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Sinopse: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.


"Às vezes, é melhor não ver todo o caminho que se estende diante de você. Deixe a vida surpreendê-lo, Jackie. Há mais estrelas por aí do que as que já têm nome. E todas são lindas."


E esse livro chegou em minhas mãos ao encontrar uma amiga que faz parte de um projeto bem interessante, de um grupo de amigo secreto de livros. Sim! É um grupo incrível com algumas garotas, e dessa vez iniciamos o projeto do Livro Viajante.
Faz um tempo que o livro tem seguido entre casas e garotas, todas lendo, escrevendo em um caderno separado e deixando registrado o que acharam. (Eu mesma comecei a rabiscar o livro, o que fazia parte da experiência e é algo que não estou muito acostumada a fazer).
De toda forma, além dessa experiência em si já ser algo super interessante, o livro não ficou muito atrás, também.


"... eu não sabia como chegar a esses lugares, mas essa é a questão de estar perdido. Ter liberdade para ir a qualquer lugar, mas não saber onde ficava lugar nenhum."


Apesar de a maioria das pessoas que me falaram sobre o livro e suas primeiras impressões não terem sido totalmente positivas, falando sobre uma lentidão e ritmo mais "chato", eu admito que gostei bastante do que li. Talvez ter deixado minhas expectativas baixas tenha colaborado e eu tenha lido tudo com a mente um pouco mais aberta. Não sei. Mas sei que quero dividir um pouco do que li com vocês.

"Um corte fora aberto em mim, e era tão fundo que eu me sentia vivendo aquele momento crítico em que o lenhador grita "Madeira!", mas, de algum jeito, permanecendo em pé, em equilíbrio precário, sem saber para que lado poderia cair."


Como a sinopse já conta, seguimos a história de Jack, um garoto que acabou de perder sua mãe e terá que mudar sua vida, convivendo com seu pai. Porém, uma outra mudança de rotina o deixa em uma escola, onde ele acaba conhecendo Early, um garoto um tanto peculiar que entra em sua vida com seu jeito, rotina e manias.

"... este corpo concluiu seu trabalho de viver e espero que ele também faça o trabalho de morrer, agora que estou pronta."


Além de Early não estar presente na maioria das aulas, apenas as que ele quer e por quanto tempo acha bom, o mesmo vive em um pequeno quarto longe de todos os outros garotos, o que faz sua rotina peculiar ser mais fácil de se realizar. Ainda mais quando isso envolve ouvir determinados artistas em determinados dias. "Louis Armstrong às segundas, Frank Sinatra às quartas, Glenn Miller às sextas e Mozart ao domingos. A menos que chovesse. Em dias chuvosos, ele sempre ouve Billie Holiday."


"Você vai acabar chegando lá, mesmo que tenha que ir a todos os outros lugares antes."


Além de tudo isso, Early tem um certo vício e interesse no número Pi, que ele faz parecer como um grande personagem de uma história, cheia de aventuras. História que ele revela à Jack aos poucos, quando o garoto parece merecer saber mais sobre a jornada ao qual pode estar prestes a fazer parte. E é bem aí que Jack nota que criou um certo laço com o garoto e acaba se deixando levar, entrando em uma aventura cheia de esperança, mesmo que muito irreal. 
De toda forma, por mais absurdas que algumas coisas sejam, Jack começa a notar que a realidade tem muito a ver com as histórias contadas sobre Pi, e toda a esperança que mantém Early andando e querendo seguir acaba se tornando combustível para Jack seguir ao lado do garoto.

"Pi entendia a necessidade de se apegar. De não abrir mão da própria dor. Ela havia se tornado parte dele. Quem seria sem essa dor? A ideia o amedrontava." 


Não quero dar muitos spoilers e contar demais, mas recomendo que arrisquem ler.
O livro tem seu ritmo lento, mas algumas variações de capítulos entre a rotina de Jack ao lado de Early e as história de Pi acabam sendo bem dosadas, o que para mim faz o roteiro ter um ponto bem positivo. 
Talvez seja um tipo de livro que se torna confuso quando a realidade se mistura a magia e crenças que talvez sejam bem impossíveis, mas eu amei.

E vale notar que o livro é cheio de personagens que vão surgindo e sendo um acréscimo absurdamente bom para a história. Todos eles acabam sendo essenciais para a conclusão que vem de maneira incrível. 
Sem contar que o livro é incrivelmente lindo. As estrelas e suas constelações são grande parte do livro, o que o torna bem interessante e bonito. 

"Encontrar o caminho não significa que você sempre sabe o que está fazendo. Saber encontrar o caminho de volta para casa é que é importante."


Em Algum Lugar nas Estrelas se tornou um livro bem único para mim, seguindo um garoto autista e seu amigo, ambos querendo encontrar algo que preencha o vazio na vida deles, com uma amizade que acaba os fazendo passar por bons e maus momentos, todos sendo igualmente importantes
Uma leitura para todas as idades, envolvendo recomeços, aceitação, uma busca por respostas e vontade de eliminar a solidão.
Recomendo com todo amor =D


"Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram."






Sinopse: Alex Hazel é empresário bem-sucedido no mundo dos negócios, no qual ele custou a entrar. Abandonado pela mulher que amava e traído por quem confiava, ele moldou seu destino com um único desejo, o de Vingança. Conseguirá ele cumprir com seus planos quando o destino lhe prega a peça de trazer de volta aquela que roubara seu coração? Aventure-se nesse romance cercado de mistério e intensas emoções para descobrir até onde um homem vai, seja por ódio ou mesmo por amor.

Me desafiei a participar da leitura coletiva desse título, uma proposta da autora bem no final de abril, e me senti bem curiosa pela história só de olhar a capa. Gosto de romances, gosto de muitas intrigas, mas jamais imaginei o que encontrei naquelas páginas.

Logo no começo do livro você conhece Alex, um homem determinado, com a vida prestes a mudar graças aos seus investimentos para aquele momento especifico. A primeira impressão que tive dele, foi de ser alguém de punhos de ferro, que naturalmente eu talvez não gostasse tanto como pessoa, mas que para trabalhar, seria incrível. Ao longo do livro ele mudou minha visão sobre ele como pessoa, ganhou um pouco do meu coração, mas sigo dizendo que não muito.

Sabia que precisava pôr um fim à história que moldou sua vida e o fez ser o que é hoje: Para alguns, um homem frio, calculista e objetivo, para outros, um visionário, trabalhador e empresário de sucesso. Para ele mesmo, uma pessoa moldada em chamas e fogo pelas marcas da vida e seu desejo de vingança.

A trama desenvolve e somos apresentados para mais personagens, alguns cativantes e outros que desejamos o inferno e o fogo celestial juntos para destruí-los. Mas a jornada é linda. Você chega a sofrer com os personagens,se emocionar e sentir o coração inchar de emoções.

#ChoreinoMetrô quando li o final e digo que este livro entrou para o hall da fama entre meus favoritos.







Sinopse: O Jovem escritor Takagi Akito e o igualmente jovem artista Mashiro Moritaka decidem ainda no ensino fundamental que Juntos irão ser tornar Mangakas (escritores de magás) Famosos! Sua empreitada ganha ainda mais força quando Moritaka se declara para seu primeiro amor Azuki Miho que quer ser uma Seiyuu (dubladora profissional) com a proposta que quando um dia ele fizer um mangá que ganhe o anime e ela dublar a heroína desse mangá eles irão se casar, assim a dupla adota o pseudônimo de Ashirogi Muto e começa a empreitada para chegar ao topo da Shonen Jack! (nome parodiado da Shonen Jump, uma importante revista de publicação de mangás).


Anime: Bakuman
Gênero: Slice of Life, Drama, Comédia, Romance
Autor: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata
Estúdio: J.C Staff
Direção: Kenichi Kasai e Noriaki Akitaya



OK, esse momento eventualmente ia chegar então sentem-se crianças pois o titio aqui vai explicar como bons mangás e animes são feitos...

Bakuman é uma obra fictícia que acompanha a vida e empreitada desses jovens cheios de paixão que decidem entrar nesse mundinho dos mangás. 

A premissa parece um pouco tediosa e alguns podem até pensar que seria aquela típica obra parada que demora a se desenvolver, mas NÃO. Bakuman entrega romance, entrega empolgação, tensão, frustração e é uma metalinguagem muito bem elaborada. Afinal, se você vai fazer um mangá que fale sobre como chegar ao topo das vendas e ser um mangá de sucesso, você tem que ter no mínimo uma excelência em sua obra.
Mas, o mais interessante de Bakuman está no teor autobiográfico da obra, já cheguei a pincelar sobre isso no meu texto sobre Death Note e acho justo explicar um pouco mais a respeito nesse texto.






Mas, antes de mais nada vamos falar dos personagens.

A construção das personagens é como um todo bem elaborada. Todas as personagens com quem temos algum apego na obra tem ao menos um desenvolvimento decente, mas isso é uma característica forte do autor. Tsugumi tem uma habilidade muito grande quando se trata de tornar as personagens mais profundas, pois ele trabalha as emoções e tem um toque sutil. Não é como ele estivesse tentando empurrar goela abaixo algum apelo emocional, ele apenas as constrói de forma que as ações sejam condizentes com suas personalidades e ele não se atem apenas ao núcleo principal para tal, o que torna a obra mais atraente e acabamos nos apegando aos personagens e começamos a torcer por eles. 
É assim com Takagi Akito que possui um passado um pouco sombrio em alguns aspectos, devido a problemas familiares. A personagem se demonstra muitas vezes insegura e em dado momento até perde o controle e, quando juntamos todas as peças, vemos que a personalidade dele é bem elaborada, o que nos faz entender o motivo de ele gostar tanto de se apegar aos fatos para suprir suas inseguranças. E como ele é afetado pela opinião pública.
O Mashiro não fica atrás. Esse desejo e admiração que cresce dentro dele pela profissão de mangaka e até o fato de ele ser relutante em assumir o risco de querer se tornar autor no começo da obra, é tudo muito explicado. Tal como a teimosia persistente do Romance entre ele e a heroína, Azuki Miho, mas depois eu volto para falar dessa tortura que é esse romance. 
No fim não só eles, mas a maior parte das personagens acabam ganhando seu espaço e seu desenvolvimento e, em alguns casos, conseguimos até acompanhar o amadurecimento e crescimento dos coadjuvantes.







Também vale dizer que Bakuman é o tipo de obra que vale a pena ser revista, e isso pelo motivo muito simples de que quanto mais você gostar de animes e mangás, mais você vai entender Bakuman. 

A obra é recheada com referencias explícitas a outras obras e autores, além do enredo se tratar de um crescimento dentro da indústria e da forma que se faz mangá.
Um crescimento real que os fãs acompanharam e que ao ver a obra, podemos sentir 
como foi essa mudança nesse mundinho da perspectiva de quem fez parte direta dela.
Recheado com críticas e elogios ao sistema das grandes editoras, Bakuman sempre conseguiu entregar tensão e redenção em seus capítulos. 

Acho que um dos melhores arcos é o que precede o último arco da obra onde um autor rival decide que se ele conseguir manter a posição de primeiro lugar por 20 semanas nas pesquisas de preferência dos fãs, ele irá encerrar a própria obra (o que por contrato era impossível). 
O arco é bom pois mostra a rivalidade saudável e todos os autores que admiram o trabalho dele fazem de tudo para tirá-lo do primeiro lugar, a revista tem um crescimento enorme na qualidade por conta disso. Isso é uma alfinetada, um conselho do autor para as grandes editoras. Nesse arco, o autor está dizendo praticamente "vocês deveriam estimular a rivalidade entre seus autores e deixa-los terminar suas obras da forma que eles quiserem" e caso ninguém pegue essa mensagem nesse arco, o próximo é bem mais explícito, pois os personagens principais querem encerrar um mangá da melhor forma para a história deles e isso acaba incomodando os editores pois o mangá, no ritmo que estava, acabaria antes da estreia do Anime. Então temos uma fala fantástica de um dos editores que diz "Uma vez o antigo Editor chefe me disse que quando a empresa confronta com o ideal do autor, um verdadeiro editor é aquele que defende o Autor". Isso é talvez um tapa com luva de pelica que Ohba queria dar, apesar de ser apenas especulação. Não seria errado dizer que ele esteve em situação semelhante com Death Note e se quiserem ficar com a pulga atrás da orelha é só prestar atenção no design de personagens desse anime fictício dos autores de Bakuman e comparar com os de Death Note (qualquer semelhança é mera "coincidência").





Mas a questão é: Como um mangá sobre metalinguagens que fala sobre o dia a dia de um mangaka pode cativar tanto assim as pessoas? Isso o próprio mangá responde.
A obra deve ser interessante pois a Shonen só publica aquilo que acredita ser interessante. Se a obra tem tal qualidade, ela irá ser publicada. Caso não, foi falha do autor. Simples assim.
Bakuman não é só uma obra que critica esses processos editoriais, ele também elogia os editores, mostra essa relação praticamente de família que o editor desenvolve com o autor e mostra que o dia a a dia dentro do escritório não é nenhum sonho. 
Mas talvez a arma secreta de Bakuman esteja no desenvolvimento do casal principal.

Então voltemos ao Romance.

Mashiro Moritaka promete a sua amada Azuki Miho que fará um mangá que consiga se tornar um anime, e que ela irá dublar a personagem principal dessa obra e, quando isso acontecer, ambos vão se casar(o ponto aqui é uma criança de 15 anos falando que quer casar com a menina, mas relaxa porque eles meio que ficam uns 9 anos no stand-by). 
Miho aceita a proposta de Mashiro e impõe uma condição extra, até isso acontecer eles não devem se ver, eles só podem se incentivar por mensagens e essa condição é que gera toda a expectativa para esse relacionamento maluco! É quase que sádico da parte do autor construir esse casal dessa forma, mas também é genial, pois não fosse assim, talvez Bakuman perdesse muito de seus climax.
Você gosta do casal, logo torce por eles, e o casal só ficará junto quando as coisas derem certo pro Mashiro. Então é natural que quando eles falham em entregar algum mangá ou surge algum empecilho na carreira deles, você se frustre. Não pela dificuldade da personagem em si, mas sim pelo fato de que você é um Otako que quer MUITO ver aqueles lábios 2d se tocando, o autor te faz querer que o casal dê certo, e ele explora isso de tantas formas para alegrar e frustrar o leitor que eu acredito piamente que o Ohba é um sádico! 
Mas, a genialidade dele está em, mesmo mantendo esse distanciamento do casal principal, ele ainda entrega um romance para satisfazer um pouco os seus fãs.
Takagi, que é integrante do núcleo principal, tem uma romance bem desenvolvido e outros autores que aparecem na obra acabam roubando um pouco a cena e formando um casal.





Bakuman é um Anime nota 10? Não, não é! 
E você deve estar se perguntando o que diabos eu estou pensando em não dar um 10 para essa obra. Considerando enredo e personagens, ele tem uma nota alta, mas o Anime falta um pouco com a direção e, em alguns momentos, com a qualidade de animação. Mas é por pouco, são 75 episódios divididos em 3 temporadas e é notável que o Anime entregue tudo que se espera e com uma qualidade consistente, mas fazer isso não é digno de nota máxima.

O Anime é extremamente fiel ao mangá e claro que quando é assim ficamos agradecidos pelo diretor respeitar a obra, mas um bom diretor trabalharia melhor os ângulos de câmera e a trilha sonora. O próprio anime tem uma passagem que fala de um autor que cria conteúdo exclusivo pro anime da sua obra e um dos editores comenta: "Ele até pensou em como mostrar as cenas de forma que fiquem melhor na Tv". E é importante ter essa visão, e não é como Bakuman não fizesse isso, ele só não corresponde a o que esperamos de uma obra desse calibre e acho que principalmente em trilha sonora.

Mas como eu disse, Bakuman é o tipo de obra que vale a pena ser revista, tanto o mangá quanto o anime.

Para quem ainda não é muito aprofundado nesse universo, o anime cita várias outras obras e é uma ótima fonte de recomendações. Acho que quase todo o beabá Shonen é citado na obra, Naruto, One Piece, Dragon Ball, Bleach... Além disso, ele fala um pouco sobre os diferentes gêneros. Nesse caso o Mangá é um pouco mais didático que o anime, mas no fim, acho que todas as pessoas que assistirem o anime vão querer ao menos dar uma olhada no Manga que tem uns pontos extras de desenvolvimento.
Apesar dos pesares, acredito que o Anime acabou da melhor forma possível.
Talvez eu tenha um pontinha de tristeza por uma pequena questão no final, mas vendo como um todo é uma obra exemplar e divertida!

A nota é 8,5/10 e eu torço que para aqueles que resolvam se aventurar e ver a obra consigam se divertir e aprender com ela.

Como eu falei, quanto mais você gostar de Animes e Mangás mais você vai gostar de Bakuman. E você irá pegar inúmeras referencias e até alguns easter eggs!














Livro original de Sweeney Todd será publicado no Brasil!!!


Originalmente publicado em 1846, na Inglaterra Vitoriana, Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma das Penny Dreadfuls mais famosas e queridas de todos os tempos. Lançado periodicamente em capítulos, em um formato semelhante ao folhetim, a história do barbeiro que assassinava seus clientes e fornecia a carne dos corpos para a fabricação das tortas mais famosas de Londres ganhou grande popularidade no século XIX, sendo posteriormente adaptada para o teatro e também para as telonas, graças ao diretor de cinema Tim Burton. (Você pode conferir o trailer AQUI)




O filme foi lançado em 2008 teve aclamação por parte da crítica especializada. Em base de 39 avaliações profissionais, alcançou metascore de 83% no Metacritic. Por votos dos usuários do site, alcança uma nota de 7.6, usada para avaliar a recepção do público.



O filme estreou nos Estados Unidos da América com US$9,300,805 em 1.249 cinemas, com uma média de US$7,446 por cinema. Aos fim das exibições, o filme acumulava, nos Estados Unidos, US$52,898,073, mal ultrapassando o seu gasto de US$50 milhões, e US$100,431,771 no resto do mundo, acumulando um box office de US$153,329,844. Além disso, o filme está na décima posição de musicais com as maiores bilheterias de todos os tempos









E agora temos a chance de ler essa maravilha!!!
A obra completa 172 anos agora em 2018, e a Editora Wish, já conhecida pelo seu trabalho com textos antigos, abriu no dia 07 de maio uma campanha de financiamento coletivo para publicar o livro, até então inédito no Brasil. A campanha ficará no ar por dois meses, e em suas primeiras 24 horas já arrecadou mais de 30% da meta. Para realizar a publicação, a editora precisa arrecadar no mínimo R$ 22.103,00. Quem colaborar vai receber exemplares da obra e brindes extras.

SERVIÇO
Direção e projeto gráfico: Marina Avila – CEO da Wish
Tradução: Ana Death Duarte
Revisão: Karine Ribeiro
Prefácio: Valquíria Vlad
Administração de Envios: Marcia Avila
Apoios a partir de: R$ 25,00 (R$ 47,00 para o livro impresso com frete grátis)








O projeto parecer incrível e oferece diversas formas de pagamento, para colaborar com o crescimento. 
Repetimos que, para entender melhor, basta acessar https://www.catarse.me/sweeney?ref=blogger e ver todos os detalhes <3







Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush – o cara bonito, rico e popular da escola – que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo. 

A sinopse diz bastante coisa e o livro não vai muito além do que é dito.
Quando o peguei para ler, não esperava muita coisa, o que foi bom. Mas a leitura se tornou algo tranquilo e divertido.
Como dito, Bianca é a típica garota que tem amigas mais populares e se mantém na sua, as acompanhando e seguindo seu ritmo.
E é quando ela se permite aproximar de um dos caras que ela mais odeia, Wesley, que tudo muda.

Como Bianca é uma personagem bem impulsiva, com pensamentos fortes e que segue bem a fundo o que acha certo e errado, o desenvolvimento se torna bom pois a personalidade se mantém intacta, apesar de alguns muros "anti-Wesley" começarem a cair.
Com o tempo, Bianca nota que ter sido classificada como a Duff do grupo foi algo que ficou em sua mente. E, como se não percebesse o quanto isso incomoda a garota, Wesley continua a chamando assim enquanto passam de beijos para uma intimidade um tanto maior.

" Mas por que eu deveria fazer qualquer coisa só para consertar o que ele ou qualquer outra pessoa pensa sobre mim? Eu não deveria. Nem ele."


Agora, vamos lá. Como disse, o livro não vai muito além do que a sinopse mostra, porém não se trata também apenas de um romance adolescente. A autora acaba se aprofundando na vida de Bianca, nos mostrando o quanto a relação com seus pais está se tornando cada vez mais difícil já que sua mãe viaja muito e escolhe se ausentar, aproveitando que é uma autora mais conhecida, fazendo palestras e fugindo dos problemas. O que deixa a garota com um pai que, com esperança, acredita que a esposa voltará um dia.
E são esses problemas que acabam cercando mais a vida de Bianca e a deixando um tanto sufocada, precisando da válvula de escape chamada Wesley.
Além disso, com todo esse desenvolvimento, os pensamentos confusos e a falta de coragem de dividir com suas amigas algo que sai da rotina, mostra como a amizade é um tema importante no livro, mesmo que por meio das amigas que se sentem deixadas de lado, ou aquela pessoa que se torna um ouvido a mais, de jeito inesperado.

"Não importa aonde você vá ou o que você faça para se distrair, a realidade volta para te pegar, afinal."

Particularmente, não acho que seja o livro mais cheio de conteúdo e reviravoltas. Para mim é um tema clichê, com algumas coisas previsíveis. Porém, mesmo que a personagem principal tome algumas decisões duvidosas, é tão evidente que ela é bem humana e cheia de sentimentos, que fica fácil se relacionar.
É o livro que serve para todo mundo que já se sentiu inseguro em algum momento da vida, por sua causa ou pela opinião dos outros.
E o final ainda, apesar de esperado, é seguido de uma conclusão muito boa para todos os personagens, o que me deixou satisfeita.
De novo, apesar do cliche, Bianca é uma personagem que me agrada bastante por ter uma mente bem feita, buscando respeito para si e para outros ao redor, da sua maneira, o que ajuda bastante.

O tipo de leitura leve, que te prende nas páginas por uma conexão humana.
Um livro que fala sobre o famoso assunto "bullying", até citando outras personagens que não Bianca, mas que trata tudo de maneira bem sútil.
Caso procure algo mais tranquilo para ler e deixar o tempo passar, indico sem dúvida alguma =D

Ah! O livro já foi adaptado e ainda não tive a chance de ver, mas dizem que tem um clima mais divertido que o livro, que faz ser bem fácil de ver. Para ver o trailer, é só clicar AQUI






Sinopse: Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas: uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido. Primeiro livro da série Os Lobos de Mercy Falls, Calafrio é a história de dois jovens que aceitam correr todos os riscos pelo amor, até mesmo o de deixarem de ser quem são.

Calafrio foi lançado a primeira vez em 2010 e já teve algumas edições e editoras. Eu ainda não consegui me desfazer das versões antigas que possuo (minhas queridinhas), mas dessa vez resolvi reler com a última versão, lançada pela editora Agir Now.

Fazia um bom tempo em que queria reler todos os livros e finalmente fiz isso começo desse ano.
Foi bem difícil desgrudar das páginas, tentando fazer minha mente lembrar de pequenos trechos que fizeram essa série se tornar uma das minhas favoritas.
Mas não foi difícil lembrar o por quê de a amar.

O livro segue a história de Grace, uma garota que acabou sendo mordida por lobos quando era criança, atacada em seu próprio quintal, mas sobrevivendo para contar a história. Na verdade, conforme crescia, ao invés de criar qualquer trauma pelos animais, Grace se tornou uma garota que admirava os lobos.
Logo de início notamos que seus pais são bem desligados, independentes, sem grandes apegos e ela cuida de si mesma. E, enquanto faz uma refeição ou cuida da casa, Grace sempre tenta achar um tempo para olhar do lado de fora da janela em pleno inverno e tentar ver seus lobos. Ou melhor...o lobo de olhos amarelos que chama sua atenção desde o ataque, sendo aquele que pareceu não querer a machucar.


"Foi difícil achar as palavras para me expressar. O que eu queria era fazê-la pensar em como tinha se apaixonado por mim como lobo. Sem palavras. Enxergando além do significado óbvio da minha pele de lobo para ver o havia dentro. Vendo fosse o que fosse que me fazia ser Sam, sempre."


Do outro lado da história temos Sam, o lobo de olhos amarelos que se transformou desde muito cedo, aprendendo que nos verões ele poderia tentar ser uma versão humana de si mesmo, que ama músicas, ama ler e vive com um bando instável, mesmo como humanos. Aos invernos, Sam se transforma em um lobo cinzento, que nunca conseguiu deixar de visitar a garota, escondido entre as árvores.

Isso tudo é apenas o início de uma história muito interessante.
O livro é todo intercalado com capítulos dos dois personagens, o que nos faz ter uma visão mais ampla de tudo. Seja pelos olhos amarelos do garoto que deixa de ser lobo depois de um momento inesperado e se aproxima de Grace, ou pelos olhos da garota que se vê com a vida totalmente virada de cabeça para baixo quando entende que amar o lobo que sempre admirou é algo possível, sim.

Ambos desenvolvem um romance interessante. Cada um aprendendo aos poucos quem é o outro, apesar de sentirem que se conhecem uma vida toda.
O bom do livro é que, apesar do romance perdurar muito, não é a única coisa que acontece. Sabemos que o inverno é o que faz os humanos mordidos se transformarem, o que deixa Sam cada vez mais ciente do pouco tempo que tem com Grace.
Porém, outros personagens acabarão fazendo parte disso, até envolvendo uma das amigas mais próximas de Grave, Olívia.
E um lobo recém criado e instável se torna apenas mais um dos muitos problemas que vão surgindo.


" - E nos tempos silenciosos e às vezes difíceis das mutações, quando algo se aproxima, quero estar com os que conhecem coisas secretas, ou, senão, sozinho. Quero refletir tudo o que há em você, e nunca ser tão cego ou tão antigo que mantenha comigo sua variante e complexa imagem. Quero me revelar. Não quero estar oculto em lugar algum, porque, quando estou oculto, sou uma mentira."


O bom do livro é que a história vai sendo construída em seu ritmo, com algumas teorias que vão sendo mostradas, apesar de não entendermos ainda de onde tudo isso surgiu ou como começou.
É um livro onde a personagem principal tem uma boa personalidade e se entrega rápido a sentimentos que parecem muito antigos. E sempre temos outros personagens com personalidade um pouco mais forte para dar aquela quebra no momento "doce demais" que o romance tem.

É evidentemente um livro que cria todo um cenário, mostrando alguns pedaços do passado e presente, e te faz ansiar por mais para descobrir onde o futuro vai dar e quem mais acabará sendo "amaldiçoado" com um destino lupino, mesmo sem se transformar.

Admito que o primeiro volume acabou se mostrando mais como um romance do que aventura ou fantasia em si. Mas me lembro bem que é apenas um começo para algo muito mais intenso e estou bem ansiosa.

Para aqueles que gostam de uma leitura que saia da realidade de todos os dias e quer começar algo com calma, deixando a história se desenvolver aos poucos, pode mergulhar de cabeça nesse livro que é a escolha certa =D

"Senti como se as coisas me escapassem. Eu tinha encontrado o paraíso e me agarrava a ele tão apertado quanto podia, mas ele se desfazia, um fio muito frágil escorregando entre meus dedos, fino demais para que eu pudesse segurá-lo."







Sinopse: Captain Tsubasa conta a história de Tsubasa Oozora (Oliver Tsubasa na versão brasileira e portuguesa), um garoto de 11 anos que tem um grande talento pelo futebol e é reconhecido pelo seu técnico, e ex-jogador brasileiro, Roberto Hongo, que decide levar Tsubasa para o Brasil e treiná-lo para a Copa do Mundo.


Anime: Captain Tsubasa
Gênero: Ação, Esporte, Shounen
Autor: Yoichi Takahashi
Estúdio: David production
Direção: Toshiyuki Kato


Fiquei um tempo fora do ar mas voltei e voltei com boas noticias! 

Em primeiro lugar, aqui no blog geralmente me restrinjo a falar de Animes com pelo menos uma temporada já encerrada e tendo ainda mais a procurar falar sobre os que tem um final fechado, pois é mais fácil fazer uma analise e dar uma nota em uma obra finalizada. A única exceção a essa regra até então foi Kono Subarashii (vide KonoSuba) que é um anime de comédia que ainda esta em produção e, na época que fiz, havia saído apenas a primeira temporada mas com a segunda já anunciada, isso até então.

2018 tem sido um ano interessante para a indústria de animes. Anunciaram diversas continuações, entre elas o tão esperado arco A
licization de Sword Art Online e a saga Hero de Highschool DxD, além das temporadas já esperadas de Boku No Hero Academia e One Punch Man. Mas não vou falar de nada disso, eu poderia e prometo fazê-lo em um futuro próximo, mas quero voltar a atenção de todos a essa nova versão de Captain Tsubasa ou como conhecemos por essas terras tupinambas: SUPER CAMPEÕES!








É a primeira vez qui no blog que vou falar de um anime de esporte. 
O motivo é que a categoria de animes de esportes ainda é bem dividida e costuma ser de nichos mais específicos. Atualmente, um anime dessa categoria que está em alta é o Haikyuu, um anime de vôlei que ganhou um bom espaço nas vendas e é um dos mangás do Big 3 da Shounen (Shounen Jump é uma revista renomada que lança titulos shounens tal como Naruto, One Piece e etc, o Big 3 são os 3 mangás com as maiores vendas). No momento, o Big 3 consiste em One piece, Haikyuu e Boku No Hero e tirando One Piece que esta nas mãos da TOEI Animation, tanto Haikyuu quanto Boku No Hero estão muito bem em questão de animação e direção, mas estou digredindo novamente!








A questão é: Animes de esportes não costumam ser tão valorizados, mas um bom anime pode deixar uma impressão marcante, e era isso que a federação japonesa de Futebol estava pensando quando resolveu apoiar o anime de Captain Tsubasa lá nos anos 80. 
A versão original do anime foi exibida pela primeira vez pela TV TOKYO em 1983 e tinha a direção de Isamu Imakake. Essa versão passou por 3 anos e totalizou 128 episódios até seu capitulo final em 86, mais tarde ela foi exibida em Portugal no ano de 93 e aqui no Brasil nós vimos apenas o remake com cortes, Captain Tsubasa J, que foi exibida pela rede TV com dublagem em português. 
A federação japonesa de futebol apoiou ao anime por sentir que o esporte estava em baixa no Japão e o anime teria como função trazer de volta aos jovens o interesse pelo futebol japonês.
Naquela época o Brasil era uma mega potência do futebol e uma referência muito importante para o esporte, tanto que na série o Jovem Tsubasa que é o personagem principal joga pelo SPFC, quando a série chegou ao Brasil o time ficou com o nome de "Brancos", mas era nítida a referencia ao clube.




Essa versão de 2018 não é o primeiro remake, como eu disse anteriormente existe o Captain Tsubasa J que para todos os efeitos e como um Dragon Ball Z KAI. Uma versão com cortes para encurtar os episódios e melhorar a qualidade de animação, mas ainda se atem ao roteiro original. Essa versão estava sobre encargo do Studio Comet e chegou ao Brasil pela Rede Manchete e pelo Cartoon Network em meados de 2000, a história da continuidade para a copa do mundo sub 19 de 2002 no anime Captain Tsubasa Road to 2002 contando com uma animação de qualidade superior acredito que por encargo do estúdio MadHouse que assumiu.

A verdade é que esse anime tem uma importância muito grande para os fãs de Futebol do Japão e não é por menos que seu Remake estar estreando em ano de copa do mundo. Mas para quem procura algo que trate o esporte de forma realista, isso já é bem distante da realidade do Anime. 
Em primeiro lugar é pelo motivo óbvio que o Japão só vai ser campeão mundial de Futebol em uma obra de ficção! O anime possui muitos exageros e jogadas impossíveis, quase como superpoderes e jogadores de níveis sobre-humanos, tal como o chute que sempre rasga a rede, o goleiro que pula pro lado errado mas consegue se reposicionar no ar chutando a trave e pegando impulso ou a jogada dos gêmeos que um joga o outro pro alto para cabecear... É uma lista grande de jogadas impossíveis, mas esse teor fictício não atrapalha em nada a emoção dos jogos e da superação de desafios.
Não é tão incomum assim os animes de esporte recorrerem a essas técnicas especiais para dar um ânimo maior à obra, Kuroko no Basket e The Prince of Tênis são bons exemplos (não vou nem citar o Inazuma Eleven pois este rompe qualquer limite com a realidade), mas existem aqueles que se atem ao tom mais realista do esporte e conseguem passar a mesma sensação, tal como é com Haikyuu e All Out (um anime de Rugby que não ficou tão popular, mas para quem curte o genero vale a pena).



A obra como um todo é divertida, com bastante alivio cômico (diferente de Major, o anime de Baseball com o maior numero de tragédias por temporada - acho que não teve uma temporada em que ninguém tenha perdido algum parente ou sido abandonado -  e olha que ele tem 6 temporadas, e também saiu a continuação esse ano Major2, mas estou digredindo novamente!). 
Captain Tsubasa tem sua dose de drama com contusões e adversários de nível superior, mas o clima do Anime geralmente é leve e a personalidade do personagem principal costuma ser alegre e otimista.

Espero que essa versão de 2018 consiga trazer o melhor do anime e melhorar ainda mais a qualidade de animação.
Seria muito bom ver mais movimentos fluídos durante as partidas.
Não vou dar nota, até então o anime só tem 2 episódios lançados e ainda tem chão até entregar algum clímax, tendo em vista que todas as versões anteriores não tiveram menos de 40 episódios. Porém, acredito que se eles quiserem fechar o anime junto com a temporada, ele terá no máximo uns 24 episódios, mas isso só o tempo dirá! 






















Em todo o caso fica a recomendação.
Os animes de esportes sempre permeiam por ai, ainda mais esse ano e nessa temporada que, excepcionalmente, houveram muitas estreias do gênero e com focos diferentes. Alguns exemplos fora os já citados são o Gurazeni, um anime de Baseball porém com um foco maior em comédia e falando mais sobre as contratações profissionais e os bastidores do esporte; e um de ação chamado MegaloBoxe que está com uma animação bem legal e uma trilha sonora fantástica. Esse acompanha um lutador de submundo que entra em um torneio profissional com o objetivo de se tornar o melhor lutador. O anime foge um pouco do realismo pois os boxeadores usam equipamentos futuristas, mas no geral é bem empolgante!

Até a próxima pessoal! (espero ser breve)











Sinopse: Rose Hathaway sabe que é um erro se apaixonar por um de seus instrutores. Lissa, sua melhor amiga e última princesa do clã dos Dragomir, deve vir sempre em primeiro lugar. Rose precisa protegê-la. Mas, infelizmente, quando se trata de Dimitri Belikov, algumas regras parecem existir apenas para serem quebradas. Justamente quando Lissa e Rose veem seu pior inimigo, Victor Dashkov, a um passo de sair da prisão, imagens sombrias começam a invadir a mente de Rose, prenunciando algo terrível à espreita da Escola São Vladimir. A tensão ronda o mundo dos Moroi mais do que nunca. Os Strigoi desejam vingança pelas mortes causadas por Rose em Spokane. Numa batalha de tirar o fôlego, ela viverá seus piores pesadelos ao ter de escolher entre o amor de sua vida e sua melhor amiga. Será que essa escolha significa que apenas um deles sobreviverá?


"Manter o coração enterrado não era muito diferente de manter a raiva reprimida, isso eu aprendera. O sentimento corrói você por dentro até que tudo que você quer é gritar ou chutar alguma coisa." 


A sinopse já diz muita coisa, e ainda estou naquele momento intenso de amar estar relendo essa série.
Caso queira ler a resenha do livro anterior, só clicar AQUI

Depois do final do livro dois (E note que a resenha terá spoilers dos livros anteriores, claro), todos os personagens estão vivendo no limite e tentando se recuperar das perdas e experiência intensa com os Strigoi.
Apesar disso, eu ainda acho que é um livro que tem um ritmo lento. Mais personagens aparecem, alguns acabam ganhando um destaque um pouco maior, ainda mais com o julgamento de Victor Dashkov e a realeza presente, mas ainda sinto que é um livro que tem um ritmo morno até mais perto do final.
E o "morno" a que me refiro não é em nada ruim.


"Não podia contar que, enquanto ela aproveitava a vida, eu a estava protegendo nas sombras, como sempre."


Richelle levou seu tempo para criar toda uma trama, nos mostrar que Rose não está tão bem quanto ela mesma esperava e que terá que lidar com sentimentos e aceitar algumas "loucuras" para conseguir sobreviver.
Seguimos Rose e outros dampiros em sua "experiência de campo", onde todos seus dotes e aprendizados serão testados. Como se lidar com a morte de seu amigo-quase-ex não fosse muito, Rose começa a ter alucinações com ele que atrapalham essa experiência e colocam seu futuro em risco. Proteger sua melhor amiga, Lissa, talvez não seja algo que ela será capaz de fazer.


"O que nós tínhamos era amor. Nós éramos como duas metades de um inteiro, sempre prontos para apoiar o outro. Nenhum de nós era perfeito, mas isso não importava. Com ele, eu podia vencer essa raiva que me preenchia. Ele acreditava que eu era mais forte do que aquilo. E eu era." 


No meio de pequenos detalhes onde vemos que o humor de Rose deixa de ser apenas engraçadinho para se tornar triste, raivoso e desesperador...o romance que ela nutre por Dimitri vai se desenvolvendo um pouco mais, o que acaba sendo ótimo porque é aquele tipo de casal que é um tanto pé no chão, ainda mais na situação em que se encontram.

Enquanto todas essas pequenas coisas vão acontecendo... o grande final se resume a uma grande quantidade de Strigoi. Muitos.
E se uma batalha dessas não fosse algo já absurdo, o inesperado acontece. E, mesmo sendo a terceira vez que releio esses livros, ainda consigo ficar surpresa com como tudo aconteceu e como Rose se mostra racional e determinada a cumprir promessas que ela nem havia notado que tinha feito.


“Tudo morre, Rose. Exceto você, eu suponho. Ou talvez você esteja morta. Eu não sei. Aqueles que visitam o mundo dos mortos provavelmente nunca conseguem se separar bem deles.”



E AH! Para quem gosta, Adrian acaba tendo um pouco mais de destaque a partir desse livro. Seja se enfiando na mente de Rose sem permissão, ou tentando estudar mais com Lissa e aprender coisas novas ao mesmo tempo que controla o que faz e o perturba, com muito álcool e aquele jeito que tira Rose do sério.
O mesmo posso dizer de Christian que, apesar de já ter tido um bom espaço no livro anterior, se mantém presente, ainda mais quando Rose fica responsável por ele. Não temos tanto do relacionamento dele com Lissa, o que foi bom pois deu espaço para situações mais inesperadas.

O livro é cheio de surpresas, alguns detalhes que vão te deixando com mais vontade de ler, o que compensa o desenvolvimento que eu, particularmente, considero um tanto lento.
Terminei o livro já desejando ler o 4, mas sinto que terei que me dar um tempo para aceitar o destino de alguns personagens, tudo de novo.
Recomendo facilmente, sem contar que isso sempre me faz pensar o quanto a Richelle Mead jamais me decepciona <3

“Vida e morte, tão imprevisíveis, tão perto uma da outra. Existíamos de momento em momento, nunca sabendo quem seria o próximo a deixar este mundo. Eu ainda estava parada olhando para as cinzas e, quando olhei para cima, tudo me pareceu tão doce e bonito. As árvores, as estrelas, a lua. Eu estava viva – e estava feliz com isso.”