A Morte de Sarai (Na Companhia de Assassinos #1) - J.A. Redmerski

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Sinopse: Sarai tinha só quatorze anos quando sua mãe a levou para viver no México em um quartel de drogas. Com o tempo ela se esqueceu do que era ter uma vida normal, mas ela nunca deixou de lado a esperança de escapar do complexo onde tem estado presa nos últimos nove anos. Victor é um assassino a sangue frio que, como Sarai, somente conheceu a morte e a violência desde que era somente uma criança. Quando Victor chega ao complexo para recolher dados e aplicar um golpe, Sarai o vê como uma chance para escapar. Mas as coisas não acontecem como o previsto, e em vez de se encontrar a caminho de Tucson, ela se encontra livre de um homem perigoso, para cair nas garras de outro. Enquanto fogem, Victor se distancia de sua natureza primitiva enquanto sucumbe a sua consciência e decide ajudar Sarai. À medida que ficam próximos, ele se encontra disposto a arriscar tudo para mantê-la com vida, inclusive sua relação com seu irmão e seu contato, Niklas que, agora como todos os outros, querem Sarai morta. Enquanto Victor e Sarai lentamente constroem uma confiança entre eles, as diferenças parecem diminuir, e uma atração pouco provável se intensifica. Entretanto, as habilidades e experiência de Victor podem não se suficientes para salvá-la, enquanto o poder que ela tem sobre ele, pode ser o que colocará fim a sua vida.



Quando comecei a ler, toda a sinopse me fez pensar em um livro muito mais pesado do que ele é. Não me entendam errado, o livro é bom, mas eu esperava algo mais intenso, com um suspense pesado e uma tensão mais fria.

(...) E quanto mais ele faz isso, quanto mais age como se nem valesse a pena me olhar nos olhos, mais me enfurece. E quando eu fico com raiva, choro. Sempre fui assim, desde que me conheço por gente. E odeio isso. Nunca grito, xingo, quebro coisas ou bato em alguém. Eu choro. Toda maldita vez.

O livro inteiro tem aquele clima de algo escrito para se tornar filme. Cenas rápidas, enredo que se liga do começo ao fim e que nada para, jamais. Eu conseguia visualizar cada cena tranquilamente e gostei do que vi.
Ah, o livro alterna entre o ponto de vista de Sarai e Victor, nos dando uma boa ideia de como as coisas não são tão simples quanto podem parecer, se analisadas por outros olhos.

(...) Não consigo mais olhar para ele. Não por raiva, ódio ou vingança, mas por vergonha. Não consigo olhar um assassino nos olhos porque não só não sou melhor do que ele, é possível que eu seja pior.

Seguimos a história com Sarai, como a sinopse diz. Além dela temos Victor, Javier e Niklas como personagens importantes.
A história inteira é cheia de personagens com medos, receios, vontades, aquele senso de dever e tarefa a cumprir, e Sarai se vê no meio de tudo isso, sem ter qualquer escolha sobre a própria vida. Não existem mocinhos e muito menos aquele cara que se torna um herói com gestos nobres. Acho que a história inteira se resume à pessoas fazendo o que podem para sobreviver e saciar suas vontades.
Sarai é apenas uma garota jogada no meio disso tudo, fazendo o necessário por anos para sobreviver nas mãos de um cara nojento e cruel, só para cair nas mãos de um homem frio, calculista e que não quer nada com ela além de se livrar para poder seguir em frente e com dinheiro no bolso.

                    - Você não tem medo de nada - digo, voltando a olhar para o teto.
                    - Engano seu. - Rebate ela. - Eu tenho medo de tudo. Do que o amanhã vai trazer e de não estar viva para ver.

       

Como qualquer livro, as coisas se embolam, pioram e seguem caminhos intensos até uma grande reviravolta.
Em todo livro com romance, sempre seguimos por alguns caminhos. Em alguns enredos, o romanceé tão evidente que sabemos exatamente quanto, como e onde por terminar (se terminar). Nesse caso, não é fácil saber quando a personalidade de Victor cedeu um pouco, dando espaço para a garota se aproximar e ir dominando a mente dele. Por mais que muita coisa seja um tanto quanto absurda do ponto de vista "normal" de uma pessoa mantida em cativeiro por tanto tempo, a escritora segue de uma maneira sútil, deixando as personalidades irem se encaixando aos poucos. Victor não perde sua essência, assim como sabemos que Sarai também não e, ainda assim, os caminhos vão se cruzando mais e mais.

- Você não pode se apaixonar por alguém que não está presente - diz ele, com convicção. - Eu parti antes que ela tivesse chance disso. 

Não sei se a autora tinha um público alvo definido, mas é um livro que agradará quem gosta de suspense, ação e frieza em doses moderadas enquanto um romance vai se construindo aos poucos. Acho que é um livro que me surpreendeu por não ser geralmente o que eu leria.
É uma situação atípica, mas o enredo todo é satisfatório.
Ele segue com uma constante interessante, sem se prender muito ao passado da personagem e deixa tudo ir desenvolvendo aos poucos. Desde cena de cativeiro, até uma garota lutando pela própria vida e conhecendo mais de si mesma ao ter uma chance.
É um livro que eu acho que vale a pena dar uma chance, ainda mais porque as páginas te consomem com uma facilidade incrível.


Há quem diga que, quando duas pessoas se separam, com o tempo elas se curam. Começam a se interessar por outras pessoas. Tocam a vida. Mas comigo não aconteceu nada disso. Sinto um vazio mais profundo agora.


E para complementar a ideia de ler um livro que daria um ótimo filme, com todas as cenas definidas e sendo ótimas para as grandes telonas... A Morte de Sarai teve seus direitos adquiridos para se tornar uma série para a televisão. Por enquanto, apenas o ator William Levy foi escalado para o papel de Victor.




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