Águas Rasas (2016)

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Sinopse: Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.

Águas Rasas segue aquela ideia bem arriscada de pegar um ator/atriz e o colocar em uma situação onde o filme irá depender inteiramente dele. Alguns filmes fazem isso e muitos podem gostar, ou odiar ter que sempre olhar para a mesma pessoa e todas suas reações. Eu sou aberta a todo tipo de experiência. O que me deixou um tanto receosa, por gostos pessoais mesmo, foi imaginar a Blake Lively sendo responsável por algo assim. Não me entendam mal, não a odeio e não desprezo seu trabalho, só nunca tivemos uma afinidade muito grande. ( No fundo, não quer dizer nada, não é mesmo? auhhau) E que ótima surpresa ela foi, meus caros. Vale dizer que não posso deixar o crédito apenas para ela. Como Tom Hanks em Náufrago, e a bola Wilson...tivemos Blake e sua companheira gaivota.



Dirigido por Jaume Collet-Serra, o mesmo que dirigiu "A Órfã", temos um filme que se passa em um lugar lindo, uma ilha com água suficiente para nos dar excelentes cenas debaixo da água e com o clima de lugar inexplorado que nos deixa muito mais tensos para saber o destino da personagem.
Como a sinopse já diz, Nancy acaba se vendo presa em um recife de corais e é lá que a maior parte do filme se passa. Acompanhada da gaivota ferida (que apelidei de Lorena) ela acaba usando suas técnicas de estudante de medicina para conseguir aguentar um pouco mais de tempo ali, enquanto tenta calcular a melhor maneira de conseguir fugir de um tubarão.

Há uns dias atrás fiz uma resenha sobre um outro filme do mesmo assunto, lançado também esse ano. In The Deep acaba tendo poucas protagonistas em cena também, tendo muita água ao redor e duas personagens que tentam sobreviver da melhor maneira que podem. Porém, diferente do primeiro filme que resenhei, Águas Rasas nos dá muito mais da querida criatura que tanto me aterroriza. Podemos ter cenas de sangue, boca cheia de dentes e muito da presença enorme do tubarão nadando e rodeando Nancy, que é sua presa em questão. Por esse quesito, dou um ponto positivo ao filme, que claramente usa bem dos efeitos visuais que tem, apesar de eu ainda ter esperado um pouco mais de mortes. E, como disse antes, a ilha é afastada, portanto, as mortes que vieram por consequência foram bem trabalhadas, sim.

No todo, é o típico filme pipoca que nos dá sustos em cenas importantes, deixando a tensão acontecer para não fazer com que o filme fique monótono já que depende apenas de uma personagem ilhada. O que nos leva a citar que um filme com um personagem apenas precisa ter alguém que seja carismático o suficiente para que nos importemos com ela e nos mantenha presos esperando um fim satisfatório.



O que nos leva ao...final. Relaxem, sem spoilers. Mas é o tipo de filme que vai te levar para um final que não segue uma lógica totalmente plausível, pelo menos para mim. Poderia pensar na realidade da cena e as consequências que aquilo teria, mas... deixarei que vocês assistam e julguem. Serei sempre a favor de caos, sangue e loucura, minha mente é bem aberta para isso. Mas... não sei. Depois de toda a cena tensa, um final com um toque emotivo demais é de longe algo que me cativa.





Um filme bom, que faz o que promete, com uma interpretação que nos mantém sentados até o fim. Portanto, uma experiência bem interessante =D





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