A Contadora - Freida McFadden
Entre tartarugas, segredos e convivência artificial... essa trama te fará duvidar de tudo e todos.
Olá, amores! Mila aqui e para começar o ano, trarei uma leitura feita ano passado por meio de uma leitura em conjunto, que veio da troca de presentes de amigo secreto. O sorteio havia sido realizado em 2024 e passou pelas meninas antes de chegar até mim, já que era meu desejado.
E, agora, compartilharei o que achei da leitura!
A Contadora, da autora Freida McFadden, é um thriller psicológico que prende do início ao fim com um mistério que considerei simples, mas que me manteve conectada. Publicado em 2024 pela Editora Record, o livro explora até que ponto conhecemos as pessoas ao nosso redor, especialmente aqueles com quem dividimos o dia a dia no trabalho.
A história começa no escritório da empresa Vixed, onde Dawn Schiff trabalha como contadora. Dawn é vista pelos colegas como uma pessoa estranha e solitária: sua rotina é exata, seu comportamento é rígido e ela não tem amigos no trabalho. Por sua maneira de ser, muitas pessoas a ignoram ou até zombam discretamente dela.
Tudo muda em uma manhã em que Dawn não aparece para trabalhar. A reação de sua colega, Natalie Farrell, uma das funcionárias mais admiradas da empresa, carismática e bem-sucedida... é de preocupação. Natalie sabe que Dawn jamais chegaria atrasada ou faltaria sem aviso já que suas mesas ficam lado a lado. E é quando ela atende uma ligação anônima na mesa da desaparecida, que começa a entender que há algo muito errado por trás do sumiço. A partir daí, a trama segue como um jogo de gato e rato entre o que parece ser verdade e o que pode ser mentira, levando Natalie a questionar não só o desaparecimento da amiga, mas também sua própria percepção sobre tudo e todos enquanto seu papel nessa história também se torna duvidoso.
O desenvolvimento da trama é marcado por detalhes que constroem significados aos poucos. Vamos conhecendo Dawn, sua vida, rotina e hiperfoco em tartarugas. Ao mesmo tempo temos Natalie que, inicialmente, parece ter uma vida estável e segura, mas devido as escolhas que fez para saber mais sobre o destino de Dawn, notamos suas fragilidades, inseguranças e uma personalidade que vem de um passado que influencia tudo. A autora intercala capítulos focados no presente com flashbacks que revelam mais sobre as personalidades e histórias dessas mulheres, mantendo o suspense e nos fazendo duvidar de nossas próprias suposições.
Ponto alto para a escrita de McFadden que é envolvente e sóbria, fazendo com que a narrativa avance sem rodeios, com capítulos curtos que mantêm o ritmo acelerado. Isso ajuda a construir um clima de tensão constante: a cada pista revelada ou questionamentos novos, me sentia mais próxima de respostas e, ao mesmo tempo, mais confusa sobre quem está dizendo a verdade. A autora também introduz temas atuais e relevantes, como bullying no ambiente de trabalho, julgamentos sociais e a forma como silêncio e aparências podem mascarar feridas profundas.
O desfecho entrega um final não tão surpreendente apesar de uma reviravolta interessante. Para quem já estava envolvida na leitura, como eu, o plot twist não veio como uma surpresa, mas poderia ter trazido um final mais satisfatório se executado de forma mais inteligente. Não é um livro que nos faz sentir como leitores sagazes, mas sim um tanto questionáveis, com a autora trazendo soluções simples e atitudes que me parecem um tanto bobas para um cenário que foi construído em meio a tensão. Mas... a virada da narrativa junta muitas das peças espalhadas pelo enredo e nos faz refletir sobre os limites entre inocência e culpa, verdade e percepção.
No fim, A Contadora é ideal para leitores que gostam de mistérios psicológicos, histórias com personagens cativantes, curiosos e reviravoltas não tão surpreendentes. É uma leitura segura, sem grandes surpresas e que poderia ter sido muito melhor, mas dá para gastar um tempo de leitura =D




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