio e triste. Ainda assim, as garotas eram rodeadas pelo amor da avó materna e a vida de ambas foi se encaminhando, com os anos passando até um casamento acontecer apenas com uma delas. Olívia e Clarice acabaram se separando quando Olívia se casou, ambas começando a seguir seus caminhos e decisões em locais diferentes.

Ah, vale dizer que enquanto vamos conhecendo a infância das garotas, pulamos para o tempo atual onde conhecemos tudo pelos olhos de Olívia, que agora é uma senhora de 83 anos, virando o ano de 2000 no Rio de Janeiro, conversando com sua neta, Tita. E é por essa conversa entre as duas que toda a história vai se desenrolando.


"- Antigamente as esperanças eram como as joias de família que passavam das avós para as netas e bisnetas. Agora não é assim porque, em cada instante que passa, nós temos necessidade de enterrar uma ilusão."


Então, seguimos por Portugal, onde tudo começa. Depois que se separam, Clarice acaba também conhecendo Theodor, um personagem que terá uma importância enorme em toda a trama.
Theodor é um pianista que ama música, judeu e...no meio de todo o caos que começa com a guerra, todo o relacionamento que ele desenvolve com Clarice acaba sendo interrompido.

Como se não bastasse Theodor tendo que lidar com mentiras, disfarces e um jeito de fugir do preconceito enquanto torce para que a guerra não aconteça, Clarice se vê tentando uma vida sozinha, conhecendo boas pessoas e até fazendo amizade com Mariano, um homem que acaba tendo outra grande importância na história e ajuda muito Clarice.


"O que ela sentia era tão intenso e profundo que era impossível ser só dela. Nenhum ser humano era capaz de se encher, transbordar de tanto amor, se não lhe fosse dado. O que ela sentia também viera de fora para dentro. Clarice recebera de Theodor e vice-versa. "O amor é meu mas te pertence". Ele dissera tantas vezes. Eles eram um do outro."



O livro é tão cheio de acontecimentos que acho que o melhor seria me conter mais e parar por aqui.
O que podemos entender é que o livro irá girar em torno desses personagens tentando viver em uma época em que a Alemanha pertence a Hitler, os nazistas e a guerra está apenas começando.

O bom é que o livro revela um grande segredo logo no começo e seu enredo acaba sendo o desenrolar da história, onde as peças vão sendo ligadas para chegar até um final com mais revelações ainda.
E tudo isso transforma a trama em algo intenso, que faz a leitura fluir rapidamente, mas não totalmente fácil porque é absurdamente triste ver em que ponto a humanidade foi chegando, apenas por conta de um ódio absurdo, preconceito extremo e falta de empatia.
O que também é o ponto positivo que, mesmo sendo uma história fictícia, com romance e personagens criados, os fatos históricos são bem reais, presentes e contam um pedacinho da dificuldade que era viver naquela época, ser quem você era e acreditar no que queria.



"A guerra tinha mesmo esse estranho poder de afastar entes queridos e unir desconhecidos, para sempre."



O livro tem aquele final que te deixa morrendo de curiosidade e vontade de saber mais. A autora escolhe um bom momento para finalizar uma trama incrível, mas ah...como eu queria ter algumas páginas a mais para poder me dar aquela paz de espírito e conhecer alguns detalhes da finalização.

Em conclusão, o livro tem um enredo incrível, que conta a história de uma família nos dias atuais e mostra como o passado é importante e não deve ser esquecido.
Sem contar que a trama é feita com sensibilidade e cuidado com as informações reais, deixando a história fluir e nos pegar de jeito.

Recomendo para quem gosta de uma leitura mais pé no chão, com direito a romance, momentos tristes e bom apreço aos pequenos momentos que nos fazem felizes.
Sem dúvida uma leitura que me surpreendeu muito bem. =D


"...O amor é o sentimento mais nobre que um ser humano pode ter. No momento em que ele é entregue e recusado, transforma-se em tristeza, mas naquela tristeza que carrega a saudade dos dias passados"







Sinopse: MegaloBox, projeto original inspirado em Ashita no Joe, do escritor Ikki Kajiwara e do ilustrador Tetsuya Chiba. O projeto faz parte da celebração do 50º aniversário do mangá original. O mangá foi publicado em 1968 e 1973, com um total de 20 volumes. 
Em comemoração ao 50° aniversário do projeto Ashita no Joe, Megalo Box conta a história de JD (Junk Dog) e suas participações em lutas ilegais de boxe até o encontro de uma determinada pessoa no ring, a qual ele aceita arriscar tudo em troca do desafio. 

Formato: Anime
Genero: Ação , Drama , Esporte
Autor: TMS Entertainment
Direção: You Moriyama
Estudio: TMS Entertainment
Inspirado no manga: Ashita no Joe de Ikki Kajiwara e Tetsuya Chiba

Megalobox chegou em 2018 com uma responsabilidade bem grande. A série se anunciou como uma spinoff de Ashita no Joe, e para os fãs do gênero de esporte dentro de animes, isso corresponde a se comprometer com uma missão impossível. Talvez Ashita No Joe seja um dos mangás mais reverenciados do gênero, e com razão, pois possui um desenvolvimento exemplar de personagens, vários momentos épicos e um retrato bem fiel do Japão pós segunda guerra mundial. Definitivamente, Ashita no Joe explora os mais profundos pontos dentro de sua obra com calma e dedicação!
Talvez por isso minha fé em que Megalobox pudesse contemplar o clássico dos anos 70 de 79 episódios em apenas 13 tenha sido abalada, apesar de que Megalobox consegue sim aumentar as expectativas.




O estilo de traço escolhido, o Design de personagens, a trilha sonora, tudo em Megalobox foi pensando para manter os fãs com os olhos e ouvidos na tela. Claro que as inúmeras referências a obra original acabam pedindo por comparação, e talvez esse tenha sido o maior erro do anime.
Existe algo muito delicado quando vamos reinterpretar uma obra consagrada.
Se Megalobox tivesse se lançado como um anime original apenas lançando algumas referências e Easter eggs de Ashita no Joe, os olhares críticos recairiam de forma diferente, pois como a obra se declarou abertamente um spinoff totalmente inspirado em Ashita No Joe, os fãs do gênero vão constantemente comparar as personagens, as lutas e os diálogos. Em suma, a obra fica presa a ser tão icônica quanto a original e isso pode tirar um pouco da atenção ao fato de que, apesar de essencialmente semelhante, uma obra é diferente da outra.


Falando mais afundo sobre Megalobox, temos esse futuro onde a tecnologia tem avançado e até dentro de um esporte como boxe, os lutadores tem contado com um exoesqueleto para lutas oficiais. Somos introduzidos ao personagem principal, Junk Dog, que participa de lutas clandestinas onde seu técnico, Gansaku, o obriga a perder as lutas para participar do esquema de apostas da casa.
Nesse ponto já temos algo bem destoante da obra original. Apesar da semelhança da origem humilde das personagens, o técnico Gansaku que é bem semelhante fisicamente ao Danpei de Ashita No Joe, é totalmente diferente em personalidade.
Mais tarde em um episódio é pincelada a origem da dupla de Megalobox, e a abordagem da Gansaku em Junk Dog é parecida com a de Danpei em Joe. Porém, Danpei sempre foi preocupado com Joe, um fanatismo que levava a ele se colocar em perigo pelo rapaz constantemente. Ele tinha uma fé absoluta em Joe como lutador, já Gansaku nunca teve essa fé. Mesmo quando Joe se mostrou um lutador exímio, Gansaku fechou um acordo para que ele perdesse uma luta oficial importante, houve um arrependimento e redenção do personagem quanto a isso, mas comparativamente falando, Danpei sempre foi mais sincero e gentil que Gansaku.


























Essas nuances acabam fazendo toda a diferença.
Acredito que a relação entre Junk Dog e Gansaku é até mais realista do que a de Joe e Danpei. Existiram vários capítulos para desenvolver a dinâmica da dupla que passou por várias provações e Joe eventualmente se torna um personagem tão marcante na história das animações que é quase que intocável.

Ashita no Joe é ambientado em um Japão pós segunda guerra. O país estava aos escombros e a obra começa com um tom meio sombrio onde temos esse personagem que arranja briga por qualquer motivo e quer provar ser o mais forte ou o mais hábil, sempre. Porém, a mensagem de Ashita No Joe já está em seu título e na tradução livre fica como “O Joe do Amanhã”. É uma mensagem de esperança e em diversos momentos nós torcemos por Joe, nós queremos que ele sempre levante da lona e que sempre ganhe, pois essa é a sensação de esperança que a obra transmite aos espectadores. Uma fé incondicional de que enquanto houver forças para lutar, tudo vai melhorar!
Megalobox se compromete com essa mensagem.
Junk Dog também insiste em levantar sempre em todas as lutas e temos vários momentos de comoção e talvez o ápice da obra tenha sido entre os episódios 5 e 6, a luta contra o ex discípulo de Gansaku, Aragaki. De longe a melhor luta da obra. Extremamente bem animada e empolgante, uma luta que torcemos pelo Junk Dog com todas as nossas forças, e existe todo um contexto profundo para a luta que é também uma redenção por parte dos lutadores e do técnico.
























Mas vocês entendem o problema da melhor luta do anime acontecer na metade dele?
Pois é, o final de Megalobox é morno e um tanto quanto agridoce pois a última luta, apesar de ter certa empolgação, ainda é pouco comparado ao que se espera de um clímax, inclusive os acontecimentos que precedem a luta em si são mais interessantes do que ela.
Então chegamos ao décimo terceiro episódio com algumas pontas para amarrar e pouco tempo para explicação.
Uma amizade inusitada que surge em função de um respeito mútuo entre os lutadores rivais e um final relativamente feliz onde Junk Dog e Gansaku se encontram livres da máfia que os perseguia e conseguem o ginásio para seguir treinando futuros boxeadores. E isso seria aceitável se a obra não tivesse trabalhado tanto algumas questões como, por exemplo, a de que as pessoas de extrema pobreza, como era o Junk Dog, não tinham identidade. Tanto que para entrar no torneio de lutas oficiais, ele teve de recorrer aos agiotas por uma identidade falsa.
Essa questão do Junk Dog não ter um nome de fato, de ele não existir oficialmente, só foi tratada novamente em um episódio onde um dos competidores o ameaça dizendo que irá revelar seu segredo e isso automaticamente o tiraria da competição. Mas esse problema foi resolvido e depois disso nunca mais é abordada essa questão.
Além disso, a obra sempre passa a impressão de que o protagonista está flertando com a morte e os títulos de cada episódio são todos ligados a morte. Alguns exemplos:

Comprar Ou Morrer?
O Homem Morre Apenas Uma Vez
Vamos Dançar Com A Morte
Nascido Para Morrer




















Além do que, o final de cada episódio vinha seguido de uma chamada para o próximo e sempre faziam questão de enfatizar a frase na tela “Not dead yet”, ou na tradução “Ainda não morto”. Esse flerte com a morte também é uma referência a Ashita no Joe.
No arco final do mangá e do anime, o Joe de Ashita no Joe tem uma luta sensacional e ao fim dela, ele fica estático no canto. Nunca foi dito oficialmente, mas a crença geral é que Joe morreu no ringue. E esse final icônico com a morte do amado protagonista foi um dos motivos para a obra ser consagrada.
Talvez a intenção do autor de Megalobox tenha sido realmente voltar a atenção para a possível morte de Junk Dog, mas no fim das contas, a série termina com tudo calmo e caminhando para uma felicidade estável.
Não acho que valha a pena teorizar o que se passou na cabeça do autor, mas acredito que esse final tenha sido pouco satisfatório, ainda assim não se pode dizer que foi um final aberto nem nada, é apenas um final morno.


















Falando em dados técnicos da obra, eu conservo alguns elogios para a equipe de animação. Houveram ótimas lutas e uma consistência em todos os episódios. Talvez eu tenha sentido  um pouco de falta de alguma fluidez nas lutas finais, mas nada pecaminoso.
A trilha sonora é sensacional, e acho que isso foi um dos pontos altos da série, recheada de hiphop e com espaço até para um personagem mandar um rap ao fim da obra.
No entanto, o roteiro foi o que talvez mais tenha me desagradado. Vários pontos foram jogados aleatoriamente e suas resoluções foram pobres, além de que o fim parece um tanto apressado e algumas atitudes das personagens são inconsistentes com a personalidade dos mesmos.
Mas, não há dúvidas de que apesar dos pesares, é uma obra acima da média, pouco, mas ainda assim acima.



Um 6/10 sem nenhum arrependimento.
Talvez se a obra tivesse se focado em outros pontos, e não puxasse tanto para as comparações a nota tivesse sido melhor, mas não deixa de ser um bom anime.
Fica a recomendação para quem gosta do estilo e para quem quer ver uma releitura de um dos maiores clássicos da história.







Olá Amigx da internet!
Seu miasma ambulante de plantão, Thiago, vindo dar a palavra  pelo Sobencomenda.

Quando a Camila veio compartilhar conosco a proposta LGBT uma das primeiras coisas que pensei foi “Existem algumas animações que levam essa bola, sim. Mas se for para falar de LGBT e Feminismo, a Korra é a melhor protagonista para isso”.

Eu poderia me focar na Major de Ghost In The Shell, mas a Korra se tornou um ícone para mim nesse aspecto pois a luta dela não foi somente dentro da animação, os bastidores da produção foram conturbados e ao que tudo indica, isso se deu pelo canal que vinculava a animação, Nickelodeon, que desaprovou veementemente que a protagonista tivesse uma relação amorosa com alguém do mesmo sexo!





Existem muitas questões a serem levantadas a respeito, mas antes de mais nada vamos falar sobre AVATAR. E não, eu não me refiro aos gigantes azuis que falam com a natureza através de seus dreads… Não, eu falo da obra que estreou em 2005 co-criada por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, ambos idealizadores trouxeram bastante influência oriental para a confecção desse anime (sim Avatar é um anime. Ele se enquadra dentro do movimento, e prometo que discuto sobre isso mais tarde no blog).

O Anime de 2005 tem como foco um protagonista masculino chamado Aang, e a história consiste em um mundo fantasioso onde as pessoas têm a capacidade de controlar elemento. Cada nação tem um elemento que tem maior controle, a Tribo da água, o Povo da terra, A Nação do fogo e os Nômades do Ar. Dentre estes que têm a capacidade de controlar um dos elementos, nasce alguém capaz de dominar os 4, este ganha o Título de AVATAR e é tratado como um líder religioso por muitos.
O Anime AVATAR: A Lenda de Aang, acompanha o protagonista que esteve em hibernação por 100 anos tentando se situar em um mundo que está em guerra pois a nação do fogo resolveu tomar o poder para si e começou a investir contra as demais, extinguindo os Nômades do ar, tornando Aang o último sobrevivente de seu povo.




Eu já poderia falar muito a respeito dessa obra, ela é completa cheia de desenvolvimento, ótimas cenas de ação, um roteiro e enredo bem bons e com personagens fortes. Inclusive personagens femininas muito fortes, tanto vilãs como heroínas.
Um marco de que os autores se ligavam bem no feminismo dentro da obra é o de que uma da heroínas tem praticamente um confronto direto com o patriarcado e conquista seu lugar e respeito devido. Porém, se eu for desenvolver isso aqui, talvez ocupe espaço demais nesse texto!

O importante de saber sobre a série AVATAR é que ela foi um Hit e conquistou vários fãs. Justamente por todas essas características de boa produção que citei anteriormente, ela deixou uma impressão muito boa!
Um hit que tornou-se um dos carros chefes do canal e que quando acabou, deixou um vazio no peito dos fãs. Um vazio que durou de 2008 (ano que se encerrou a série) até 2010 quando Brown Johnson, presidente da Nickelodeon, anunciou que o Estúdio estava produzindo uma continuação da série com uma nova personagem como avatar, e assim em 2012 somos presenteados com AVATAR a Lenda de Korra.





A Lenda de Korra já começa mostrando que será totalmente diferente de seu predecessor, Enquanto em a Lenda de Aang um dos principais desafios do Avatar era se tornar mestre dos quatro elementos, algo que ele desenvolve vagarosamente ao longo de toda a série, Korra já se mostra um avatar prodígio apresentando domínio de 3 dos 4 elementos ainda em sua infância. Porém logo no início, se apresenta a dificuldade da Avatar de dominar o Elemento Ar, e isso se dá pela ligação espiritual que os dobradores desse elemento tem. Korra não é uma Avatar espiritualizada como foi Aang, apesar de ser uma exímia lutadora e uma pessoa de princípios firmes, seu elo espiritual no início da obra é fraco.
Essas diferenças são importantes pois isso também mostra em que tipo de sociedade a nova Avatar vive.
Como eu disse anteriormente, o Avatar é visto como um líder espiritual, e se ela não fosse capaz de mostrar isso, provavelmente perderia sua utilidade.
Mas os conflitos de Korra são muito mais políticos do que os de Aang.
Teoricamente, a Avatar nasceu em uma era de paz onde as nações não encontram-se em guerra e estão em harmonia. Então os conflitos que se dão durante sua jornada são um pouco mais sutis a princípio.





Apesar da animação ter uma quantidade bem generosa de ação, o enredo dela é bem mais cheio de intrigas do que o primeiro e Korra luta o tempo todo para ser reconhecida pelo o que ela considera ser o certo, às vezes passando por cima até de seus mestres.
Um conflito direto de ideologias onde ela aspira por uma evolução enquanto alguns se mantém tradicionalistas. Mas tal como Aang, a Avatar precisou amadurecer ao longo da série para enfim conseguir se posicionar de forma firme e defender seus ideais.
Esse amadurecimento se deu tanto no aspecto de sua evolução como Avatar quanto em seu autoconhecimento. A adolescente enérgica e indulgente que se faz presente durante a maior parte do primeiro arco logo vai dando espaço para uma mulher mais segura e assertiva, e isso se reflete inclusive em seus relacionamentos!




Korra teve dois interesses amorosos durante a obra e o primeiro foi Mako, um jovem de aspecto charmoso e habilidoso dobrador de fogo.
Esse relacionamento foi confuso e conturbado para ambos e teve um fim relativamente rápido, tal como seu início.



O segundo interesse amoroso de Korra foi um desafio, não só para a personagem mas também para seus criadores, pois como eu disse anteriormente a Nickelodeon quis vetar esse interesse do roteiro de um jeito não oficial. Não houve declaração explícita por parte do canal porém, devido a essa sabotagem deliberada ter vindo na reta final onde esse relacionamento começa a se consolidar e tudo que ocorreu posteriormente, é uma das conclusões mais óbvias.
O que ocorre é que Korra se apaixona e é correspondida por Asami, um amor muito mais lógico tendo em vista o desenvolvimento do casal.
Asami também Namorou Mako e a convivência entre as duas aos poucos foi progredindo para além da amizade. A construção do relacionamento delas é muito mais madura do que a paixão adolescente e fervorosa entre ela e Mako, mas o relacionamento de ambas não foi bem visto pelo canal. Então, a série enfrentou várias adversidades, cortes de verba, retirada do canal de TV sendo exibida apenas pelo site da Nickelodeon, assim diminuindo o alcance de público da mesma.

















Tamanha foi a briga entre os criadores e o canal que os últimos cinco episódios foram vazados propositalmente na internet, mas o relacionamento de Korra e Asami é canônico e tem sua continuidade nos quadrinhos escritos por Michael Dante DiMartino. Inclusive, na história The Legend of Korra: Turf Wars eles não só situam melhor o relacionamento entre Korra e Asami, como falam também sobre outros avatares e suas sexualidades.




Para os fãs da série dentro desse HQ que foi lançado pela Dark Horse, tem uma passagem sobre a Avatar Kyoshi, uma das predecessoras de Aang, onde falam sobre ela ser bissexual e o como o povo da terra tem um viés mais duro a respeito disso.


Como eu havia dito a luta de Korra foi para muito além de sua série animada, talvez por isso meu apego tão grande a personagem, o desenvolvimento dela é estrondosamente maior do que da maioria dos outros heróis desse tipo de série de ação, desde a aceitação de suas dificuldades até a aceitação de si mesmas a personagem marcou, mas não é a única mulher dentro da série que se mostra independente e decidida, a própria Asami tem seu desenvolvimento e bem antes disso ainda em a Lenda de Aang tivemos as Guerreiras Kyoshi, a Azula, a Toph, a Katara eu poderia citar uma lista bem grande de mulheres fortes dentro do universo Avatar, ele é bem rico nesse aspecto!

Os dados técnicos das séries são bem bons. Houve uma entrega de animação consistente apesar dos cortes que o canal fez e um episódio ter sido feito em clipart (reciclando imagens de episódios anteriores).
Mesmo com a queda da qualidade de animação que se deu devido aos cortes, o roteiro se manteve consistente e sem furos. O carisma das personagens fez toda a diferença e as cenas de ação tinham seu brilho.

A lenda de Korra é um 7/10 em termos de animação, mas um 10/10 em representatividade!

Fica a dica para quem quiser ver essa obra prima que lutou até o fim para permanecer com seus ideais <3  







E é com prazer que estreamos nossa parceria com a editora Avec, divulgando o lançamento desse livro incrível!

Betina Vlad e sua herança monstruosa

Décadas antes da Marvel sequer pensar em universos compartilhados entre seus super-heróis, a Universal Pictures revolucionou a sétima arte e o cinema de terror, construindo a franquia que hoje todo mundo conhece como Monstros da Universal.

O terror invadiu os palcos das salas de teatros dos Estados Unidos no final da 1ª Guerra Mundial, ainda nos anos 20. Produções começaram a ser encenadas e fazer sucesso até que, em 1927, a adaptação do livro de Bram Stoker entrou em cartaz na Broadway, assustando e arrebatando o público de vez. Drácula, produzido por Horace Liveright e estrelado por Bela Lugosi, faturou cerca de US$2 milhões nas bilheterias.




O sucesso da adaptação, somada a forte influência do expressionismo alemão, a crise econômica do pós-guerra e multiplicado pelo desejo ávido da audiência no horror como válvula de escape ou retratação metafórica dos pesadelos da violência e angústia reprimidas, resultou na equação perfeita para incentivar uma nova geração de produtores em se arriscar em uma nova tendência em Hollywood: o cinema de terror.

Foi nesse cenário, por volta de 1928, que Carl Laemmle Jr., filho e herdeiro do sujeito que criou a Universal Pictures, resolveu levar Drácula dos palcos para as telas em 1931 – seguindo os passos de seu pai que, na década anterior, havia se aventurado durante o cinema mudo adaptando O Corcunda de Notre Dame (1923) e O Fantasma da Ópera (1925) – e deu o pontapé inicial no ciclo dos famosos Monstros da Universal, que resultou em 30 filmes lançados durante duas décadas, tendo a criatura de O Monstro da Lagoa Negra como o último representante dessa sinistra Era de Ouro.



Mais de 80 anos depois, nasceu uma nova filha para Drácula, dessa vez em sua mídia de origem: a literatura (“nova”, afinal, porque Vlad Tepes teve outras crias ao longo do século, principalmente no cinema, como na produção A Filha do Drácula, de 1936, ou no contemporâneo, na animação Hotel Transilvânia, de 2012). Betina Vlad surge nas páginas de “O Castelo da Noite Eterna”, o primeiro livro da coleção que leva o seu nome – Betina Vlad e os Sobrenaturais –, coroando o gênero do terror com muita aventura e humor negro.

O autor, Douglas MCT, sempre foi um consumidor voraz do gênero. Seu despertar aconteceu com o Drácula de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola em 1992, que o impactou ainda aos 9 anos e o fez ler a obra original aos 15. Dali para outros clássicos ainda mais antigos foi um pulo, e quando notou, Douglas já havia assistido mais da metade das produções da Universal (e da Hammer, vale ressaltar, sua concorrente britânica). Isso o levou a quadrinhos, séries e outros livros do gênero também, que compuseram seu vasto repertório, enorme responsável pela concepção de seu novo livro, lançado pela AVEC durante a V Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre, nos dias 09 e 10 de junho de 2018.




Inspirado pelo divertido e inventivo Percy Jackson de Rick Riordan, Douglas remanejou sua ideia de um crossover entre os monstros que dominaram sua infância e adolescência, dentro de um escopo juvenil, que mantém a reverência aos clássicos sobrenaturais da Universal, mas traz ainda o humor e a aventura, elementos fundamentais para o público alvo em que mirou o enredo, voltado para leitores de 13 anos até toda eternidade (caso você seja um sobrenatural, é claro!). Troque os deuses da mitologia grega por monstros como Drácula, a criatura de Frankenstein e o lobisomem, e mantenha o escopo urbano e moderno, e você chegará próximo do que é O Castelo da Noite Eterna, que ainda carrega inspirações dos quadrinhos dos X-Men e dos Jovens Titãs, considerando que MCT, além de escritor (você provavelmente já ouviu falar dos livros O Coletor de Almas e a série Necrópolis) também é roteirista de HQs.



Michel Mims, artista convidado para dar cara para Betina Vlad e seus amigos e tutores do castelo, na capa e quarta-capa do livro, deu ares mesclados de cartum e mangá para os personagens. Por isso, Artur Vecchi, editor da AVEC, teve a grande sacada de chamar a famosa cosplayer Tsu Keehl para dar vida a Betina Vlad, que foi fotografada e filmada por Douglas Alberto pelas ruas de São Paulo e que você confere no ensaio a seguir.

Porém, para compreender as cenas da cosplayer na Liberdade, só lendo o livro mesmo, que traz uma importante cena pelo bairro oriental.

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Fonte: Marcos Brolia/ Judão






Sinopse: Sinopse: A história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.

Escrito com um ritmo de um thriller, o livro conta detalhes sobre a investigação do trágico caso ocorrido no dia 29 de março de 2008.
Tive a oportunidade de conseguir o livro assinado pelo autor, Rogério Pagnan, em um bate papo muito interessante onde o mesmo tentou deixar claro que, apesar dos muitos comentários, o livro não escolhia um lado e foi escrito para mostrar o quanto um dos casos mais famosos do país possui erros absurdos do começo ao fim.

Depois de dez anos do assassinato, o livro veio para reviver um momento forte, com uma base de pesquisa tão incrível que seria totalmente capaz de reabrir o caso para melhores investigações, se possível.
O livro mostra como o casal foi prontamente culpado e o caso se tornou tão midiático que respostas e um responsável precisavam ser descobertos, encontrados e justiça deveria ser feita de alguma forma. Porém, Rogério mostra como algumas provas jamais existiram, desde o sangue que foi grande motivo para o casal ser preso, e que não era realmente sangue... até depoimentos que existiram e depois pareceram sumir ou mudaram totalmente de contexto.

O livro é daqueles que você começa a ler e não quer parar de jeito algum. Admito que eu li incansavelmente até a parte do julgamento, onde o ritmo segue algo mais jurídico (no assunto, e não na maneira como é escrito), que apenas fui mais lenta nessa parte.
Mas, do começo ao fim, fica evidente o quanto a polícia e todos os responsáveis pelo caso fizeram uma bagunça enorme o tempo todo.

O interessante é que, lendo as páginas, fica muito fácil para cada leitor criar sua própria teoria, tentar juntar os pedaços, algo que o autor fez muito bem e que deveriam ter sido feitas com mais calma no atual ano do crime.
Eu mesma tenho uma conclusão própria, que não difere muito do que já sabemos, mas o livro faz o que promete. Ele aponta cada um dos erros, pequenos e enormes, de pessoas com ego ou aquelas que trabalharam muito bem por trás de tudo e não tiveram chance de falar...e nos mostra como o caso mais famoso foi levado na pressão, deixando tantas verdades e dúvidas de lado que chega a ser triste ver como todo um sistema pode agir como bem quiser, apenas para dar respostas e acalmar a raiva de um público que sofria a morte de uma criança inocente.

"O Pior dos Crimes" é aquele livro que claramente te faz querer conversar com todos ao redor e repensar cada detalhe assim que as páginas vão sendo lidas. É, sem dúvida, um ótimo material jornalístico e que pode interessar também a todos no meio jurídico.
Eu, como simples leitora, admito que foi uma leitura que me prendeu muito, ainda mais por lembrar do caso, de algumas reportagens e como tudo foi acontecendo há 10 anos atrás.

O interessante é que é um livro tão verdadeiro, com tantas falhas no caso em si que difere muito dos bons livros policiais fictícios que amamos, com começo, meio e fim. Onde todas as perguntas acabam tendo respostas e seguimos satisfeitos (ou não) com o desfecho.

Um livro absurdamente interessante de se ler que recomendo para todos que tenham recordações do caso, ou que estejam apenas curiosos em entender como tudo pode dar muito errado devido a falta de experiência de alguns profissionais, assim como um receio e outros sentimentos que fizeram muitos terem atitudes em nada profissionais.


"Enquanto Gabriel prestava depoimento no 9º distrito, os jornalistas se lembravam de uma famosa piada sobre a disputa para descobrir qual era a melhor polícia do mundo. Participavam, entre outras, o FBI (dos EUA), a Scotland Yard (do Reino Unido) e, do Brasil, a polícia de São Paulo. Os organizadores soltavam um coelho na floresta e a polícia que achasse o bicho mais rapidamente ganhava.
Uma das melhores marcas do FBI, que usou fotos de satélite, helicópteros, análise de DNA  de pelos encontrados e, seguindo os protocolos de investigação, localizou o coelho em 3 horas e 14 minutos.
Ótimo resultado, mas nem perto do que viria a obter a polícia da rainha. Usando analistas de comportamento, estudiosos da espécie dos coelhos e cenouras com soníferos, a Scotland Yard capturou o animal em 1 hora e 30 minutos. Uma marca praticamente imbatível. 
Mas, a polícia paulista, com um Chevrolet Ipanema preto e branco (com o porta-malas amarrado por uma corda) e usando apenas um "tirocínio" altamente desenvolvido ao longo de anos de trabalho,  conseguiu voltar da floresta em apenas 23 minutos cravados, para espanto de todos. Ao abrir o chiqueirinho da viatura, daí vem o nome, foi retirado um porco amarrado, com alguns hematomas e ainda ligado a um fio de cobre.
- Eu sou um coelho! Eu sou um coelho! Eu juro que sou um coelho! - gritava desesperado o animal."



Sinopse: A ascensão do primeiro grande magnata do cinema, Monroe Stahr, que tem que desafiar seu mentor para chegar á liderança do estúdio onde trabalha. Baseado no último romance inacabado de Francis Scott Fitzgerald, que se inspirou na vida de Irving Thalberg.

Dessa vez, vamos falar de uma série que demorei um pouco para finalizar, mas vale como indicação para quem gosta do gênero.
The Last Tycoon é uma série de 9 episódios, lançada pela Amazon e que tem como base um dos livros do autor F. Scott Fitzgerald, O Último Magnata. Não poderei falar sobre o livro em si, já que não o li ainda, então será uma crítica apenas do seriado.

De começo já vale citar que a série se passa em 1930, com um figurino incrível, ótima trilha sonora e um elenco muito bom.
Seguimos a trajetória de Monroe Stahr, interpretado por Matt Bomer, um executivo de Hollywood que está sempre procurando pelo roteiro perfeito, para produzir um filme mais incrível ainda. Porém, com esse desejo ele acaba criando alguns problemas de convivência com o dono do estúdio, Pat Brady, interpretado por Kelsey Grammer.  Enquanto um tem um pé mais artístico, o outro acaba se tornando mais ambicioso, sempre preocupado e focado nos lucros.




Admito que foi uma série que demorei um tempo para ver, especialmente por não gostar de maratonar.
Cada episódio tem um pouco mais de 50 minutos, então preferi assistir com calma. Os episódios tem aquele clima de filme, onde os detalhes são bem colocados e as relações vão crescendo durante toda a trama.
Uma pequena falha que notei ao longo da série foi a necessidade de tentar mostrar sensibilidade em alguns momentos. Algo que poderia ter sido mais natural, acabava fazendo do drama sempre o ápice dos episódios, onde todas as falas, momentos e até trilha pareciam mostrar que aconteciam apenas para comover o telespectador.
Ou seja, vários episódios (ainda mais no começo) são repletos de drama imposto que nem sempre nos toca ou nos faz criar empatia pelos personagens.





E claro, vale citar a atriz Lily Collins que faz o papel da filha do dono do estúdio, Celia, que com todo o nepotismo básico da época (e que sabemos que sempre irá existir), conseguiu um papel no estúdio. Claro que a garota tem seu mérito, mas somos apresentados à ela como a garota que tem admiração e um amor platônico por Monroe, querendo se casar com ele como um sonho de adolescente. O bom é que, de alguma forma, a personagem acaba tendo um pequeno desenvolvimento ao longo dos episódios, crescendo sentimentalmente e profissionalmente, saindo daquele clichê chato de garota que dá em cima de um homem ao qual ela admira, mas que tem olhos para outra mulher.

Falando em outra mulher, Monroe é totalmente fisgado pela garçonete (oh well...) Kathleen Moore, interpretada por Dominique McElligott, que acaba lembrando muito sua falecida amada. E é mais esse relacionamento que acaba tomando um espaço nos longos episódios que abordam a busca pelo filme perfeito, o amor por uma mulher que parece alguém que Monroe já amou, e toda a ambição de Pat por mais dinheiro.





Ah, vale citar que toda essa trama se passa em uma época intensa, onde os nazistas acabam tendo uma influência maior em tudo, porém.... só a cito agora porque é uma trama que foi deixada muito de lado e mal explorada.
Novamente, não sei se o livro acaba abordando mais esse tema, mas teria sido um tanto mais interessante ver isso como um problema no dia a dia da equipe, além dos pequenos dramas que parecem dominar a rotina dos personagens, até com um diretor alemão.






No todo, a série me agradou e me distraiu enquanto a via. Apesar de alguns clichês e momentos que poderiam ter sido mais trabalhados, o elenco é muito bom e a produção é incrível. Porém, a série da Amazon não passou da sua primeira temporada.

Caso não se importa em ver algo cancelado, apenas pela experiência (assim como eu), ou se já leu a obra e não fazia ideia da existência do seriado, recomendo que se deixe levar por uma época passada e um roteiro com um drama básico ;D










Para o projeto, admito que notamos que a literatura LGBT tem conquistado seu espaço, mas ainda é algo bem pequeno.

Nos juntamos à alguns outros IG's literários para, pelo menos uma vez por semana, falar sobre o assunto.
Tentaremos sempre usar todos nossos colaboradores para citar algo e abrir caminhos para pequenas curiosidades sobre o assunto e, quem sabe assim, ir conseguindo mais espaço nesse mundo.

E essa primeira semana vem bem variada.
O projeto é LGBT, sim. Mas nosso primeiro texto abrange algo tão importante quanto, que é o lado feminista, especialmente antigamente, quando as coisas não eram tão simples assim.
Vamos tentar pensar em qual foi uma das primeiras personagens mais feministas que conheci.

Antes de mais nada...
"Feminismo é um conjunto de movimentos políticos, sociais, ideologias e filosofias que têm como objetivo comum: direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres."

De maneira pessoal, eu, Camila, andei pensando muito sobre qual teria sido a primeira personagem feminista que conheci no mundo da literatura.
Admito que puxar lembranças, sendo que agora já tenho várias personagens fortes em mente, foi difícil. E isso me levou para muitos anos atrás, forçando a minha mente a recordar de algo.

E foi quando me lembrei dos momentos escolares, onde alguns livros clássicos eram sempre bem necessários.
E a primeira personagem que me veio em mente foi Capitu, do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, lançado em 1899.

A obra procura enfatizar as regras de uma sociedade machista, onde as mulheres deveriam ser apenas esposas submissas e dedicadas; dentre essas mulheres se destaca a personagem Capitu por sua forte personalidade, representando uma mulher inteligente e sedutora.

Apesar de ter vivido no século XIX, Capitu sempre soube o que queria, sendo sonhadora e diferente das mulheres da época.
Fugaz, inovadora, perspicaz, sonhadora e alguém que sabia o que queria. Nunca se importou em ter uma grande amizade masculina, mesmo que isso levasse outro homem à loucura.

Eu li o livro há tanto tempo que não me recordo tantos os detalhes, mas depois de algumas resenhas de muitos igs incríveis lendo clássicos e com esse projeto, pretendo reler o quanto antes.






















Caso queiram verificar outra parte desse nosso projeto, que conta mais sobre a literatura LGBT, com toda a história, onde tudo começou e algumas curiosidades históricas bem importantes, acessem ESSE instagram.

Novamente, ficamos felizes em ter esse espaço no blog, toda semana, para conversar com vocês sobre algum tema.
Seja na literatura, na televisão ou qualquer mídia. Seja sobre a força da mulher, do amor, de igualdade e respeito.

Esperamos que nos acompanhem em cada post que iremos falar e debater =D

Até a próxima!