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Sinopse: "Mushi" São as formas mais básicas de vida no mundo. Eles existem, sem objetivos ou propósitos para além de simplesmente "ser". Eles estão além dos grilhões das palavras "bom" e "mal".  Os Mushis podem existir em inúmeras formas e são capazes de imitar as coisas do mundo natural, tais como plantas, doenças, e até mesmo fenômenos como o arco-íris. Esta é, no entanto, apenas uma definição vaga destas entidades que habitam o mundo vibrante de Mushishi, até mesmo chamá-los de uma forma de vida seria uma simplificação. Informações detalhadas sobre Mushi são escassas, porque a maioria dos seres humanos não têm conhecimento de sua existência. Então, o que são Mushis e por que eles existem? Esta é a pergunta que um "Mushi-shi", Ginko, ponderará constantemente. Mushi-shi são aqueles que pesquisam Mushi na esperança de compreender o seu lugar na hierarquia do mundo da vida. Ginko persegue rumores de ocorrências que poderiam ser ligados a Mushi, tudo por causa de encontrar uma resposta. Ele poderia, afinal, levar a o significado da própria vida.

Anime: Mushishi
Gênero: Mistério, Sobrenatural, fantasia
Autor: Yuki Urushibara
Estúdio: Artland Animation Studio
Direção: Hiroshi Nagahama
Episódios: 46

Se me perguntarem quais são os fatores que levam uma obra de anime a entrar no meu ranking de favoritas eu respondo sem pestanejar:
"Deve ter uma fotografia fantástica, personagens carismáticos e uma trilha sonora memorável!"
O anime sobre o qual vou discorrer hoje apresenta esses três aspectos, mas em um deles se sobressai muito além das expectativas.

Mushishi não é um anime para quem procura cenas de ação intensas ou sequer um enredo simples de entender, A premissa do anime nos faz acompanhar um nômade estudioso chamado Ginko e ele busca entender melhor essas formas de vida chamadas "Mushis". Mas, a simplicidade que se destaca nessa premissa logo se perde na complexidade do roteiro e no enredo recheado de diálogos filosóficos e cenas estonteantes.
Esse anime possui um cuidado e uma sensibilidade tão grande com a confecção de seus cenários que eu poderia apenas colocar a TV no mudo e deixar as cenas rodando e ainda assim eu tiraria um ótimo proveito da obra.




Para um público um pouco mais desatento a história pode se perder facilmente afinal é uma narrativa não linear, ao mesmo tempo que também seria fácil iniciar o anime por praticamente qualquer episódio já que, geralmente, os casos são resolvidos no mesmo episódio e existem informações pertinentes para se entender certos aspectos da obra se assistirmos ela por ordem de lançamento. Porém, a estrutura de cada episódio te permite vê-los de forma aleatória sem grandes transtornos para compreender o contexto das personagens.

Falando um pouco sobre a complexidade das personagens, o protagonista Ginko tem um carisma peculiar e magnético. É fácil simpatizar com ele, mas o segredo é que ele tem uma posição neutra a maior parte do tempo se tornando alguém com quem constantemente conseguimos nos identificar, além de ele protagonizar diálogos eloquentes e cheios de lições sobre a vida. Mas, o que me atrai na personagem é realmente o mistério envolto dela. Como a narrativa nem sempre é linear, acompanhamos Ginko em lugares diferentes e em situações diferentes, mas pouco se sabe sobre o passado da personagem que aos poucos é pincelado na obra.





Além dessa complexidade deliciosa de uma personagem carismática temos também a trilha sonora.
A composição envolvente e intensa de Toshio Masuda é uma cereja parruda no bolo da obra.
Se já não bastasse a composição original para a obra, as músicas de introdução da primeira e segunda temporadas são extremamente marcantes. A primeira contando com a composição de Ally Kerr com a música "The Sore Feets Song" e a segunda com a composição de Lucy Rose e a música Shiver, ambas as músicas tranquilas, sensíveis e com um toque de melancolia muito pertinente a obra.  

No entanto, existe um ponto chave que torna esse anime inesquecível e esse ponto é a fotografia. Aplaudo de pé o diretor Nagahama pois me peguei mais de uma vez com os olhos marejados ao presenciar um cena extremamente detalhada e de profundo impacto visual. Ter a capacidade de tirar o folego de alguém através de um cenário desenhado é um talento artístico reservado apenas aos grandes nomes do ramo tal como Hayao Miyazaki e Makoto Shinkai; a diferença é que Nagahama nos entrega essas cenas durante uma animação de 46 episódios e não consigo me lembrar de nenhum episódio onde não exista ao menos uma cena de tamanha qualidade.




Em suma, a indicação de Mushishi é um pouco suspeita, mas para quem procura algo rápido, linear e de fácil compreensão de fato a obra não vai ser o ideal, porém se estiver com tempo para admirar a construção desses cenários e reparar na trilha sonora e se não se importar com a narrativa não linear, então tenho certeza que essa obra estará dentre as suas favoritas também. Minha nota é um sólido 8/10 e esse anime é um dos que figuram meu top 5 de favoritos por isso recomendo com carinho e muito amor!










Sinopse: Gostaria de falar com os mortos?
Quando Tori se muda para um estúdio no complexo de apartamentos Lamplight, ela ganha mais do que esperava. O vazamento de faucet, o aquecedor de água mal funciona e a falta de ar condicionado faz as noites de verão brutal ...
Mas o pior de tudo é a presença escura que persegue o prédio.
Quando ela e seus amigos brincam com uma placa Ouija, Tori aprende de primeira mão por que os vivos não têm negócios em comunhão com os mortos. Algo sinistro é despertado no processo, e sua vida começa a espiralar a loucura logo depois disso. Ela sofre pesadelos terríveis, alucinações e sente-se como se estivesse sendo observada a todas as horas do dia.
E isso é apenas o começo. Se o espírito for seu caminho, ele a consumirá completamente.
Com um fantasma aterrador em sua trilha e apenas algumas pistas crípticas sobre o curioso passado do prédio para ajudá-la, Tori procura desesperadamente uma maneira de livrar-se do espírito.
O que escapou do submundo não vai voltar tão facilmente, no entanto.

Seguimos a história pelo ponto de vista de Tori, uma estudante de faculdade que nota que tentar ter seu próprio local é melhor do que viver nos dormitórios da faculdade, com pessoas que são barulhentas demais e que querem fazer tudo além de estudar. Como a mesma deseja seguir um plano de estudos durante as férias, a ideia parecer ser boa e a garota acaba encontrando um apartamento barato o suficiente para que ela mesma possa bancar, apesar de seu pai a querer ajudar a todo instante.
Notamos que Tori perdeu sua mãe há alguns anos e seu pai tenta ser sempre muito presente. A garota nunca fala muito sobre a mãe pois sua ausência ainda é muito forte dentro de si, mas sabe que seguir sua vida é necessário e deixa todo seu foco nesse objetivo.

Tori acaba encontrando um apartamento pequeno em um conjunto de prédios bem abandonado, que a maioria das pessoas sequer pensaria em entrar e analisar qualquer apartamento para alugar. No entanto, ela parece bem dedicada em se acostumar com o local, o deixando o mais confortável possível. Porém, é evidente que o local não será dos melhores.

Apesar de ela saber que alguns poucos apartamentos estão ocupados, ela raramente ouve ou encontra alguém. Para Tori, parece o local ideal, especialmente para poder estudar em paz. Mas, as coisas não são tão simples quanto parecem.

Eu pensei que iria parar. Que eu poderia levar isso embora comigo na morte. Mas eu não pude. Nunca para. Nunca. Porque a morte não é o fim.


E esse é outro dos livros que consegui comprar em uma promoção da Amazon.
O livro, aparentemente, tem toda uma espécia de terror, suspense e sobrenatural diretamente em sua capa. E, logicamente, a história não me decepcionou em nada.
É necessário admitir que a ideia de tudo começar com uma mesa Ouija e algumas amigas em uma noite com álcool e sem nada para fazer... pode ser um tanto quanto cliché, porém, o mérito de "abrir as portas" para espíritos indesejados acaba sendo bem "real" ao ser feito dessa maneira. Nada que tenha me surpreendido no começo, mas o enredo vai se tornando bem interessante.


Eu apenas senti terror. Eu não podia confiar em mim mesma, ou em tudo ao meu redor e belisquei meu antebraço até o mesmo ficar machucado. No entanto, eu não estava mais sonhando. Eu estava vivendo o pesadelo.



Acho que o melhor do livro é a tensão que vai ficando à partir desse momento. Em cada capítulo, podemos notar o quanto o ocorrido na fatídica noite com a tábua (o qual não quero entrar em detalhes para não estragar muita coisa), acaba afetando a personagem principal muito mais do que ela mesma esperava.
De personalidade tranquila, dedicada e até um tanto teimosa, ela mesma começa a notar quando é hora de ceder e tentar ir embora de seu novo lar.
Porém, como toda bela história, algumas coisas não podem ser deixadas para trás sem uma finalização. Especialmente depois de Victoria ter descoberto muito mais segredos.

Ter uma consciência nem sempre é fácil, não é mesmo?

Preciso dizer que, para uma leitura rápida, com um suspense sobrenatural cliché, o livro tem algumas reviravoltas muito boas e os momentos de tensão são super bem descritos. Havia momentos em que eu queria parar de ler para dar uma acalmada, porém, a curiosidade falava mais alto.
Além de Tori, ainda temos a presença de suas duas amigas, um zelador estranho, e uma terceira conhecida que tenta ensinar todas como utilizar a mesa. Notamos que muitos dos personagens não desenvolvem totalmente, mantendo a história bem focada em Tori. Porém, eles ainda farão parte de bons momentos no livro, tornando muitas coisas e escolhas bem definitivas.

Até onde vi, o livro não tem tradução em portugûes.
Vale a pena dar uma conferida se você gosta de suspense, sobrenatural e aquela pitada de terror inexplicado.
E claro, vale para aprender que nunca devemos "brincar" com uma tábua Ouija.
Nunca.


Em alguns níveis, todos nós temos olhos nos vigiando do outro lado. O bom e o ruim. 




A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde.



"(...) Quando alguém faz parte da sua vida há tanto tempo, cortá-lo é como cortar as raízes de uma planta." 


Aviso que, como qualquer segundo livro de uma série, a resenha pode conter spoilers sobre o primeiro volume, ok?

Então, vamos lá.
O enredo se passa algumas semanas após a morte de Malcom Fade, junto da escolha de Emma em namorar Mark para proteger seu parabatai e todos ao redor.
Parece pouco, certo? Talvez.
Mas, logo de cara, somos apresentados a um tipo diferente de relação entre Emma e Julian, afetando totalmente o laço parabatai que os dois possuem enquanto tentam evitar um ao outro.
Como o pequeno garoto que teve que crescer rápido demais, Julian continua escondendo seus sentimentos, ainda mais por todo o problema envolver seu irmão, alguém que ele ama tanto quanto Emma.
Sobre Emma... ela segue com sua mentira, mesmo que Mark saiba que existe algo errado, ela fica feliz pelo garoto não fazer perguntas demais e apenas a ajudar em toda sua difícil escolha.



"- Tememos coisas porque as valorizamos. Tememos perder as pessoas porque as amamos. Tememos morrer porque valorizamos viver. Não queira não temer nada. Tudo que isso significaria é que você não sente nada." 



Por outro lado, voltamos a entender o que acontece com Kit- Christopher Herondale - que se vê "obrigado" a viver com os Caçadores de Sombra, agora que descobriu também ser um deles. E ele nunca cansa em deixar claro que estar ali e ser aquilo tudo não é algo que ele deseja. Ainda assim, todos tentam o fazer interagir e se sentir bem. Julian o leva em uma missão e Ty não se cansa de sempre dormir do lado de fora do quarto do garoto, como se tivesse receio de Kit ir embora.
Depois do pequeno conflito entre os dois em Dama da Meia Noite, toda essa relaçao de confiança e aprendizado que surge entre Kit e Ty (o que também acaba incluindo a gêmea de Tay, Livvy) se desenvolve perfeitamente durante todo o livro. Na verdade, acho que foi um dos grandes "apelos" durante a história já que o desenvolvimento e a relação entre os três muda de maneira incrível, tanto com seus altos e baixos.


"- Tem algo de especial num lugar em que você esteve com alguém que ama. Ele assume um significado na sua mente. Torna-se mais do que um lugar. Transforma-se em uma destilação do que vocês sentiam um pelo outro. Os momentos que você passa num lugar com alguém... se tornam parte dos tijolos e da argamassa. Parte da alma do lugar." 


E, como se todo o problema com Arthur não fosse o suficiente, os Blackthorns, Emma, Cristina e Kit precisam lidar com um grupo de Centuriões se hospedando no Instituto quando demônios marinhos começam a causar muito mais problemas do que o normal.
Os Centuriões fazem parte de Caçadores que tiveram um trinamento superior na Scholomance, o mesmo local onde Ty anseia em fazer seu treinamento quando crescer um pouco mais.
Com a chegada de todos, novos personagens são apresentados, com pesos bem importantes, especialmente Zara que se mostra como uma garota....bem difícil.(fácil fácil de odiar também ;D)



"- Acho que não se pode arrancar o amor inteiramente. Acredito que onde houve amor, sempre haverá brasas, como os resquícios de uma fogueira preservando a chama."


Além de Zara, temos a volta de Gwyn ap Nudd, líder da Caçada Selvagem que aparece com um pedido de ajuda à Mark para tentar salvar Kieran que será executado pelo próprio pai, o Rei Unseelie.
É aí que tudo começa a complicar.
Ajudar Kieran faz aparecer novos problemas, eles começam a ganhar novos inimigos e alguns aliados um tanto inesperados.
Isso também faz a corte Unseelie e Seelie serem um ponto importante em todo o enredo.
Ah, como queria poder falar mais =X
No todo, o grande problema se torna o Volume Negro dos Mortos, que estava em posse de Malcom Fade e foi responsável por trazer alguém de volta a vida.

Observem que estou tentando evitar spoilers importantes sobre o enredo e tudo o que foi dito acima é apenas uma base do que o livro trás.
Com suas mais de 500 páginas, o enredo escrito pela autora é absurdamente incrível. Diferente do primeiro livro, que eu sentia se repetir um pouco, o Senhor das Sombras trás um novo problema, sentimentos, dramas e humor de uma forma bem variada, o que faz o livro não se tornar nunca cansativo.



"Ele se sentia tão intensamente feliz quanto se sentia infeliz, e ser puxado para aquelas duas direções tão diferentes simultaneamente o estava deixando esgotado."


Acho que é importante notar que por trás de toda a ação, o desenvolvimento dos personagens e como eles lidam com tudo é o ponto chave em todas as situações. Desde Diana, até a Inquisidora, como uma rápida visita de Jace e Clary. Tudo acaba tendo um motivo importante e notamos que a ajuda de pessoas próximas é essencial. O que nos fazer ter uma boa dose do casal Magnus e Alec, com seus dois filhos incríveis <3

Apesar de termos momentos bem intensos no primeiro volume, é notável que algumas lutas e batalhas nesse segundo volume acabam tendo um peso maior, especialmente porque algumas decisões mudarão todo um futuro.
E tudo isso leva ao final.
Um final que eu sabia que poderia dar muito certo ou muito errado (dur). Mas não esperava em nada algo que aconteceu e simplesmente me deixou totalmente chocada e de coração partido.

Não sei ainda como irei sobreviver esperando o terceiro livro, mas...caso esteja lendo essa resenha e jamais tenha lido nada da Cassandra, pare até de piscar e vá ler tudo, agora.

Se você ainda não tinha certeza de continuar a série dos Artifícios das Trevas, meu deus, retome sua leitura agora porque esse volume é, sem dúvida alguma, incrível demais!







Anime: Highschool Of The Dead
Gênero: Ação, Ecchi, Terror, Sobrenatural

Autor: Satou Daisuke
Estúdio: Madhouse Studios
Direção: Takuya Igarashi
Episódios: 13


É possível dizer que animes são também uma expressão artística pois, quando analisamos uma obra existem pontos a serem percebidos como qualidade da animação, qualidade de roteiro, trilha sonora, direção, fotografia, dublagem dentre outros detalhes. 
Tudo isso se soma para se dar uma nota final a uma obra, por isso não é surpresa alguma que poucos animes atinjam a nota máxima em uma avaliação justa, pois com tanto a ser observado, conseguir o desempenho máximo em cada categoria é uma tarefa difícil.

Vocês devem estar se perguntando o motivo de eu estar explicando aqui o processo de avaliação, certo? A razão para tanto é que vou trazer nesse texto um anime que não chegou ao 5 em nota total. E, quero deixar claro que os motivos para isso são racionais, pois devida as plataformas de fãs algumas pessoas podem achar a avaliação controversa.
Em todo o caso, vamos fala de
Highschool Of The Dead (ou como eu gosto de chamar, o Anime que meio que queria ser um Hentai, mas nem isso conseguiu... Ah! E tem Zumbis...).



O Pretexto da obra é bem simples: Eclode um apocalipse zumbi subitamente, o protagonista junto com o núcleo principal são todos estudantes de uma escola que sofre um ataque zumbi e acaba se tornando pandêmica. 
Após uma série de lutas demasiadamente sangrentas e muito Fã Service, um grupo sobrevivente consegue uma rota de fuga.

Existem muitas questões a respeito dessa obra. A base dela em si não é ruim, inclusive existe uma margem muito boa para a construção de um Shounen.

Mas, o anime se perde em seus exageros além de abusar do protagonismo para manter alguns personagens vivos, como é o caso de Takashi Komuro, o jovem de 17 anos que assume a liderança do grupo, um dos dois protagonistas masculinos da série que existem no grupo apenas para se tornar dono de um harém injustificado.


As cenas de ação são previsíveis e tediosas, uma ou outra se sobressai, talvez a melhor de todas seja a cena do resgate de uma criança que acontece um pouco mais próximo da metade do anime. Ainda assim, todas as cenas buscam uma situação inusitada para que exista a possibilidade de apelo sexual, tornando tudo apenas um embasamento para um conteúdo erótico.
Eu poderia culpar o anime exclusivamente por isso, mas no caso dessa obra o mangá segue a mesma linha. Porém, o anime torna tudo muito pior com o roteiro picotado dando uma enfase maior para essas passagens do que deveria ser dado.

As personagens femininas parecem ter seus papéis bem colocados e distintos. Temos a inteligente
Takagi Saya, que a principio se demonstra arrogante e de personalidade difícil, porém logo se torna submissa ao protagonista.

O mesmo ocorre em tempo record com Miyamoto Rei, que era namorada do melhor amigo do protagonista até que, durante o ataque na escola, seu namorado morre e rapidamente ela se torna apaixonada por Takashi.
E por último do núcleo feminino temos Busujima Saeko, que possui uma personalidade imponente e intimidadora, ela é extremamente hábil com a espada e costuma ser a voz da razão. 
Todas as personagens tem um potencial de desenvolvimento grande, porém esse potencial é esmagado com a dependência que todas elas geram em cima de Takashi, uma dependência que tenta se justificar pelo cenário apocalíptico e em uma pseudo liderança que o personagem - nem um pouco carismático - só consegue exercer por mero protagonismo. 


O Anime só não se torna totalmente intragável devido a uma razoável qualidade de animação e uma trilha sonora eventual bem colocada.
Porém, se levarmos em consideração enredo, roteiro, fotografia e direção... os outros aspectos pontuais não conseguem compensar tantos desastres.


A minha recomendação para essa obra é: não vejam

Se vocês querem ver pelo apelo sexual, busquem um bom Hentai, se vocês esperam uma reviravolta bem explicada, bem ela nunca acontece, não existe um plot, não existe nem sequer um final, então não percam seu tempo.


A minha nota para ele é de 3/10 (poderia ser MUITO melhor).












Sinopse: No livro, Bukowski narra os episódios da vida de Nick Belane, um detetive particular de Los Angeles. Um cara durão, mas azarado, que divide o seu escritório com as moscas e as baratas, sempre atrasando o aluguel. Em um dia insuportavelmente quente, Belane é surpreendido por uma mulher sexy, de longas pernas, "um glorioso barato de carne", que chega ao seu escritório. Seu nome é Dona Morte. Ela tem um trabalho para o detetive: encontrar Celine, um escritor francês que está morto há 32 anos, mas que ela insiste em dizer que avistou em uma livraria de Los Angeles. Na busca por Celine, Belane também investiga outros estranhos casos, todos envolvendo vigaristas dos mais variados tipos, perseguições, assassinatos, brigas de bar e até uma conspiração alienígena. Dona Morte, uma mulher inacreditavelmente fatal, é a personificação do sentimento que acompanhava Bukowski no período em que escreveu a obra, o de estar vivendo os seus últimos dias. Pulp foi escrito em 1993, nos intervalos entre as sessões de quimioterapia a que Bukowski se submeteu devido à leucemia que o mataria meses mais tarde.



"Andei até a livraria me sentindo meio deprimido. O homem nascia para morrer. O que significava isso? Ficar por aí esperando."

E esta edição foi uma segunda chance que dei ao autor, já que o primeiro livro que li do mesmo foi "Misto Quente" e não nos demos tão bem assim.
Como conhecido por ai, esse enredo ainda tem aquele humor Bukowski de ser, com a acidez usual, palavrões, bebidas, mulheres e algumas frases de efeito.
E, como notei ao tentar me informar mais, é um dos únicos livros que não são protagonizados pelo usual personagem do autor, Henry Chinaski, nos deixando como personagem principal o detetive alcóolatra, Nick Belane.


"Esperamos e esperamos. Todos nós. Não saberia o analista que a espera é uma das coisas que faziam as pessoas ficarem loucas? Esperavam para viver, esperavam para morrer. Esperavam para comprar papel higiênico. Esperavam na fila para pegar dinheiro. E, se não tinham dinheiro, precisavam esperar em filas mais longas. A gente tinha de esperar para dormir e esperar para acordar. Tinha de esperar para se casar e para se divorciar. Esperar pela chuva e esperar pelo sol. Esperar para comer e esperar para comer de novo. A gente tinha de esperar na sala de espera do analista com um monte de doidos, e começava a pensar se não estava ficando doido também."

Como a resenha já diz, Belane acaba recebendo alguns casos um tanto quanto fora do comum. Começando com a presença da Dona Morte, que o oferece um trabalho para encontrar um escritor francês, morto desde 1961, que ela tem certeza de ter visto andando por ai.


" Passei a pensar em soluções na vida. As pessoas que resolviam as coisas em geral tinham muita persistência e um pouco de sorte. Se a gente persistisse o bastante, a sorte em geral chegava. Mas a maioria das pessoas não podia esperar a sorte, por isso desistia."

Com essa pequena trama, somos levados a várias outras histórias, todas com personagens inusitados. Vamos desde mais vigaristas e pessoas com um humor péssimo, que parecem odiar o detetive mais do que qualquer outra pessoa, a alienígenas e outros suspenses sem resposta.



"Todos nós corríamos atrás de nada. Dia após dia. Sobreviver parecia ser a única necessidade. Não parecia bastante."

Bukowki é bem conhecido por seus livros com temas autobiográficos, o que não acontecesse nessa trama apesar de possuir alguns elementos de sua vida.
O livro acaba sendo uma grande interrogação para mim, mas é evidente que o autor preza em manter sua crítica, o humor ácido e toda uma confusão de sentimentos que acabam sendo bem característicos.


"Eu tivera sorte, mas alguns dos passos que dera não os dera inteiramente sem pensar. Em geral, porém, era um mundo horrível, e eu muitas vezes me sentia triste pelos outros."

Acho que é bem aquele tipo de livro que pode fazer algumas pessoas rirem, filosofarem ou só se irritarem com um enredo bem atípico e curisoamente louco.
Os casos acabam tendo algumas ligações que vão sendo mostradas ao longo das páginas, especialmente quando notamos que Nick Belane é um detetive sem muitos padrões e em nada profissional. Ele tem o dom de enrolar seus clientes e tentar sair ganhando, aceitando casos que ele sequer sabe por onde começar a resolver.


"Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista."

Apesar de continuar sendo um tipo de leitura que não atende ao meu gosto, não posso negar que foi uma experiência interessante. Algumas matérias gostam de analisar o livro como uma metáfora para a morte do próprio Bukowski, por ter sido escrito em uma época em que o autor já não estava bem de saúde. Especialmente referente a personagem Dona Morte, que parece presente em todos os momentos e se tornando quase como uma "solução" para os problemas do personagem.

"Portanto, agora, ali estava eu. Sentado ouvindo a chuva. Se eu morresse agora, ninguém verteria uma lágrima em todo o mundo. Não que precisasse disso. Mas era estranho. Até onde um trouxa pode ficar solitário? Mas o mundo estava cheio de velhos rabugentos como eu. Sentados ouvindo a chuva e pensando para onde foi todo mundo. Aí é que a gente sabe que está velho, quando fica pensando para onde foi todo mundo."

Se arriscar algum tipo de literatura mais "clássica" for sua vontade, recomendo que leia de mente aberta e entre nesse mundo totalmente anormal que o autor nos apresenta. Do contrário, a experiência pode não ser tão interessante, pois definitivamente terminei o livro com um monte de questionamentos =D



"Há seis anos não dava uma boa risada. Tinha tendência a me preocupar quando não havia nada com que se preocupar. E quando havia alguma preocupação real eu tomava um porre."






Sinopse: A vida de Ally Reign não vai a lugar nenhum e as coisas não poderiam ser piores, mas então, ela descobre que foi adotada e recebeu uma grande herança de sua avó biológica. Mas há uma questão. Ela tem que se mudar para uma pequena cidade no meio do nada e viver lá por um ano.
Quando Ally chega em Townsend, é tão bonito quanto um cartão postal e o xerife da cidade local, Logan, não poderia ser mais charmoso ou mais solteiro. Finalmente, as coisas estão começando a melhorar para Ally, mas nem tudo é o que parece. Coisas estranhas estão acontecendo na casa de sua avó e ela está ouvindo uma voz novamente, que sempre esteve lá olhando por ela.
Ally está perdendo a cabeça ou a cidade está escondendo um terrível segredo?
A segunda novela de Karen Kay, TOWNSEND é um romance sobrenatural sobre uma jovem que recebeu uma segunda oportunidade para um novo começo, mas essa é a oportunidade que vai dar vida a seus sonhos moribundos ou ela entrou em um pesadelo do qual não pode acordar?

Esse foi um dos muitos e-books que adquiri em uma promoção de livros em inglês, da Amazon. O que é sempre bom para treinar =D
Aparentemente, o livro não está mais disponível na plataforma e não consegui encontrar muitas informações sobre ele. Então, vamos deixar apenas uma rápida opinião sobre tudo.

Conforme a sinopse, Ally descobre que toda sua vida não era bem o que pensava. Criada por pais incríveis, a felicidade de Ally acabou cedo demais ao perder os dois e ter que se virar sozinha. Desde o começo do livro fica bem claro que a personagem principal sabe sofrer bem. Ela lamenta um relacionamento que não deu certo, com um colega de trabalho que faz questão de esfregar sua namorada na sua cara o tempo todo. Além disso, o emprego não parece bom e Ally sente que sua vida não tem qualquer sentido.
É quando as coisas começam a piorar muito que ela recebe essa notícia, uma chance de mudança e recomeço.

Eu continuei o amando, acreditando que um dia ele iria voltar para mim. Era mais fácil acreditar nessa mentira do que me deixar amar outra pessoa novamente.


Claro que tudo começa a ficar estranho no caminho. Ally, ao mesmo tempo que quer se jogar de cabeça e começar sua vida nova, confiando nas pessoas...sabe que precisa ir com calma.
Ela leva um tempo para se adaptar a sua nova vida, em um lugar que parece grande demais apenas para ela.
Porém, sua avó parecia ter sido muito respeitada por toda a cidade e seus funcionários.

Para a ajudar com toda essa mudança, Ally acaba cruzando caminho com o xerife da cidade, Logan, que parece querer estar sempre perto dela. Como qualquer garota de coração partido, Ally sente que se deixar levar por sentimentos é ruim, mas...não é tratada com tanto amor e preocupação há tanto tempo que, quando menos espera, já está totalmente apaixonada pelo xerife.


Amor só conhece medo quando sente dúvidas. Você nunca deve duvidar do meu amor por você. E assim jamais será esquecido. Eu nunca poderia te esquecer.


Seria uma história até que bem normal se alguns momentos não começassem a ser mais estranhos que o normal.
Ally acaba tendo aquela voz mais presente em sua mente e começa a entender que, além de ser loucura, é uma voz com vontades e sentimentos próprios. Como uma segunda pessoa falando em sua mente.
Não quero deixar spoilers caso alguém se interesse em ler, mas Ally se verá dividida entre ter uma realidade boa ou se deixar levar por um sentimento intenso, muito maior que qualquer coisa que já sentiu, mas não tão presente quanto ela desejaria.

Eu arrisquei sonhar algo que não tinha o direito de sonhar. 

O livro em si tem um ritmo bom. Quando acho que entendi algo, ele sempre volta com uma reviravolta. Todos acabam parecendo ruins, depois bons, depois totalmente loucos. Até a personagem principal parece ser o maior problema por parecer bem instável.
E o final? Eu esperaria muitas coisas, menos o que aconteceu. O que não deixa de ser bom e bem interessante.

O e-book não é enorme, tem 266 páginas e segue um ritmo de suspense, romance e drama que se mesclam muito bem. Vale citar que a autora não poupa detalhes de sentimentos e metáforas intensas.
Aparentemente, a Amazon era a única que estava disponibilizando o item e talvez isso volte a acontecer um dia. Fica uma dica de leitura com um suspense sobrenatural interessante ;D

Ninguém sabe o que o futuro trará, mas seja lá o que for, eu não terei que enfrentar sozinha. 



Anime: Soul Eater
Genero: Ação , Aventura , Comédia , Fantasia , Sobrenatural
Autor: Atsushi Okubo 
Estúdio: Bones
Direção: Takuya Igarashi
Episódios: 51

Sinopse: Soul Eater conta a história dos artesões estudantes de uma Escola Técnica do Shinigami. Cada um tem uma arma difernte que é também o seu parceiro. Todos estudantes e armas vão as aulas e tem dever de casa pra fazer. O dever de casa normalmente consiste em capturar uma certa alma ou manter a paz no Mundo. Cada artesão tenta ajudar da melhor forma possível o seu companheiro e arma, para fazê-lo tornar-se uma "Death Scyte" e para isso a arma deve comer 99 ovos de Kishin e a alma de uma bruxa. Pensando no fim de semana de Halloween resolvi trazer a tona uma obra relativamente popular e com muitas referências a essa data comemorativa que emprestamos de nossos amigos anglófonos.

Soul Eater conta a história de uma escola sobrenatural que tem a função de formar Artesãos e Armas, sendo que no contexto da obra Artesãos são indivíduos portadores de habilidade espiritual para manejar as armas e as Armas são indivíduos com a capacidade de transformação que assumem a forma de diferentes armas, podendo ser desde uma foice até uma arma de fogo. Estes tem o objetivo de proteger as pessoas comuns e o mundo em si de ataques de entidades sobrenaturais, principalmente BRUXAS.






A história gira, em sua maior parte, em torno da personagem principal Maka e seu parceiro Soul, Ela sendo uma artesã dedicada e com boa habilidade e seu parceiro sendo uma Foice poderosa e de boa sincronia com sua parceira.
Soul Eater é um Shounen diferenciado, ele preserva as características básicas de evolução das personagens e aumento de nível de poder, que podemos notar principalmente com o personagem BlackStar. Porém, a obra dedica uma parte considerável no desenvolvimento dramático e na construção das parcerias do núcleo principal.

Alguns dos melhores aspectos da obra giram em torno de seu Design de personagens e cenários.
Na verdade, a ambientação toda de Soul Eater é inspirada no Halloween, o traço peculiar e cartunesco às vezes parece fugir do padrão Anime quando se trata de cenário, e as personagens têm referências a monstros conhecidos mais na cultura ocidental como Zumbis, a Criatura de Dr. Frankenstein além de, claro, a trama se tratar de literalmente uma caça às bruxas em sua maior parte.

Mas, parafraseando o ditado popular "Nem tudo que reluz é uma vela dentro de uma abóbora", o Anime apresenta alguns problemas, sendo um deles o roteiro que tende a se estender sem necessidade em alguns pontos e correr de mais em outros.
E um outro problema de cortar o coração é o fato de que o final é parcialmente aberto...

Não que não seja dada nenhuma resolução, mas na realidade algumas pontas não são conectadas e ainda deixam espaço para um outro arco. Talvez a intenção tenha sido provocar os fãs para aumentar as vendas e assim conseguirem capital para dar continuidade ao anime, porém, considerando que já fazem 9 anos desde o lançamento do mesmo é difícil acreditar em uma continuação.



Ainda assim deixo a recomendação para quem quiser um shounen de ação divertido e dinâmico com um bom desenvolvimento de personagens e um Design inegavelmente tirado das lendas ocidentais de Halloween.


Minha nota para esse anime é de 6/10 (aquele final me deixou bem triste...)


P.S: Existe um Spinoff da obra chamado SOUL EATER NOT que pessoalmente eu acho muito divertido e com personagens até mais interessantes do que da obra original, apesar de focar um pouco mais no desenvolvimento e quase não tem lutas. Ainda assim, vale a dica!





Sinopse: Para o Sheldon Cooper de 9 anos de idade (Iain Armitage), não é fácil creser no Texas. Sendo uma mente singular capaz de processar matemática avançada e ciência não é sempre conveniente em uma terra onde a igreja e o futebol são reis. E enquanto vulnerável, dotado e até mesmo ingênuo Sheldon lida com o mundo, sua família normal deve enconrar uma maneira de lidar com ele. O ator de The Big Bang Theory, Jim Parsons, narra como a versão adulta de Sheldon. Essa comédia com episódios de meia hora nós da a chance de conhecer Sheldon em sua infância, enquanto ele embarca em sua inocente, constrangedora e esperançosa jornada para o que o homem que se tornará.




A primeira coisa que pensei quando li os rumores de uma série sobre o Sheldon foi: "Isso poderá ser incrivelmente interessante ou tremendamente assustador".
A verdade é que eu torcia pelo interessante, mas apostava mesmo era no assustador.

E eis que saiu o trailer (que você pode verificar AQUI),deixando claro que interessante tinha ganhado do assustador e me dando um ar de alivio.
Sendo sincera, a série não é nada parecida com Todo Mundo Odeia o Chris, como muitos andam falando e comparando.

O humor em Young Sheldon está estampado na forma como ele se mostra doce, inteligente e empolgado em aprender mais sem deixar de notar as coisas ao redor, como as mudanças em sua casa.




Quando você vê na tela aquele pequeno menino curioso com a vida e tudo que acontece ao redor, cheio de perguntas e ao mesmo tempo, cheio de respostas, fica fácil entender como ele cresceu para se tornar aquele cara tão complicado e, ao mesmo tempo, engraçado.

Assistir a série vai mais do que compreender o pequeno Sheldon que se tornou um gênio, nerd e paranoico personagem de The Big Bang Theory. É mais sobre ter contato com as pessoas ao redor e ver como é difícil compreender um gênio, com opinião forte e toda uma peculiaridade extremamente pessoal.
Sem dúvida alguma, a série promete!










Sinopse: A serie é baseada no mangá de nome Kidou Keisatsu Patlabor, do autor Masami Yuuki. No ano de 1997 e a humanidade desenvolveu robôs para auxiliar no trabalho mais pesado. Esses robôs, chamados de Labors, são guiados por humanos. Os Labors, então, começam a ser usados também para o crime e, por isso, o Departamento da Polícia Metropolitana de Tóquio cria a Seção 2 de Veículos Especiais, conhecida como Patlabor.

Anime: Mobile Police Patlabor
Autor: Masami Yuuki
Direção: Naoyuki Yoshinaga
Estudio: Bandai
Tipo de Episódio: Legendado
Episódios: 47
Ovas: 7

Aproveitando o dia das crianças, é com um gostinho bom de infância que tiro esse anime da cartola. Então, como estamos no mês das crianças, acho justo falar com carinho de um dos motivos pelo qual passei a gostar de animes ainda em minha infância.

Patlabor é um anime de ação policial mecha, ou seja, trata-se de uma divisão futurista da polícia japonesa chamada divisão de "Veículos especiais", onde eles utilizam robôs gigantes humanoides para lidar com diversos problemas da vida moderna.
O Anime foi lançado por voltar de 1989, então a técnica de animação esta meio datada. Porém, ainda assim, é uma animação razoável e conforme a trama vai adquirindo forma os episódios começam pouco a pouco a te prender de forma incondicional.


Na obra acompanhamos uma jovem policial que se candidata para a unidade de veículos especiais, e acaba por entrar na segunda divisão da patrulha.
A princípio a trama começa um pouco lenta, com bastante alivio cômico e apresentação de personagens.
A segunda divisão da unidade de veículos especiais é considerada indisciplinada porém, retêm talentos específicos como descrito brevemente por um dos personagens :
"Se eles são um bando de delinquentes desmiolados ou extremamente talentosos eu ainda não sei...".

A verdade é que os personagens são todos bem característicos e carismáticos e, apesar dos pilotos dos laibors terem um certo protagonismo, o restante da equipe é constantemente enfatizado e até priorizado dependendo do episódio.



Animes de Mecha ou Gundam tendem a encontrar uma parede muito sólida em seus enredos, alguns como Evangelion conseguem contornar essa barreira, mas mesmo Gundam Wing que é uma referencia no gênero, ficou preso nas mesmices das lutas entre robôs gigantes. Por isso o diferencial de Patlabor é tão destoante dos demais, os mechas são ferramentas importantes e são utilizados para a resolução de diversos problemas nem sempre implicando em lutas, como se trata de uma divisão policial é bem comum eles lidarem com situações de risco evitando grandes destruições.

Um outro atrativo do anime é a policial Izumi, o trabalho de desenvolvimento dessa personagem é notável assim como o amadurecimento dela como piloto e como policial. Podemos concordar que é relativamente raro um anime da década de 80 ter uma personagem feminina tão bem desenvolvida e devidamente destacada em seu posto.
Se tratando disso, não só a Izumi, o Anime esta recheado de um elenco feminino forte e claramente mais capacitado do que a maioria dos demais policiais.





 A dica que dou é que para quem for conferir esse anime que de uma chance de, no mínimo, 15 episódios.

Os episódios iniciais são meras apresentações de elenco e contextualização, mesmo as cenas de ação acabam não se estendendo muito, o alivio cômico é presente na obra toda porém nos capítulos iniciais chega a ser exagerado, mas ainda assim é um anime que vale muito a pena!

Minha nota para ele é 7/10 (Me chamem de saudosista, mas eu realmente gosto desse Anime)





Sinopse: Pedro Diniz tem um desafio e um problema pela frente.
O desafio: filmar um roteiro magnífico capaz de surpreender o público e conquistar o maior prêmio do cinema brasileiro. O problema: não ter ideia de como fazer isso.
Aos 25 anos, recém-formado, Pedro está convencido de que é um sujeito muito especial, que tem a missão de usar o cinema como instrumento para melhorar o mundo. Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. Enquanto comanda o último cineclube de São Paulo e trabalha em uma videolocadora da periferia, Pedro planeja seu próximo filme, a obra que vai consagrá-lo. E, para animar as coisas, conhece a intrigante Cristal, uma ruivinha decidida, garçonete e estudante de física nuclear, que mexe com seu coração.
A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos Fit, Mayla e Cristal numa longa viagem até Pirenópolis, em Goiás, a bordo de um Opala envenenado. Com câmeras nas mãos e espírito de aventura, a equipe técnica improvisada está disposta a usar toda a sua criatividade na filmagem feita na estrada ao sabor de encontros inesperados e de sentimentos imprevisíveis. E o jovem cineasta descobre que, quando o destino foge do script, nada supera o apoio de grandes amigos.


E esse foi outro dos livros que me emprestaram, sem eu fazer ideia do que se tratava a história. Mas, posso dizer que a capa é um dos primeiros detalhes que me chamou atenção. Ainda mias por conter um olho grego que acabou tendo um bom significado para a trama toda.
E é sempre bom poder ler alguma obra de um autor nacional <3


- Nossa vida é feita de um monte de momentos esquecíveis, entremeados por pouquíssimos inesquecíveis. Por que não darmos a nós mesmos o presente de tentar viver um inesquecível?



Como a sinopse acima já diz muita coisa, vamos ao resumo de tudo. A história sabe como nos cativar e prender. Escrita em terceira pessoa, conseguimos acompanhar Pedro de maneira profunda, porém, todos os personagens ao redor acabam sendo muito bem trabalhados. Desde amigos próximos até sua mãe, que acaba não sendo tão presente quanto seu pai, mas que possui segredos e motivos pessoais que a fazem uma personagem bem interessante também. Mas, é exatamente no relacionamento conturbado dos pais que notamos que Pedro sabe dar espaço às pessoas, deixando que tenham seu tempo e esperando sempre o melhor.



- Uma luz em meio à escuridão. 
- Uma luz fraca. Já me acostumei a ela. O que enxergo é suficiente para compreender o mundo. 
- Compreender o mundo é uma tarefa complicada para qualquer pessoa, enxergue ela ou não. Então você não está melhor nem pior do que ninguém. E lembre-se: muita gente vê tudo, mas não enxerga nada. 


Agora...enquanto temos uma trama familiar, somos apresentados a Fit, um dos melhores amigos de Pedro e que tem uma personalidade divertidíssima. E, graças a ele, nosso personagem principal acaba juntando mais forças para alcançar seus objetivos que, em alguns momentos parecem importantes e em outros são facilmente deixados de lado.
Além de Fit, conhecemos Mayla e Cristal, ambas garotas que terão um papel muito importante no dia dos dois garotos.


- Não é uma contradição celebrar um pedaço de morte de algo do qual se gosta tanto?
- Muitas culturas celebram a morte, isso não seria problema. E acredito que sempre que morre uma coisa cheia de valor essa coisa vai para um lugar especial. Pode ser um bom motivo para comemorar. 


O bom é que, apesar de ser claramente um livro sobre amizade, seria errado dizer que é apenas sobre isso. Surpreendente começa contando a história de um garoto com vontades, esperanças e desejos. Alguém que acreditava que a arte e cenas sinceras poderiam mudar sua vida e de outros ao redor. Porém, como sabemos, a vida não é tão simples e Pedro se depara com uma situação que irá mudar todo seu futuro.

- Acho que todo mundo na vida deve ter uma segunda chance. De amar, de perdoar, de crescer, de aprender. 


Assim que ele se depara com esse muro enorme em seu caminho, Pedro acaba decidindo partir. Porém, ele não contava com a companhia dos três personagens citados acima. O grupo acaba se aventurando junto, acatando a missão de capturar as melhores cenas enquanto não questionam Pedro. Como um bom diretor, ele encontra momentos dignos de serem captados. Claro que as situações acabam sendo favoráveis para os bons momentos e tudo parece lindo, até que os problemas se tornam muito maiores.

"Mãe, parti numa viagem. Preciso me perder no mundo para tentar encontrar coisas que venho perdendo dentro de mim. Onde eu estiver, estarei em boas mãos. Te amo demais, hoje e para sempre."



E é aí que a amizade se torna algo enorme e importante na vida de Pedro.
É difícil falar desse livro sem contar detalhes, algo que quero muito evitar para não estragar qualquer momento.
Maurício Gomyde escreve de uma maneira tão fluída que, quando notei, o livro parecia estar terminando rápido demais. Aquele tipo de trama que te faz sentir um mix enorme de emoções. E, junto de Pedro, entendemos que a vida ainda possui muitos mistérios, situações e pessoas que irão continuar a nos surpreender, sempre.

Para deixar tudo mais claro, o livro possui um booktrailer muito amor, que vale a pena ser conferido. Só clicar AQUI =D


- Porque somos seus amigos. E se uma pessoa passar toda a existência sem fazer algo realmente excepcional por um amigo, a vida não terá valido a pena...






Sinopse: O segundo livro da história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Ambientado em um mundo brutal inspirado na Roma Antiga, "Uma Chama Entre as Cinzas" contou a história de Laia, uma escrava lutando por sua família, e Elias, um soldado lutando pela liberdade. Agora, em "Uma Tocha Na Escuridão", ambos estão em fuga, lutando pela vida. Após os eventos da quarta Eliminatória, os soldados marciais saem à caça de Laia e Elias enquanto eles escapam de Serra e partem numa arriscada jornada pelo coração do Império. Laia está determinada a invadir Kauf, a prisão mais segura e perigosa do Império, para salvar seu irmão, cujo conhecimento do aço sérrico é a chave para o futuro dos Eruditos. E Elias está determinado a ficar ao lado dela - mesmo que isso signifique abrir mão da própria liberdade. Mas forças sombrias, tanto humanas quanto sobrenaturais, estão trabalhando contra eles. Elias e Laia terão de lutar a cada passo do caminho se quiserem derrotar seus inimigos: o sanguinário imperador Marcus, a cruel comandante, o sádico diretor de Kauf e, o mais doloroso de todos, Helene - a ex-melhor amiga de Elias e nova Águia de Sangue do Império. A missão de Helene é terrível, porém clara: encontrar o traidor Elias Veturius e a escrava erudita que o ajudou a escapar... e acabar com os dois. Mas como matar alguém que você ama desesperadamente?



Ah, e como foi sofrida a espera por esse livro <3 Ainda mais depois do final absurdamente incrível do primeiro livro (onde você pode ler a resenha AQUI)

O livro se inicia após os tensos acontecimentos anteriores, quando a Academia BlackCliff sofre um atentado, começando toda uma luta entre Eruditos e Marciais.
E é nesse momento em que Laia e Elias aproveitam para fugir de Serra, querendo chegar até Kauf e tentar resgatar o irmão de Laia, Darin.

- Há esperança na vida - ele diz. - Uma garota corajosa uma vez me disse isso. Se algo acontecer comigo, não tema. Você encontrará uma saída. 


Como se escapar já não fosse difícil o suficiente, a nossa tão boa de odiar, Keris Veturius, mãe de Elias...não mede esforços para ir atrás do filho e o capturar.
As coisas já começam a piorar quando ela se enfia nos planos do garoto, conhecendo bem o filho que tanto odeia e sabendo como o atingir. Especialmente se isso levar para o buraco a melhor amiga do garoto, Helene, que agora possui muito mais problemas pessoais, responsabilidades e tem vários capítulos dedicados a ela. O que é muito, muito bom.

Espero que encontre sua liberdade. Espero que encontre alegria. Os céus sabem que ninguém mais entre nós encontrará. 


O que posso tentar dizer sem tantos spoilers é que tanto Elias quanto Laia entram em uma jornada muito intensa. O livro é carregado de momentos obscuros, com um ritmo incansável de aventura, tensão, mortes e momentos que te fazem parar e refletir. Os personagens não acabam tendo momentos tão calmos, o que nos faz prender a respiração a cada página.
O bom é que o enredo está tão amplo que ao mesmo tempo em que você quer acabar tudo para entender onde a história vai parar, você ainda quer se manter ali e fazer tudo durar mais.

- Suas emoções te tornam humana - diz Elias. - Mesmo as desagradáveis têm um sentido. Não as guarde em um canto. Se você ignorá-las, elas só vão ficar mais fortes e iradas. 


A autora continua com uma escrita absurdamente incrível, sem deixar um momento sequer se tornar cansativo. Para melhorar isso, alguns novos personagens acabam ficando mais presentes, o que não os faz roubar qualquer atenção dos antigos, mas sim serem um acréscimo muito bom na caminhada de cada um deles.

- Vale a pena morrer pela nossa família, matar por ela. Lutar pela família é o que nos mantém em frente quando todo o resto acabou. 



Para tentar concluir esse segundo volume que não fica em nada atrás do primeiro, o livro nos apresenta três pontos de vista importantes: Elias, Laia e Helene. Nem sempre o caminho dos três irá se cruzar, mas pode ficar tranquilo que a história é tão bem conduzida que tudo se encaixa perfeitamente.  Até posso dizer que a atenção acaba variando, mudando o foco de personagem principal. O que foi um ponto positivo para mim.


- Não se afaste das pessoas que se importam com você só porque acha que vai machucá-las, ou...que elas vão te machucar. Qual o sentido de ser humano se você não se permitir sentir nada?


Encontro algumas informações que me dizem que ainda teremos mais dos livros =O
Não sei se isso é bom ou ruim, mas é uma série que me faz desejar mais, para ontem!

Com um enredo que apresenta todo um lado sobrenatural diferente, vale muito a pena para quem quer fugir um pouco do que estamos acostumados a ler sempre. Não é um livro que se prenderá em romances, apesar de sentimentos, amor e respeito serem muito evidentes no livro todo, que é recheado de frieza, maldade e dor.

Recomendo com tudo o que tenho <3


"O fracasso não define uma pessoa. É o que ela faz depois de fracassar que determina se é uma líder ou um desperdício de ar."





Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

E aí me deparo com uma autora que simplesmente amo (apesar de não ter lido tantas coisas da mesma), com um estilo que nem sempre me atrai.
Aqui, Meg Cabot nos apresenta uma trama de época para um público juvenil.
Como alguns já devem saber, a autora já escreveu muitos livros com a temática, porém para um público mais adulto e assinando com o nome de Patricia Cabot.

Como a sinopse já mostra, acompanhamos a jovem Victoria, com uma mudança completa na vida e um amor que vem do nada, a deixando sem chão e querendo provar que é possível ter um noivo e ser capaz de fazer coisas incríveis.
A base da história é simples e não deixa tanto mistério. É evidente que Jacob Carstairs se mantém perto de Victoria com motivos pessoais, especialmente com a relação que possuem um com o outro, cheia de farpas e inimizade. O que não impede a leitura de ser tranquila e ir nos surpreendendo aos poucos.

Bem, Victoria acreditava que aquela era a cruz que pessoas como ela tinham de carregar. Era bastante provável que as ações mais altruístas da jovem jamais fossem reconhecidas por aqueles afetados por elas. Era triste, porém verdadeiro.



Mas, é mais quando Victoria realmente chega ao local e está na casa de seus tios que vemos como a garota tem uma personalidade forte. É notável o quanto ela acha que as mulheres na Inglaterra são frágeis demais e adota a postura de garota que resolverá tudo. Desde um jantar, ao comportamento de uma prima dramática até resolver relacionamentos dos outros. Exceto o que ela mesma tem.

Como outros livros da autora, temos uma escrita simples, com um humor interessante, guiado por uma personagem que não se deixa abalar facilmente. A questão é que algumas pessoas podem se incomodar com a escrita simples e rápida demais. Ainda acho que a ideia de um livro juvenil se aplica bem, mas os leitores mais assíduos podem se sentir lendo algo levemente superficial. Algumas relações não são tão aprofundadas, o que não me incomodou de todo. Noto que o foco era Victoria e sua personalidade.

Uma coisa era destruir permanentemente a própria vida. Outra bem diferente era destruir a vida de pessoas que ela passara a amar. 


Porém, não se deixem enganar. Apesar de uma personalidade forte, Victoria sabe ser extremamente irritante e tem como objetivo absurdo o tal casamento, especialmente por ter encontrado um homem bonito, rico e que segue a moda exigida para a época.
É a típica personagem que sente que tem obrigações, mas não quer reconhecer o que realmente sente. E, quando começa a notar, ainda insiste em seguir por outro caminho por simples birra. Ou seja, não é um livro para todos.

Talvez o fato de não ter o costume de ler livros de época tenham me feito ter um pouco mais de paciência com a garota. Ainda mais por ter lido sem ter ideia da sinopse e enredo. A surpresa sempre fica melhor assim.

Para aqueles que procuram uma leitura leve, tão característica da autora...recomendo. Leia com a mente aberta, esperando algo rápido, simples e bom para passar o tempo. Um livro para leitores mais novos, sem apelo sexual.
O livro tem seus altos e baixos, mas me prendeu o suficiente =D


Ele parecia achar que desejar alguém era melhor que precisar de alguém, mas Victoria não estava muito certa disso.