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Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

E aí me deparo com uma autora que simplesmente amo (apesar de não ter lido tantas coisas da mesma), com um estilo que nem sempre me atrai.
Aqui, Meg Cabot nos apresenta uma trama de época para um público juvenil.
Como alguns já devem saber, a autora já escreveu muitos livros com a temática, porém para um público mais adulto e assinando com o nome de Patricia Cabot.

Como a sinopse já mostra, acompanhamos a jovem Victoria, com uma mudança completa na vida e um amor que vem do nada, a deixando sem chão e querendo provar que é possível ter um noivo e ser capaz de fazer coisas incríveis.
A base da história é simples e não deixa tanto mistério. É evidente que Jacob Carstairs se mantém perto de Victoria com motivos pessoais, especialmente com a relação que possuem um com o outro, cheia de farpas e inimizade. O que não impede a leitura de ser tranquila e ir nos surpreendendo aos poucos.

Bem, Victoria acreditava que aquela era a cruz que pessoas como ela tinham de carregar. Era bastante provável que as ações mais altruístas da jovem jamais fossem reconhecidas por aqueles afetados por elas. Era triste, porém verdadeiro.



Mas, é mais quando Victoria realmente chega ao local e está na casa de seus tios que vemos como a garota tem uma personalidade forte. É notável o quanto ela acha que as mulheres na Inglaterra são frágeis demais e adota a postura de garota que resolverá tudo. Desde um jantar, ao comportamento de uma prima dramática até resolver relacionamentos dos outros. Exceto o que ela mesma tem.

Como outros livros da autora, temos uma escrita simples, com um humor interessante, guiado por uma personagem que não se deixa abalar facilmente. A questão é que algumas pessoas podem se incomodar com a escrita simples e rápida demais. Ainda acho que a ideia de um livro juvenil se aplica bem, mas os leitores mais assíduos podem se sentir lendo algo levemente superficial. Algumas relações não são tão aprofundadas, o que não me incomodou de todo. Noto que o foco era Victoria e sua personalidade.

Uma coisa era destruir permanentemente a própria vida. Outra bem diferente era destruir a vida de pessoas que ela passara a amar. 


Porém, não se deixem enganar. Apesar de uma personalidade forte, Victoria sabe ser extremamente irritante e tem como objetivo absurdo o tal casamento, especialmente por ter encontrado um homem bonito, rico e que segue a moda exigida para a época.
É a típica personagem que sente que tem obrigações, mas não quer reconhecer o que realmente sente. E, quando começa a notar, ainda insiste em seguir por outro caminho por simples birra. Ou seja, não é um livro para todos.

Talvez o fato de não ter o costume de ler livros de época tenham me feito ter um pouco mais de paciência com a garota. Ainda mais por ter lido sem ter ideia da sinopse e enredo. A surpresa sempre fica melhor assim.

Para aqueles que procuram uma leitura leve, tão característica da autora...recomendo. Leia com a mente aberta, esperando algo rápido, simples e bom para passar o tempo. Um livro para leitores mais novos, sem apelo sexual.
O livro tem seus altos e baixos, mas me prendeu o suficiente =D


Ele parecia achar que desejar alguém era melhor que precisar de alguém, mas Victoria não estava muito certa disso. 





Sinopse: A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja – mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição.


E aí temos um livro que começa com o clichê básico de uma garota que muda de cidade, depois de ter conhecido um garoto que poderia ser o grande amor de sua vida e enfrenta grandes dificuldades em se adaptar.
Cassie é a típica garota que ajuda a primeira pessoa que encontra com problemas, cheia de atitude, mas conforme as primeiras páginas vão sendo lidas, fica bem evidente que ela se colocou em uma posição de vítima, da qual não sabe sair e faz de tudo para ficar em seu canto, em paz, esperando que as inimizades que arranjou com a grande mudança, apenas a esqueçam.

E, como todo bom livro, a garota perdida encontra a amizade de alguém que a ajuda e dá conselhos apenas pela grande bondade de seu coração. É evidente que Diana é mesmo uma boa garota, adorada por muitos e todo aquele tipo de coisa que só de olhar a garota bonita e simpática, Cassie já sente que encontrou algo positivo em todos aqueles dias ruins. Sente que encontrou uma melhor amiga, quase irmã.

“Uma angústia percorreu Cassie. Preocupação pela avó que ela não conhecia – e mais alguma coisa. Um tipo de prenúncio pela expressão no rosto da mãe, de alguém prestes a dar más notícias e que não conseguia encontrar as palavras.”


Posso dizer que o livro não é longo, mas, ao mesmo tempo, alguns assuntos demoram para se desenvolver. O bom é que, apesar de lento, parece que a introdução de cada personagem acontece no momento certo. Conseguimos entender bem como Cassie ainda se mantém em uma posição perdida, apesar de começar a fazer parte de algo maior. Ou como a personalidade de algumas pessoas ao redor vão mudando de boa para má.

Depois da pequena enrolação, a parte interessante sobre um livro que é claramente sobre bruxos(as) e magia, começa a acontecer. Além da verdade sobre sua família e de todos seus vizinhos, Cassie acaba tendo que esconder seus sentimentos intensos para não perder a única amizade que sabe ser verdadeira.

“Veio-lhe um pensamento, como se uma vozinha do fundo dela sussurrante. ‘O cordão prateado nunca poderá ser rompido. Suas vidas estão ligadas. Não podem escapar um do outro mais do que podem escapar do destino’.”


Agora, vale dizer que é um livro que te faz odiar situações e personagens, mas que te prende de uma maneira bem esperta, te fazendo querer ler toda a continuação para entender onde todo o caos vai dar. Como disse, a situação interessante sobre magia demora mais do que o necessário para acontecer, mas o final do livro vai sendo preenchido com momentos interessantes e de tensão.
Ainda acho que a personagem principal é a típica garota que se enfia em problemas por não olhar toda a situação e pensar melhor para ter uma decisão melhor. Porém, não deixa de ser interessante.

Sinto que pode ser uma série boa, com doses de magias, rituais e com todo um passado e background que, por enquanto, gosto de acreditar que será bem construído. Especialmente depois da série de televisão ter sido cancelada depois da primeira temporada e me deixado com uma grande saudades.

O livro evidentemente é bem diferente da série, mas acho que vale a pena ser conferido, sim =D


Ela não sabia que mulher tinha dito isso, mas ecoou em sua mente sem parar. Mesmo enquanto a escuridão a cobria, ela continuava ouvindo Sacrifício...Sacrifício...Sacrifício...




Resenha: Em Nova Orleans, um par de assassinos em série não-mortos estão prestes a transformar o Mardi Gras em um show de terror - a menos que o imortal Bones possa caçá-los primeiro. De Jeaniene Frost vem uma emocionante novela de prequel com personagens de sua série de Night Huntress do New York Times. Originalmente apareceu na antologia não consolidada.


E vamos lá! Dessa vez, um livro curto, com suas quase 60 páginas e que nos leva para o começo do mundo de Night Huntress.
O livro se passa antes do primeiro, A Caminho da Sepultura, o qual já fizemos uma resenha que você pode ler, clicando aqui =D


Morte ele podia dar, sim. Mas, no momento, ele gostaria que pudesse dar esperança também, mesmo que não houvesse nenhuma para Jelani e, talvez, nenhuma para si mesmo. 


O livro apresenta Bones, o personagem que conhecemos no primeiro volume da série, mas que ainda não sabemos muito a respeito. Na verdade, para um vampiro de tantos anos, o conto também não volta muito ao seu passado, mas foca em alguns casos de assassinato e nos apresenta uma certa hierarquia de sobrevivência dos seres sobrenaturais.
Vemos como tudo tem um líder e como a maioria apenas segue obedecendo ou sofrendo consequências por serem "rebeldes".

Todo mundo tem que morrer um dia, Bones pensou com amarga determinação. Vamos, bastardos. Vamos ver se vocês tem o que é preciso para fazer de hoje o meu dia. 


O livro é curto, mas muito bem escrito. Conhecemos não apenas vampiros, mas ghouls e magia. O enredo te prende com um suspense e a personalidade de Bones que não é tão engraçadinha, mas que te prende de toda maneira. Ele sabe quem é, sabe tudo o que pode conquistar e é ágil. Enquanto tenta resolver o problema ao qual foi contratado, ainda tem que lidar com alguém o perseguindo e tentando acabar com a sua vida.

No fim, acho uma pena que a editora não tenha lançado o conto, que seria um 0.5 na série toda. Mas, nem todas as editoras fazem isso de qualquer maneira.
Ainda assim, para uma leitura bem rápida, foi um livro interessante e que vale a pena conferir, mesmo que ainda nos deixe curiosos sobre toda a vida de Bones, desde o começo. ;D



Haviam coisas piores pela qual morrer do que assegurar uma longa e negada vingança. Mais cedo ou mais tarde, todo mundo morria.




Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu. Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.


E acabei pegando esse livro depois de uma indicação de nosso colaborador, Lucas =D
O livro foca em algo bem importante e que todos sabemos que já deveria mais do que ser aceito. Simon é gay. E, como a maioria, ele não entende a necessidade de ter que se assumir para todos. Assim como ele espertamente cita que héteros não precisam sair do armário, não é mesmo?


Ele falou sobre o oceano entre as pessoas. E que o objetivo de tudo é encontrar uma margem até a qual valha a pena nadar.


O livro é bem simples. Temos o dia a dia de Simon, a convivência dele com amigos importantes, alguns de infância e outros mais recentes. E, como maior plano de fundo na história, Simon está se comunicando com outro garoto gay, o qual ele sabe poucas coisas pois os dois preferem se manter no anonimato. E é em um dia de conversa, onde tudo o que Simon quer fazer é desabafar e se sentir bem, que algo atrapalha essa rotina e ele se vê em um caminho estranho, sendo chantageado por alguém que ele nem esperava que pudesse descobrir seus reais sentimentos.


Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo.


E, enquanto Simon tenta preservar e manter em segurança seu relacionamento com "Blue", notamos que a história se torna calma, envolvente e não tão dramática quanto o esperado. Em vários capítulos vamos notando a interação entre os dois garotos, como eles se completam com pequenas observações, dando o máximo para fazer parte um da vida do outro, respeitando o limite de anonimato que eles mesmos traçaram. Mas, é claro, as coisas começam a ficar mais profundas para Simon, que tenta encontrar Blue em cada garoto próximo a ele.


Você já se sentiu preso dentro de si mesmo? Não sei se isso faz algum sentido. É que, às vezes, parece que todo mundo sabe quem eu sou, menos eu.


Acho que todo o enredo mostra aquele lado simples e complexo de estar no ensino médio, lidando com amigos e aqueles primeiros sentimentos importantes de paixão. É quase nostálgico. O livro também aborda uma diversidade muito grande, fugindo do padrão em ter todos os personagens brancos ou heterossexuais. E, também não cita apenas um religião, o que já mostra como todos podemos ser tão diferentes e iguais ao mesmo tempo, cada um com suas qualidades.



Como comentário extra, você não acha que todo mundo devia ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo devia ter que declarar o que é; devia ser uma coisa bem constrangedora, não importa se você é hétero, gay, bi ou sei lá o quê. Só uma ideia. 



Becky Albertalli conduz a história de jeito calmo, mas não deixa nenhum enredo sem fim e tudo vai se interligando perfeitamente. Ela conta uma história sobre ser jovem, adolescentes, olhar o mundo e entender que escolhas precisam ser feitas e que nem tudo se resume a quem você ama ou não.

Provavelmente, nunca vou ter um namorado. Estou ocupado demais tentando não me apaixonar por alguém que não é real.



Admito que acho o Simon um personagem levemente egoísta, mas fica fácil relevar algumas coisas ao lembrar que é apenas um adolescente querendo preservar algo muito pessoal. E todo o enredo tem personagens com diferentes personalidades, o que acaba preenchendo mais ainda a história. A leitura é simples, sem grandes surpresas apesar de trazer algumas boas reviravoltas. Também posso admitir que esperava saber um pouco mais de Blue, talvez do ponto de vista dele, mas acho que estou apenas mal acostumada com alguns livros.

Tem uma grande parte de mim que eu ainda estou experimentando. E não sei como ela se encaixa. Como eu me encaixo. É tipo uma nova versão de mim. Eu só precisava de alguém que conseguisse aceitar isso. 



É um livro com um ritmo tranquilo, onde os personagens não desenvolvem absurdamente, apesar de alguns terem mudanças notáveis. O que não considero de todo ruim pois nenhum adolescente muda da noite para o dia, O final acaba sendo um pouco amplo, nos deixando imaginar algumas coisas para Simon e outros personagens, mas não é de todo ruim.
Esperava um pouco mais do livro, em um todo, mas trás toda uma mensagem importante e mostra um pouco do que muitos adolescentes (ou não), ainda enfrentam todos os dias.
=D


As pessoas são mesmo como casas de quartos grandes e janelas pequenas. E, talvez seja mesmo uma coisa boa que a gente nunca pare de surpreender os outros. 







Sinopse: “Maior fenômeno de poesia dos EUA na última década, há mais de 40 semanas no topo das listas de best-sellers Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume – publicado nos EUA como “milk and honey” – é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.”

como é tão fácil para você
ser gentil com as pessoas ele perguntou

leite e mel pingaram
dos meus lábios quando respondi

porque as pessoas não foram
gentis comigo



E antes de mais nada, vamos falar um pouco sobre a autora =D
Rupi Kair nasceu em Puajab, na Índia e mora em Toronto desde que tinha 4 anos de idade. É uma poeta feminista que começou a divulgar seu trabalho utilizando o Instagram.

eu não fui embora porque
eu deixei de te amar
eu fui embora porque quanto mais
eu ficava menos
eu me amava


Ela mesma teve uma foto banida de sua rede social, depois de postar uma foto dela mesma deitada, menstruada. O que só deu mais espaço para a mesma trabalhar com mais fotos, quebrando alguns tabus sobre menstruação.


a ideia de que somos tão capazes de amar 
mas escolhemos ser tóxicos



Outros Jeitos de Usar a Boca foi lançado em 2015 e ficou um bom tempo na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro segue o caminho da vida das mulheres, dividido em quatro partes: A dor, O Amor, A Ruptura e A Cura.

você estava tão distante
que esqueci que você estava lá


As partes são feitas e descritas por meios de poemas que parecem bem particulares, mostrando como a mulher vê a si mesma e o que a sociedade espera dela, assim como pessoas próximas. E para tornar tudo mais intenso, alguns poemas seguem assuntos mais tensos e que não devem ser ignorados como abuso, preconceito, violência e toda a luta do dia a dia pela qual todas as mulheres passam.
Os poemas não se resumem apenas em situações românticas, mas no relacionamento da mulher com mais homens, como os próprios pais.

é simples
acredite quando eles dizem 
que você não é nada
vá repetindo
como um mantra
eu não sou nada
eu não sou nada
eu não sou nada
tao concentrada
que o único jeito de saber 
que você ainda existe é
o seu peito ofegante



O livro tem uma linguagem bem simples, seguido de ilustrações mais simples ainda e não menos tocantes.
Talvez tudo isso tenha sido a dose perfeita para a transmissão de mensagens importantes que fizeram do livro algo notável.


acima de tudo
quero te salvar de mim



Posso dizer com toda tranquilidade que é um livro que tantos homens como mulheres deveriam parar e ler. Eu li em alguns minutos e a leitura vale muito a pena.
Um livro com uma mensagem de emponderamento e sensibilidade enorme!

você sussurra
eu te amo
o que significa é
não quero que me abandone







Outlander é simplesmente aquela série que você ama. Ainda ama mais pelo fato de que ela existe pois os livros são gigantes e já existem mais de 8 publicados (Será que são só 8 mesmo?!).

A autora dos livros é Diana Gabaldon e há quem diga que série e livros são muito parecidos, ao passo que se pode ler, assistir, ser feliz e não sofrer com isso. Mas, vamos comentar sobre a história que é o motivo disso aqui.

Somos apresentados a uma mulher que passou por muitos momentos difíceis e está finalmente curtindo seu casamento, Claire foi enfermeira durante a guerra e seu marido, que também serviu durante a Segunda Guerra, está finalmente livre das necessidades do exercito.
Claire e Frank são extremamente fofos... mas não se apega não!

Durante a viagem de seu marido em busca de detalhes históricos sobre seus antepassados diretos, eles se deparam com um grupo misterioso de mulheres, ao passo que Claire, fascinada com as ervas que elas cultivam e também brotam na região, sai em uma aventura.

Bom, a aventura dura mais que o esperado. Claire vai parar 200 anos no passado, em terras escocesas e de cara com o maléfico Black Jack, antepassado de seu marido. Como nem tudo é desespero, o acaso leva o caminho dela ao do escocês Jaime Fraser.

Meet the Devil...ops! Esse é o Jamie Fraser...ou o escocês que vai te encantar...


Bom, você já deve ter sentido que vai rolar muita tensão. Não é como se ela pudesse esperar 200 anos para voltar ao seu tempo, ou simplesmente chamar um gênio da lampada e mudar isso. Além de não saber se isso é realmente permanente e o quanto da história poderia ser alterada com sua presença.

Em paralelo, temos o marido de Claire, Frank Randall, que ficou no "presente". Ele não sabe o que aconteceu com sua esposa e, como todo homem, está em desespero atrás de respostas ou do "sequestrador" de sua esposa.

Será preciso tempo para que tanto Frank, quanto Claire possam acreditar em magia para levá-la de volta, afinal o passado pode não ser bonito, mas tem algumas das melhores distrações. Podendo uma delas ser uma mudança drástica nessa mulher forte do século XX.

A série é uma constante de destruição para qualquer fã.
As mudanças são constantes e tem horas que você torce por simplesmente um momento de certeza. Não conte com esse momento. Tudo muda e ninguém é completamente mocinho, todos tem boas e más intensões.
Super vale a pena (e não é só pelos caras bonitões!) e tem a primeira temporada no Netflix!




Sinopse: No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.


E agora...temos personagens novos e vermelhos que se juntam a prateados.
Sanguenovos que se tornam guerreiros incríveis e prateados que começam a entender qual batalha realmente devem lutar.
Como terceiro livro da série, recomendo novamente que, caso não tenha lido os outros livros... vá fazer isso, agora!
E caso queira ler as resenhas anteriores, clique AQUI para o primeiro livro, e AQUI para o segundo.

É engraçado, mas antes eu achava que meu maior medo era ficar sozinha. Agora nunca fico só e nunca estive tão aterrorizada. 


Depois de Mare ter se aproximado mais da Guarda Escarlate no segundo volume da série, Espada de Vidro, e depois de ter tentando encontrar os sanguenovos antes de Maven...tivemos um final tão absurdamente tenso que foi sofrida a espera para ler esse livro.

E finalmente a espera terminou e o enredo começa a se desenvolver depois de um mês da captura de Mare, onde ela se rende e deixa que Maven a leve. Mare está de volta ao castelo, como prisioneira e tentando lidar com a perda de seu irmão, Shade.

É cruel ter esperança quando não há nenhuma.


Os primeiros capítulos pela visão de Mare são intensos. Ela vive presa, com prateados que usam seus poderes e pedras silenciosas para manter o poder elétrico da garota, sob controle. Ela mal come, vive irritada, e vai de ter esperanças à sentir que morreria ali mesmo, velha, sem nunca mais sair ou ter qualquer liberdade. Mare pensava em todos lá fora, ao mesmo tempo em que controlava o que sentia e pensava, para conseguir sobreviver.



E, finalmente, a dor aflita, a verdade vazia que me perseguiu em todos os momentos da minha antiga vida: eu estava condenada. Ainda estou. 


E, ao mesmo tempo em que queria odiar Maven,o mesmo a tratava de maneiras que a deixavam confusa quando finalmente dava o ar da graça. Por sorte, não é um daqueles momentos em que a prisioneira se apaixona pelo pior cara, especialmente aquele que mais a magoou.
Não.
Mare sabe muito bem quem Maven é e, apesar de se compadecer um pouco em alguns momentos, é esperta o suficiente para jamais se deixar levar.


Eu queria que isso acontecesse. Queria cair para longe de suas mãos, encontrar o chão e me estilhaçar em mil pedaços.


E não pensem que esse tempo em que Mare é aprisionada dura pouco. Não, não dura. A autora consegue nos manter presos junto dela, com um desenvolvimento lento e perfeito. Ela dosa cada momento, entre os muitos altos e baixos dentro de Mare.

Sinceramente? Eu queria que o livro inteiro tivesse durado mais. E isso porque eu mesma fiquei muito aflita todo o tempo, desejando que Mare fosse salva ou que encontrasse uma maneira de escapar. E isso até acontece algumas vezes. Mas nada sai como o esperado e isso sempre me deixava de boca aberta.


É a voz de Maven. Não de Maven, mas de Maven. O garoto que pensei conhecer. Doce, gentil. Ele mantém essa voz guardada, pronta para ser sacada e empunhada como uma espada. Trespassa meu coração, como bem sabe. Sem querer, sinto saudade de alguém que não existe. 


Agora, como uma outra maneira de fazer tudo se tornar bom, sem cansar....Aveyard equilibra alguns capítulos indo para a mente de outros personagens. E você deve pensar que ela pegou Maven, Cal e até Farley. Porém, não. Eu acho que a autora teve uma sacada genial em mostrar personagens mais secundários ainda, com seus interesses pessoais e dispostos a dar sua vida por uma causa. Até personagens mais egoístas, com interesses pessoais que garantissem sua felicidade e de mais ninguém. E preciso admitir também que ansiava por esses capítulos, com uma visão diferente de tudo e que davam aquela guinada absurda na leitura.


Eu me desesperaria se pudesse, mas meus dias de lamentar acabaram há muito tempo. Tiveram que acabar. Ou então eu viraria uma boneca de paco arrastada por uma criança, completamente vazia.


Ah!! Sei que Cal é um personagem que divide opiniões, mas...durante boa parte do livro, ainda me parece o personagem em cima do muro, que não entende bem o que quer e que cede com facilidade. Isso muda, um pouco, até ele me surpreender em alguns outros momentos. E não direi se foi de jeito bom ou ruim. ;D

É estranho que tantos deles se considerassem deuses ou escolhidos de um deus, Abençoados por algo maior. Elevados ao que somos. Quando todas as provas apontam para o contrário. Nossos poderes vieram da corrupção, de uma praga que matou a maioria. Não fomos escolhidos, mas amaldiçoados. 



Então, com essa mudança de personagens sendo o foco, vamos desde um jogo absurdo com questões psicológicas e a luta pela sobrevivência, até momentos mais racionais, onde é necessário bolar estratégias, pensar além e tentar derrubar planos políticos que estavam em andamento. O livro te deixa questionando tudo e todos. O que, para mim, faz uma trama te prender dia e noite. Eu teria lido muito mais rápido se a vida tivesse permitido, mas gosto de ir com calma, ainda mais porque não temos uma previsão para o quarto livro da série.

... a esperança, não importa quão pequena, não importa quão impossível, pode se tornar realidade.


Posso dizer, tranquilamente, que é o melhor livro da série.
Pelo menos, até agora. Temos momentos calmos, momentos de tensão, pessoas indo e vindo, felicidade, tristeza, tramas e reviravoltas absurdas. E toda a parte política que guia a história é muito, muito boa. É quase possível entender o lado do pior personagem, enquanto vemos outra batalha rolando para vidas serem salvas e, no fim, tudo parece se perder em algo ruim.

- Uma cela é uma cela, não importa como você a decore - retruco com desprezo. Ele não pisca. 
- E uma guerra é uma guerra, Mare Barrow. Não importa quão boas sejam suas intenções.  


Não sei ainda como vou lidar com a eterna espera, mas posso garantir que a leitura desse livro não gera qualquer arrependimento.
O final é de tirar o fôlego, como o segundo livro da série e já estou sofrendo pela longa espera. Por favor, leiam e sofram comigo.
Não irão se arrepender =D


Agora entendo que não sabia o que era amor. Nem como um coração realmente partido pode doer. Não sabia como era ficar diante de quem mais importa e ouvir que você não é suficiente. Não ser escolhida. Ser uma sombre para quem é seu sol. 





Sinopse: Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras? 

Aviso desde já que este é o segundo livro da série, então, caso ainda não tenha lido Reiniciados, favor, tomar cuidado. Ou ler a resenha AQUI

Mais uma vez, a autora nos envolve em uma trama cheia de acontecimentos, com Kyla começando a perceber melhor as coisas que acontecem ao seu redor. Porém, a evolução do livro acontece de maneira muito lenta. Na verdade, um pouco mais lenta do que eu realmente esperava.

Às vezes sinto que sou ela, como se eu fosse dominada por suas memórias e por quem ela foi. Às vezes, como agora, ela desaparece, como se nunca tivesse existido. 


Depois dos acontecimentos do primeiro livro, ter usado de tanto poder e agressão acabaram deixando Kyla confusa. Seu Nivo não representou o papel que deveria, não mantendo suas emoções sobre controle ou a apagando em momentos extremos. Seguindo essa linha de confusão, Kyla começa a ter mais flashs de um passado que ela não fazia ideia que existia. Porém, quanto mais descobertas vão surgindo, perguntas vão se acumulando dentro dela e ela sabe que não pode viver cada novo dia dessa forma.


Assassinos ou terroristas. Como eu. Estão felizes. Será que se importam com quem foram? Se minha Reiniciação tivesse funcionado como deveria, eu estaria sorrindo com eles. 


Além de notar que sua vida pode ser divida em duas...duas pessoas diferentes, personalidades diferentes e objetivos distintos...Kyla ainda tenta entender o que aconteceu com Ben, se recusando a acreditar que ele havia morrido. Mas toda a incerteza só ajudava a acumular mais ansiedade dentro dela até ela mesma começar a se encontrar em um caminho sem volta.

Temos personagens novos surgindo, para ajudar ou até deixar a personagem principal mais divida. É evidente que a autora gostou mais de explorar dúvidas, pensamentos, arrependimentos e incertezas do que ir para a ação propriamente dita. Por isso sinto que o livro foi um pouco mais massante que o primeiro. Ainda mais quando Kyla se questionava as mesmas coisas o tempo todo. A repetição fez o enredo ficar um tanto quanto cansativo.


É como dois tren em alta velocidade, em rota de colisão, se aproximando mais e mais, em direção ao desastre. 


Mas, não posso negar que o livro engloba muita coisa, por mais lentamente que tenha sido. Teremos suspense, drama e ação. E, o lado bom de toda distopia, ainda é evidenciar como o bem e o mal são duas coisas muito difíceis de definir, ainda mais quando você mesma não sabe em que lado está. Existe uma parte de política e domínio sobre as escolhas dos outros, que é bem grande. O que nos deixa mais sem fôlego.

Admito que o livro me cansou um pouco e levei muito mais tempo do que esperava para conseguir terminar. O final foi uma surpresa boa, com reviravoltas que eu não esperava totalmente e posso considerar o ponto alto do livro. Sem contar que Kyla começa a possuir aquilo que alguns personagens ganham...nossa falta de paciência =D
Ela se torna tão confusa e insegura que uma chacoalhada nela poderia ter ajudado um pouco. Mas, o engraçado é que, se eu me colocar no lugar dela, também não faço ideia de como agiria. O que me dá um pouco mais de empatia.


Por muito tempo fui empurrada para um lado, depois para o outro; entre quem eu era e quem eu sou. Mas quem eu quero ser? Quem eu sou agora e o que eu faço, agora, será decidido por mim e apenas por mim. 


Cito também que gostaria que Katran tivesse sido um personagem melhor aproveitado nesse livro. Talvez, dar uma quebra nos muitos pensamentos de Kyla e nos mostrar um pouco mais do lado dele, tivesse sido interessante. Mesmo que muitas surpresas tenham vindo com a ausência de informações sobre ele, ainda acho que poderia ter sido um adicional muito bom à história.

Mas é isso. Um enredo muito bom, mas não totalmente bem utilizado e desenvolvido. Porém, a ideia base está viva ainda e quero muito saber como termina. Assim que der, volto com uma resenha do último livro da trilogia =D
Recomendo que, se leu o primeiro, continue arriscando e lendo, mas com um pouco de paciência. ;D


Ver o que assusta você e entender seu significado não diminui o terror. Ele ainda tem o poder de partir seu coração, diversas vezes. 





Sinopse: Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.



E depois de poder ter tido a chance de conhecer o autor enquanto ainda trabalhava na livraria, finalmente consegui ter um tempo para ler o primeiro livro da série de Taran. Porém, ainda assim, demorei mais do que queria para terminar o livro, mas posso dizer que é uma leitura bem interessante.

Como muitos outros livros, comecei sem ter lido a sinopse, deixando que a surpresa fosse me conquistando a cada página. O que foi uma ideia muito boa, ainda mais porque assim eu não crio tantas expectativas e me surpreendo mais, apesar de ter ouvido muita coisa boa sobre o livro.

Se não formos capazes de enfrentar as adversidades unidos, então já estamos derrotados.


Aqui, vamos seguir o caminho do jovem de 15 anos, Fletcher, um garoto que foi abandonado ainda quando bebê, sendo criado pelo ferreiro de Pelego, Berdon, que o criou muito bem e o transformou em seu aprendiz. Fletcher vive a vida aprendendo, seguindo sua rotina, sendo alvo de maldade para alguns filhos de pessoas mais importantes, mas tentando ser o melhor que pode, com o que pode.
E é claro que toda essa trama acaba mudando quando em um dia de vendas, Fletcher esbarra em um antigo oficial, que tinha a posse de um livro que tentava vender a todo custo, que ele encontrou de um conjurador morto em batalha. E é bem aí que tudo começa a mudar.

Fletcher acaba conseguindo um pouco mais do que o livro, algo que prefiro deixar em segredo para toda a trajetória ser melhor, e acaba indo parar em Corcillum, diretamente para uma escola de aprendizes, Vocans.
Acho que a partir dai vamos sempre tendo um pouco mais da personalidade de Fletcher, que se mostra um garoto disposto a ajudar qualquer um, mesmo que não seja totalmente confiante sobre si mesmo. Ele tem esperanças, claro, mas é legal ver como sua personalidade vai mudando ao longo do livro. E ele não faz isso sozinho. Fletcher se rodeia de pessoas muito boas e ruins, que acabam tendo um peso enorme em tudo o que ele é e o que faz.

De alguma forma, as palavras que ele tinha deixado não ditas ao longo dos anos, eram do que mais se arrependia.



O livro é cheio de seres fantásticos, o que sempre me faz amar as histórias. Porém, preciso admitir que o livro tem um ritmo que não me agradou tanto. Ele não vai a lugar algum em certos momentos, mas a escrita do autor é tão boa que ainda te mantem ali, virando as páginas e desejando mais.
Acho que um outro detalhe que me incomodou foi a maneira como todos os jovens de 14, 15, 16 anos falavam, as vezes parecendo adultos demais. Entendo que cada enredo tem sua realidade, mas ainda me incomodava o fato de que falavam de jeito decisivo demais enquanto, por um, lado não sabiam bem o que fazer. Mas, são apenas detalhes porque o livro tem muitos personagens bons, ainda mais quando se trata de professores que vão guiando alunos tão perdidos quanto Fletcher.

O maior inimigo de um guerreiro pode ser também seu maior professor


O final já vem com um pouco mais de emoção, também. Onde todos começam a mostrar um pouco do que aprenderam, como anda a relação de cada um com seus demônios particulares e onde tudo vai dar. O final é bom, seguido de algo que já te deixa querendo ler o segundo livro o quanto antes, mas ainda me mantém sentindo aquele meio termo entre algo bom e algo ameno. Hum...
De toda forma, não muda o fato de que foi um livro bem interessante, com um enredo bom, histórias que iam se ligando e todo um contexto de passado, presente e futuro e que me deixaram super curiosa. Agora, é esperar para poder ler o segundo, que já tenho em mãos =D

Para todos que procuram um livro de fantasia, com orcs, elfos, anões e que gostam de uma leitura um pouco mais simples do que outros livros do gênero, recomendo tranquilamente ;D


Só que há um segundo caminho. Não sei aonde leva, ou quais são os perigos que nos aguardam nessa trilha, mas sei no fundo do meu coração que é melhor seguir o destino incerto do que aquele da gloriosa porém garantida derrota. 




Sinopse: Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.



Você não é uma aberração. Alguém gosta de você. Alguém precisa de você. Não tenha medo de deixar o castelo. Tem um mundo enorme e maravilhoso lá fora.


O livro, que trata de assuntos importantes, é guiado por dois personagens. Jack Masselin e Libby Strout. Enquanto Jack tem um distúrbio que muitos não conhecem, prosopagnosia, Libby tem que viver uma vida depois da perda da mãe e de ter sido resgatada da própria casa, por não conseguir sair da cama depois de engordar muito.

O livro segue de maneira calma, mostrando o dia a dia de cada um dos dois personagens e como eles vão encontrando forças dentro de si mesmos para conseguir enfrentar tudo.
Libby começa uma nova escola, com todo um novo pensamento depois de ter se esforçado muito para emagrecer. Apesar de ter bons resultados quanto a isso, ainda é uma garota que sabe que todos a consideram gorda e só tenta acreditar em si mesma e conquistar suas coisas. Ela começa seus dias de cabeça erguida, esperando que ninguém a reconheça como a garota resgatada e tenta manter como objetivo entrar para o grupo de dança da escola, já que dançar é sua grande paixão.

Penso em todos os motivos que listei antes: às vezes simplesmente somos escrotos, às vezes outras pessoas fizeram merda com a gente, às vezes fazemos merda por medo, às vezes fazemos merda com os outros antes que façam com a gente às vezes não gostamos de quem somos e tem aquela outra pessoa que sabe exatamente quem é, e isso pode fazer com que a gente se sinta ainda pior consigo mesmo.



Por outro lado, Jack começa todos os dias se olhando, tentando reconhecer a si mesmo e buscando em sua mente as pequenas características chave que o ajudam a reconhecer a si mesmo e sua família. Assim que consegue reconhecer os pais e irmãos, ele segue para a escola. E o livro já começa com um problema, com ele tendo que lidar com o fato de ter achado que a sua namorada era uma garota, e no fim, não era. Ainda assim, Jack mantém aquela pose confiante, que o faz ser popular e parecer um tanto esnobe. Ele sabe que para disfarçar algumas coisas, você tem que impedir que questionem muito sobre você e que tirem suas próprias conclusões, mesmo que te considerem um idiota.

É exaustivo ter que ficar procurando as pessoas que você ama.


Como quero evitar spoilers intensos, posso dizer que o livro se trata sobre evolução. De ambos os personagens e de muitas pessoas ao redor. Ele tem um ritmo tranquilo até demais, para mim. Algumas coisas se repetiam de jeito sútil, que não não me fazia cansar de ler, mas, que no fim, não iam a lugar algum. As coisas ficam mais interessantes quando o caminho dos dois se cruza, por causa de uma brincadeira totalmente idiota.

De repente, sinto que preciso lembrar. É isso que acontece quando as pessoas morrem. Elas começam a desaparecer se você não tomar cuidado. Não de uma vez, mas um pedaço aqui, outro ali.


Ah, antes de continuar uma análise para chegar até o fim... a autora usa de pontos não tão comuns em histórias, ainda mais com personagens principais. Jack é um personagem negro, que tem um super cabelo e que não pretende o cortar tão cedo. Assim como toda sua família, seu irmão mais novo é o tipo de garoto que gosta de usar bolsa e Jack sabe que ele terá problemas com isso e, apesar de ele mesmo cometer erros, tenta ajudar o irmão a ser quem é e o fazer feliz, independente das escolhas que o garoto mais novo vá ter conforme os anos passarem. Sem contar, claro, a prosopagnosia, que é algo que existe, sim, e muitos nunca ouviram falar.


Eu mudei quando tinha fez anos. Sofri bullying, fiquei com medo. Muito medo, de tudo, mas principalmente da morte. Da morte repentina, do nada. E eu também morro de medo da vida. Tenho um vazio enorme no peito. Toco minha pele e meu rosto e não sinto nada. Foi por isso que passei a ficar em casa. E a comer. E acabei aqui. Mas isso não significa que quero morrer.


E Libby...não é sempre que uma personagem como ela aparece nos livros, com uma personalidade forte, sabendo se defender, sendo quem é e sem precisar que segurem sua mão. Ela é a típica adolescente que quer amar um dia, mas não se prende a pequenos amores para poder ser alguém. Ela aprendeu a se amar antes disso, mesmo que tenha seus altos e baixos. Mesmo que sinta falta da mãe e aprenda a continuar seguindo seus dias, amando seu pai e seu gato, George.


Nunca sabemos quanto tempo ainda temos. O amanhã não está garantido. Talvez eu morra agora mesmo, bem aqui. Tudo pode terminar em um instante.


Mas, como nem tudo é felicidade, acompanhamos dois adolescentes que possuem seus problemas mais "comuns" e acabam enfrentando uma carga a mais, escondendo algumas coisas ou deixando outras bem expostas. Muitas vezes, eles mesmos não querem ser o alvo de tanta atenção, mas isso acontece e precisam lidar com isso, querendo ou não.

...lembrem-se: ALGUÉM GOSTA DE VOCÊ. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo. Principalmente você mesmo.


É um livro que mostra que palavras tem poderes, que julgamos as pessoas sem nem saber metade do que elas passam, seja aquele garoto popular que parece confiante ou a garota que se esconde em um canto e mal fala com alguém. Mostra que, apesar de termos nossos problemas e sofrermos, nem sempre nos atentamos e olhamos ao redor para notar que outras pessoas também passam pelas mesmas coisas e muito se resolveria com uma palavra mais carinhosa ou um gesto amigo.


É fácil dar às pessoas o que elas querem. O que é esperado. O problema é que perdemos de vista onde nós começamos e onde nosso falso eu, o que tentar ser tudo para todo mundo, termina.


Sinto que o livro acabou criando um tipo de relação interessante entre vários personagens, mas acho que pesou em sentimentos que eu não tinha certeza fazerem sentido ou que realmente sentiam. Acho que não estou acostumada com a simplicidade de algumas coisas, ainda mais no meio de um turbilhão de acontecimentos. Eu não me identifiquei tanto com isso, mas certeza que muitas pessoas se identificarão.


O mundo me fez entrar em pânico. O mundo fez isso. Principalmente o fato de ele nos dar pessoas para amar e depois tirar de nós.


No todo, acho que é um livro importante, sim. Que nos faz abrir os olhos para o que acontece ao redor e nos ajuda a pensar um pouco mais em como tratamos as pessoas e a nós mesmos. É aquele tipo de livro que te faz pensar, no bom, no ruim, no mediano...e mostra que tudo importa. Vale a pena, sim =D


- Não é seguir em frente. Libbs. É continuar de um jeito diferente. É só isso. Levar uma vida diferente. Em um mundo diferente. Com regras diferentes. Nunca vamos deixar aquele mundo para trás. Só vamos criar um novo.








Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.

E lá estava eu, quase na metade do último livro da trilogia da autora Victorua Aveyard (A Prisão do Rei), quando me dei conta de que não havia parado para ler este livro =O
Parei tudo o que fazia e comecei a ler.
Posso dizer que foi uma experiência um tanto quanto ok, mas que me decepcionou um pouco.

Contém spoilers

Para explicar melhor, o livro contém o conto Canção da Rainha, onde temos toda a visão da adolescência de uma prateada, de família nobre porém em decadência, Coriane Jacos. E, Cicatrizes de Aço nos mostra uma parte da luta de nossa já conhecida Farley, uma das líderes da rebelião pela Guarda Escarlate.

O bom do livro é que ele nos mostra o quanto uma prateada, que conhecemos como pessoas fortes, com poderes tanto físicos, mentais e riquezas...pode ser insegura e fraca. E, por outro lado, nos mostra o quanto uma vermelha pode ir além dos laços de família e se provar uma pessoa forte e que se mantém firme em seus objetivos. São contos reflexivos, que apontam um grande lado político em ambos os lados e mostram que as lutas não são tão diferentes quanto eles pensam.

Mas há diferenças entre uma vela solitária na escuridão e o clarão do sol. 


Agora, observações mais pessoais. Com o conto da Coriane, eu sinto que faltou um pouco sobre a história dela e da família. Entender, mesmo que rapidamente, como a família acabou ficando daquela maneira, apesar de ser evidente que o pai não era uma pessoa muito racional, que pensava o suficiente em si mesmo e ia fazendo a família afundar. Enquanto isso, Coriane se via presa em uma vida onde uma prima mais idosa, Jessamine, sempre ia até ela para lhe ensinar bons modos, com toda aquela estranha esperança de que a família ainda seria notada. E que, independente disso, uma garota deveria saber se portar.

E é nesse enredo que também conhecemos um pouco de seu irmão, Julian, e sua amiga, Sara.Apesar de ser algo rápido, podemos notar que Julian também tenta encontrar sua própria maneira de fugir daquela vida.

As coisas mudam quando, de alguma forma que também é contada aos pedaços rápidos, vemos Coriane ser a escolhida pelo príncipe, para ficar ao seu lado e se tornar rainha um dia. O grande problema é que, como sua família politicamente fraca, Coriane cresceu com pensamentos negativos e tudo isso se agravou conforme ela foi subindo ao lado de Tiberias VI. A única certeza que Coriane tinha é que, conforme as desgraças iam acontecendo em sua vida, ela sabia que alguém estava mexendo com sua mente. E isso se deixa bem claro o quando outras personagens se ficam insatisfeitas com Coriane.
Acho que, apesar de ser um conto que mostra muita coisa, admito não ter sido muito fácil de ler. Por muitas vezes quis chacoalhar Coriane e a fazer erguer mais a cabeça, mas...ainda é interessante notar como ela, sendo prateada, consegue admirar o trabalho de vermelhos e olhar ao redor, não apenas para si mesma. Apesar de ser uma pessoa extremamente insegura e negativa, o que a faz se fechar um pouco.

Conseguimos o que ninguém mais consegue. Sobrevivemos. Agora preciso fazer isso sozinha. Agora tenho que proteger outros e carregar a vida deles - e também a morte - nas minhas costas.


E, no outro lado, temos Farley. E eu admito que era tudo para ser um conto muito interessante, se não fosse o esquema escolhido pela autora de mostrar a comunicação entre líderes e afins, com suas mensagens codificadas. Pode ser uma opinião bem pessoal, mas me cansava muito ter que ficar lendo as várias mensagens que mais serviram para quebrar o ritmo da história do que para agregar algo.
Mas esse pequeno detalhe não nos deixa de ver a garota que cresceu sabendo que os prateados abusavam do poder, em uma família que desde muito cedo começou a lutar contra isso e a querer melhorar as condições de vidas dos vermelhos. E, por meio da visão de Farley, conseguimos entender mais sobre a Guarda Escarlate, como eles agem e tudo o que fariam para derrubar o comando prateado.
Acho que o melhor do conto é que ele é o que mais agrega aos livros atuais, nos fazendo entender um pouco mais desse grupo, sem contar que Farley tem uma personalidade muito forte e boa de se seguir entre as muitas páginas, já que ele é consideravelmente maior que o primeiro conto.

No fundo, ambos os contos possuem informações importantes, que nos deixam conhecer um pouco da história de ambos os lados. Com certeza é um livro que só faz sentido depois de ter lido A Rainha Vermelha, e que vale um momento de pausa para uma conferida, apesar de alguns detalhes que eu acho que poderiam ter sido melhorados.

Agora posso voltar feliz ao último livro da série, que tenho certeza que será incrível e estou ansiosa para escrever sobre =D

Vamos nos levantar, vermelhos como a aurora.




Sinopse: A escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro. Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para ajudá-los, a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos. Só que o monstro sabe que Conor esconde um segredo. E isso o torna realmente assustador. Mas por que Conor deveria dar ouvidos a algo que parece imaginado? Por que o monstro parece ser a única criatura a estar ao seu lado diante de seus maiores medos - o de perder a mãe e o de contar a verdade.



Sempre tem aquele livro que você julga pela capa, certo? Então, pensa em um livro que por muitos anos você julgou sua capa E titulo? Bom, esse foi meu caso com esta história.

O Chamado do Monstro, é uma daquelas obras que conseguem trabalhar as imagens de ilustração e texto em conjunto. Ao mesmo tempo que você lê e absorve a narrativa,você também mergulha em um universo especial de ilustrações que utilizam muito preto para nos fazer associar e pensar na escuridão.

- Mas o que é um sonho, Conor O'Malley? - perguntou o monstro, abaixando-se para que seu rosto ficasse próximo ao do menino. - Quem pode dizer que a vida real que não é um sonho?

A história é contada por um pré-adolescente que, além de ir para escola e cuidar de sua mãe, também começa a ser visitado por um monstro.

Você acha que ele se assusta? Engano seu. Como ele mesmo diz ao monstro: "já vi coisa pior".
E viu mesmo. Uma história só dele, que o atormenta mais que qualquer monstro ou valentão da escola. Uma história real.

Às vezes as pessoas precisam mentir para elas mesmas, mais do que para qualquer outro.


A narrativa te convida a mergulhar nesse universo onde fantasia e realidade são como um caminho para o temido fim. Conhecemos monstros piores que aqueles assustadores que podem aparecer durante a noite e somos levados a viver como o pequeno Connor O'Malley, descobrindo o quanto a fantasia pode ser melhor do que a realidade.

Basicamente, o livro te convida a conhecer os piores pesadelos de alguém e mais ainda, te convida a sentir na pele qual poderia ser o mais temido monstro de todos: A Verdade.


Nem sempre há um bonzinho. Nem sempre há um vilão. A maior parte das pessoas fica entre um e outro.