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Sinopse: A serie é baseada no mangá de nome Kidou Keisatsu Patlabor, do autor Masami Yuuki. No ano de 1997 e a humanidade desenvolveu robôs para auxiliar no trabalho mais pesado. Esses robôs, chamados de Labors, são guiados por humanos. Os Labors, então, começam a ser usados também para o crime e, por isso, o Departamento da Polícia Metropolitana de Tóquio cria a Seção 2 de Veículos Especiais, conhecida como Patlabor.

Anime: Mobile Police Patlabor
Autor: Masami Yuuki
Direção: Naoyuki Y oshinaga
Estudio: Bandai
Tipo de Episódio: Legendado
Episódios: 47
Ovas: 7

Aproveitando o dia das crianças, é com um gostinho bom de infância que tiro esse anime da cartola. Então, como estamos no mês das crianças, acho justo falar com carinho de um dos motivos pelo qual passei a gostar de animes ainda em minha infância.

Patlabor é um anime de ação policial mecha, ou seja, trata-se de uma divisão futurista da polícia japonesa chamada divisão de "Veículos especiais", onde eles utilizam robôs gigantes humanoides para lidar com diversos problemas da vida moderna.
O Anime foi lançado por voltar de 1989, então a técnica de animação esta meio datada. Porém, ainda assim, é uma animação razoável e conforme a trama vai adquirindo forma os episódios começam pouco a pouco a te prender de forma incondicional.


Na obra acompanhamos uma jovem policial que se candidata para a unidade de veículos especiais, e acaba por entrar na segunda divisão da patrulha.
A princípio a trama começa um pouco lenta, com bastante alivio cômico e apresentação de personagens.
A segunda divisão da unidade de veículos especiais é considerada indisciplinada porém, retêm talentos específicos como descrito brevemente por um dos personagens :
"Se eles são um bando de delinquentes desmiolados ou extremamente talentosos eu ainda não sei...".

A verdade é que os personagens são todos bem característicos e carismáticos e, apesar dos pilotos dos laibors terem um certo protagonismo, o restante da equipe é constantemente enfatizado e até priorizado dependendo do episódio.



Animes de Mecha ou Gundam tendem a encontrar uma parede muito sólida em seus enredos, alguns como Evangelion conseguem contornar essa barreira, mas mesmo Gundam Wing que é uma referencia no gênero, ficou preso nas mesmices das lutas entre robôs gigantes. Por isso o diferencial de Patlabor é tão destoante dos demais, os mechas são ferramentas importantes e são utilizados para a resolução de diversos problemas nem sempre implicando em lutas, como se trata de uma divisão policial é bem comum eles lidarem com situações de risco evitando grandes destruições.

Um outro atrativo do anime é a policial Izumi, o trabalho de desenvolvimento dessa personagem é notável assim como o amadurecimento dela como piloto e como policial. Podemos concordar que é relativamente raro um anime da década de 80 ter uma personagem feminina tão bem desenvolvida e devidamente destacada em seu posto.
Se tratando disso, não só a Izumi, o Anime esta recheado de um elenco feminino forte e claramente mais capacitado do que a maioria dos demais policiais.





 A dica que dou é que para quem for conferir esse anime que de uma chance de, no mínimo, 15 episódios.

Os episódios iniciais são meras apresentações de elenco e contextualização, mesmo as cenas de ação acabam não se estendendo muito, o alivio cômico é presente na obra toda porém nos capítulos iniciais chega a ser exagerado, mas ainda assim é um anime que vale muito a pena!

Minha nota para ele é 7/10 (Me chamem de saudosista, mas eu realmente gosto desse Anime)





Sinopse: Pedro Diniz tem um desafio e um problema pela frente.
O desafio: filmar um roteiro magnífico capaz de surpreender o público e conquistar o maior prêmio do cinema brasileiro. O problema: não ter ideia de como fazer isso.
Aos 25 anos, recém-formado, Pedro está convencido de que é um sujeito muito especial, que tem a missão de usar o cinema como instrumento para melhorar o mundo. Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. Enquanto comanda o último cineclube de São Paulo e trabalha em uma videolocadora da periferia, Pedro planeja seu próximo filme, a obra que vai consagrá-lo. E, para animar as coisas, conhece a intrigante Cristal, uma ruivinha decidida, garçonete e estudante de física nuclear, que mexe com seu coração.
A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos Fit, Mayla e Cristal numa longa viagem até Pirenópolis, em Goiás, a bordo de um Opala envenenado. Com câmeras nas mãos e espírito de aventura, a equipe técnica improvisada está disposta a usar toda a sua criatividade na filmagem feita na estrada ao sabor de encontros inesperados e de sentimentos imprevisíveis. E o jovem cineasta descobre que, quando o destino foge do script, nada supera o apoio de grandes amigos.


E esse foi outro dos livros que me emprestaram, sem eu fazer ideia do que se tratava a história. Mas, posso dizer que a capa é um dos primeiros detalhes que me chamou atenção. Ainda mias por conter um olho grego que acabou tendo um bom significado para a trama toda.
E é sempre bom poder ler alguma obra de um autor nacional <3


- Nossa vida é feita de um monte de momentos esquecíveis, entremeados por pouquíssimos inesquecíveis. Por que não darmos a nós mesmos o presente de tentar viver um inesquecível?



Como a sinopse acima já diz muita coisa, vamos ao resumo de tudo. A história sabe como nos cativar e prender. Escrita em terceira pessoa, conseguimos acompanhar Pedro de maneira profunda, porém, todos os personagens ao redor acabam sendo muito bem trabalhados. Desde amigos próximos até sua mãe, que acaba não sendo tão presente quanto seu pai, mas que possui segredos e motivos pessoais que a fazem uma personagem bem interessante também. Mas, é exatamente no relacionamento conturbado dos pais que notamos que Pedro sabe dar espaço às pessoas, deixando que tenham seu tempo e esperando sempre o melhor.



- Uma luz em meio à escuridão. 
- Uma luz fraca. Já me acostumei a ela. O que enxergo é suficiente para compreender o mundo. 
- Compreender o mundo é uma tarefa complicada para qualquer pessoa, enxergue ela ou não. Então você não está melhor nem pior do que ninguém. E lembre-se: muita gente vê tudo, mas não enxerga nada. 


Agora...enquanto temos uma trama familiar, somos apresentados a Fit, um dos melhores amigos de Pedro e que tem uma personalidade divertidíssima. E, graças a ele, nosso personagem principal acaba juntando mais forças para alcançar seus objetivos que, em alguns momentos parecem importantes e em outros são facilmente deixados de lado.
Além de Fit, conhecemos Mayla e Cristal, ambas garotas que terão um papel muito importante no dia dos dois garotos.


- Não é uma contradição celebrar um pedaço de morte de algo do qual se gosta tanto?
- Muitas culturas celebram a morte, isso não seria problema. E acredito que sempre que morre uma coisa cheia de valor essa coisa vai para um lugar especial. Pode ser um bom motivo para comemorar. 


O bom é que, apesar de ser claramente um livro sobre amizade, seria errado dizer que é apenas sobre isso. Surpreendente começa contando a história de um garoto com vontades, esperanças e desejos. Alguém que acreditava que a arte e cenas sinceras poderiam mudar sua vida e de outros ao redor. Porém, como sabemos, a vida não é tão simples e Pedro se depara com uma situação que irá mudar todo seu futuro.

- Acho que todo mundo na vida deve ter uma segunda chance. De amar, de perdoar, de crescer, de aprender. 


Assim que ele se depara com esse muro enorme em seu caminho, Pedro acaba decidindo partir. Porém, ele não contava com a companhia dos três personagens citados acima. O grupo acaba se aventurando junto, acatando a missão de capturar as melhores cenas enquanto não questionam Pedro. Como um bom diretor, ele encontra momentos dignos de serem captados. Claro que as situações acabam sendo favoráveis para os bons momentos e tudo parece lindo, até que os problemas se tornam muito maiores.

"Mãe, parti numa viagem. Preciso me perder no mundo para tentar encontrar coisas que venho perdendo dentro de mim. Onde eu estiver, estarei em boas mãos. Te amo demais, hoje e para sempre."



E é aí que a amizade se torna algo enorme e importante na vida de Pedro.
É difícil falar desse livro sem contar detalhes, algo que quero muito evitar para não estragar qualquer momento.
Maurício Gomyde escreve de uma maneira tão fluída que, quando notei, o livro parecia estar terminando rápido demais. Aquele tipo de trama que te faz sentir um mix enorme de emoções. E, junto de Pedro, entendemos que a vida ainda possui muitos mistérios, situações e pessoas que irão continuar a nos surpreender, sempre.

Para deixar tudo mais claro, o livro possui um booktrailer muito amor, que vale a pena ser conferido. Só clicar AQUI =D


- Porque somos seus amigos. E se uma pessoa passar toda a existência sem fazer algo realmente excepcional por um amigo, a vida não terá valido a pena...






Sinopse: O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, "Uma Chama Entre as Cinzas" contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em "Uma Tocha Na Escuridão", ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela - mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene - a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar... e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?



Ah, e como foi sofrida a espera por esse livro <3 Ainda mais depois do final absurdamente incrível do primeiro livro (onde você pode ler a resenha AQUI)

O livro se inicia após os tensos acontecimentos anteriores, quando a Academia BlackCliff sofre um atentado, começando toda uma luta entre Eruditos e Marciais.
E é nesse momento em que Laia e Elias aproveitam para fugir de Serra, querendo chegar até Kauf e tentar resgatar o irmão de Laia, Darin.

- Há esperança na vida - ele diz. - Uma garota corajosa uma vez me disse isso. Se algo acontecer comigo, não tema. Você encontrará uma saída. 


Como se escapar já não fosse difícil o suficiente, a nossa tão boa de odiar, Keris Veturius, mãe de Elias...não mede esforços para ir atrás do filho e o capturar.
As coisas já começam a piorar quando ela se enfia nos planos do garoto, conhecendo bem o filho que tanto odeia e sabendo como o atingir. Especialmente se isso levar para o buraco a melhor amiga do garoto, Helene, que agora possui muito mais problemas pessoais, responsabilidades e tem vários capítulos dedicados a ela. O que é muito, muito bom.

Espero que encontre sua liberdade. Espero que encontre alegria. Os céus sabem que ninguém mais entre nós encontrará. 


O que posso tentar dizer sem tantos spoilers é que tanto Elias quanto Laia entram em uma jornada muito intensa. O livro é carregado de momentos obscuros, com um ritmo incansável de aventura, tensão, mortes e momentos que te fazem parar e refletir. Os personagens não acabam tendo momentos tão calmos, o que nos faz prender a respiração a cada página.
O bom é que o enredo está tão amplo que ao mesmo tempo em que você quer acabar tudo para entender onde a história vai parar, você ainda quer se manter ali e fazer tudo durar mais.

- Suas emoções te tornam humana - diz Elias. - Mesmo as desagradáveis têm um sentido. Não as guarde em um canto. Se você ignorá-las, elas só vão ficar mais fortes e iradas. 


A autora continua com uma escrita absurdamente incrível, sem deixar um momento sequer se tornar cansativo. Para melhorar isso, alguns novos personagens acabam ficando mais presentes, o que não os faz roubar qualquer atenção dos antigos, mas sim serem um acréscimo muito bom na caminhada de cada um deles.

- Vale a pena morrer pela nossa família, matar por ela. Lutar pela família é o que nos mantém em frente quando todo o resto acabou. 



Para tentar concluir esse segundo volume que não fica em nada atrás do primeiro, o livro nos apresenta três pontos de vista importantes: Elias, Laia e Helene. Nem sempre o caminho dos três irá se cruzar, mas pode ficar tranquilo que a história é tão bem conduzida que tudo se encaixa perfeitamente.  Até posso dizer que a atenção acaba variando, mudando o foco de personagem principal. O que foi um ponto positivo para mim.


- Não se afaste das pessoas que se importam com você só porque acha que vai machucá-las, ou...que elas vão te machucar. Qual o sentido de ser humano se você não se permitir sentir nada?


Encontro algumas informações que me dizem que ainda teremos mais dos livros =O
Não sei se isso é bom ou ruim, mas é uma série que me faz desejar mais, para ontem!

Com um enredo que apresenta todo um lado sobrenatural diferente, vale muito a pena para quem quer fugir um pouco do que estamos acostumados a ler sempre. Não é um livro que se prenderá em romances, apesar de sentimentos, amor e respeito serem muito evidentes no livro todo, que é recheado de frieza, maldade e dor.

Recomendo com tudo o que tenho <3


"O fracasso não define uma pessoa. É o que ela faz depois de fracassar que determina se é uma líder ou um desperdício de ar."





Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

E aí me deparo com uma autora que simplesmente amo (apesar de não ter lido tantas coisas da mesma), com um estilo que nem sempre me atrai.
Aqui, Meg Cabot nos apresenta uma trama de época para um público juvenil.
Como alguns já devem saber, a autora já escreveu muitos livros com a temática, porém para um público mais adulto e assinando com o nome de Patricia Cabot.

Como a sinopse já mostra, acompanhamos a jovem Victoria, com uma mudança completa na vida e um amor que vem do nada, a deixando sem chão e querendo provar que é possível ter um noivo e ser capaz de fazer coisas incríveis.
A base da história é simples e não deixa tanto mistério. É evidente que Jacob Carstairs se mantém perto de Victoria com motivos pessoais, especialmente com a relação que possuem um com o outro, cheia de farpas e inimizade. O que não impede a leitura de ser tranquila e ir nos surpreendendo aos poucos.

Bem, Victoria acreditava que aquela era a cruz que pessoas como ela tinham de carregar. Era bastante provável que as ações mais altruístas da jovem jamais fossem reconhecidas por aqueles afetados por elas. Era triste, porém verdadeiro.



Mas, é mais quando Victoria realmente chega ao local e está na casa de seus tios que vemos como a garota tem uma personalidade forte. É notável o quanto ela acha que as mulheres na Inglaterra são frágeis demais e adota a postura de garota que resolverá tudo. Desde um jantar, ao comportamento de uma prima dramática até resolver relacionamentos dos outros. Exceto o que ela mesma tem.

Como outros livros da autora, temos uma escrita simples, com um humor interessante, guiado por uma personagem que não se deixa abalar facilmente. A questão é que algumas pessoas podem se incomodar com a escrita simples e rápida demais. Ainda acho que a ideia de um livro juvenil se aplica bem, mas os leitores mais assíduos podem se sentir lendo algo levemente superficial. Algumas relações não são tão aprofundadas, o que não me incomodou de todo. Noto que o foco era Victoria e sua personalidade.

Uma coisa era destruir permanentemente a própria vida. Outra bem diferente era destruir a vida de pessoas que ela passara a amar. 


Porém, não se deixem enganar. Apesar de uma personalidade forte, Victoria sabe ser extremamente irritante e tem como objetivo absurdo o tal casamento, especialmente por ter encontrado um homem bonito, rico e que segue a moda exigida para a época.
É a típica personagem que sente que tem obrigações, mas não quer reconhecer o que realmente sente. E, quando começa a notar, ainda insiste em seguir por outro caminho por simples birra. Ou seja, não é um livro para todos.

Talvez o fato de não ter o costume de ler livros de época tenham me feito ter um pouco mais de paciência com a garota. Ainda mais por ter lido sem ter ideia da sinopse e enredo. A surpresa sempre fica melhor assim.

Para aqueles que procuram uma leitura leve, tão característica da autora...recomendo. Leia com a mente aberta, esperando algo rápido, simples e bom para passar o tempo. Um livro para leitores mais novos, sem apelo sexual.
O livro tem seus altos e baixos, mas me prendeu o suficiente =D


Ele parecia achar que desejar alguém era melhor que precisar de alguém, mas Victoria não estava muito certa disso. 





Sinopse: A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja – mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição.


E aí temos um livro que começa com o clichê básico de uma garota que muda de cidade, depois de ter conhecido um garoto que poderia ser o grande amor de sua vida e enfrenta grandes dificuldades em se adaptar.
Cassie é a típica garota que ajuda a primeira pessoa que encontra com problemas, cheia de atitude, mas conforme as primeiras páginas vão sendo lidas, fica bem evidente que ela se colocou em uma posição de vítima, da qual não sabe sair e faz de tudo para ficar em seu canto, em paz, esperando que as inimizades que arranjou com a grande mudança, apenas a esqueçam.

E, como todo bom livro, a garota perdida encontra a amizade de alguém que a ajuda e dá conselhos apenas pela grande bondade de seu coração. É evidente que Diana é mesmo uma boa garota, adorada por muitos e todo aquele tipo de coisa que só de olhar a garota bonita e simpática, Cassie já sente que encontrou algo positivo em todos aqueles dias ruins. Sente que encontrou uma melhor amiga, quase irmã.

“Uma angústia percorreu Cassie. Preocupação pela avó que ela não conhecia – e mais alguma coisa. Um tipo de prenúncio pela expressão no rosto da mãe, de alguém prestes a dar más notícias e que não conseguia encontrar as palavras.”


Posso dizer que o livro não é longo, mas, ao mesmo tempo, alguns assuntos demoram para se desenvolver. O bom é que, apesar de lento, parece que a introdução de cada personagem acontece no momento certo. Conseguimos entender bem como Cassie ainda se mantém em uma posição perdida, apesar de começar a fazer parte de algo maior. Ou como a personalidade de algumas pessoas ao redor vão mudando de boa para má.

Depois da pequena enrolação, a parte interessante sobre um livro que é claramente sobre bruxos(as) e magia, começa a acontecer. Além da verdade sobre sua família e de todos seus vizinhos, Cassie acaba tendo que esconder seus sentimentos intensos para não perder a única amizade que sabe ser verdadeira.

“Veio-lhe um pensamento, como se uma vozinha do fundo dela sussurrante. ‘O cordão prateado nunca poderá ser rompido. Suas vidas estão ligadas. Não podem escapar um do outro mais do que podem escapar do destino’.”


Agora, vale dizer que é um livro que te faz odiar situações e personagens, mas que te prende de uma maneira bem esperta, te fazendo querer ler toda a continuação para entender onde todo o caos vai dar. Como disse, a situação interessante sobre magia demora mais do que o necessário para acontecer, mas o final do livro vai sendo preenchido com momentos interessantes e de tensão.
Ainda acho que a personagem principal é a típica garota que se enfia em problemas por não olhar toda a situação e pensar melhor para ter uma decisão melhor. Porém, não deixa de ser interessante.

Sinto que pode ser uma série boa, com doses de magias, rituais e com todo um passado e background que, por enquanto, gosto de acreditar que será bem construído. Especialmente depois da série de televisão ter sido cancelada depois da primeira temporada e me deixado com uma grande saudades.

O livro evidentemente é bem diferente da série, mas acho que vale a pena ser conferido, sim =D


Ela não sabia que mulher tinha dito isso, mas ecoou em sua mente sem parar. Mesmo enquanto a escuridão a cobria, ela continuava ouvindo Sacrifício...Sacrifício...Sacrifício...




Resenha: Em Nova Orleans, um par de assassinos em série não-mortos estão prestes a transformar o Mardi Gras em um show de terror - a menos que o imortal Bones possa caçá-los primeiro. De Jeaniene Frost vem uma emocionante novela de prequel com personagens de sua série de Night Huntress do New York Times. Originalmente apareceu na antologia não consolidada.


E vamos lá! Dessa vez, um livro curto, com suas quase 60 páginas e que nos leva para o começo do mundo de Night Huntress.
O livro se passa antes do primeiro, A Caminho da Sepultura, o qual já fizemos uma resenha que você pode ler, clicando aqui =D


Morte ele podia dar, sim. Mas, no momento, ele gostaria que pudesse dar esperança também, mesmo que não houvesse nenhuma para Jelani e, talvez, nenhuma para si mesmo. 


O livro apresenta Bones, o personagem que conhecemos no primeiro volume da série, mas que ainda não sabemos muito a respeito. Na verdade, para um vampiro de tantos anos, o conto também não volta muito ao seu passado, mas foca em alguns casos de assassinato e nos apresenta uma certa hierarquia de sobrevivência dos seres sobrenaturais.
Vemos como tudo tem um líder e como a maioria apenas segue obedecendo ou sofrendo consequências por serem "rebeldes".

Todo mundo tem que morrer um dia, Bones pensou com amarga determinação. Vamos, bastardos. Vamos ver se vocês tem o que é preciso para fazer de hoje o meu dia. 


O livro é curto, mas muito bem escrito. Conhecemos não apenas vampiros, mas ghouls e magia. O enredo te prende com um suspense e a personalidade de Bones que não é tão engraçadinha, mas que te prende de toda maneira. Ele sabe quem é, sabe tudo o que pode conquistar e é ágil. Enquanto tenta resolver o problema ao qual foi contratado, ainda tem que lidar com alguém o perseguindo e tentando acabar com a sua vida.

No fim, acho uma pena que a editora não tenha lançado o conto, que seria um 0.5 na série toda. Mas, nem todas as editoras fazem isso de qualquer maneira.
Ainda assim, para uma leitura bem rápida, foi um livro interessante e que vale a pena conferir, mesmo que ainda nos deixe curiosos sobre toda a vida de Bones, desde o começo. ;D



Haviam coisas piores pela qual morrer do que assegurar uma longa e negada vingança. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo morria.




Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu. Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.


E acabei pegando esse livro depois de uma indicação de nosso colaborador, Lucas =D
O livro foca em algo bem importante e que todos sabemos que já deveria mais do que ser aceito. Simon é gay. E, como a maioria, ele não entende a necessidade de ter que se assumir para todos. Assim como ele espertamente cita que héteros não precisam sair do armário, não é mesmo?


Ele falou sobre o oceano entre as pessoas. E que o objetivo de tudo é encontrar uma margem até a qual valha a pena nadar.


O livro é bem simples. Temos o dia a dia de Simon, a convivência dele com amigos importantes, alguns de infância e outros mais recentes. E, como maior plano de fundo na história, Simon está se comunicando com outro garoto gay, o qual ele sabe poucas coisas pois os dois preferem se manter no anonimato. E é em um dia de conversa, onde tudo o que Simon quer fazer é desabafar e se sentir bem, que algo atrapalha essa rotina e ele se vê em um caminho estranho, sendo chantageado por alguém que ele nem esperava que pudesse descobrir seus reais sentimentos.


Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo.


E, enquanto Simon tenta preservar e manter em segurança seu relacionamento com "Blue", notamos que a história se torna calma, envolvente e não tão dramática quanto o esperado. Em vários capítulos vamos notando a interação entre os dois garotos, como eles se completam com pequenas observações, dando o máximo para fazer parte um da vida do outro, respeitando o limite de anonimato que eles mesmos traçaram. Mas, é claro, as coisas começam a ficar mais profundas para Simon, que tenta encontrar Blue em cada garoto próximo a ele.


Você já se sentiu preso dentro de si mesmo? Não sei se isso faz algum sentido. É que, às vezes, parece que todo mundo sabe quem eu sou, menos eu.


Acho que todo o enredo mostra aquele lado simples e complexo de estar no ensino médio, lidando com amigos e aqueles primeiros sentimentos importantes de paixão. É quase nostálgico. O livro também aborda uma diversidade muito grande, fugindo do padrão em ter todos os personagens brancos ou heterossexuais. E, também não cita apenas um religião, o que já mostra como todos podemos ser tão diferentes e iguais ao mesmo tempo, cada um com suas qualidades.



Como comentário extra, você não acha que todo mundo devia ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo devia ter que declarar o que é; devia ser uma coisa bem constrangedora, não importa se você é hétero, gay, bi ou sei lá o quê. Só uma ideia. 



Becky Albertalli conduz a história de jeito calmo, mas não deixa nenhum enredo sem fim e tudo vai se interligando perfeitamente. Ela conta uma história sobre ser jovem, adolescentes, olhar o mundo e entender que escolhas precisam ser feitas e que nem tudo se resume a quem você ama ou não.

Provavelmente, nunca vou ter um namorado. Estou ocupado demais tentando não me apaixonar por alguém que não é real.



Admito que acho o Simon um personagem levemente egoísta, mas fica fácil relevar algumas coisas ao lembrar que é apenas um adolescente querendo preservar algo muito pessoal. E todo o enredo tem personagens com diferentes personalidades, o que acaba preenchendo mais ainda a história. A leitura é simples, sem grandes surpresas apesar de trazer algumas boas reviravoltas. Também posso admitir que esperava saber um pouco mais de Blue, talvez do ponto de vista dele, mas acho que estou apenas mal acostumada com alguns livros.

Tem uma grande parte de mim que eu ainda estou experimentando. E não sei como ela se encaixa. Como eu me encaixo. É tipo uma nova versão de mim. Eu só precisava de alguém que conseguisse aceitar isso. 



É um livro com um ritmo tranquilo, onde os personagens não desenvolvem absurdamente, apesar de alguns terem mudanças notáveis. O que não considero de todo ruim pois nenhum adolescente muda da noite para o dia, O final acaba sendo um pouco amplo, nos deixando imaginar algumas coisas para Simon e outros personagens, mas não é de todo ruim.
Esperava um pouco mais do livro, em um todo, mas trás toda uma mensagem importante e mostra um pouco do que muitos adolescentes (ou não), ainda enfrentam todos os dias.
=D


As pessoas são mesmo como casas de quartos grandes e janelas pequenas. E, talvez seja mesmo uma coisa boa que a gente nunca pare de surpreender os outros. 







Sinopse: “Maior fenômeno de poesia dos EUA na última década, há mais de 40 semanas no topo das listas de best-sellers Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume – publicado nos EUA como “milk and honey” – é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.”

como é tão fácil para você
ser gentil com as pessoas ele perguntou

leite e mel pingaram
dos meus lábios quando respondi

porque as pessoas não foram
gentis comigo



E antes de mais nada, vamos falar um pouco sobre a autora =D
Rupi Kair nasceu em Puajab, na Índia e mora em Toronto desde que tinha 4 anos de idade. É uma poeta feminista que começou a divulgar seu trabalho utilizando o Instagram.

eu não fui embora porque
eu deixei de te amar
eu fui embora porque quanto mais
eu ficava menos
eu me amava


Ela mesma teve uma foto banida de sua rede social, depois de postar uma foto dela mesma deitada, menstruada. O que só deu mais espaço para a mesma trabalhar com mais fotos, quebrando alguns tabus sobre menstruação.


a ideia de que somos tão capazes de amar 
mas escolhemos ser tóxicos



Outros Jeitos de Usar a Boca foi lançado em 2015 e ficou um bom tempo na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro segue o caminho da vida das mulheres, dividido em quatro partes: A dor, O Amor, A Ruptura e A Cura.

você estava tão distante
que esqueci que você estava lá


As partes são feitas e descritas por meios de poemas que parecem bem particulares, mostrando como a mulher vê a si mesma e o que a sociedade espera dela, assim como pessoas próximas. E para tornar tudo mais intenso, alguns poemas seguem assuntos mais tensos e que não devem ser ignorados como abuso, preconceito, violência e toda a luta do dia a dia pela qual todas as mulheres passam.
Os poemas não se resumem apenas em situações românticas, mas no relacionamento da mulher com mais homens, como os próprios pais.

é simples
acredite quando eles dizem 
que você não é nada
vá repetindo
como um mantra
eu não sou nada
eu não sou nada
eu não sou nada
tao concentrada
que o único jeito de saber 
que você ainda existe é
o seu peito ofegante



O livro tem uma linguagem bem simples, seguido de ilustrações mais simples ainda e não menos tocantes.
Talvez tudo isso tenha sido a dose perfeita para a transmissão de mensagens importantes que fizeram do livro algo notável.


acima de tudo
quero te salvar de mim



Posso dizer com toda tranquilidade que é um livro que tantos homens como mulheres deveriam parar e ler. Eu li em alguns minutos e a leitura vale muito a pena.
Um livro com uma mensagem de emponderamento e sensibilidade enorme!

você sussurra
eu te amo
o que significa é
não quero que me abandone







Outlander é simplesmente aquela série que você ama. Ainda ama mais pelo fato de que ela existe pois os livros são gigantes e já existem mais de 8 publicados (Será que são só 8 mesmo?!).

A autora dos livros é Diana Gabaldon e há quem diga que série e livros são muito parecidos, ao passo que se pode ler, assistir, ser feliz e não sofrer com isso. Mas, vamos comentar sobre a história que é o motivo disso aqui.

Somos apresentados a uma mulher que passou por muitos momentos difíceis e está finalmente curtindo seu casamento, Claire foi enfermeira durante a guerra e seu marido, que também serviu durante a Segunda Guerra, está finalmente livre das necessidades do exercito.
Claire e Frank são extremamente fofos... mas não se apega não!

Durante a viagem de seu marido em busca de detalhes históricos sobre seus antepassados diretos, eles se deparam com um grupo misterioso de mulheres, ao passo que Claire, fascinada com as ervas que elas cultivam e também brotam na região, sai em uma aventura.

Bom, a aventura dura mais que o esperado. Claire vai parar 200 anos no passado, em terras escocesas e de cara com o maléfico Black Jack, antepassado de seu marido. Como nem tudo é desespero, o acaso leva o caminho dela ao do escocês Jaime Fraser.

Meet the Devil...ops! Esse é o Jamie Fraser...ou o escocês que vai te encantar...


Bom, você já deve ter sentido que vai rolar muita tensão. Não é como se ela pudesse esperar 200 anos para voltar ao seu tempo, ou simplesmente chamar um gênio da lampada e mudar isso. Além de não saber se isso é realmente permanente e o quanto da história poderia ser alterada com sua presença.

Em paralelo, temos o marido de Claire, Frank Randall, que ficou no "presente". Ele não sabe o que aconteceu com sua esposa e, como todo homem, está em desespero atrás de respostas ou do "sequestrador" de sua esposa.

Será preciso tempo para que tanto Frank, quanto Claire possam acreditar em magia para levá-la de volta, afinal o passado pode não ser bonito, mas tem algumas das melhores distrações. Podendo uma delas ser uma mudança drástica nessa mulher forte do século XX.

A série é uma constante de destruição para qualquer fã.
As mudanças são constantes e tem horas que você torce por simplesmente um momento de certeza. Não conte com esse momento. Tudo muda e ninguém é completamente mocinho, todos tem boas e más intensões.
Super vale a pena (e não é só pelos caras bonitões!) e tem a primeira temporada no Netflix!




Sinopse: No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.


E agora...temos personagens novos e vermelhos que se juntam a prateados.
Sanguenovos que se tornam guerreiros incríveis e prateados que começam a entender qual batalha realmente devem lutar.
Como terceiro livro da série, recomendo novamente que, caso não tenha lido os outros livros... vá fazer isso, agora!
E caso queira ler as resenhas anteriores, clique AQUI para o primeiro livro, e AQUI para o segundo.

É engraçado, mas antes eu achava que meu maior medo era ficar sozinha. Agora nunca fico só e nunca estive tão aterrorizada. 


Depois de Mare ter se aproximado mais da Guarda Escarlate no segundo volume da série, Espada de Vidro, e depois de ter tentando encontrar os sanguenovos antes de Maven...tivemos um final tão absurdamente tenso que foi sofrida a espera para ler esse livro.

E finalmente a espera terminou e o enredo começa a se desenvolver depois de um mês da captura de Mare, onde ela se rende e deixa que Maven a leve. Mare está de volta ao castelo, como prisioneira e tentando lidar com a perda de seu irmão, Shade.

É cruel ter esperança quando não há nenhuma.


Os primeiros capítulos pela visão de Mare são intensos. Ela vive presa, com prateados que usam seus poderes e pedras silenciosas para manter o poder elétrico da garota, sob controle. Ela mal come, vive irritada, e vai de ter esperanças à sentir que morreria ali mesmo, velha, sem nunca mais sair ou ter qualquer liberdade. Mare pensava em todos lá fora, ao mesmo tempo em que controlava o que sentia e pensava, para conseguir sobreviver.



E, finalmente, a dor aflita, a verdade vazia que me perseguiu em todos os momentos da minha antiga vida: eu estava condenada. Ainda estou. 


E, ao mesmo tempo em que queria odiar Maven,o mesmo a tratava de maneiras que a deixavam confusa quando finalmente dava o ar da graça. Por sorte, não é um daqueles momentos em que a prisioneira se apaixona pelo pior cara, especialmente aquele que mais a magoou.
Não.
Mare sabe muito bem quem Maven é e, apesar de se compadecer um pouco em alguns momentos, é esperta o suficiente para jamais se deixar levar.


Eu queria que isso acontecesse. Queria cair para longe de suas mãos, encontrar o chão e me estilhaçar em mil pedaços.


E não pensem que esse tempo em que Mare é aprisionada dura pouco. Não, não dura. A autora consegue nos manter presos junto dela, com um desenvolvimento lento e perfeito. Ela dosa cada momento, entre os muitos altos e baixos dentro de Mare.

Sinceramente? Eu queria que o livro inteiro tivesse durado mais. E isso porque eu mesma fiquei muito aflita todo o tempo, desejando que Mare fosse salva ou que encontrasse uma maneira de escapar. E isso até acontece algumas vezes. Mas nada sai como o esperado e isso sempre me deixava de boca aberta.


É a voz de Maven. Não de Maven, mas de Maven. O garoto que pensei conhecer. Doce, gentil. Ele mantém essa voz guardada, pronta para ser sacada e empunhada como uma espada. Trespassa meu coração, como bem sabe. Sem querer, sinto saudade de alguém que não existe. 


Agora, como uma outra maneira de fazer tudo se tornar bom, sem cansar....Aveyard equilibra alguns capítulos indo para a mente de outros personagens. E você deve pensar que ela pegou Maven, Cal e até Farley. Porém, não. Eu acho que a autora teve uma sacada genial em mostrar personagens mais secundários ainda, com seus interesses pessoais e dispostos a dar sua vida por uma causa. Até personagens mais egoístas, com interesses pessoais que garantissem sua felicidade e de mais ninguém. E preciso admitir também que ansiava por esses capítulos, com uma visão diferente de tudo e que davam aquela guinada absurda na leitura.


Eu me desesperaria se pudesse, mas meus dias de lamentar acabaram há muito tempo. Tiveram que acabar. Ou então eu viraria uma boneca de paco arrastada por uma criança, completamente vazia.


Ah!! Sei que Cal é um personagem que divide opiniões, mas...durante boa parte do livro, ainda me parece o personagem em cima do muro, que não entende bem o que quer e que cede com facilidade. Isso muda, um pouco, até ele me surpreender em alguns outros momentos. E não direi se foi de jeito bom ou ruim. ;D

É estranho que tantos deles se considerassem deuses ou escolhidos de um deus, Abençoados por algo maior. Elevados ao que somos. Quando todas as provas apontam para o contrário. Nossos poderes vieram da corrupção, de uma praga que matou a maioria. Não fomos escolhidos, mas amaldiçoados. 



Então, com essa mudança de personagens sendo o foco, vamos desde um jogo absurdo com questões psicológicas e a luta pela sobrevivência, até momentos mais racionais, onde é necessário bolar estratégias, pensar além e tentar derrubar planos políticos que estavam em andamento. O livro te deixa questionando tudo e todos. O que, para mim, faz uma trama te prender dia e noite. Eu teria lido muito mais rápido se a vida tivesse permitido, mas gosto de ir com calma, ainda mais porque não temos uma previsão para o quarto livro da série.

... a esperança, não importa quão pequena, não importa quão impossível, pode se tornar realidade.


Posso dizer, tranquilamente, que é o melhor livro da série.
Pelo menos, até agora. Temos momentos calmos, momentos de tensão, pessoas indo e vindo, felicidade, tristeza, tramas e reviravoltas absurdas. E toda a parte política que guia a história é muito, muito boa. É quase possível entender o lado do pior personagem, enquanto vemos outra batalha rolando para vidas serem salvas e, no fim, tudo parece se perder em algo ruim.

- Uma cela é uma cela, não importa como você a decore - retruco com desprezo. Ele não pisca. 
- E uma guerra é uma guerra, Mare Barrow. Não importa quão boas sejam suas intenções.  


Não sei ainda como vou lidar com a eterna espera, mas posso garantir que a leitura desse livro não gera qualquer arrependimento.
O final é de tirar o fôlego, como o segundo livro da série e já estou sofrendo pela longa espera. Por favor, leiam e sofram comigo.
Não irão se arrepender =D


Agora entendo que não sabia o que era amor. Nem como um coração realmente partido pode doer. Não sabia como era ficar diante de quem mais importa e ouvir que você não é suficiente. Não ser escolhida. Ser uma sombre para quem é seu sol. 





Sinopse: Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras? 

Aviso desde já que este é o segundo livro da série, então, caso ainda não tenha lido Reiniciados, favor, tomar cuidado. Ou ler a resenha AQUI

Mais uma vez, a autora nos envolve em uma trama cheia de acontecimentos, com Kyla começando a perceber melhor as coisas que acontecem ao seu redor. Porém, a evolução do livro acontece de maneira muito lenta. Na verdade, um pouco mais lenta do que eu realmente esperava.

Às vezes sinto que sou ela, como se eu fosse dominada por suas memórias e por quem ela foi. Às vezes, como agora, ela desaparece, como se nunca tivesse existido. 


Depois dos acontecimentos do primeiro livro, ter usado de tanto poder e agressão acabaram deixando Kyla confusa. Seu Nivo não representou o papel que deveria, não mantendo suas emoções sobre controle ou a apagando em momentos extremos. Seguindo essa linha de confusão, Kyla começa a ter mais flashs de um passado que ela não fazia ideia que existia. Porém, quanto mais descobertas vão surgindo, perguntas vão se acumulando dentro dela e ela sabe que não pode viver cada novo dia dessa forma.


Assassinos ou terroristas. Como eu. Estão felizes. Será que se importam com quem foram? Se minha Reiniciação tivesse funcionado como deveria, eu estaria sorrindo com eles. 


Além de notar que sua vida pode ser divida em duas...duas pessoas diferentes, personalidades diferentes e objetivos distintos...Kyla ainda tenta entender o que aconteceu com Ben, se recusando a acreditar que ele havia morrido. Mas toda a incerteza só ajudava a acumular mais ansiedade dentro dela até ela mesma começar a se encontrar em um caminho sem volta.

Temos personagens novos surgindo, para ajudar ou até deixar a personagem principal mais divida. É evidente que a autora gostou mais de explorar dúvidas, pensamentos, arrependimentos e incertezas do que ir para a ação propriamente dita. Por isso sinto que o livro foi um pouco mais massante que o primeiro. Ainda mais quando Kyla se questionava as mesmas coisas o tempo todo. A repetição fez o enredo ficar um tanto quanto cansativo.


É como dois tren em alta velocidade, em rota de colisão, se aproximando mais e mais, em direção ao desastre. 


Mas, não posso negar que o livro engloba muita coisa, por mais lentamente que tenha sido. Teremos suspense, drama e ação. E, o lado bom de toda distopia, ainda é evidenciar como o bem e o mal são duas coisas muito difíceis de definir, ainda mais quando você mesma não sabe em que lado está. Existe uma parte de política e domínio sobre as escolhas dos outros, que é bem grande. O que nos deixa mais sem fôlego.

Admito que o livro me cansou um pouco e levei muito mais tempo do que esperava para conseguir terminar. O final foi uma surpresa boa, com reviravoltas que eu não esperava totalmente e posso considerar o ponto alto do livro. Sem contar que Kyla começa a possuir aquilo que alguns personagens ganham...nossa falta de paciência =D
Ela se torna tão confusa e insegura que uma chacoalhada nela poderia ter ajudado um pouco. Mas, o engraçado é que, se eu me colocar no lugar dela, também não faço ideia de como agiria. O que me dá um pouco mais de empatia.


Por muito tempo fui empurrada para um lado, depois para o outro; entre quem eu era e quem eu sou. Mas quem eu quero ser? Quem eu sou agora e o que eu faço, agora, será decidido por mim e apenas por mim. 


Cito também que gostaria que Katran tivesse sido um personagem melhor aproveitado nesse livro. Talvez, dar uma quebra nos muitos pensamentos de Kyla e nos mostrar um pouco mais do lado dele, tivesse sido interessante. Mesmo que muitas surpresas tenham vindo com a ausência de informações sobre ele, ainda acho que poderia ter sido um adicional muito bom à história.

Mas é isso. Um enredo muito bom, mas não totalmente bem utilizado e desenvolvido. Porém, a ideia base está viva ainda e quero muito saber como termina. Assim que der, volto com uma resenha do último livro da trilogia =D
Recomendo que, se leu o primeiro, continue arriscando e lendo, mas com um pouco de paciência. ;D


Ver o que assusta você e entender seu significado não diminui o terror. Ele ainda tem o poder de partir seu coração, diversas vezes. 





Sinopse: Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.



E depois de poder ter tido a chance de conhecer o autor enquanto ainda trabalhava na livraria, finalmente consegui ter um tempo para ler o primeiro livro da série de Taran. Porém, ainda assim, demorei mais do que queria para terminar o livro, mas posso dizer que é uma leitura bem interessante.

Como muitos outros livros, comecei sem ter lido a sinopse, deixando que a surpresa fosse me conquistando a cada página. O que foi uma ideia muito boa, ainda mais porque assim eu não crio tantas expectativas e me surpreendo mais, apesar de ter ouvido muita coisa boa sobre o livro.

Se não formos capazes de enfrentar as adversidades unidos, então já estamos derrotados.


Aqui, vamos seguir o caminho do jovem de 15 anos, Fletcher, um garoto que foi abandonado ainda quando bebê, sendo criado pelo ferreiro de Pelego, Berdon, que o criou muito bem e o transformou em seu aprendiz. Fletcher vive a vida aprendendo, seguindo sua rotina, sendo alvo de maldade para alguns filhos de pessoas mais importantes, mas tentando ser o melhor que pode, com o que pode.
E é claro que toda essa trama acaba mudando quando em um dia de vendas, Fletcher esbarra em um antigo oficial, que tinha a posse de um livro que tentava vender a todo custo, que ele encontrou de um conjurador morto em batalha. E é bem aí que tudo começa a mudar.

Fletcher acaba conseguindo um pouco mais do que o livro, algo que prefiro deixar em segredo para toda a trajetória ser melhor, e acaba indo parar em Corcillum, diretamente para uma escola de aprendizes, Vocans.
Acho que a partir dai vamos sempre tendo um pouco mais da personalidade de Fletcher, que se mostra um garoto disposto a ajudar qualquer um, mesmo que não seja totalmente confiante sobre si mesmo. Ele tem esperanças, claro, mas é legal ver como sua personalidade vai mudando ao longo do livro. E ele não faz isso sozinho. Fletcher se rodeia de pessoas muito boas e ruins, que acabam tendo um peso enorme em tudo o que ele é e o que faz.

De alguma forma, as palavras que ele tinha deixado não ditas ao longo dos anos, eram do que mais se arrependia.



O livro é cheio de seres fantásticos, o que sempre me faz amar as histórias. Porém, preciso admitir que o livro tem um ritmo que não me agradou tanto. Ele não vai a lugar algum em certos momentos, mas a escrita do autor é tão boa que ainda te mantem ali, virando as páginas e desejando mais.
Acho que um outro detalhe que me incomodou foi a maneira como todos os jovens de 14, 15, 16 anos falavam, as vezes parecendo adultos demais. Entendo que cada enredo tem sua realidade, mas ainda me incomodava o fato de que falavam de jeito decisivo demais enquanto, por um, lado não sabiam bem o que fazer. Mas, são apenas detalhes porque o livro tem muitos personagens bons, ainda mais quando se trata de professores que vão guiando alunos tão perdidos quanto Fletcher.

O maior inimigo de um guerreiro pode ser também seu maior professor


O final já vem com um pouco mais de emoção, também. Onde todos começam a mostrar um pouco do que aprenderam, como anda a relação de cada um com seus demônios particulares e onde tudo vai dar. O final é bom, seguido de algo que já te deixa querendo ler o segundo livro o quanto antes, mas ainda me mantém sentindo aquele meio termo entre algo bom e algo ameno. Hum...
De toda forma, não muda o fato de que foi um livro bem interessante, com um enredo bom, histórias que iam se ligando e todo um contexto de passado, presente e futuro e que me deixaram super curiosa. Agora, é esperar para poder ler o segundo, que já tenho em mãos =D

Para todos que procuram um livro de fantasia, com orcs, elfos, anões e que gostam de uma leitura um pouco mais simples do que outros livros do gênero, recomendo tranquilamente ;D


Só que há um segundo caminho. Não sei aonde leva, ou quais são os perigos que nos aguardam nessa trilha, mas sei no fundo do meu coração que é melhor seguir o destino incerto do que aquele da gloriosa porém garantida derrota.