Ainda Estou Aqui || 2022
Entre o adeus e muitos ecos de amor (com pitadas de obsessão)...
Olá, amores! Mila aqui e antes que confundam com o filme nacional, esse vem lá de 2022 e seu título original é The In Between. Dirigido por Arie Posin, é um drama romântico com tons sobrenaturais que se prende menos na originalidade da trama e mais na tentativa de nos emocionar por meio da dor da perda. Disponível na Netflix, o filme traz Joey King e Kyle Allen nos papéis principais, explorando a ideia de que o amor pode atravessar a maior das barreiras.
Mas, vamos lá.
A narrativa acompanha Tessa, uma jovem introspectiva que carrega traumas familiares e dificuldades em se conectar emocionalmente com o mundo. Sua vida muda ao conhecer Skylar, um rapaz sensível e afetuoso, com quem constrói um romance rápido, porém intenso. O filme opta por mostrar essa relação de forma quase idealizada, apostando em gestos simples e diálogos suaves para estabelecer o vínculo entre os dois. Essa escolha funciona até certo ponto, mas também torna o relacionamento previsível, além de já sabermos mais ou menos o caminho que o casal terá.
Quando Skylar morre em um acidente, o longa passa a se estruturar em torno do luto de Tessa. É nesse momento que o elemento sobrenatural entra em cena com sinais sutis que indicam que ele tenta se comunicar com ela de algum lugar entre a vida e a morte. A proposta fica mais clara e traz aquela ideia cliché de superação em uma jornada de despedida, o que nos traz elementos já conhecidos para filmes desse gênero.
Porém, não vou deixar de citar que, para mim... deixou aquela pitada amarga de obsessão também. Não apenas não saber como dizer adeus (especialmente um relacionamento mais recente), mas pela forma como tudo isso afetava ambos.
Joey King entrega uma atuação competente, especialmente nas cenas de sofrimento silencioso, onde seu olhar e postura corporal comunicam mais do que os diálogos. Ainda assim, o roteiro limita suas possibilidades dramáticas, insistindo em reações previsíveis. Kyle Allen, por sua vez, cumpre bem o papel do par romântico idealizado, embora seu personagem exista mais como lembrança e projeção emocional do que como figura plenamente desenvolvida. O elenco de apoio, que inclui Kim Dickens e John Ortiz, funciona como suporte emocional, mas é pouco explorado.
Lembro que ao assistir, o clássico Ghost veio a minha mente, mas com um toque mais sombrio, não tão caloroso, o que se explica na trama e na jornada que o casal terá que passar.
No fim, Ainda Estou Aqui é um filme que mira na emoção, mas se contenta com soluções fáceis. Eu gostei da experiência e por isso estou trazendo minha opinião, mas é importante dizer que ele não reinventa o romance sobrenatural nem aprofunda suas reflexões sobre morte e memória, mas pode tocar pessoas mais sensíveis ao tema do amor interrompido. É uma obra que funciona melhor quando aceita sua própria simplicidade e para quem busca uma experiência emocional direta, ainda que previsível.
Se você gosta de romances trágicos e filmes que exploram o luto de forma acessível e sentimental, esse filme é totalmente para você!




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