Metamorfose? - Gail Carriger

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Sinopse: Nesta deliciosa e maldita sequência da série iniciada com Alma?, Alexia Tarabotti se encontra envolvida, só pra variar, em um mistério sobrenatural. Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada. Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se... lhe der vontade.


Sabe quando você começa a ler uma sequência com todos os medos de não conseguir ter aquela linda essência do primeiro livro? Pois bem, isso não acontece com o segundo volume da série O Protetorado da Sombrinha, de Gail Carriger.

A autora começa o livro com um mistério já em andamento, que deixa Alexia totalmente confusa, junto de uma alcateia enorme que aparece em seu quintal. Todos os seres sobrenaturais se tornaram humanos, por um certo período de tempo e em certas localidades. E é com essa trama que a autora nos leva pelo mundo sobrenatural criado por ela, com seus toques de steampunk.

A alcateia olhou para o marido dela, pedindo que os salvasse de sua esposa. Mas a expressão do conde dizia tudo: eles estavam à mercê dela, pois ele apreciava carnificina. 

Nossa personagem principal se vê cercada de sugestões, dicas, pessoas novas e acaba se deixando levar para uma Escócia distante, em busca de respostas e acompanhada de uma nova sombrinha que é absurdamente cheia de utilidades. Claro que até chegarmos a esse ponto, a história se desenvolve com calma, onde vamos nos acostumando com a nova vida de Alexia, agora conhecida como Lady Maccon. O começo do livro se mostrou bem detalhado, algo que a autora faz muito bem desde o primeiro livro, porém um tanto quanto lento. Mas, assim que Alexia se junta a irmã, Felicity, (contra a sua vontade) e sua amiga, Ivy, em um dirigível... as coisas melhoram absurdamente.

E nada mais amor do que ter personagens já bem conhecidos dando as caras, com suas identidades bem peculiares e jeito envolvente. Podem falar o que quiser sobre Ivy, mas a acho um acréscimo incrível à história, com seu jeito inocente e dramático. E é nessa onda de personalidades fortes, sendo de jeito positivo ou não, que somos introduzidos a algumas novas pessoas. Uma delas sendo a inventora francesa, Madame Lefoux, uma dama que prefere se vestir com calças e colete, muito parecida com um homem e mostrando afeto em excesso a nossa querida Lady Maccon.

Lady Maccon fechou os olhos e respirou fundo, aborrecida. Francamente, será que tinha que fazer tudo sozinha?


Enquanto os personagens vão abrindo espaço dentro de nós, a trama se desenvolve com suspense, tiradas cheias de bom humor e descrições melhores ainda. Alexia não perdeu em nada sua essência mesmo depois de casar, e fiquei muito aliviada ao ter boas doses do jeito sagaz e irônico da personagem. E enquanto temos um super problema acontecendo, a autora ainda nos faz passar por algumas outras pequenas situações, assuntos sendo abordados da melhor maneira e todos tendo seu devido tempo nas páginas. Até Lorde Maccon, que sempre me irrita um pouco, conseguiu se desenvolver bem ao casar com Alexia, deixando sua personalidade se complementar muito bem a da esposa.

Para quem não está tão acostumado, os capítulos são um pouco longos, o que faz parecer que alguns assuntos se estendem demais, mesmo com a quebra de trama no meio dos capítulos. Mas, com o tempo e deixando o mundo descrito nos absorver, fica fácil se perder entre as linhas.
Outra coisa que já vi sendo comentada e acho que seria um acréscimo ótimo a série toda, seria se tivéssemos desenhos de todas as invenções, sombrinhas e locais descritos. Ainda mais depois de uma inventora como Madame Lefoux entrar no contexto e as descrições serem tão bem feitas. Ilustrações sem dúvida seriam um enriquecimento perfeito.

Claro que ele tivera outras amantes; com dois séculos, ficaria preocupada se não tivesse tido, e quase todas as noites se sentia grata por aquela experiência. Mas esposa? Nisso ela não tinha pensado.

Agora, o final... ah, o final.
Eu me senti tão triste, tensa e querendo mais que nem sei por onde começar. A autora faz todo o desenrolar do mistério ser muito bom, apesar de eu mesma ter chegado a resposta de certa maneira. Isso não atrapalha em nada, mas um outro assunto já é jogado nas últimas páginas, nos prendendo para sempre na expectativa do que pode acontecer. E, sim, triste. Com sorte, a continuação já foi publicada e tentarei ler Inocência? o quanto antes!

Uma série repleta de sarcasmo, aventura, suspense, romance e doses de steampunk para quem ainda não conhece o gênero. Um livro com uma personagem principal que não tem medo de ter o controle da situação e que se joga de cabeça em tudo e mantendo seu jeito de falar sem pensar.
Indico, sem sombra de dúvidas ;D


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