Nerve - Um Jogo Sem Regras (2016)

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Sinopse: Uma garota, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade, decide participar de um jogo online: verdade ou consequência, um jogo onde todos os seus passos e atos são vistos e manipulados por uma comunidade anônima de hackers.


E é com essa sinopse que seguimos a vida da adolescente Vee Delmonico (Emma Roberts), que está prestes a terminar seu último ano na escola, tem uma paixão secreta pelo jogador do time de futebol e tira fotos do mesmo e de momentos escolares para deixar tudo bem registrado no anuário. Enquanto isso, tenta achar uma maneira de convencer a mãe (Juliette Lewis) a aceitar a ideia de fazer uma faculdade distante e sair de casa. Depois da perda do irmão, a ideia parece bem impossível pois sua mãe mostra a necessidade em ter a filha por perto.

E é com esse padrão de boa aluna que faz mais o que os outros querem e apenas confirma ser o tipo de garota que sempre toma atitudes já esperadas... que tudo vira de ponta cabeça. Sua amiga a apresenta a um jogo chamado NERVE, onde você pode escolher ser um observador ou jogador. E a amiga mesma prova que não existem muitos limites para se cumprir desafios que, no começo, se parecem bobos, inocentes e beirando o ridículo. Naquele clichê de se sentir acuada e precisar provar algo, Vee entra de cabeça em algo que ela jamais terá controle.





Como quero evitar contar spoilers, acho que dá para entender a trama e notar que um desafio simples que te paga 100 dólares, chamaria a atenção de muitos adolescentes por ai. Dirigido por  Henry Joost e Ariel Schulman, o filme segue por meio de riscos e eliminatórias, fazendo o jogador ter que ousar mais para conseguir ser um dos dois únicos finalistas, tendo cumprido todas as regras e sem ser dedo-duro sobre o jogo, principalmente para a polícia.

Fui assistir ao filme sem fazer ideia do que se tratava e acho que esse foi o ponto alto para sentir que tive uma surpresa muito agradável. Michael Simmonds foi um dos responsáveis pelo uso de câmeras que se movem o tempo todo, mostrando visões por dentro do computador, dentro do celular e até de alguns drones que vão registrando todos os momentos de cada participante, te fazendo sentir tudo bem na pele. O ponto do filme provavelmente é mostrar como toda a sociedade se esconde facilmente atrás de nomes falsos, procurando algum tipo de diversão ou adrenalina que acabe com a rotina tão bem conhecida. Porém, o ponto principal de tudo é o quanto os seres humanos esquecem o momento de parar, analisar e se importar com os outros por puro prazer estranho. Ou seja, já deu para notar que o assunto é a tecnologia e todo o mundo existente da darkweb, onde apenas hackers e amantes de todo esse conhecimento acabam tendo grande acesso. 




Tirando o trabalho com as cenas, que prendem a atenção e deixam tudo com um ritmo interessante, a trilha sonora do filme foi ótima. Na minha humilde opinião, claro. E é evidente que um bom blockbuster precisa de todo esse conjunto para funcionar e Rob Simonse foi o responsável por esse pequeno detalhe. Outra coisa necessária é o elenco. Não é um filme onde temos rostos absurdamente conhecidos, porém, os personagens principais acabam cumprindo seu papel em dosar a tensão de momento, fazer uma parceria desejada pelos observadores e deixar os momentos românticos acontecerem. Claro, o clichê sempre vai existir, mas ainda acho que tudo foi dosado bem e não me pareceu absurdamente forçado. Dave Franco interpreta o papel de Ian, grande responsável por impulsionar o desejo em Vee de continuar cumprindo os desafios




Sem alongar muito, posso dizer que é um filme que te tira da zona de conforto, te deixa analisando o quanto as pessoas podem cruzar as linhas do que é normal para conseguir fama ou tentar salvar a si mesmo. Tem todo o pacote necessário para ser um filme que agrada muitos e desagrada muitos outros também. Sou do time que se delicia com esse tipo de situação, então me sinto bem feliz =D 
Agora...o final. Eu aceito o que aconteceu, apesar de ter achado que tudo foi para um caminho "mais fácil" e não tão surpreendente assim. A ideia é boa, mas acho que repete muito o que o próprio filmes já vinha mostrando quando muitos personagens acabam se colocando em situações de risco. Porém, não consigo pensar em um final que tivesse sido bom sem tender para um drama excessivo. 

Ok, ok. Parei de falar.
Se não tem problemas com um filme com alguns clichês... abra a mente e veja sem problemas.
Talvez sua experiência seja tão boa quanto a minha foi ;D

Caso queira conferir o trailer do filme, clicar AQUI






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2 comentários:

  1. O trailer não havia me empolgado (vi qdo assisti esquadrão suicida). Mas sua resenha me despertou curiosidade. Baixei para ver essa semana.

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  2. Wllington, ficamos feliz com seu comentário. Como já faz um tempo, caso tenha visto o filme, volte aqui e nos diga o que achou =D Talvez não seja um filme para todos, mas acabou me empolgando =D
    Beijos: Mila!

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