Fração de Segundo (Encruzilhada #2) - Kasie West

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Sinopse: Por causa de sua habilidade paranormal, Addie é capaz de Investigar seu futuro sempre que se depara com uma escolha, mas isso não torna sua realidade mais fácil. Depois de ser usada pelo namorado e traída por Laila, sua melhor amiga, ela não hesita em passar as férias com o pai no mundo Normal. Lá ela conhece Trevor, um garoto incrivelmente familiar. Se até pouco tempo ele era um estranho, por que o coração de Addie acelera toda vez que o vê?
Enquanto isso, Laila guarda um grande segredo: ela pode Restaurar as memórias de Addie - só falta aprender como. Muita gente poderosa não quer que isso aconteça, e a única pessoa que pode ajudar Laila é Connor, um bad boy que não parece muito disposto a colaborar. Como ela vai ajudar a amiga a alcançar o futuro feliz que merece.


Para começarmos isso, vale lembrar que é uma continuação, ou seja, teremos alguns comentários que serão spoilers para quem não leu o primeiro volume da coleção.

Dito isso, voltamos a acompanhar Addie em uma narrativa em primeira pessoa que mostra todo o procedimento de como é deixar o Complexo e ir passar uns dias com seu pai, divorciado de sua mãe. Addie nota que existe todo um procedimento a ser estudado para poder sair, tendo que garantir que não dividiria nada sobre habilidades e o Complexo com nenhum Normal, pois as penas não seria boas. Com toda a certeza de que só teria que lidar com alguns dias com o pai, ela aceita e vai notar que as coisas não são tão simples como deveriam ter sido.

Fiquei ali por mais cinco segundos, inundada da felicidade que ele oferecia e que se estendia dos braços até a ponta dos dedos. Depois me afastei e saí da lanchonete. A alegria que contagiava meu peito se foi, e me dei conta do quanto aquela sensação era rara para mim e por que eu estava tão desesperada para mantê-la.

Por outro lado, seguimos sua amiga Laila que vai nos contando parte da realidade em que ela começou a viver depois do fim do primeiro livro. Como sabemos, Addie escolheu uma realidade em que Laila ficasse bem e viva, enquanto algumas coisas foram sumindo de sua mente. Com aquele pequeno peso de ter magoado sua amiga ao beijar seu namorado na época, Laila adia o pedido de Addie em um bilhete, de a ajudar a restaurar as memórias da amiga, sendo que ela ainda nem sabia que poderia fazer isso.

Saí da caixa. Já estava começando a anoitecer, e nuvens rosadas marcavam o céu. Eu achava que os Perceptivos podiam fazer o pôr do sol ficar mais bonito do que realmente era, mas observar o fenômeno nas últimas semanas tinha me feito perceber que nem tudo o que era belo era ilusão.


Enquanto Addie se vê descobrindo novos poderes, Laila entende que tem que achar uma maneira de acelerar a evolução de sua habilidade para poder ajudar a amiga. É uma narrativa que parece simples, mas acaba levando as duas para momentos intensos.

A autora segue com uma narrativa mais limpa (se é que posso chamar assim), onde não se prende tanto a detalhes e algumas trocas de cena acabam acontecendo de maneira abrupta demais. Em um momento a personagem tem que fazer algo e, muitas vezes, a autora optava por já pular o desenvolvimento disso tudo e ir direto aos "finalmentes". O que pode poupar tempo e deixar a narrativa mais rápida, mas de vez em quando só parecia falta de mais cuidado com o momento.


Minhas mãos tremiam, querendo muito bloquear o caminho que eu tinha acabado de abrir. Precisava dela em minha vida. Ela fazia com que fosse mais fácil respirar.

Porém, nada disso impede a trama de ter um começo interessante, um meio um pouco mais lento e um final muito bom. Em alguns momentos eu sentia que nada ia para lugar algum, apesar de alguns relacionamentos das meninas com outros personagens, principalmente Trevor, Stephanie, Duke e Connor, começarem a ir melhorando exatamente por causa dessa lentidão.

O livro tem romance, sim. E acaba sendo um grande motivo para encaminhar a história para um lado mais...compacto. Se algumas coisas tivessem sido diferentes, provavelmente teríamos um tipo de distopia com personagens que vão contra um sistema já pré estabelecido antes mesmo de nascerem. Por ser uma duologia, as histórias já fogem um pouco do que estamos acostumados, apesar de no fundo ser mais do mesmo. O que não é algo ruim, de toda forma, pelo menos não para mim.

- Não faça eu me arrepender disso - eu disse, com a boca na dele.
          - Estou surpreso que já não tenha se arrependido.


A autora finaliza a série Encruzilhada muito bem, fechando alguns pontos abertos da maioria dos personagens e nos deixando com aquela esperança de que tudo pode dar certo se tivermos bons motivos para lutar e tentar. Não é uma das séries que mais me tiraram o fôlego, mas valeu pelo tempo lido, sem dúvida alguma. =D

- Acho que eu te amo - eu disse com a boca encostada na dele.
- Acho que posso me acostumar com isso - ele respondeu.

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