O caderninho de desafios de Dash & Lily - David Levithan & Rachel Cohn

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Sinopse: O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.



 Quero acreditar que existe alguém por ai só para mim. Quero acreditar que existo para estar aqui para esse alguém.


E quando David Levithan lança um livro, o que acontece?? Felicidade extrema e necessidade absurda de ler tudo o quanto antes. Por isso, me joguei de cabeça nessa nova experiência. Acho que é o primeiro livro que consegui ler dessa parceria dele com a Rachel Cohn, e preciso começar dizendo que é um livro interessante, sim!

Acreditamos nas coisas erradas, escrevi, usando a mesma caneta que Boomer usou no braço. É isso o que mais me frustra. Não a falta de crença, mas a crença nas coisas erradas. Você quer sentido? Os sentidos estão por aí. Mas somos bons demais em lê-los da forma errada. 


A narrativa é feita em primeira pessoa, variando entre Dash e Lily, o que sempre me deixa muito feliz pois adoro quando podemos analisar as coisas em duas versões e saindo da zona de pensamento de um só personagem.

"Se não tivesse acabado, talvez a abraçasse. Se não tivesse acabado, talvez a beijasse. Mas apenas surpreendi a nós dois ao dizer:
          - Vou sentir sua falta.
          Foi um daqueles momentos em que você sente tanto o futuro que chega a diminuir o presente. A ausência dela era palpável, embora ela ainda estivesse no quarto. 
          - Também vou sentir sua falta - admitira. Mas aí, fugiu do momento, fugiu do nós, e acrescentou: -  Vou sentir falta de todo mundo. " 


Então, de um lado temos Dash, um garoto mais na dele, o que o faz não parecer tão amigável, que odeia o Natal e conseguiu dar um jeito de enganar seu pai e sua mãe, que são separados, e passar a data sozinho, aproveitando da maneira que ele bem quisesse.
Por outro lado, temos Lily, uma garota que pode ser considerada fofa, inocente, gentil, que aprecia a família, o contato com as pessoas e que ama tanto o Natal que aceita sempre cantar em um grupo natalino, formado por ela. Porém, esse ano suas festividades mudaram com a viagem dos pais e ficando ao cuidado do irmão, Langston, que está ocupado demais com seu namorado. E é assim que surge a ideia do caderninho, onde Langston, precisava fazer Lily sair e o deixar em paz, encontrar um namorado e se divertir.


- Sabe, Dash, eu nunca fui a garota da sua cabeça. E você nunca foi o garoto da minha. Acho que ambos sabíamos disso. Só quando tentamos fazer a garota ou garoto da nossa cabeça virar real é que o verdadeiro problema aparece. Fiz isso com Carlos, e foi um fracasso retumbante. Cuidado com o que está fazendo, porque ninguém nunca é quem você quer que a pessoa seja. E, quanto menos você conhecer a pessoa, mais provável é que você a confunda com a garota ou garoto da sua cabeça. 
- A representação do que você deseja - constatei.
Sofia assentiu.
- Sim. Nunca se deve desejar isso.


Assim como outros livros do David, sei que nos faz ter alguns momentos de reflexão, ainda mais porque os dois personagens são recheados de momentos filosóficos, analisando tudo ao redor, seus medos e vontades. Porém, não é nada em excesso ou que te faça sentir muito completo.
Então, temos dois personagens que são diferentes, tem um jeito bem peculiar a sua maneira, e de alguma forma começam a conversar e dividir experiências. E, por ser um livro escrito por dois autores diferentes, posso tranquilamente falar que a narrativa flui de boa maneira, sem deixar pontas soltas ou esquecer detalhes importantes.


Quando cheguei à rua, senti vontade de conversar com alguém. Mas quem? É em momentos assim, quando você mais precisa de alguém, que o mundo parece menor.


A única coisa que posso falar, sobre um gosto pessoal, é que a Lily não é uma personagem que me agrada totalmente. Apesar de ter sua inocência e eu apreciar isso, ela me parece um tanto quanto mimada, rodeada de pessoas que a protegem demais, o que a faz saber que pode explodir a qualquer momento, por mais que tente justificar essas explosões com alguns pequenos traumas.
E o Dash é evidentemente um adolescente comum, que não se transforma em um garoto absurdamente incrível, que tem seus defeitos, que não insiste demais, que se afasta quando as coisas não saem como planejado e se torna...humano. Por isso, ponto positivo para o Dash. Quem sabe um dia eu não aprenda a amar a Lily, também?

-  Me disseram que não dá para voltar atrás. Então escolhi seguir em frente.


Um livro bom, com aquela pitada de comédia romântica, que pode ser lido em um momento calmo para a narrativa simples ser bem apreciada. Ou ser uma boa escolha quando você quer apenas se acalmar e ter um livro que você leia rapidamente por ser simples, gostoso de ler e que não te faça ter questionamentos absurdos sobre a vida.

 - (...) As pessoas importantes em nossas vidas deixam marcas. Elas podem ficar ou não no plano físico, mas existem para sempre no coração, porque ajudaram a formá-lo. Não dá para esquecer isso.


Não é um dos melhores livros que já li, mas a simplicidade dos detalhes, das personalidades de todos - já que o livro não se resume apenas a Dash ou Lily - faz a experiência ser uma delícia =D

- (...) Pessoas dizem pessoa certa, hora errada ou pessoa errada, hora certa, normalmente é pura desculpa. Elas acham que o destino está brincando com elas. Que somos todos apenas participantes desse reality show romântico que Deus se diverte assistindo. Mas o universo não decide o que é certo e o que não é. Você é quem decide. 
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