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Sinopse: Captain Tsubasa conta a história de Tsubasa Oozora (Oliver Tsubasa na versão brasileira e portuguesa), um garoto de 11 anos que tem um grande talento pelo futebol e é reconhecido pelo seu técnico, e ex-jogador brasileiro, Roberto Hongo, que decide levar Tsubasa para o Brasil e treiná-lo para a Copa do Mundo.


Anime: Captain Tsubasa
Gênero: Ação, Esporte, Shounen
Autor: Yoichi Takahashi
Estúdio: David production
Direção: Toshiyuki Kato


Fiquei um tempo fora do ar mas voltei e voltei com boas noticias! 

Em primeiro lugar, aqui no blog geralmente me restrinjo a falar de Animes com pelo menos uma temporada já encerrada e tendo ainda mais a procurar falar sobre os que tem um final fechado, pois é mais fácil fazer uma analise e dar uma nota em uma obra finalizada. A única exceção a essa regra até então foi Kono Subarashii (vide KonoSuba) que é um anime de comédia que ainda esta em produção e, na época que fiz, havia saído apenas a primeira temporada mas com a segunda já anunciada, isso até então.

2018 tem sido um ano interessante para a indústria de animes. Anunciaram diversas continuações, entre elas o tão esperado arco A
licization de Sword Art Online e a saga Hero de Highschool DxD, além das temporadas já esperadas de Boku No Hero Academia e One Punch Man. Mas não vou falar de nada disso, eu poderia e prometo fazê-lo em um futuro próximo, mas quero voltar a atenção de todos a essa nova versão de Captain Tsubasa ou como conhecemos por essas terras tupinambas: SUPER CAMPEÕES!








É a primeira vez qui no blog que vou falar de um anime de esporte. 
O motivo é que a categoria de animes de esportes ainda é bem dividida e costuma ser de nichos mais específicos. Atualmente, um anime dessa categoria que está em alta é o Haikyuu, um anime de vôlei que ganhou um bom espaço nas vendas e é um dos mangás do Big 3 da Shounen (Shounen Jump é uma revista renomada que lança titulos shounens tal como Naruto, One Piece e etc, o Big 3 são os 3 mangás com as maiores vendas). No momento, o Big 3 consiste em One piece, Haikyuu e Boku No Hero e tirando One Piece que esta nas mãos da TOEI Animation, tanto Haikyuu quanto Boku No Hero estão muito bem em questão de animação e direção, mas estou digredindo novamente!








A questão é: Animes de esportes não costumam ser tão valorizados, mas um bom anime pode deixar uma impressão marcante, e era isso que a federação japonesa de Futebol estava pensando quando resolveu apoiar o anime de Captain Tsubasa lá nos anos 80. 
A versão original do anime foi exibida pela primeira vez pela TV TOKYO em 1983 e tinha a direção de Isamu Imakake. Essa versão passou por 3 anos e totalizou 128 episódios até seu capitulo final em 86, mais tarde ela foi exibida em Portugal no ano de 93 e aqui no Brasil nós vimos apenas o remake com cortes, Captain Tsubasa J, que foi exibida pela rede TV com dublagem em português. 
A federação japonesa de futebol apoiou ao anime por sentir que o esporte estava em baixa no Japão e o anime teria como função trazer de volta aos jovens o interesse pelo futebol japonês.
Naquela época o Brasil era uma mega potência do futebol e uma referência muito importante para o esporte, tanto que na série o Jovem Tsubasa que é o personagem principal joga pelo SPFC, quando a série chegou ao Brasil o time ficou com o nome de "Brancos", mas era nítida a referencia ao clube.




Essa versão de 2018 não é o primeiro remake, como eu disse anteriormente existe o Captain Tsubasa J que para todos os efeitos e como um Dragon Ball Z KAI. Uma versão com cortes para encurtar os episódios e melhorar a qualidade de animação, mas ainda se atem ao roteiro original. Essa versão estava sobre encargo do Studio Comet e chegou ao Brasil pela Rede Manchete e pelo Cartoon Network em meados de 2000, a história da continuidade para a copa do mundo sub 19 de 2002 no anime Captain Tsubasa Road to 2002 contando com uma animação de qualidade superior acredito que por encargo do estúdio MadHouse que assumiu.

A verdade é que esse anime tem uma importância muito grande para os fãs de Futebol do Japão e não é por menos que seu Remake estar estreando em ano de copa do mundo. Mas para quem procura algo que trate o esporte de forma realista, isso já é bem distante da realidade do Anime. 
Em primeiro lugar é pelo motivo óbvio que o Japão só vai ser campeão mundial de Futebol em uma obra de ficção! O anime possui muitos exageros e jogadas impossíveis, quase como superpoderes e jogadores de níveis sobre-humanos, tal como o chute que sempre rasga a rede, o goleiro que pula pro lado errado mas consegue se reposicionar no ar chutando a trave e pegando impulso ou a jogada dos gêmeos que um joga o outro pro alto para cabecear... É uma lista grande de jogadas impossíveis, mas esse teor fictício não atrapalha em nada a emoção dos jogos e da superação de desafios.
Não é tão incomum assim os animes de esporte recorrerem a essas técnicas especiais para dar um ânimo maior à obra, Kuroko no Basket e The Prince of Tênis são bons exemplos (não vou nem citar o Inazuma Eleven pois este rompe qualquer limite com a realidade), mas existem aqueles que se atem ao tom mais realista do esporte e conseguem passar a mesma sensação, tal como é com Haikyuu e All Out (um anime de Rugby que não ficou tão popular, mas para quem curte o genero vale a pena).



A obra como um todo é divertida, com bastante alivio cômico (diferente de Major, o anime de Baseball com o maior numero de tragédias por temporada - acho que não teve uma temporada em que ninguém tenha perdido algum parente ou sido abandonado -  e olha que ele tem 6 temporadas, e também saiu a continuação esse ano Major2, mas estou digredindo novamente!). 
Captain Tsubasa tem sua dose de drama com contusões e adversários de nível superior, mas o clima do Anime geralmente é leve e a personalidade do personagem principal costuma ser alegre e otimista.

Espero que essa versão de 2018 consiga trazer o melhor do anime e melhorar ainda mais a qualidade de animação.
Seria muito bom ver mais movimentos fluídos durante as partidas.
Não vou dar nota, até então o anime só tem 2 episódios lançados e ainda tem chão até entregar algum clímax, tendo em vista que todas as versões anteriores não tiveram menos de 40 episódios. Porém, acredito que se eles quiserem fechar o anime junto com a temporada, ele terá no máximo uns 24 episódios, mas isso só o tempo dirá! 






















Em todo o caso fica a recomendação.
Os animes de esportes sempre permeiam por ai, ainda mais esse ano e nessa temporada que, excepcionalmente, houveram muitas estreias do gênero e com focos diferentes. Alguns exemplos fora os já citados são o Gurazeni, um anime de Baseball porém com um foco maior em comédia e falando mais sobre as contratações profissionais e os bastidores do esporte; e um de ação chamado MegaloBoxe que está com uma animação bem legal e uma trilha sonora fantástica. Esse acompanha um lutador de submundo que entra em um torneio profissional com o objetivo de se tornar o melhor lutador. O anime foge um pouco do realismo pois os boxeadores usam equipamentos futuristas, mas no geral é bem empolgante!

Até a próxima pessoal! (espero ser breve)











Sinopse: Rose Hathaway sabe que é um erro se apaixonar por um de seus instrutores. Lissa, sua melhor amiga e última princesa do clã dos Dragomir, deve vir sempre em primeiro lugar. Rose precisa protegê-la. Mas, infelizmente, quando se trata de Dimitri Belikov, algumas regras parecem existir apenas para serem quebradas. Justamente quando Lissa e Rose veem seu pior inimigo, Victor Dashkov, a um passo de sair da prisão, imagens sombrias começam a invadir a mente de Rose, prenunciando algo terrível à espreita da Escola São Vladimir. A tensão ronda o mundo dos Moroi mais do que nunca. Os Strigoi desejam vingança pelas mortes causadas por Rose em Spokane. Numa batalha de tirar o fôlego, ela viverá seus piores pesadelos ao ter de escolher entre o amor de sua vida e sua melhor amiga. Será que essa escolha significa que apenas um deles sobreviverá?


"Manter o coração enterrado não era muito diferente de manter a raiva reprimida, isso eu aprendera. O sentimento corrói você por dentro até que tudo que você quer é gritar ou chutar alguma coisa." 


A sinopse já diz muita coisa, e ainda estou naquele momento intenso de amar estar relendo essa série.
Caso queira ler a resenha do livro anterior, só clicar AQUI

Depois do final do livro dois (E note que a resenha terá spoilers dos livros anteriores, claro), todos os personagens estão vivendo no limite e tentando se recuperar das perdas e experiência intensa com os Strigoi.
Apesar disso, eu ainda acho que é um livro que tem um ritmo lento. Mais personagens aparecem, alguns acabam ganhando um destaque um pouco maior, ainda mais com o julgamento de Victor Dashkov e a realeza presente, mas ainda sinto que é um livro que tem um ritmo morno até mais perto do final.
E o "morno" a que me refiro não é em nada ruim.


"Não podia contar que, enquanto ela aproveitava a vida, eu a estava protegendo nas sombras, como sempre."


Richelle levou seu tempo para criar toda uma trama, nos mostrar que Rose não está tão bem quanto ela mesma esperava e que terá que lidar com sentimentos e aceitar algumas "loucuras" para conseguir sobreviver.
Seguimos Rose e outros dampiros em sua "experiência de campo", onde todos seus dotes e aprendizados serão testados. Como se lidar com a morte de seu amigo-quase-ex não fosse muito, Rose começa a ter alucinações com ele que atrapalham essa experiência e colocam seu futuro em risco. Proteger sua melhor amiga, Lissa, talvez não seja algo que ela será capaz de fazer.


"O que nós tínhamos era amor. Nós éramos como duas metades de um inteiro, sempre prontos para apoiar o outro. Nenhum de nós era perfeito, mas isso não importava. Com ele, eu podia vencer essa raiva que me preenchia. Ele acreditava que eu era mais forte do que aquilo. E eu era." 


No meio de pequenos detalhes onde vemos que o humor de Rose deixa de ser apenas engraçadinho para se tornar triste, raivoso e desesperador...o romance que ela nutre por Dimitri vai se desenvolvendo um pouco mais, o que acaba sendo ótimo porque é aquele tipo de casal que é um tanto pé no chão, ainda mais na situação em que se encontram.

Enquanto todas essas pequenas coisas vão acontecendo... o grande final se resume a uma grande quantidade de Strigoi. Muitos.
E se uma batalha dessas não fosse algo já absurdo, o inesperado acontece. E, mesmo sendo a terceira vez que releio esses livros, ainda consigo ficar surpresa com como tudo aconteceu e como Rose se mostra racional e determinada a cumprir promessas que ela nem havia notado que tinha feito.


“Tudo morre, Rose. Exceto você, eu suponho. Ou talvez você esteja morta. Eu não sei. Aqueles que visitam o mundo dos mortos provavelmente nunca conseguem se separar bem deles.”



E AH! Para quem gosta, Adrian acaba tendo um pouco mais de destaque a partir desse livro. Seja se enfiando na mente de Rose sem permissão, ou tentando estudar mais com Lissa e aprender coisas novas ao mesmo tempo que controla o que faz e o perturba, com muito álcool e aquele jeito que tira Rose do sério.
O mesmo posso dizer de Christian que, apesar de já ter tido um bom espaço no livro anterior, se mantém presente, ainda mais quando Rose fica responsável por ele. Não temos tanto do relacionamento dele com Lissa, o que foi bom pois deu espaço para situações mais inesperadas.

O livro é cheio de surpresas, alguns detalhes que vão te deixando com mais vontade de ler, o que compensa o desenvolvimento que eu, particularmente, considero um tanto lento.
Terminei o livro já desejando ler o 4, mas sinto que terei que me dar um tempo para aceitar o destino de alguns personagens, tudo de novo.
Recomendo facilmente, sem contar que isso sempre me faz pensar o quanto a Richelle Mead jamais me decepciona <3

“Vida e morte, tão imprevisíveis, tão perto uma da outra. Existíamos de momento em momento, nunca sabendo quem seria o próximo a deixar este mundo. Eu ainda estava parada olhando para as cinzas e, quando olhei para cima, tudo me pareceu tão doce e bonito. As árvores, as estrelas, a lua. Eu estava viva – e estava feliz com isso.”





"Dizem que minha memória nunca mais será a mesma, então estou escrevendo para lembrar"

Das leituras que vieram com 2018, esse foi um dos mais emocionantes até o momento, isso porque a autora criou um livro que te faz sentir com a personagem, todas as emoções, desde as mais simples, até aquelas mais inesperadas, de surpresa ou decepção com ela e outros ao redor.

O Livro de Memórias conta a história da "Sam do Presente", uma adolescente que descobriu ter uma doença terminal que irá devorar suas memórias, sua fala, capacidade motora e tudo que a torna ela mesma. Como a própria Sam conta, esse livro é na verdade um arquivo de word em que ela está escrevendo constantemente para que a "Sam do Futuro" possa saber o que aconteceu e como se comportar, seja com amigos ou parentes.

"Me pergunto como o meu cérebro pode funcionar tão bem devagar quanto acelerado"

O que te leva a se ligar a personagem é justamente essa proximidade criada pela autora, relatando momentos de descontração ou pânico quando ela, ao mesmo tempo em que escreve, começa a notar que não sabe mais o que estava fazendo ali.
Cada memória inserida, é algo que te leva a se perguntar, o quanto o seu EU do presente tem deixado para que o EU do futuro cuide.


“A vida não é só uma série de conquistas. Eu me pergunto quantas noites de filme perdi para estudar ou debater ou só reclamar. Não quero perder mais nenhuma.”


A leitura é leve, mas intensa, já que existem momentos ao longo da jornada que a doença da personagem progride.
Indico este título sem nenhuma restrição para idade entre adolescentes - já que não existem momentos muito intensos - e é uma reflexão sobre o quanto a vida vale a pena, mesmo sendo algo tão passageiro.

"Temos que nos acostumar com a ideia de que ninguém se importa tanto quanto nós porquê... adivinha? Ninguém se importa. Sucesso, fracasso, tanto faz! Ninguém vai te dar um tapinha nas costas por passar todas as horas do seu dia estudando ou pesquisando ou desistindo de tudo para escrever. Então o ideal seria fazer todas essas coisas por nós mesmos, não pelos outros."




Sinopse: No glamour de Londres dos anos 50, o renomado costureiro Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) e sua irmã Cyril (Lesley Manville) estão no centro da moda britânica, vestindo a realeza, estrelas de cinema, herdeiros, socialites, debutantes e damas com o distinto estilo da Casa de Woodcock. Mulheres vem e vão na vida de Woodcock, entregando inspiração e companhia ao solteiro, até que ele encontra a jovem e opiniosa Alma (Vicky Krieps), que logo se torna um acessório em sua vida como sua musa e amante. Uma vez "controlado", ele vê sua vida minuciosamente planejada ser interrompida pelo amor.

E a saga para o Oscar 2018 continua.
Dessa vez, vamos de um filme dirigido por Paul Thomas Anderson, que já possui uma longa carreira como diretor.
Trama Fantasma possui 6 indicações ao Oscar, uma delas sendo a de Melhor Filme, claro.
O trailer pode ser conferido AQUI

A história segue a vida do estilista britânico Reynolds Woodstock, interpretado por Daniel Day-Lewis.
Woodstock encontra-se em uma boa fase, sendo um estilista de personalidades importantes, como a próprioa realeza. E, como qualquer grande mente e artista, Woodstock é uma pessoa peculiar, que vive em seu próprio universo e acaba sendo bem exigente e minucioso com muitos detalhes.
Sua vida toda acaba sendo administrada por sua irmã,Cyril (Lesley Manville), que deu a atriz uma indicação ao Oscar para Melhor Atriz Coadjuvante.




Apesar da vida agitada e totalmente feita para o trabalho, Woodstock acaba conhecendo Alma (Vicky Krieps) em um café da manhã, onde a garçonete acaba chamando sua atenção e entra em sua vida, deixando que seu corpo sirva de modelo para os novos vestidos do artista.
E é aí que a trama começa a se desenrolar mais. Apesar de termos claramente todo um mundo do estilista, notamos como o relacionamento entre os dois acaba sendo a grande chave para o desenrolar de tudo, seja bom ou ruim.

Ambos os personagens acabam tendo personalidades fortes e parece que um pequeno jogo começa a se fornar, onde um relacionamento um tanto abusivo vai se alterando, enquanto alguns bons momentos surgem e ambos se consideram totalmente apaixonados um pelo o outro.



Acho que o ponto alto do roteiro, em um filme que é um tanto quanto calmo demais, são as pequenas surpresas que ambos os personagens vão mostrando. Alma, que antes parecia apenas uma doce mulher, disposta a fazer Woodstock feliz, começa a nos surpreender com algumas mudanças e vontades. Por outro lado, Woodstock que anteriormente era absurdamente metódico, começa a dar algumas deslizadas e deixar sua personalidade difícil bem evidente.




O filme é guiado com calma e o silêncio que os personagens acabam trocando entre si, onde alguns olhares demonstram mais do que palavras poderiam, é algo bem característico em muitas das cenas.
O filme vai levando a um momento onde ações são bem calculadas, onde o amor acaba sendo algo "criado e cultivado" de uma maneira...interessante.

Não é o tipo de filme que me atraí devido a calma excessiva, mas mostra um final interessante em um filme belamente produzido. Não é um filme para todos os gostos, mas vale dar uma conferida, sim. Ainda mais se quiser analisar como os humanos conseguem manipular sentimentos para conseguir o que querem.

ATUALIZAÇÃO: Trama Fantasma ganhou levou o Oscar para MELHOR FIGURINO, na premiação desse ano. 









Sinopse: Livro que deu origem ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos. Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora. Belo suspense, de tirar o fôlego!

Dessa vez, venho com uma edição de um clássico relançado pela editora Darkside.

Admito ter sido dessas que chegou a ver o clássico filme e até o seriado que terminou não faz muito tempo, Bates Motel, antes de ler o livro. O que, infelizmente, me fez saber algumas peças chaves de todo o suspense que gira em torno da trama.

O livro começa bem básico, nos mostrando a vida de Norman que, apesar de já estar vivendo sua meia idade, ainda mora com sua mãe e tem momentos de sua vida que parecem girar em torno dela e seu temperamento difícil.
Exatamente por isso o vemos como um homem solitário, sem amigos e relacionamentos, que usa seus dias para cuidar do motel da família que, devido a construção de uma nova rodovia, tem bem menos movimento do que o normal.
Porém, toda sua rotina pacata que consiste em pensar em livros com assuntos bem proibidos por sua mãe, muda assim que uma jovem pede um quarto para passar a noite.



"Todos nós somos um pouco loucos de vez em quando"

Mary Crane vem carregada de uma história que nos é apresentada em alguns capítulos, com toda sua visão e decisão que muda sua vida. E provavelmente mudará a de todos ao seu redor.
Se você é o tipo de pessoa que nunca soube nada sobre a história, não se preocupe, irei poupar detalhes e spoilers. O que é importante saber é que Mary toma uma decisão que julga importante e necessária (apesar de desesperada), tudo para tentar ajudar o homem que ama.
E enquanto tenta dar um rumo a sua vida e chegar ao seu amado, Mary faz sua pequena parada no motel, e é quando começamos a entender que o temperamento da mãe de Norman vai muito além do normal.

É aí que temos a famosa cena do filme, em preto em branco, dentro de um banheiro com uma trilha sonora bem apropriada.

Porém, pulando detalhes...
O livro continua sua jornada mostrando como Norman precisa ser resposável pelas atitudes da mãe, enquanto ainda tenta manter seu controle pessoal conforme tudo começa a seguir caminhos que ele não esperava.
A cada capítulo que passa fica evidente que Norman não é um simples homem gordinho e solitário. O buraco é bem mais fundo e todos seus pensamentos se tornam um problema, ainda mais por pensar demais em sua mãe e não em si mesmo.
Sem contar que ele é claramente instável.


" Quando você começa a especular desse jeito, uma vez que reconhece que ninguém sabe como funciona a mente de outra pessoa, você tem de admitir: tudo era possível. 


Enquanto vamos conhecendo mais toda essa loucura da família Bates, alguns capítulos com a irmã de Mary e seu amado, Sam, vão preenchendo lacunas e dando um maior espaço para o suspense que é tão bem trabalhado.
Notem que o livro não é logo e a leitura é tão tranquila que o livro parece bem menor do que realmente é.
E vale dizer que, apesar de termos mais personagens que fazem a trama seguir para algum local, tudo acaba girando em torno de Norman e os limites que ele impõe a si mesmo e sua mãe. E é aquele tipo de personagem que te faz querer ignorar todos os outros para entrar mais em sua mente e tentar entender um pouco mais como as coisas chegaram ao ponto atual.

No todo, é um livro que possui suspense, horror, um pouco de romance e aquele lado policial que sempre nos questionamos por quê existe, sendo que outros personagens acabam sendo mais espertos que as autoridades em si.
O livro todo é bem dosado, não abrindo espaço para absurdos que nos fazem ficar sem acreditar nas situações. Os segredos vão sendo revelados aos poucos, não deixando tudo apenas para o final. Ou seja, não espere um tipo de terror totalmente absurdo que irá fazer sua alma sair de dentro de seu corpo e seu coração acelerar. É um clássico que tem todo um estilo próprio, com toda uma trama brilhante que merece ser lido pelo maior número de pessoas, sim.
Recomendo tranquilamente =D



"Mas o que jazia no caixão não estava verdadeiramente morto. Não mais. O menino mau é que estava morto, e era assim que deveria ser." 


Curiosidade: Robert Albert Bloch (1917 – 1994) foi um conceituado escritor e roteirista norte-americano, conhecido como um autor prolífico no gênero da ficção científica. Robert Bloch foi por diversas vezes agraciado, tendo recebido um Prêmio Hugo, um Bram Stoker Award e um World Fantasy Award. Chegou a ser presidente, de 1970 a 1971, da Mistery Writers of America e foi membro da Science Fiction and Fantasy Writers of America. Teve como mentor H.P. Lovecraft, um dos mestres das histórias de horror e mistério, grande incentivador do trabalho de Bloch, com quem chegou a trocar cartas, além de ter sido um dos mais jovens membros do Lovecraft Circle, círculo de amigos do escritor. Seu romance de horror mais conhecido foi Psicose (1959), tendo sua obra adaptada para o cinema pelo aclamado cineasta Alfred Hitchcock, a partir de um argumento escrito pelo próprio escritor. Em 23 de setembro de 1994, aos 77 anos, Robert Bloch, faleceu em decorrência de um câncer. 
(Retirada do site BlahCultural)




Sinopse: Como livrar a terra de 7 bilhões de humanos? Tire a humanidade deles.
Cassie Sullivan e seus amigos sobreviveram às quatro ondas de destruição provocadas pelos Outros. Agora, com a raça humana quase exterminada e a 5ª Onda encobrindo a Terra, os sobreviventes devem escolher: encarar o inverno e esperar o retorno de Evan Walker ou partir à procura de abrigo antes que o inimigo os alcance. Porque o próximo ataque é mais do que possível – ele é inevitável.
Os homens ainda não viram as profundezas até onde os Outros podem descer nem os Outros viram a que alturas a humanidade pode se erguer. Esta é a derradeira batalha entre vida e morte, esperança e desespero, amor e ódio.


O Mar Infinito é o segundo livro da trilogia. Então, aviso que resenha CONTÉM SPOILERS DO LIVRO ANTERIOR. (A resenha pode ser lida AQUI)


Quando se olha a morte nos olhos e a morte pisca primeiro, nada parece impossível. 


E está aí uma continuação que não entra naquele ditado de que segundos livros nem sempre são bons. Preciso dizer que o livro é INCRÍVEL!

O livro segue seu enredo com os sobreviventes do Esquadrão 53 depois de fugirem da base militar no final do primeiro livro. Todos eles estão escondidos em um hotel abandonado, esperando por Evan Walker depois do mesmo ter feito uma promessa à Cassie, dizendo que ele sempre a acharia. 
Porém, estar ali não é seguro. Zumbi (Ben), se encontra bem machucado e sair é tão ruim quanto ficar ali. Por isso, temos um começo com a Especialista decidindo vasculhar os arredores e encontrar uma tal caverna segura.


Desejar coisas que perdemos é o mesmo que esperar coisas que nunca poderão acontecer. As duas estradas terminam num desesperador beco sem saída. 


E aí está um ponto bem forte no livro. O mesmo já não possui Cassie como narradora principal e até nem tanto como protagonista. O que foi uma mudança muito boa.
O autor nos deixa muito mais próximos da Especialista dessa vez, apesar de nos mostrar também a visão de Evan Walker que acaba sendo uma peça importante em tudo.
Mas, não paramos apenas neles. A maioria dos personagens nos deixa saber mais sobre si, seu passado e como lidam com o atual presente, o que é um complemento muito bom. 

Eles podem nos matar, até mesmo o último de nós, mas eles não podem matar nunca o que permanecer em nós.


Eu demorei muito para ler esse segundo volume, mas consigo me recordar que A 5 Onda consiste na simples e necessária sobreviência humana. Agora, com poucos humanos vivos, além de tentar sobreviver, o livro foca muito em como os humanos são, o que ainda conseguem preservar, o que sentem, o que dói e o que é importante. É um livro bem mais "psicológico", se formos analisar. 

Não há esperança sem fé, não há fé sem esperança, não há amor sem confiança, não há confiança sem amor. Tire um e todo o castelo de cartas da humanidade desaba.


Cassie se tornou uma personagem bem chatinha, um tanto arrogante e não tão racional. Não a culpo totalmente, acho que em situações extremas todos se abalam. Mas, era evidente que em um grupo como o deles, algumas coisas precisavam ser deixadas de lado para o bem maior.
E reforço que Ben também teve tantos momentos infantis que eu queria chacoalhar cada um deles.


Esse é o custo. Esse é o preço. Prepare-se, porque, quando você arranca a humanidade dos humanos, você fica com humanos sem humanidade. 
Em outras palavras, você recebe o que merece, seu filho da mãe. 


Vamos apenas dizer que a Especialista tem um papel absurdo nesse livro. E, nossa, que papel. 
Desde proteger Teacup, até a fazer escolhas importantes que podem mudar tudo. E mesmo quando muita coisa parece estar perdida, a garota ainda tem um pingo de esperança dentro dela que muda tudo. 
Ah, as reviravoltas! <3


Você só arruma um monte de problemas quando faz com que a sua existência dependa totalmente de outro ser humano. 

Vale notar que o livro é até que bem pequeno, curto. Sem nem chegar a ter 300 páginas, tanta coisa acontece que nos deixa sem fôlego. E não falo sobre ação o tempo inteiro, mas a tensão te faz prender a respiração e o nervosismo é algo que está presente em cada página. 

Para sobreviver, construí muros, uma fortaleza emocional que me protegeu e manteve meu espírito são em um mundo que se tornou perigosamente insano, mas mesmo a pessoa mais aberta possui um lugar secreto e sagrado em que ninguém mais pode entrar.


Caso não tenha lido ainda e visto apenas o filme, recomendo que mude isso e leia. Ainda mais para chegar a essa sequência genial, que devorei em alguns poucos dias.
Agora, me faço uma promessa de não demorar tanto para ler a conclusão, que espero que seja tão ótima quanto essa experiência que tive <3 

Chega de vestir a máscara da coragem, de acreditar em falsas esperanças ou fingir que tudo está bem quando nada está. Eu achava que era forte por fingir, dizia que manter a cabeça erguida ou qualquer outra bobagem que parecia adequada no momento era ser otimista, corajosa. Isso não é ser forte. Isso é ser totalmente fraca. 





Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando chega Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai.Mais um para a saga de filmes do Oscar, riscado da listinha.


Dessa vez, o filme é baseado no livro do autor Andre Aciman (ao qual ainda preciso ler) e teve roteiro adaptado por James Ivory, dirigido por Luca Guadagnino.
O trailer pode ser conferido AQUI

O filme segue a vida do jovem Elio (Timothée Chalamet) que passa uma temporada com os pais em sua casa em Crema, na Itália, em 1983. E é quando seu pai (Michael Stuhlbarg), que éprofessor de história, convida um de seus antigos alunos para ficar hospedado e o ajudar com algumas pesquisas.
Quando Oliver (Armie Hammer) chega, é evidente que é o tipo de pessoa que consegue cativar todos ao redor e chamar atenção de qualquer um, mesmo que não seja por meio de extravagâncias, mas sim por meio de sua personalidade.
Porém, o jovem Elio acaba ficando com um pé atrás, um leve incomodo por Oliver, que vai aumentando com o tempo.




É necessário deixar claro que o que Elio sente por Oliver não se torna algo intenso, debochado ou que falte ao respeito. É apenas um incomodo de um jovem que claramente não fica muito satisfeito com o jeito despojado do aluno de seu pai, que acaba aproveitando a cidade aos poucos, com a companhia do jovem ou não.
Oliver se vira bem, acaba conhecendo mais pessoas enquanto Elio se encontra dividido entre se aproximar de uma de suas amigas próximas e ter algo a mias, ou continuar lendo e estudando suas partituras de músicas.

O filme tem um pouco mais de duas horas e todas as situações são tratadas com calma.
Se tem algo que consigo admirar nesse filme é como ele é fácil de se ver. A localização é incrível e me fez desejar conhecer Crema com tudo o que possuo em mim.
E, com esse desenvolvimento, com delicadeza...tudo muda. Ambos os personagens acabam se encontrando em um momento em que entendem que sentem algo um pelo outro, um tendo sentido mais rapidamente que o outro.

O interessante do filme é que, enquanto esses sentimentos vão crescendo, notamos que o que realmente importa são sentimentos que começam a ser trocados por Oliver e Elio.
Novamente, é algo sútil, mas tão palpável que acaba sendo bem evidenciado pela química que os atores conseguiram ter entre si.





Não é um filme que apela para um drama excessivo, e Elio é o típico personagem que tem seus momentos introvertidos, de ficar consigo mesmo, pensar, analisar, ouvir, querer....e tudo isso fica bem evidente mesmo que não exista qualquer fala durante a cena.
O filme não apela para o quanto a relação entre dois homens pode ser criticada ou problematizada. O foco principal é o sentimento entre os dois, que vai crescendo até se tornar um tipo de amor particular.
Não existe um super questionamento perante a sexualidade ou ao que parentes e amigos possam pensar. O filme foca no amadurecimento de sentimentos, vontades, em como uma pessoa pode ficar totalmente encantada pela outra e, ainda assim, seguir sua vida como deve ser.




Sinceramente, eu fui assistir o filme com expectativas baixas. Então, tive uma surpresa grande ao notar que o filme me manteve bem atenta o tempo todo.
Admito que sempre fico um pouco crítica quando relacionamentos que, aparentemente não existem, se tornam algo do nada. Mas, se prestar atenção, tudo se desenvolve aos poucos, sim. O que é um ponto bem positivo.

Talvez minha falta de expectativa tenha aberto mais minha mente conforme o filme foi se desenvolvendo, porém, minha opinião ainda sinto que é um filme que segue um ritmo tranquilo demais, com pequenos fatos do dia a dia que poderiam ter sido excluídos, deixado o filme menor e ido direto ao assunto.
Mas, filmes não são feitos de pressa só porque minha paciência é pequena ;D
Ele se desenvolve em seu ritmo próprio e vale muito à pena. Especialmente por algumas verdades muito bem ditas ao final.

Com certeza, um filme que vale muito a pena ser visto e notar como sentimentos podem ter um peso enorme dentro de algumas pessoas, por mais simples que eles possam parecer.

ATUALIZAÇÃO:
A crítica havia sido escrita antes do Oscar.
Agora já sabemos que o filme foi premiado por: ROTEIRO ADAPTADO









Sinopse: Kyla foi Reiniciada: sua memória foi apagada pelo Opressivo governo dos Lordeiros. Mas, quando lembranças proibidas de um passado violento começam a aparecer, surgem também dúvidas: ela pode confiar naqueles que passou a amar, como Ben? As autoridades querem a morte de Kyla. Com a ajuda de amigos no DEA, ela vai a fundo, sondando seu passado e fugindo. A verdade que ela busca desesperadamente, no entanto, é mais surpreendente do que ela poderia imaginar. Ao final do terceiro volume desta aclamada série, os mais profundos e imprevisíveis segredos serão revelados

CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES.


- A cada dia que passa, percebo mais e mais que há momentos em que, não importa o risco, alguma coisa precisa ser feita. Algumas coisas devem ser ditas. Este é um desses momentos?


Depois do final intenso do segundo livro, onde Kyla foi considerada morta, o momento de fugir e se esconder, chegou. O livro já evidencia desde o começo que para poder realizar isso, Kyla precisará mudar sua aparência, mudar de nome e escolher novas histórias sobre si mesma.

Como todo último livro de qualquer saga, sempre ficamos ansiosos e esperando respostas para todos os mistérios que foram prendendo nossa atenção durante muito tempo. Posso dizer desde já que a autora conseguiu esclarecer todos eles e o ritmo do livro não se torna tão parado como aconteceu nos livros anteriores.

Talvez as lembranças sejam como blocos. Puxe uma da parte de baixo que as outras cairão. 


Claro que o ritmo é bem calculado. O enredo começa de maneira calma, com Kyla saindo em busca de respostas ao mesmo tempo em que tenta se proteger. E fica mais e mais evidente o quanto a vida da garota parece sempre ter mistérios escondidos a sete chaves. Em busca de respostas, somos apresentados a novos personagens que acabam tendo uma importância crucial em alguns momentos. Porque, logicamente, Kyla tem instintos estranhos que a fazem ir direto para o centro de alguns problemas.

Kyla ainda é uma personagem bem humana, com muitos altos e baixos e nem sempre dá para ficar ao lado dela com algumas decisões que toma. Porém, outros personagens também se tornam muito duvidosos. O bom do enredo é que reviravoltas acontecem o tempo todo porque não é possível saber em quem confiar.

Todos aqueles presentes que ela planejou e comprou a cada ano eram coisas que eu sei que teria amado, e ainda amo. Ela os embalou com cuidado e os trancou em um armário, tudo por uma filha que ela talvez nunca visse de novo. É tão insuportavelmente triste, mesmo assim estou aqui agora. É ainda mais difícil de suportar sendo tão esperada.


É um livro bem trabalhado, em busca de respostas e uma "solução" para o problema de opressividade e violência.

Se você procura por algum tipo de romance nesse livro, não espere muita coisa. Kyla ainda é uma personagem com muitos sentimentos, mas valoriza o que é importante para sua vida e a vida de outros. Sentimentos e amor apenas a confundem mais ainda. Mas, como disse antes, reviravoltas acontecerão e muito!
E é aí que vemos também como a personagem acabou evoluindo e aprendendo a tomar decisões importantes, independente do medo e receio que sente.

Posso concluir que foi uma trilogia muito boa, sim. O livro mesmo mostra a evolução do enredo e não nos deixa questionando muitas coisas. O que parecia que poderia se perder ao longo dos livros, não aconteceu.

Teri Terry soube finalizar todo o enredo de forma muito boa e recomendo para quem ainda procura uma boa distopia para ler! =D


Porque às vezes ganhamos uma segunda chance.
Esse foi o presente que minha mãe me deu:
Esperança. 






Sinopse: Sacramento, Califórnia, 2002. A estudante Lady Bird (Saoirse Ronan) está no último ano do colégio e não faz ideia do que fazer depois que se formar. A convivência com sua mãe, uma enfermeira, é sufocante. Tudo o que vai acontecendo na vida de Lady Bird só a deixa cada vez mais desnorteada.


E seguimos com mais um filme que está com indicação ao Oscar de Melhor Filme, porque preciso me sentir mais por dentro esse ano.
E Lady Bird é um filme que me chamou atenção logo no trailer, que você pode conferir AQUI.
Porém, o desenvolvimento já não me deixou tão empolgada conforme os minutos iam passando.

O filme é dirigido por Greta Gerwig e se passa na cidade de Sacramento, onde acompanhamos Christine (Saoirse Ronan), uma jovem que quer ser chamada de "Lady Bird", e todo o processo de crescer, saindo da juventude e procurando amadurecimento.
O enredo foca bastante na relaçao da garota com sua mãe, Marion McPherson (Laurie Metcalf), que sempre tenta fazer com que a garota tenha uma mente mais realista e viva com o pé no chão.
É aquele típico filme da vida, onde os dias passam, personagens se encontram, desenvolvem, crescem, seguem seus caminhos e tudo termina de uma maneira realista.




O filme mostra o dia a dia de Lady Bird em sua escola, altamente católica, que faz seu último ano ser aquele ponto decisivo, onde sua personalidade antes, mais estável e com as mesmas companhias, começa a mudar e querer arriscar novos caminhos.
O bom do enredo é que tudo é muito realista. A garota tem uma personalidade típica de adolescente, passando por uma fase mais díficil e um tanto "egoísta", onde ela começa a decidir mais por si e para si mesma.
Passando por mudanças e novidades em sua amizade, Lady Bird vai descobrindo mais sobre si mesma e sobre os outros, desde uma escolha de atuação em uma peça da escola, para qual faculdade ir, até com quem perder sua virgindade.





Preciso ser sincera e confessar que não é meu estilo de filme. Nunca foi.
Me lembra um pouco aquele desenvolvimento realista e lento, como Boyhood, e realmente não é meu tipo de filme.
Mas é importante notar a qualidade de desenvolvimento da personagem, até com outros ao seu redor.
O enredo é bem trabalhado, mostrando a relação de mãe e filha, como o carinho do pai (Tracy Letts) parece ser um pouco maior e a realidade acaba sendo algo não tão "feliz" quanto o esperado.
É o tipo de filme que fica bem fácil se identificar para todos que já passaram pela fase da adolescência e do momento em que tentamos ter controle de nossas vidas.




Ah! Vale dizer que o elenco todo é incrível e a química entre todos os personagens foi algo que me agradou bastante.
E tem aquela pitadinha de moral da vida real, onde a personagem vai acabar percebendo que o mundo não gira ao redor dela e que olhar para quem está ao seu lado é essencial.
Apesar de não ser um dos meus preferidos, vale a pena conferir, sim =D







Sinopse: Elisa é uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona com a criatura, ela elabora um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho.

Você pode conferir o trailer AQUI

E já fazia um tempo que eu não vinha falar sobre cinema, então...por que não fazer isso com um filme que é, no mínimo, encantador?
A Forma da Água está nos cinemas e é dirigido pelo famoso diretor mexicano Guillermo Del Toro, bem conhecido por seus filmes que envolvem magia, monstros e todo um lado sombrio.
Dessa vez, o diretor aposta em um romance muito mais fabuloso, por assim dizer.

No filme, acompanhamos uma das faxineiras de um laboratório secreto americano, Elisa (Sally Hawkins), durante o período da Guerra Fria. Elisa é uma mulher muda, órfã e que vive com seu amigo artista, Giles (Richard Jenkins), que se comunica com a linguagem dos sinais e é uma ótima companhia.
Os dias de Elisa mudam quando ela conhece a "criatura" em um dos laboratórios, vivendo em um aquário personalizado para tentar mantê-la viva enquanto estudos e experimentos são feitos.
Algo na criatura acaba chamando a atenção de Elisa que começa a se comunicar com ela, da melhor maneira que pode, com pequenos contatos visuais até que ambas as personagens estejam encantadas uma com a outra.
É aí que toda o problema começa a surgir pois, Elisa entende que o laboratório e o chefe de segurança Strickland (Michael Shannon), querem acabar com a criatura, a dissecando, tirando o tanto de informações que puderem e depois a executando. Isso a deixa em pânico e, com a ajuda de sua amiga de trabalho de dez anos, Zelda (Octavia Spencer), Elisa tenta encontrar uma forma de salvar a vida do ser. (Vale dizer que Octavia oferece todo um alívio cômico ao filme, preenchendo o silêncio que a personagem de Elisa acaba nos oferecendo durante momentos comuns no dia a dia das personagens)




Apesar de toda a política que a trama traz, o filme é uma história de amor que acaba sendo um tanto previsível em muitos momentos.
Notamos que Elisa se identifica por encontrar alguém que não é compreendido, que não consegue falar e que depende muito de outros para não se sentir apenas um "nada". A mensagem de conexão e empatia é totalmente visível, porém, algumas coisas seguem o famoso clichê e acabam faltando.
Por exemplo, em minha humilde opinião, teria sido bem interessante saber por que o personagem Richard Strickland é tão cruel e sádico, e não apenas um vilão que parece querer encher seu ego com ordens cumpridas, tendo uma necessidade enorme em eliminar uma criatura que, ou seria uma riqueza grande para um estudo mais humano, ou reconhecer que é uma criatura que merece respeito.
Mas, jamais saberemos suas reais neuras e história por trás de tanto ódio.




Agora, é muito difícil não amar a conexão de Elisa e da criatura, interpretada por Doug Jones. Todos seus movimentos e expressões são tão sutis para uma criatura que é, no mínimo, chamativa.
Ambos personagens se mostram muito fortes apesar de suas limitações, o que acaba deixando toda a mensagem de amor muito mais potente e emocionante.
O filme também aborta a luta por direitos civis, em pleno anos 60. O que nos faz amar todos os detalhes, figurinos, cor, fotografia.... Ah, sem dúvida é um filme lindo de se ver.
Del Toro mantém as cores como algo essencial em cada cena, nos fazendo querer notar cada detalhe e mudança, saindo do preto, azul, verde e indo para o vermelho intenso.
E a trilha sonora acaba sendo impecável, também.




Vale notar que o filme é bem contemporâneo, usando um tema que discute preconceito. Especialmente quando entendemos que o vilão é um homem branco heterossexual, que acaba lutando contra um homossexual e duas mulheres, sendo uma delas negra e ambas com um trabalho que ele considera inferior e sem valor.
Para mim, o filme acaba sendo um tanto previsível com um romance que possui um final não tão surpreendente, apesar de sensível ao extremo.
Porém, apesar de eu esperar muito do que aconteceu, o filme leva seu tempo, sem pressa, mostrando como a relação entre Elisa e a criatura se desenvolve com calma, confiança e amor.

Acho que "amor" é um tema que se encontra sempre saturado, mas é necessário notar e admitir a simplicidade com a qual essa relação foi crescendo, se desenvolveu e alcançou um fim que nos deixa com aquela vontade de quero-mais, ainda mais ao existir aquela ponta de dúvida sobre o que foi real ou não.

O filme é sensível o suficiente para deixar que um olhar trocado entre Eliza e a criatura, fique registrado por um bom tempo em nossas mentes.
Se ainda não viu, corra para o cinema mais próximo tendo a certeza que serão horas muito bem aproveitadas, com um filme de encher a alma, sim.








Sinopse: Sukatarô é ainda um garoto quando conhece Aki na escola em que estuda, numa cidadezinha japonesa. Ela é bela, inteligente e popular, e logo se tornam amigos inseparáveis. Mas, conforme Sukatarô amadurece, ele começa a ver em Aki mais do que apenas uma amiga. Em pouco tempo, sua relação se transforma numa paixão arrebatadora.
Os adolescentes trocam juras de amor; prometem nunca mais se separar. Mas uma tragédia fará com que o destino de ambos seja irremediavelmente alterado.

A novel que deu origem para a história do mangá Socrates in Love (a resenha você pode ler AQUI) é uma das leituras mais emocionantes que tive em 2017.
Preciso dizer que esse foi um ano que li pouco e assisti muitas séries e animes, mas quando dediquei um tempo para esse livro especifico, senti meu coração fora do ritmo a cada página.

Você começa a história sabendo o futuro de todos os personagens e isso já é algo que te deixa chocado, porque sabendo o final, você sempre se pergunta o que teve de emocionante naquela jornada para te fazer sentir emoção por aquele começo.

Ao longo do livro, somos apresentados para os jovens Sukatarô e Aki, que por circunstâncias da vida acabam juntos como representantes de classe.

Antes de mais nada, para quem não compreende muito o sistema escolar japonês, os representantes de classe são responsáveis por praticamente todo um gerenciamento do grupo, desde escalas para limpeza que são realizadas até muitos outros pequenos detalhes, como visitar um aluno que se machucou ou repassar informações para os professores, levar o caderno para um aluno que perdeu a aula e coisas parecidas.

Tantas tarefas juntos tornou ambos muito mais próximos, nascendo assim um romance inocente e muito agradável de se ler.
E, romances à parte, o livro todo é uma jornada de descobertas e amadurecimento, de forma leve e ao mesmo tempo tocante, te levando ao final da leitura ao pensamento de o quanto somos importantes na vida e jornada do outro.

Te convido a entrar por essas poucas páginas e descobrir um mundo de amor além da paixão e uma nova forma de olhar os sentimentos dos outros ao redor.
Um Grito de Amor no Centro do Mundo é uma jornada de descoberta que precisa ser conhecida.




Sinopse: Um jovem colegial extremamente inteligente se depara com um caderno preto intitulado "Death Note" este caderno tem o poder de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele dês de que a pessoa que escreveu esse nome tenha uma imagem clara em sua mente de sua vitima.


Anime: Death Note

Gênero: Mistério, Policial, Sobrenatural
Autor: Tsugumi Ohba
Estúdio: MadHouse
Direção: Tetsuro Araki
Episódios: 37


Dos títulos que já escrevi a respeito aqui no Blog, Death Note é definitivamente o mais popular.

Aqui no Brasil foi exibido pela primeira vez pelo Animax em 2009 apesar do anime ter sido lançado no japão em 2006. De qualquer forma, a obra se popularizou e ganhou até um filme (que aconselho a todos não tomarem por base aquela atrocidade para tirar alguma conclusão a respeito da animação. O filme meramente se apropriou do titulo da obra e respeitou muito pouco as características das personagens ou o enredo da obra em si.).

Obviamente vou discorrer um pouco a respeito da obra, então alguns
spoilers serão inevitáveis a partir daqui, mas o que vou procurar discutir no meu texto é uma questão que vai além desse anime em si. Vou falar um pouco sobre o mercado de animes e a importância dessa obra para tanto.

Um conceito interessante da obra é que o personagem central é totalmente vilanesco e acompanhamos esse estudante, Light Yagami, e sua evolução. Porém, não é como se fosse um humano puro que repentinamente se vê corrompido por um poder sombrio, a personagem de Light é bem esférica, no sentido de que é fácil entender as motivações que o levam a construir seu ideal de justiça.

Ele vem de uma família de ideais rígidos. Seu pai era o chefe da força policial e Light um estudante exemplar em todos os aspectos, quando a priore o caderno cai em suas mãos ele o trata com ceticismo, mas sua curiosidade natural e pensamento cientifico o instigam a experimentar os poderes do caderno e ele o faz em um ato de heroísmo. Light escreve o nome de um delinquente descontrolado e, com isso, salva outra pessoa. 
Esse ponto é muito importante para a construção dessa personagem, pois seu ideal de justiça já nesse instante diz: "Tudo bem matar se for pelo bem maior".






Uma vez que o poder do caderno tenha se comprovado legitimo, Light não se desespera. Aliás, a frieza com que ele trata o assunto e a calma dele para lidar com esse evento sobrenatural inexplicável até então é o que o torna marcante nesse primeiro ato da obra. A partir disso é que nós leitores/espectadores entendemos que esse personagem possui uma característica destoante aos heróis convencionais. Ele é extremamente racional e isso já se coloca contra o modelo mais popular de heróis passionais.


Mas Death Note vai um pouco além na quebra dos moldes.

A grande verdade é que a personagem principal de Death Note não é um herói, aliás ele é o grande vilão da história toda e todas as características do arquétipo de um bom vilão estão ali. Sua inteligencia imbatível, seu ideal forte e inabalável, sua frieza com relação a vida alheia e a utilização do "Bem maior" como desculpa para cometer suas atrocidades. Além do carisma impecável, tamanho carisma que em boa parte da obra ele convenceu a todos de que era legitimamente bom.

Death Note é um banquete para análises de construção de personagens pois seu núcleo principal possui vários aspectos que proporcionam discussões sobre ética, benevolência e justiça. Claro que falando dessa forma da personagem central acabamos por nos cativarmos pelos trejeitos dela, mas em uma visão mais ampla Light é apenas mais um megalomaníaco e se houver qualquer duvida a respeito disso, posso sempre sacar a carta da fala dele: "Eu me tornarei o DEUS do novo mundo". 

Mas, a real questão aqui é que em determinado ponto da obra, Death Note fica saturado e isso se deve ao fato de que bem no começo uma outra personagem central é apresentada e essa personagem é a definitiva contraparte do Light.
Esse personagem é o L, um investigador mundialmente conhecido que fica no encargo de identificar e prender o misterioso assassino em série que tem matado criminosos ao redor do mundo, e esse assassino obviamente é o Light. Então, é dado o inicio do jogo de gato e rato onde esse investigador, que sempre preservou seu nome, não pode ser assassinado através do método usual e infalível do caderno.

Nesse ponto a obra é realmente interessante e acho que todos que a acompanharam tiveram essa sensação de tensão constante. 
É bem comum nós nos pegarmos torcendo para ambos, essa sensação de tensão crescente é o que acabou criando as grandes expectativas a respeito da obra. 
A originalidade do roteiro combinada com uma arte impecável e os diálogos intensos acabaram por criar uma legião de fãs, fãs do L, fãs do Kira (pseudônimo adotado por Light na obra para manter sua identidade segura e, ainda assim, ter uma espécie de figura pública para pregar teu ideal) e fãs de Death Note como um todo. 
Isso funcionou muito bem. As vendas foram boas, os fãs estavam cada vez mais animados com o clímax da história e após uma sequência de acontecimentos extremamente bem elaborados, chega em um ponto do ápice onde Light Yagami consegue levar a melhor sobre L e o assassina (não diretamente, mas basicamente ele foi o autor do plano todo). Assim, ele se livrou de seu maior obstáculo e provavelmente o único que seria capaz de revelá-lo e mandá-lo à justiça.
Sua vitória foi tamanha que não só ele fez isso, como acabou se tornando o encarregado responsável pela investigação de Kira. Ou seja, agora ele tinha a posição privilegiada de estar atrás de si mesmo e isso seria um fechamento sem igual.
O personagem central da série é um vilão e consegue executar seus planos com tamanha maestria que ele se torna aquilo que queria, o deus do novo mundo que ele criou. Onde as taxas de criminalidade são baixas devido ao constante medo da punição mortal que pode vir dessa entidade chamada Kira. (Inclusive tem um cena muito linda do L Lavando os pés do Light logo antes da morte acontecer).




Então houve uma questão,
As vendas estavam ótimas e os editores sentiam que ainda não era o momento para uma obra assim terminar, ao menos essa é a impressão que dá pois apesar desse ápice conclusivo, a obra se estende ganhando mais dois detetives que herdaram a vontade do L de pegar o Kira e novamente um jogo de gato e rato recomeça, dessa vez com o Light um pouco mais descuidado e com duas crianças prodígios que possuem poderes dedutivos quase que equivalentes ao de L.
Acho que os fãs acabaram ficando com esse gosto meio agridoce na boca onde temos esse mais do mesmo e, ao mesmo tempo, algo de aspecto totalmente diferente. Talvez por Death Note ter quebrado tantos padrões, a expectativa para a obra fosse bem maior do que era possível realmente fazer. A qualidade de animação continuava impecável, mas o roteiro sofreu tanto que, na segunda metade desse anime (pós morte do L), fica difícil simpatizar com o Light.

Claro que pode ser mera especulação falar que essa extensão da obra foi forçada por motivos de vendas, mas o autor de Death Note possui outro titulo chamado Bakuman, que se trata de um romance slice of life que fala de um escritor e um artista que decidem se tornar mangakás (autores de mangas) renomados e a obra mostra os bastidores da confecção e editoração de um manga.

Em certo ponto da obra, os autores passam por uma situação onde a editora tenta obrigá-los a continuar com uma história que eles julgavam já estar pronta para ser finalizada e a forma como isso é tratado da perspectiva dos autores e as resoluções em Bakuman, parecem uma nítida alfinetada a essa sede de lucro que acaba por estragar a arte em si. 
Bakuman é uma obra com um teor bem autobiográfico. Existem vários aspectos que são colocados na obra que falam sobre seu autor, então não é algo tão fora da realidade afirmar que essa passagem na obra se refira ao dilema de Death Note, ao menos ao meu ver.

Enfim, levando em consideração o anime como um todo...Death Note é sim uma obra de arte, uma peça rara e por mais que a segunda metade do anime tenha perdido um pouco sua qualidade de roteiro, o final foi muito bom e a qualidade de animação como um todo é constante. 

Meu coração diz 8 mas a nota real é um 7/10. 
O autor de Death Note é possivelmente um pseudônimo de um escritor que já possuía outros trabalhos consagrados e decidiu adotar essa identidade para evitar associações, uma vez que eram linhas de trabalhos bem distintas na época.
De qualquer forma, vale à pena chegar as outras obras que ele fez como Tsugumi, como Bakuman e Yamada-kun.