Uma parede entre nós || 2024
Pegue a pipoca para uma jornada doce e absolutamente cativante. Uma parede entre nós é leve, é charmoso e é o abraço em forma de filme que o seu final de semana merece.
Sinopse: Recém-solteira e focada na carreira de pianista, Valentina (Aitana Ocaña) só quer uma coisa: passar na audição da sua vida. O problema? O vizinho ao lado. David (Fernando Guallar) é um designer de jogos que precisa de silêncio absoluto para criar, enquanto ela precisa de música para viver. Com apenas uma parede fina separando o caos do foco, a convivência vira um campo de batalha... e quem sabe, o início de algo muito mais barulhento (e apaixonante).
Percepções: Sabe aquele preconceito de quem acha que já viu de tudo no gênero? O trailer de Uma Parede Entre Nós derrubou o meu. É verdade que ele não reinventa a roda: é uma história leve, sem conflitos densos ou dramas que tiram o sono. A falta de flashbacks pode até deixar o passado dos personagens meio nublado, mas há algo de irresistível nessa simplicidade. É uma produção tão gostosinha que, mesmo sendo um clichê, é impossível não se render ao charme da Aitana Ocaña e do Fernando Guallar.
Neste romance espanhol, o passado fica em segundo plano para dar lugar ao agora. Através de diálogos afiados com personagens secundários, descobrimos as feridas de Valentina e David. Enquanto ela luta para ser uma profissional respeitada, tentando finalmente assumir as rédeas da própria vida; ele segue preso a um isolamento que parece seguro, mas é limitante. É uma jornada de amadurecimento leve, onde o maior desafio não é a parede de concreto, mas as barreiras que criaram para si mesmos.
O grande trunfo aqui é a energia entre os protagonistas, mesmo quando há uma parede entre eles. As provocações são convincentes e o ritmo, embora sutil, mantém você investido no que está por vir. Não espere grandes reviravoltas ou eventos épicos; a força da obra está no cotidiano e na evolução silenciosa dos sentimentos. É uma história que não tenta ser maior do que é, e justamente por isso, entrega uma experiência tão gostosa.
Aitana Ocaña dá vida a Valentina, uma jovem pianista que está recomeçando após um término.
Conforme a narrativa avança, as subtramas se alinham e a mensagem floresce com clareza: a parede entre Valentina e David não divide apenas espaços; ela simboliza as restrições que nos impomos. O longa nos convida a questionar: o quanto da nossa autenticidade sacrificamos para caber no papel que os outros esperam de nós?
Com um elenco que não brinca em serviço, a obra nos entrega performances carregadas de uma verdade rara. Não há personagens sobrando: do papel principal ao coadjuvante mais discreto, todos têm um propósito claro e uma importância evidente na trama. É esse equilíbrio que dá alma ao filme, fazendo com que a gente se importe com a jornada individual dos personagens.
Mesmo sendo uma nova versão do filme francês Um Encontro às Cegas (2014), esta produção encontrou seu próprio tom. Pode não ser o romance mais épico que você já viu, mas é impossível sair ileso ao charme dos protagonistas. Entre sorrisos bobos e uma sensação de conforto, o filme prova que, com o elenco certo, até os clichês ganham um brilho especial.
Confira o trailer:
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