Trono de Vidro #1 - Sarah J. Maas

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Sinopse: Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida. Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor. Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.


Trono de Vidro se tornou um daqueles livros em que se tem um começo difícil, um meio lento e um final incrível. Logo de cara, nas primeiras páginas, já dá para notar que é um tipo de escrita em que temos que ir com calma e paciência, ainda mais quando a personagem principal não é facilmente amada. Não que ela tenha essa intensão. Ser uma assassina temida não é para todo mundo, claro. Mas, a leitura exige certa paciência e recomendo que consigam ter para deixar a mente entrar aos poucos em todo o mundo que a autora nos apresenta.

Eu não terei medo. Pela primeira vez em muito tempo as palavras soaram verdadeiras.

Celaena (personagem de nome difícil, que jamais achei que decoraria e sequer sei se pronuncio corretamente), já paga por todos seus pecados no começo do livro. Estando condenada a viver uma vida de escravidão, ela tem sua rotina mudada quando um príncipe herdeiro aparece e lhe propõe uma mudança de vida. Caso ela vença um torneio dado por seu pai, o Rei, ela terá a honra de se tornar parte da guarda do mesmo e, depois de anos de trabalho, conquistar sua liberdade. Como toda protagonista de personalidade forte, a ideia parece absurda e ela tem que pensar a respeito antes de aceitar, enquanto parte da sua mente já tenta achar uma maneira fugir e não ter que ser um brinquedo na mão de ninguém.

Ao inferno com as consequências. Ele acharia um meio de aquilo dar certo; encontraria um modo de ficar com ela. Precisasva encontrar. Tinha pulado do penhasco. Só restava torcer pela rede de segurança. 


Aos poucos, Celaena entende que vencer será uma das melhores coisas que poderá fazer e trabalha duro para isso. Entre treinos intensos, onde seu corpo parece não aguentar, a personagem usa de uma personalidade sarcástica e, às vezes, infantil para ir conquistando espaço. Apesar de ter que se manter na dela e não revelar seu verdadeiro nome e feitos durante sua curta vida, Celaena começa a se aproximar mais do príncipe Dorian e do próprio capitão da guarda, Chaol, que a acompanha, escolta e vigia o tempo todo.

Havia uma escuridão nos olhos do rei que parecia fria e estrangeira, como os espaços entre as estrelas. Um homem seria capaz de destruir um mundo? Sua ambição o consumia tanto assim? Celaena conseguia escutar os ruídos de uma guerra. 


É aí que a metade do livro começa a agir. A personagem deixa de ser absurdamente fria para deixar a inteligência tomar conta e entender como conquistar seu espaço, mostrar confiança e, aos poucos, ir confiando nas outras pessoas. Ainda mais porque ela não é a única que se beneficiará com sua vitória. Porém, vale citar que acho que a autora não soube muito bem como definir a personalidade da assassina que deveria ser fria e uma das melhores em todo o mundo. Ela se torna infantil algumas vezes (como dito anteriormente), um tanto quanto receosa, amorosa demais, sendo que no começo do livro parece que ser exatamente tudo o que ela nunca foi. Claro que é a impressão que o primeiro livro passa e todos sabem que existe um complemento com o livro A Lâmina da Assassina, onde saberemos mais sobre a vida dela, e onde talvez tenhamos explicações sobre quem ela é quem se tornou. Mas, acho que uma personalidade precisa ficar mais definida em um livro, sem ter que nos fazer ler um "extra" para saber mais. Não digo que a personagem não é boa, apenas confusa, como se tivesse uma grande bipolaridade dentro dela dependendo das situações ao redor.

E, enquanto a personalidade dela muda, vemos os personagens secundários tendo um espaço maior também. Seja com Chaol que aos poucos vai cedendo apesar de sempre se manter alerta, ou seja com o príncipe Dorian. Apesar de me parecer a maior parte do livro como um filho mimado e sem uma causa definida, ele acaba aliviando parte de um peso ruim nos dias de Celaena. E, como todo personagem, ele mostra fraquezas, medos e receios. E aí vem aquela outra coisinha que incomoda. Personagens que mostram uma "personalidade" contrária a tudo o que a garota quer. Ela diz não, ele diz sim. Ela quer que ele saia do quarto, ele fica, dá uma risada e ela parece se encantar com esse simples gesto, esquecendo o quanto ele está ignorando tudo o que ela disse. Acho que é aquela leve linha entre mostrar uma personalidade forte e de alguém que quer algo, para um personagem que ouve "sim" quando a garota diz "não". Mas não iremos problematizar isso porque ainda é uma parte pequena na história. Ao menos por enquanto. =D
E como toda história, isso abre as portas para um tipo de triângulo amoroso...
Luz e escuridão. Vida e morte. Onde eu me encaixo?

Podemos ignorar esse trio e citar outros personagens importantes, mas deixo em evidência Nehemia, uma princesa de um dos reinos rebeldes, que acaba ficando no palácio de vidro não por vontade própria, mas se aproxima de um jeito importante da querida assassina. E, além dela, notamos que mais personagens escondem muitas coisas, interesses próprios e grande parte no mistério que ronda o palácio.

Estou evitando muito das spoilers, mas é uma trama que envolve uma questão política, como já estamos acostumados, sobrenatural, fantasia, pouco romance ( já que coisas mais intensas estão rolando, mas não deixa de existir), e com ação e crueldade na dose exata. Não é dos livros mais fáceis de se ler, precisa de certa vontade, mas a trama nos prende bem lá pelo meio até o final, revelando mais e mais tudo por trás de mortes repentinas envolvendo cada um dos participantes do "torneio". Um livro que vale a pena ser lido, sim. Ainda esperava uma personagem mais fria, mas agora que entendo que o enredo é um pouco mais leve, estou ansiosa para conhecer mais com os próximos livros já lançados =D



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2 comentários:

  1. Mila, sua resenha me lembrou do Chama Entre As Cinzas, já leu?!?! Eu amei e desesperada pelo próximo kkkk :)

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    1. Eu comentei com você quando você estava lendo auhahuuhaa Já li sim e a resenha está pronta há um tempo já, esperando o momento de sair =D

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