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Olá amores!
Dessa vez a resenha será escrita tanto por mim, Mila, quanto pela Heila. Ambas participamos de uma leitura coletiva e estamos bem empolgadas para falar sobre o livro.

Primeiro, vale citar que o livro foi lançado a primeira vez no Brasil em 2016 pela Editora Novo Conceito e em 2017, a editora Arqueiro relançou o livro com a chegada da versão cinematográfica.
Mas, vamos à história.

O livro conta o dia a dia de Madeline Whittier, uma garota portadora de uma doença chamada IDCG, que prejudica sua imunidade quase a ponto de ela ser totalmente nula e a impede de viver uma vida normal. Ou seja, para se manter viva, Madeline passa seus dias dentro de casa, convivendo apenas com sua mãe e sua enfermeira, Carla.
Por ter seus dias limitados, Mad se distrai com livros aos quais faz suas próprias resenhas resumidas e bem diretas e, além de visitas esporádicas de um professor de arquitetura, ela se distrai com jogos em noites variadas, com sua mãe.

Madeline está completando seus 18 anos e como qualquer bom young adult, o livro tem seus clichês bem presentes. Ou seja, certo dia a vida da personagem começa a mudar quando olha pela janela e nota que está ganhando novos vizinhos. E é quando ela conhece Olly, o garoto que se veste com roupas pretas e parece ter seus próprios problemas com uma família conturbada, onde seu pai é irritadiço demais (especialmente depois de beber), e sua mãe e irmã precisam lidar com tudo da maneira que sabem.

"Como é possível sentir uma determinada emoção e seu exato oposto ao mesmo tempo? Eu luto, imersa em um oceano escuro, com um colete salva-vidas ao redor do peito e uma âncora presa a uma das pernas."

Para mim, Mila, a escrita da autora é tão fluída que o que achamos mais usual em livros do gênero, se torna uma parte tranquila de um enredo que se desenvolve aos poucos. Seja por vivermos o dia no ritmo de Madeline até finalmente vermos que a vontade dentro dela fala mais alto e, de alguma forma ela consegue um contato maior com seu vizinho... até o momento em que a realidade que ela vive não basta mais e Mad resolve viver. Seja por pouco tempo, seja atrás de lembranças de uma infância em que ela ainda tinha o pai e irmão em sua vida. 

Na minha opinião, Olly é um garoto como outro qualquer e, de alguma maneira... isso encanta Madeline. Seja por começarem a manter conversas por e-mail, seja com pequenas atitudes que o fazem ser mais na dele... ela se sente conectada. De início fica fácil notar que talvez seja apenas o fato de ser um garoto próximo e ela não ter tantas pessoas ao seu redor. E mantenho essa opinião, no geral. Mas os pequenos detalhes em cada um deles fazem toda a ideia de necessidade de contato, ser bem natural. 

Ele, com uma personalidade mais cativante e ela com sua timidez de início e sagacidade que veio com a intimidade do dia a dia, fizeram a leitura fluir bem.

Quero ressaltar que senti que entre o primeiro contato até o "sinto que estou eternamente apaixonada", eu fiquei incomodada. Rápido demais, até para uma garota presa dentro de casa. Mas, a autora consegue nos cativar sem demora e isso foi ficando para trás. Ainda mais quando a ansiedade por um final começou a me dominar. 

Quanto ao final... não fui surpreendida. Imaginei que algo como aquilo aconteceria e, ainda assim, fiquei tocada pela carga de sentimentos que vieram, me fazendo tentar me colocar na situação de Madeline e como eu mesma lidaria com tudo. Na verdade, sei que lidar com a ideia de ficar em um mesmo lugar para sempre é beeeem difícil. 
Para concluir, um livro gostoso de ler, rápido, que nos prende com tranquilidade e dá aquela aquecida na alma, apesar das pontadinhas de dor =D


"A segurança não é tudo. Há mais na vida do que se manter vivo."

Vou começar deixando claro que: AMO ESSA AUTORA DE PAIXÃO! 

Comecei a leitura de obras dela com O Sol Também É Uma Estrela e quando comecei este livro, Tudo e Todas as Coisas, me senti encantada com o quanto de cuidado e detalhes ela trabalhava um contexto tão limitado quanto o dia de uma menina que, aos 18 anos, só tinha sua casa e uma imaginação para viver. 

A minha opinião sobre o livro é: Surpreendente. Em nenhum momento eu senti a bandeira vermelha para o que viria no final e, em mais de um momento, entendi bem o que a personagem sentia ao assistir o mundo da sua janela. Sem dúvidas, a escrita de Nicola Yoon é do tipo envolvente com detalhes cuidadosos, sem exageros e que torna a realidade do personagem, algo trivial e comum a sua realidade. 

Eu vejo este livro como aqueles que são bons não só para uma leitura, mas que merece uma releitura. Nas entrelinhas, lemos sobre não só um tipo de amor e descobrimos diversas formas de como esse sentimento pode nos ajudar e nos levar à perdição, seja com pessoas externas a nossa família ou aqueles com quem vivemos uma vida inteira. 

Quero ressaltar também que o livro trata de maneira delicada e suave a visão de terceiros sobre um assunto muito importante que vem ganhando destaque e precisa em muito ser discutido: Violência Doméstica. Por mais que tenhamos apenas a visão de Madeline através de sua janela, esse tipo de mal é algo que atinge muitas famílias e, infelizmente, nem todas tem o final parecido com a que vemos neste livro. 

Finalizo dizendo que essa história não é só sobre um romance, um amor, uma doença ou uma família. Esse livro é realmente sobre Tudo e Todas as coisas, porque envolve em suas páginas um pouquinho do que é crescer, amadurecer e se descobrir, independente do ambiente em que você vive ou foi criado. Uma leitura mais que indispensável para quem gosta de descobrir outros olhares desse mundo que vivemos. 


Dou voltas e mais voltas e termino no mesmo lugar. Amor. O amor torna as pessoas loucas. A perda do amor torna as pessoas loucas.





Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.


Antes de começar com a resenha deste título, gostaria de deixar aqui um pequeno aviso rápido: A história narrada pela autora trata de temas delicados como depressão e suicídio. Portanto se isso pode ser um gatilho para você talvez não seja uma leitura recomendada. Fale com alguém, não guarde seus sentimentos, divida com uma pessoa confiável ou procure um profissional. Se quiser conversar, o Brasil oferece atendimento nacional e gratuito no Centro de Valorização a Vida pelo número 141, além de chat, mensagem e e-mail pelo site: www.cvv.org.br


Dito isto, vamos à resenha.

Quando peguei este título em mãos eu não sabia a sinopse, não tinha lido outras resenhas e muito menos conhecia a autora. Foi uma escolha as "cegas" porque justamente o título é muito parecido com o que sinto e, curiosamente, falei que: É um título que descreve minha vida. E usei o livro em um desafio de leitura justamente para tal categoria. Mas a questão é, eu não fazia ideia do quanto alguns momentos e trechos do livro seriam parecidos com pensamentos e sentimentos que tive ao longo dos meus dias.

A música, especialmente a clássica, especialmente o "Réquiem em Ré Menor" de Mozart, tem energia cinética. Se ouvir com muita atenção, vai escutar o arco do violino tremendo sobre as cordas, pronto para acender as notas. Botá-las em movimento. E, quando as notas estão no ar, colidem umas com as outras. Faíscam. Explodem.

A história é escrita por Jasmine em formato de um diário, mas que logo notamos estar em uma contagem regressiva, começando com "Faltam vinte e seis dias". Aysel é uma jovem que está no ensino médio e já não vê mais razões para permanecer viva. Desde a primeira página do livro, a garota descreve como vem pensando cada vez mais em suicídio e seu motivo para tal decisão mas que, curiosamente, não sente que irá conseguir sozinha. Então precisa de um "parceiro", que está em busca em um site comum entre pessoas que estão na mesma condição que ela.  Sua depressão é descrita por ela como uma "lesma negra" que vai corroendo toda e qualquer ponta de felicidade que pode surgir e, com isso, ela segue na espera até que um dia surge sua oportunidade perfeita na forma de uma mensagem no fórum.

É quando conhecemos Roman, um garoto que também está em busca de um parceiro(a) de suicídio mas, diferente de Aysel, ele precisa mais de um álibi para seus atos do que um último empurrãozinho. Roman tem seus próprios traumas e cargas, suas próprias dores e sua própria "lesma negra" que devora tudo ao redor. Mas o mundo dele colide com o inesperado encontro da jovem de cachos negros, olhar vazio e piadas ruins, Aysel.


Se todos os dias fossem assim, não acho que estaria tão ansiosa para partir. O problema é que é um milagre nevar em março. Não se pode viver de milagres.

O livro trabalha os mundos desses personagens, dores e problemas de forma que desde o inicio o leitor tem aquele sentimento de que existe esperança para eles, que eles podem sim se salvar. Porém, ao longo das páginas, fica claro também o que ELES sentem e como isso tem um significado totalmente diferente. É instigante notar como estando do outro lado é fácil dizer: Existe saída. Quando, na verdade, os personagens estão como muitas pessoas ao nosso redor, sem enxergar a saída em si e vendo esta escolha como a única opção, o que na verdade não é.

Durante a leitura eu me senti levada em alguns trechos a fechar o livro e esperar alguns minutos antes de continuar, o que não impediu que eu terminasse ele com apenas aproximadamente oito horas de leitura. Era intenso me lembrar de alguns dias difíceis que vivi e como poucas palavras foram suficientes para me tirar do fundo do poço, tudo que eu queria era que alguém fizesse o mesmo pela Aysel e por Roman. O peso das culpas, dores, palavras é difícil de se processar quando se é mais velho, que dirá quando se ainda está aprendendo o que é a vida, onde tudo é mais intenso, tudo é novidade e todos os sentimentos estão surgindo de uma vez só.

Infelizmente é comum ver pessoas mais velhas ainda julgando o sentimento de deslocamento, a dor e a depressão na adolescência, principalmente por muitas acharem que isso é algo banal. Mas a verdade é que não é. Leituras como esta são extremamente importantes para pais, amigos, parentes de jovens adolescentes, independente se estes passaram por momentos difíceis ou não. São livros assim que nos ajudam a compreender mais sobre os sentimentos deles e como ouvir e abrir espaço para que seja compartilhado.

Sem spoiler sobre o final do livro.
Deixo aqui um desafio para quem puder e conseguir ler tal tipo de literatura.
Faça o desafio de realizar essa leitura sem julgamentos, sem preconceitos. Veja a história desses jovens pelo o que ela é. Tente se lembrar do impacto que estas histórias teriam se talvez fosse com você.
Vivi esse exercício durante a leitura e posso dizer que meu coração só queria me levar para dentro do livro e abraçar os personagens, o que me abriu os olhos para as pessoas ao meu redor. Às vezes um abraço, um sorriso, um elogio ou menos ainda: um bom dia, pode salvar uma vida.






Sinopse: No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.

E finalmente iremos falar sobre o final dessa trilogia distópica que eu levei mais tempo do que deveria para terminar. Não por ser difícil de ler, mas por ter passado livros na frente. Quem se identifica?
E já irei começar dizendo que a finalização foi bem satisfatória, sim.
Para quem quiser ler, temos a resenha do primeiro livro e do segundo, bem aqui no blog!

Esse livro faz parte do desafio do blog Coisinhas da Juh, como livro de série!
#desafiolitdajuh2019

Acho sempre difícil falar de uma conclusão sem colocar spoilers, mas prometo me esforçar para deixar apenas uma opinião geral sobre tudo e não estragar a surpresa para ninguém.
Se você já leu os outros dois e falta apenas esse, pode ler a vontade =D

O livro começa depois da notícia final do segundo livro e com um pequeno espaço de tempo desde os acontecimentos que encerraram Prodigy. Notamos que o contato entre Day e June está um tanto mais escasso, porém, ainda acontece. E por mais que ambos quisessem que fosse mais do que um contato para não se esquecerem, June aparece com um pedido de ajuda e Day se vê novamente em uma encruzilhada.

A série inteira é uma distopia muito bem trabalhada, onde pessoas no poder foram desafiadas de sua estabilidade e é repleta de momentos em que o povo sofreu, sem desistir, até acharem alguém para chamar de "voz do povo".
No atual momento, notamos que Day não esperava estar onde se encontra, com o "poder" que lhe atribuíram e isso também se aplica a June.

Esse terceiro livro é carregado de política que move os personagens em novas relações, conversas, planos e encruzilhadas que parecem sem saída.
A autora trabalha o enredo de maneira ótima. Sua leitura é fluída, com detalhes que são dados na hora certa, no momento certo e que nos transportam para as cenas como se estivéssemos vendo um filme. E repito que os capítulos intercalados entre ambos os personagens, acaba sendo um ponto muito maior nesse último livro.

"Comecei a usar recentemente um mecanismo de defesa para fora do corpo, como se eu não estivesse aqui de verdade e fosse alguém observando o mundo segunda a perspectiva de outra pessoa."

Ah, para aqueles que estão sentindo que não estou dando muitos detalhes... só posso dizer que a Comandante Jameson ainda será um problema nessa trilogia, mesmo que seu peso tenha sido dividido entre uma guerra que parece iminente.
E para a felicidade de muitos, ainda teremos Tess e Pascao dando o ar da graça, com novos pensamentos, atitudes e ambos sabendo que as coisas precisam mudar se também querem salvar algo para que o povo viva da melhor forma.

Champion é um livro que desenvolveu muito a personalidade dos personagens. De jovens que buscavam um bem maior para pessoas próximas que se deixaram aventurar em sentimentos e amor.
Temos um crescimento que mostra como eles aprenderam a focar em um todo, deixando suas vontades de lado para um resultado melhor e satisfatório para toda uma nação.
Além do desenvolvimento psicológico que acompanha todos os personagens, a autora soube trazer cenas de combate com diálogos políticos e soube dosar tanto o amor entre os personagens, que para os que procuram uma distopia recheada de amor... lamento dizer, não irá encontrar aqui no último livro.

Durante os livros anteriores já notamos que sentimentos não eram o maior foco. Como em qualquer realidade, alguns momentos precisam mais de mente e racionalidade do que sentimentalismo. E é o que temos na trilogia inteira. Para os que se apegam, recomendo que cuidem do coração e estejam preparados. A autora se mantém com a realidade em movimento e não poupa nossos sentimentos.
Talvez seja porque li mais distopias e séries que tenham acabado com meu lindo coração, mas me senti mais preparada para tudo o que aconteceu nesse, pelo menos no que diz respeito ao nosso querido casal.
Quanto a todo o resto? Eu mal podia parar de ler para saber o desfecho.

"Tudo em que posso pensar é que sou grata por seu silêncio, por não me dizer que eu o estou aproximando cada vez mais de mim, quando deveria libertá-lo."

E para os curiosos, a trilogia teve seus direitos comprados há um tempo pela CBS Films, mas assim como tantas outras, nada aconteceu até agora ._.

Sem dúvida uma trilogia que teve uma boa conclusão, apesar de eu ter desejado uma intensidade maior perante alguns personagens. Especialmente a Comandante Jameson.

Marie Lu finaliza sua trilogia nos deixando com o coração na mão e uma certa sensação de dever cumprido.
Recomendo facilmente, especialmente para aqueles que querem ler uma trilogia, mas não são fãs de romance ou estão com preguiça de uma série enorme.
A leitura é tão tranquila que ao menos será uma experiência interessante para quem não tem costume com o gênero.

"Algum dia, você irá aprender que a vida não é sempre o que se quer que ela seja. E que nem sempre se consegue o quer. E que existem forças fora do seu controle que farão de você quem você é."







Olá Amigues da internet, teu miasma favorito, Thiago, lutando contra um apocalipse zumbi e, ainda assim, encontrando um tempo para falar com vocês a respeito da HORROR EXPO 2019 que aconteceu no pavilhão de exposições do Anhembi (em São Paulo/SP), no fim de semana dos dias 18/10 ao  20/10.



Para quem não conhece o evento, a feira propõe uma experiência imersiva no mundo da cultura pop do terror, trazendo para seu evento alguns nomes importantes e algumas boas novidades dentro do nicho, contando com estúdios de maquiagem profissional, pintura corporal, distribuidores de dvds, livros, quadrinhos, shows de bandas dentro da temática, cosplayers, além de atividades que proporcionaram a experiência de ambientação em um cenário de terror.

Nós do Sob Encomenda tivemos a oportunidade de cobrir o evento e presenciamos de perto algumas dessas atividades, e estou aqui para falar um pouco do conceito geral, da organização e do conteúdo da feira.


Sobre o conceito, o nicho em específico tem um público fiel e tem um certo apelo comercial, sim. A ambientação criada pelos expositores foi primorosa. Além de maquiagens e fantasias realistas e apavorantes, também havia um cuidado dos representantes em terem bons produtos em seu acervo. Porém, a infraestrutura da feira dificultou um bocado a ambientação. O espaço do evento não era muito grande, ocupava cerca de ¼ do pavilhão, sendo que a outra metade estava sendo ocupada por um evento de nicho extremamente divergente da Horror Expo...os vizinhos eram a Expo Cristã.



Ainda assim, os expositores da Horror Expo agiram com profissionalismo e empenho para dar aos visitantes o que eles queriam. Porém, não posso dizer que a administração tenha conseguido cumprir com o prometido, talvez pela falta de investimento em divulgação ou talvez pela estruturação do evento como um todo.
A verdade é que apesar do evento possibilitar a artistas e expositores do nicho a exibirem os seus talentos, acervos e produtos, a quantidade de pessoas que frequentaram foi menor do que o esperado.





A infraestrutura em si não ajudou muito também. O evento contava com poucas opções de alimentação e todas elas extremamente caras. Alguns artistas confirmados para painel, fotos e autógrafos não compareceram. Os shows na primeira noite de evento parecem ter agradado o público geral que teve oportunidade de ver bandas que raramente (ou nunca) vieram ao Brasil anteriormente. Porém, a banda de K-pop High School não conseguiu se apresentar na sexta como previsto e sábado o show das meninas acabou subitamente após uma queda de energia. Ainda assim, as meninas tentaram entreter os fãs que tiveram que ir nesse segundo dia para poder vê-las, usando do tempo para tirar selfies, aceitar o celular dos fãs para tirarem fotos de si mesmas e brincar de jokenpô (o famoso Pedra, papel, tesoura) para sortear algumas de suas máscaras, que acabam sendo sua marca registrada.
O evento também contava com um cinema aberto que estava trazendo clássicos para serem assistidos, porém a estreia prévia de Zumbilândia 2 foi cancelada por problemas com o material.




O evento em si foi uma contradição. Por um lado estava maravilhado com tanto potencial e produção do nicho como a Orquestra de Cubatão que trouxe em seu acervo várias trilhas clássicas de terror e talvez tenha sido o ponto alto dos eventos de sábado, além de desenhistas, quadrinistas, escritores, desenvolvedores e produtores todos reunidos mostrando o que tinham de melhor para o público que ama isso.
O conceito do evento é um sucesso já em sua essência, porém a execução técnica deixou a desejar, não só para quem visitou a feira como para aqueles que vieram agregar ao espaço da feira. Ainda que algumas atividades como o furgão que era um escape room, o ônibus mal assombrado e o castelo dos horrores tenham sim sido satisfatórias para o público geral, uma vez que o circuito de atividades foi concluído, a feira perdia o encanto inicial e se tornava tediosa.



Mas quero enfatizar que conceitualmente é um evento genial.
Talvez a falha no marketing tenha sido percebida, pois anunciaram a próxima edição do evento para Outubro de 2020 já agora em novembro de 2019. O que achei um tanto antecipado demais, mas ao menos nota-se que estão tentando se fazer mais presentes e isso por si só já é uma melhora da parte administrativa que, julgo eu, foi o maior problema da feira como um todo.

É isso amiguês da internet, vocês me perguntam “A Horror Expo vale a pena?” e eu digo que  eu gostaria muito que valesse, porém essa edição me deixou a desejar. Torço pela próxima com todo meu coração de fã e espero poder ir de novo para ver de perto as melhorias que faltam para deixar esse evento da forma que seu público merece!




Amores da minha vida, aqui é a Mila e vou falar um pouco sobre essa HQ que eu estava tão ansiosa em ler e dividir com vocês!

Primeiramente, gostaria de informar que o quadrinho adapta a obra de William Blake, poeta, pintor e tipógrafo inglês, falecido em 1827. Blake contatou o demônio que lhe revelou o segredo da sabedoria infernal e desse místico encontro nasceu o livro iluminado “O Matrimônio de Céu & Inferno”.

Agora, em 2019, na selva urbana de São Paulo, crime, desejo e redenção entrelaçam a vida de quatro personagens. Chico Amarante é um matador de aluguel a serviço de um poderoso conglomerado religioso. Verônica Viegas é uma acompanhante de luxo que sonha em voltar a Buenos Aires. Antonino Santos é o fundador da Orquestra Divina, uma organização espiritual que comercializa fé, esperança e livros sagrados. Dani Rosa é uma jovem pintora que trafica drogas para sobreviver e ajudar um amigo em estado terminal.
E é com pedaços da história de cada um desses personagens que a HQ ganha vida de maneira incrível.





Enéias Tavares foi responsável pelo roteiro, enquanto Fred Rubim foi responsável pela arte. E ambos fizeram um trabalho maravilhoso.
Os quatro personagens são ambientados com cores diferentes, traços bem fortes e marcantes, sempre nos fazendo sair de um local com um enredo específico e ir para outro com agilidade e facilidade, retomando a narrativa de onde parou anteriormente. E digo isso porque o roteiro contém pausas, onde pedaços da obra de Blake são citados e ilustrados.

Se não bastasse o visual que nos guia tranquilamente, todo o roteiro se encaixa perfeitamente. Um diálogo de uma cena pode começar outro de outra personagem e entrelaçar tudo com simplicidade. E o melhor fica para quando personagens acabam cruzando caminhos, cores misturadas e sempre seguindo ainda a identificação visual de cada um.
Isso me deixou tão encantada que apesar da tensão do roteiro que vai desde morte, drogas, perda e até a dor de relacionamentos ou ausência de amor no meio de muita ganância, a obra é daquelas que seguramos com força e não soltamos até terminar.




Gostaria de citar que apesar de em alguns momentos eu sentir que além da personalidade que segue um padrão (o que não é defeito porque a mensagem deveria ser passada assim mesmo), sinto que a finalização de alguns momentos seguiu um "cliché" básico, que vem com uma carga emocional maior com personagens que nos conectamos. Seja por compaixão, por notar uma mudança, dó, admiração e até tristeza. A finalização mais "comum" do enredo, para mim, combinou com todo o desenvolvimento da história.
Sem contar que as citações durante a obra toda, complementam mais ainda a trama.

Vou evitar falar muito mais para não estragar a experiência de ninguém e, como tantas outras HQs que já citamos aqui, algumas até da Avec, vale a pena conhecer e se deixar experimentar algo novo. Especialmente com uma trama tão humana, muito bem produzida e finalizada. =D










E vamos voltar a falar um pouco sobre minha outra paixão: seriados!
Atualmente, a série terminou sua segunda temporada e sigo esperando confirmação para uma continuação. E, assim que terminei o último episódio, sabia que deveria falar sobre e indicar uma série que não ouço falar muito por aí.

Sweetbitter é baseada no livro de mesmo nome da autora Stephanie Danler, publicado no brasil como "Tintos e Tantos" e lançado pela Globo Livros em 2017. Como não li o livro e cruzei caminhos com a série antes de saber da existência da obra literária, apenas posso comentar o que vejo nas telas, ok? A série é produzida por Brad Pitt e com episódios curtos, se torna muito tranquila de assistir.




Seguimos a história de Tess, interpretada por Ella Durnell, que com 22 anos tenta recomeçar sua vida ao mudar para New York. Apesar da sua inexperiência com o trabalho, Tess se vê contratada por um dos melhores restaurantes da cidade, começando assim um novo desafio que pode ser o que lhe dará base para manter sua nova vida.
Claro que Tess tem a ideia de um emprego fixo que virá com calma, lhe gerando estabilidade e aprendizado. Porém, com o decorrer das horas de dias que se tornam longos e interessantes, Tess vai notar que o emprego e as pessoas ao redor podem lhe oferecer muito mais. Desde boas risadas, dúvidas sobre como agir, até toda uma mistura de experimentação gastronômica, álcool e drogas.




Mas, não se sintam tensos em começar uma série que será mais uma loucura de momentos intensos, overdoses, brigas e relacionamentos totalmente inconstantes.
Não.
A série tem uma pitada quase calculada de tudo. Desde os dilemas de trabalho e suas posições hierárquicas, até a boa dose de vida, imperfeição de personalidades e relacionamentos que vão se misturando sutilmente.

Tess é uma personagem que, ao menos para mim, foi fácil me identificar. Apesar de a achar bem mais ousada do que eu seria, ela ainda tenta se adaptar as pessoas ao redor sem dar passos enormes na privacidade de cada um.
Com o tempo, especialmente na segunda temporada, vamos notando um avanço em tudo isso. Não apenas em Tess, mas na maioria dos personagens que trabalham junto dela. Até notamos alguns que vem de setores do fundo da cozinha, o que é sempre algo interessante.





Chris Albrecht, CEO do canal Starz, deu a seguinte declaração:

"A primeira temporada deu ao público um gostinho dos novos personagens e do background de um restaurante importante de Nova Iorque e os deixou querendo mais. A segunda temporada dará, exatamente,isso. O público será imerso no mundo e nos arredores do restaurante e se aprofundará nas complexidades do despertar de Tess e nas vidas de seus amigos e colegas."

A primeira temporada possui apenas 6 episódios de meia hora. Já sua segunda temporada vem com 10 episódios, nos dando um pouco mais do dia a dia e das relações dos personagens que, de início, ainda parecem guardar muita coisa dentro de si.

Caso tenham ficado curiosos, vocês podem assistir ao trailer AQUI






O quê falar de um autor que, há anos, ocupou um espaço no meu coração com suas colunas e agora é livro necessário em minha estante? Ah, o amor.
Vale lembrar que já resenhamos outros dois livros do autor e você pode conferir as resenhas aqui: Depois do Fim e Por Onde Andam as Pessoas Interessantes?

Para mim, falar sobre os livros do Daniel é sempre algo que me deixa confusa porque ele consegue falar sobre tantos sentimentos, situações e experiências... que sempre sinto que deixo algo faltando. Então, já leiam essa resenha sabendo que é apenas um pedacinho de tudo o que o livro possui.




O livro possui 49 crônicas que nos levam para situações do cotidiano e, em sua maior base, falando sobre relacionamentos e sentimentos pessoais. Cada crônica começa com uma frase e, dessa vez, com uma parte de letra de alguma música que recomendo que sejam usadas como playlist de leitura, sim.
E para quem conhece o autor, sabe que ele tem o dom de falar sobre sentimentos de maneira variada, direta, que te faz sentir um alívio ao notar que não está só ou te dá um tapa na cara ao notar que você pode ser, sim, o lado tóxico de uma relação.





Usando de vários personagens criados por ele, com partes de si e do mundo, é fácil demais nos identificarmos com os questionamentos que o livro aborda. Seja sobre ter saído de casa em algum momento da vida (cedo ou tarde), sobre tentar relacionamentos com pessoas que acabam sendo mais do mesmo, ou até se auto analisar e pensar que talvez seja a nossa hora de mudar... o livro nos leva por páginas e páginas de pura vida.
Não se engane, não é um livro de auto ajuda que vai te mostrar o que fazer ou como recomeçar, mas sem dúvida alguma te fará pensar e sentir. Seja de forma boa, ruim, um misto de raiva ou até aceitação.



Para isso, o autor dividiu o livro em 3 partes: O porre; A ressaca e O Divã.
E assim como essas divisões e pausar que o autor nos oferece, eu mesma seguia um ritmo variado de leitura. Às vezes rápido por querer mais e mais... às vezes mais lentamente para poder absorver mais palavras que, de forma direta, me faziam sentir a própria filosofa da vida.
Ah! E leia esperando citações maravilhosas. Seja sendo uma crônica toda de identificação, ou alguns trechos específicos... se você é como eu que cola post-its nos livros, é bom separar um pequeno estoque ;D




Um livro que fica fácil recomendar para todos, mas especialmente para quem está na casa dos 20 aos 30 e muitos anos.
Tenha certeza de que será o tipo de leitora muito difícil de parar de ler, mas que te fará querer respirar fundo antes de continuar mais.
É difícil falar, mas mais uma vez o autor me deu um livro para chamar de preferido <3

Você também pode conferir ESSE VÍDEO do próprio autor, falando sobre o livro =D








Olá amigues da internet! Teu Miasma favorito, Thiago, está de volta e rejuvenescido trazendo aqui minhas impressões sobre o terceiro volume da saga de “A Guerra do Velho”.
Sim, estou falando de “A Última Colônia” de John Scalzi.

Para quem não conhece essa ficção científica moderna, é importante se familiarizar com algumas premissas para esse livro. Primeiro, A Guerra do velho se passa em um tempo onde existe uma ampliação das fronteiras espaciais e o governo propõe aos seus velhos aposentados a passarem por um processo de rejuvenescimento e irem lutar no front de batalha. Isso por si só já me abriria espaço para uma ótima discussão a respeito da valorização da vida do velho e como muitos dos soldados eram movidos a tomar essa decisão justamente por solidão e falta de perspectiva em sua terceira idade. O livro passa sorrateiramente por esse ponto, como se fosse natural alguém preferir lutar em uma guerra em troca de um pouco de juventude. A verdade é que, para muitos, o vazio existencial que se dá no proesso de envelhecer é um peso a ser considerado e é preferível sim ir à luta, do que viver o marasmo.
Não é a primeira obra a tratar isso e não será a última, mas é importante esse conceito ser fixado.

No primeiro livro somos apresentados ao protagonista da série, John Perry, que perdeu a esposa para um derrame e quando completou 75 anos se alistou para o tal processo de rejuvenescimento. Um ponto que me frustra um bocado na leitura é a falta de desenvolvimento das personagens, não sei se é algo proposital do autor por essas personagens já terem toda a experiência de uma vida ou se o foco do autor está, unicamente, no contexto que ele criou. Mas, a impressão que tenho é que a limitação do desenvolvimento como um todo é incômoda, porém o enredo da história compensa bastante essa falta de evolução.
Outra personagem que tem importância é Jane Sagan que protagoniza o segundo livro da saga, “Brigadas Fantasmas”.

A princípio, A Última Colônia nos tira do ambiente de guerra, começando o enredo com John e Jane aposentados e administrando uma colônia em território espacial.
Aposentados como soldados, ambos viveram praticamente outra vida, o que faz todo sentido pois uma vez alistados, eles eram dados como mortos para a sociedade da qual vieram.
De qualquer forma, eclode uma crise populacional. A União Colonial não expandia suas fronteiras a alguns anos, as colônias começam a sofrer com uma super população e passam a pressionar a administração para a realização de uma nova colônia para dar vazão de seu próprio território. Obviamente que essa tarefa fica incumbida a John e Jane, ambos seriam mandados a um planeta longínquo e liderariam um novo assentamento já que eram as escolhas mais óbvias. Ambos veteranos de guerra e sobreviventes, além de que John já estava habituado a administrar colônias e Jane era sua delegada.

Nesse livro nós somos melhores contextualizados a respeito da misteriosa União Colonial.
Vejam bem, até então o autor constrói a história para acreditarmos que nossos protagonistas estão trabalhando em prol do lado mais “Correto” ( que talvez não seja o termo certo) mas, basicamente, o autor quer que acreditemos que estamos na perspectiva dos mocinhos. Porém, esse novo assentamento em um planeta longínquo acaba revelando algumas questões de segundo plano que coloca em xeque alguns valores e ideais.

 A escrita do autor é fluída e divertida já que tem uma facilidade enorme em nos prender com observações simples. E o dinamismo de sua narrativa é uma qualidade que faz com que tenhamos interesse no desenvolver da obra.

O trabalho de capa da Editora Aleph é superior às edições originais no exterior, ao menos ao meu ver, a tradução é de boa qualidade e acredito que a saga como um todo é bem concisa.

Deixo a dica para os fãs de ficção científica que gostam da temática de guerra espacial!



Olá amigues da Internet, teu miasma de plantão Thiago, retorna do mundo dos mortos para falar a respeito da HORROR EXPO que vai acontecer do dia 18 ao 20 de outubro no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Caso vocês não conheçam, o evento é uma feira exposicional que foca em material de conteúdo de terror e suspense, abrangendo diversas mídias, games, animações, música e etc. É inegável o charme natural que o macabro traz consigo, mas mais do que isso a feira busca trazer conteúdo inédito e informacional sobre a temática.




A feira propõe uma experiência imersiva, ambientando seus participantes em um cenário produzido e preparado para arrepiar os pelos da nuca e dar o friozinho na barriga (perfeito para um primeiro encontro!).

Além disso, conta em sua agenda algumas ilustres figuras como André Vianco, o escritor de “As Crônicas do Fim do Mundo” e “Os Sete”. Vianco possui algumas obras icônicas para o cenário do terror nacional. Com suas histórias geralmente ambientadas no Brasil, ele consegue trazer um pouco de nossa cultura e nosso contexto para um cenário mundial de forma efetiva e arrebatadora. Com uma escrita incisiva e até sufocante, Vianco busca em seus livros acelerar os batimentos cardíacos de seus leitores sabendo construir muito bem seus ápices e abraçando sua história como um todo. Um tesouro da literatura nacional que bate ponto nesse evento sensacional!



Mas para quem pensa que o evento se sustenta apenas de figuras literárias... se enganou redondamente. Esse ano vamos contar também com a DIVA Naomi Grossman que interpreta a Pepper em American Horror Story. Naomi possui um extenso currículo dentro de American Horror Story, mas a atriz chegou a receber uma indicação ao Emmy de 2018 pelo seu papel em “Crtl Alt Delete”.
E caso vocês ainda tenham estômago para um pouco mais de terror em suas veias, o evento proporciona diversos shows com bandas que seguem a temática, lembrando que esse ano teremos a revelação mundial da banda de k-pop HIGHSCHOOL, que fará dois shows no evento.
Além disso, os fãs do horror contam também com a Orquestra de Metais da Banda Marcial de Cubatão que promete deleitar a todos com arranjos e releituras de trilhas clássicas de filmes de terror!
E se você está sentindo falta de algo mais visual, saibam que o lendário Derek Riggs nos dará a honra de sua presença. Para os desinformados porém entusiasmados, Derek é o ilustrador responsável por diversas capas de álbuns da banda IRON MAIDEN!!




Já estão sentindo? Estão empolgados como nós? Claro, ainda existem muitas outras atrações que o evento tem preparado para nós, desde experiências e Realidade Virtual até vendas de diversos produtos da cultura pop do horror que estarão disponíveis para todos que resolverem se aventurar pelos corredores temerosos desse paraíso infernal!

Se vocês são fãs também e se já estiveram no evento, dá um salve aqui para nós, nos fale o que vocês esperam, nos conte suas experiências mais aterrorizantes, vamos entrar no clima para contemplar essa feira incrível!

A feira ocorre de 18 a 20 de Outubro, no Anhembi. Para mais detalhes, basta clicar AQUI e você poderá conferir informações, como adquirir ingressos e deixar a vontade crescer dentro de você!







E agora vamos com uma série da Netflix que, apesar de ser de um streaming que cada vez mais consegue ter suas séries muito bem visualizadas e divulgadas, o marketing da série não foi pesado de maneira alguma. E ainda assim, é fácil de encontrar informações sobre ela.
Seguindo a ideia de séries que fossem rápidas e distraíssem minha mente, acabei tendo mais uma surpresa ao verificar essa série alemã.

Para quem não sabe, a série é baseada em fatos reais. Em 2015 um jovem foi preso na Alemanha, por vender 600 kg de drogas online, em um site na deep web chamado Shiny Flakes. Ele acabou recebendo 15 anos de prisão e nos dando conteúdo para essa série de comédia, com episódios curtos que te prendem facilmente.

Claro que quando pensamos em adolescentes, escola e drogas... a combinação parece totalmente desastrosa. Porém, diferente de muitos seriados que abordam drogas como tema, Como Vender Drogas Online, é uma série quase didática sobre a venda do produto.
Acompanhamos uma dupla de jovens amigos considerados nerds, Moritz (Maximilian Mundt) e Lenny (Danilo Kamperidis) que parecem seguir o dia a dia de escola, cada um com suas vidas e problemas. Um com uma mãe ausente e o outro com uma doença que há um tempo vem lhe garantindo apenas alguns anos de vida. Até que um dia, Moritz acaba perdendo sua namorada, Lisa (Anna Lena Klenke), depois que ela volta de intercâmbio e procura novas experiências de vida.
Ao notar que ela o troca pelo belo garoto da escola, Dan (Damian Hardung), que sempre fornece algumas drogas em festas, Moritz entende que quer o superar nisso. E é quando ele se vê com uma quantidade absurda de comprimidos e sabe que precisa se livrar disso.
Ao lembrar de um trabalho que tem feito com seu amigo Lenny, onde ambos tentam apresentar um novo aplicativo de games, o mesmo usa de seus conhecimentos e faz o mesmo na deep web, começando todo um serviço de contrabando online.





A base toda é simples assim. Para uma série que aborda esse assunto, somos agraciados com vários pensamentos do personagem principal, que nos narra tudo de maneira simples (muitas vezes falando diretamente com o telespectador) e vamos notando como uma simples motivação amorosa pode mudar muita coisa na vida dele e de quem ele tem ao redor.
Não se engane ao achar que a série é suave demais e não vai direto ao ponto. De maneira ainda bem explicada, a série explica efeitos das drogas em diversos momentos, assim como as consequências que as escolhas de nossos personagens terão. A série ainda é para maiores de 18 anos, mostrando o por quê de jovens procurarem a fuga em drogas, seja apenas por diversão ou realmente por motivos maiores.

De toda maneira, se for uma série que ainda não havia ouvido falar, se tiver a idade correta ;D e quiser experimentar uma dose de realidade mostrada de uma maneira mais didática, com diálogos rápidos, episódios com menos de 30 minutos, totalizando 6 episódios nessa primeira temporada... recomendo!!

Para saber um pouco mais, você pode conferir o trailer AQUI