O Inquisidor - Mark Allen

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Com situações bem dosadas e suspense instigante, a trama de “O Inquisidor”, de Mark Allen Smith, publicado pela Record, é bem escrita e trabalhada. Para quem procura por uma história inteligente, com reviravoltas criativas e um final inesperado, o título é a escolha perfeita. Curioso? “O mundo não sabe nada sobre você. Esse é meu presente. Você não é ninguém.”, revela um trecho.
O investigador Geiger é o personagem central. Ele tem um dom. Sabe quando alguém está mentindo e utiliza esta habilidade para levar suas vítimas a um ponto em que o medo supera a dor. Vítima? Sim. Seu sócio, o ex-jornalista Harry Boddicker, lhe traz um menino de doze anos como novo cliente. Geiger, na tentativa de salvar a vida do garoto, investiga por que alguém está tão desesperado para descobrir os segredos do menino. No meio dessa caçada implacável, o passado misterioso e sinistro de Geiger vem à tona.
“O Inquisidor” não se prende apenas na personalidade complexa do investigador Geiger, e a relação que mantém com seu trabalho. A narrativa conta também a história de Harry – um hacker que tem uma irmã com problemas psicológicos – e de Ezra. Personagens que não trazem tantas surpresas sobre suas personalidades, mas que dão grande sentido à trama. Em determinado momento, a história ultrapassa o contexto calculista, observador e frio do personagem principal e abre espaço para o amadurecimento da personalidade de todos os participantes.
A história conta com alguns pequenos flashbacks de lembranças que vão aparecendo conforme Geiger se perde em seu objetivo: proteger o garoto Ezra. Conforme se permite dividir sua rotina com a criança, as dores de cabeça vão aumentando e quanto mais pressão o mundo ao redor exerce em cima do protagonista, mais fragmentos da infância do mesmo vão surgindo. Em vários momentos, cria-se certo carinho pelo personagem, que apesar de frio, tem seus conceitos de vida bem definidos. Quando as barreiras com seu passado vão caindo, encontramos um Geiger vulnerável e humano.
Geiger é apresentado de maneira direta, mostrando o modo com que obtém as informações necessárias para exercer seu trabalho. O investigador usa mais da pressão emocional, do que o lado físico e agressivo para conseguir as informações necessárias das suas vítimas. Uma recaída no espírito estável do personagem, faz o protagonista contar sobre os sonhos que anda tendo, seguidos das piores dores de cabeça. Geiger se mantém fixo à ideia de que os sonhos e as dores são a chave de todas as dúvidas que tem sobre si mesmo.

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